Por outro lado, muitas pessoas reclamaram da falta de informações e de atrasos. "Acho que esta mudança só trouxe confusão. Até agora, não entendi nada. Isso só vai trazer atraso para gente deslocar de um bairro para outro", afirmou a dona de casa Raquel Nize Rodrigues, de 38 anos. A autônoma Maria das Dores Tolentino, de 36 anos, acha que será muito difícil para que as pessoas consigam descer em um ponto de ônibus no centro e pegar um outro coletivo em apenas 30 minutos. "Seremos obrigados a pagar duas passagens", disse Maria das Dores, que mora no bairro Delfino. O aposentado Haroldo Fiuppi, de 75 anos, acredita que os problemas decorrentes da mudança no sistema de circulação dos ônibus urbanos serão verificados somente nos primeiros dias do novo sistema. "No princípio é assim mesmo, as pessoas, principalmente as mais simples, se apavoram por falta de informação. Depois, as coisas se encaixam", disse o aposentado.
De acordo com a prefeitura, com o sistema radial, o número de linhas subiu de 43 para 52, reduzindo o período de espera pelos veículos nos pontos de ônibus. O novo modelo permite ao usuário deslocar de seu bairro de origem, passar pelos pontos de integração e ir até outro destino. Mas, não é possível retornar ao mesmo bairro de origem, sem pagar outra tarifa. Além de postos de informação no centro da cidade, a Empresa Municipal de Planejamento, Gestão e Educação no Transito (McTrans) e a ATCMC criaram um serviço de telefone gratuito para esclarecimentos aos usuários. O número é 0800 0385151.
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