Defesa Social quer gratuidade para PM em Natal

segunda-feira, 8 de setembro de 2008



A reunião realizada ontem no quartel da PM para encontrar soluções contra a violência no transporte coletivo travou justamente no ponto mais delicado da questão: quem vai pagar a gratuidade da passagem de policiais. Os empresários do setor negaram a proposta lançada pela Segurança de abrir mão por 30 dias da cobrança enquanto o subsídio é levado à discussão dentro do governo.A intenção do secretário de Defesa Social, Agripino Neto, seria que policiais fardados pudessem utilizar o sistema gratuitamente por um mês, período tido como suficente para mudar o quadro da violência. Enquanto isso, ele se comprometeu em convocar os órgãos de finanças do governo para achar uma solução sobre o financiamento da gratuidade para compensar as empresas.Entretanto, a proposta foi prontamente negada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Natal, Agnelo Cândido. ‘‘Negar isso ao secretário e ao comandante da PM é muito difícil, mas nós vamos negar’’, disse, argumentando que a categoria não tem condições de arcar com a gratuidade. ‘‘Não temos condições de conceder nem um dia’’, completou.Diante da negativa, ressaltando que não queria criar polêmica, Agripino Neto lembrou aos empresários que a legislação brasileira confere ao PM entrar em qualquer local desde que esteja em serviço. ‘‘Podemos perfeitamente dotar os policiais de ordem de serviço para isso’’, avisou. E acrescentou: ‘‘Nós estamos dispostos a fazer gestão ao poder público para resolver e questão.’’OSTENSIVOColocar PM’s em serviço dentro dos coletivos é justamente uma das medidas anunciadas ontem pela Secretaria de Defesa Social durante a reunião. Segundo o comandante da corporação, coronel Marcondes Rodrigues, duplas de policiais serão designadas a trabalhar dentro das linhas mais críticas. Além disso, nos terminais mais perigosos a PM vai colocar quatro PM’s de sentinela.Marcondes Rodrigues anunciou também que a partir de hoje vai iniciar a operação ‘‘Quartel Vazio’’, que consistirá em deslocar para o trabalho de rua todos os policiais que fazem serviço administrativo no quartel. ‘‘Não tenho dúvida nenhuma que essa batalha será vencida’’, disse. Segundo ele, a Sesed também designou um delegado exclusivo para dar andamento aos assaltos a ônibus.Outra providência tomada durante a reunião foi a formação de uma comissão composta por membros da polícia, sindicatos de motoristas e empresários e da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano (STTU) para tratar questões relacionadas ao combate a violência no transporte coletivo. A questão do subsídio à gratuidade dos policiais está entre os itens a serem discutidos.

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