No Recife, Queima de paradas é o problema mais apontado por passageiros

domingo, 26 de maio de 2019

A queima de paradas ficou em primeiro lugar no ranking anual de queixas de usuários de coletivos gerenciados pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. Ao todo, foram 12.850 mil registros de reclamações, divididas entre seis categorias como falta de urbanidade, não cumprimento do horário e dirigir perigosamente que, inclusive, ficou em último lugar.

No último balanço, divulgado na semana passada, 4.566 queixas foram destinadas à queima de paradas na Região Metropolitana, campeã também no balanço anterior. Nessas, estão inclusas as queimas para usuários comuns, idosos e pessoas portadoras de deficiência. De acordo com a gerente de Fiscalização do Grande Recife, Kátia Sena, existem fatores físicos externos ao coletivo que podem provocar o problema.

“Quando o usuário nos notifica, nós verificamos. Pode ser uma iluminação mal feita, a parada pode estar em um lugar errado ou pode haver algum obstáculo. Algo que temos visto muito são veículos parados no ponto de ônibus, impedindo que o coletivo estacione”, informou Kátia.

O segundo lugar também foi o mesmo nas duas últimas pesquisas, os atrasos, ou o não cumprimento do horário. A categoria teve 3.035 mil queixosos. “A empresa pode se justificar em defesa. Alegar que houve congestionamento, uma obra ou um obstáculo no percurso, uma quebra de veículo, justificativas que nós acatamos. Caso não seja, nós consolidamos a autuação que pontua negativamente no desempenho da operadora”, explicou a gerente.

A manutenção dos equipamentos ficou em penúltimo lugar no ranking, com 494 reclamações. O principal item é o aparelho de ar-condicionado. “O órgão está avaliando a inserção de equipamentos com o aparelho. A questão está sendo monitorada e investigada para que seja feita da melhor forma possível”, afirmou a gerente de fiscalização.

Ainda de acordo com Kátia, as empresas podem ser punidas se não atenderem às exigências dos usuários. A companhia pode ser advertida e até perder a concessão para operar. “As empresas precisam entender que os usuários são a nossa razão de viver”, concluiu Kátia.

Informações: OP9


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