Em Porto Alegre, Obras dos terminais dos BRTs devem começar somente em 2017

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A qualificação do transporte coletivo da Capital, com a implantação do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) era prevista para maio de 2014, em tempo para a Copa do Mundo. Desde o início das obras dos corredores, que ainda não estão concluídas, o projeto sofreu algumas alterações para se adaptar às características da cidade, e o início de funcionamento segue sem horizonte.
Foto: Antônio Paz
De acordo com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, as obras dos terminais só devem ser licitadas pela futura administração de Porto Alegre, em 2017. "Não temos prazo para o início da operação, pois precisamos resolver os projetos dos cinco terminais. Depois, precisaremos licitá-los. Neste ano, provavelmente, terminaremos somente os projetos. Infelizmente, vimos que a implantação do sistema não era tão simples. O grande volume de obras dificultou ainda mais", admite.

Se as obras não avançaram como o esperado, pelo menos uma importante etapa de qualificação do transporte foi feita no ano passado: a licitação das empresas de ônibus. Os novos consórcios, formados pelas mesmas empresas que operam hoje, devem iniciar a operação até o mês de abril e estão cientes dos investimentos necessários para a futura compra dos BRTs, que têm custo de cerca de R$ 900 mil cada, com capacidade para 193 passageiros sentados. Nos ônibus normais, a capacidade é de 85 pessoas e nos articulados, 120.

A transição foi prevista no edital, e os vencedores de cada uma das bacias serão os operadores dos BRTs na região que lhes compete. A reformulação do transporte prevê que todas as 428 linhas existentes hoje migrem para o novo sistema. Nos terminais, os passageiros farão as integrações para os seus bairros, pois nos corredores que estão sendo pavimentados nas avenidas Protásio Alves, Bento Gonçalves e João Pessoa só circularão os BRTs. A mesma coisa acontecerá na estrutura feita na Padre Cacique. Os ônibus metropolitanos terão que trafegar fora desses locais ou se adaptar ao sistema.

A construção dos corredores dos BRTs teve início em 2012. Após diversos problemas, como o aparecimento de fissuras no concreto, que demandaram correções por parte das empresas construtoras, a finalização deve acontecer neste ano. De acordo com o engenheiro Rogério Baú, coordenador técnico das obras de mobilidade urbana da Secretaria Municipal de Gestão, o primeiro a ser concluído será o da Protásio Alves, em fevereiro. Já para o da Bento Gonçalves, a previsão de término é no primeiro semestre deste ano. "O da João Pessoa está com 60% da obra executada e deve ser finalizado em dezembro. Esta é uma via com muitos cruzamentos, e também tivemos problemas com as placas de concretos", explica o engenheiro.

Transição para o novo modelo ainda será planejada

O modelo de transição do sistema atual para o BRT só será definido quando todas as obras estiverem prontas. Com a licitação, entrarão em circulação 293 ônibus novos das empresas privadas, mas ainda no modelo antigo. Pelo edital, foi criado um calendário de renovação, que é de 10% ao ano, o que representa 175 ônibus novos anualmente. A diluição de compras facilitará o investimento das empresas, diminuindo o impacto na tarifa. A compra dos BRTs deve ser alinhada desta mesma forma, organizando quantos veículos irão sair e como o investimento ficará dentro da programação financeira de renovação. Os ônibus mais caros que circulam hoje custam até R$ 700 mil e têm impacto de 29% na passagem.

Outra modificação diz respeito ao Centro da cidade. "Não vai ter terminal no Centro, mas um ponto de embarque e desembarque da linha BRT, que volta para o terminal na outra ponta. Ele ficará rodando de minuto em minuto. Inclusive, pode passar a cada 30 segundos. Nos bairros, com os ônibus convencionais, a tabela será diferenciada, mas com menor espaço de tempo que hoje", explica Vanderlei Cappellari.

De acordo com o diretor-presidente, as mudanças diminuirão o custo do sistema, pois muitas viagens acabavam com poucos passageiros. Terá também redução no tempo de viagem, pois haverá priorização de semáforos. "É um metrô sobre pneus. O metrô por si só tem poucos passageiros. Se não tiver uma integração com o sistema rodoviário, só terá passageiros próximo às estações. O BRT funciona com a mesma ideia, sem cobrança interna para garantir velocidade, as passagens serão compradas nas estações", destaca.

Informações: Jornal do Comércio


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Tarifas de ônibus na Grande Recife sofrem reajustes

O Grande Recife Consórcio de Transporte conseguiu aprovar o reajuste de 14,42% sugerido para as passagens de ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife (RMR) durante reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano nesta segunda-feira (18). Com isso, a tarifa A subirá para R$ 2,80 e a tarifa B subirá para R$ 3,83.

Foram 15 votos a favor e quatro pedidos de vistas. Já o representante do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) sugeriu um aumento de 32%, que foi derrotado.

De acordo com André Melibeu, diretor de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte, os estudos foram feitos com base nos custos operacionais do setor. De acordo com a planilha elaborada pelo órgão, o percentual ideal de reajuste para suprir as necessidades do setor seria de 26,44%. Dessa forma, o valor das tarifas A e B subiria para R$ 3,09 e R$ 4,20, respectivamente.

Entretanto, o Governo do Estado se comprometeu em arcar com custos com linhas alimentadoras, concessões e gastos com paradas de ônibus e estações de BRT. Sendo assim, o valor de cada passagem cairá cerca de R$ 0,30 centavos. Segundo o governo, esse subsídio terá um custo anual de R$ 149,7 milhões por ano para o estado.

A sugestão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) foi novamente apresentada nesta segunda (18), através do presidente Fernando Bandeira Filho durante a reunião do CSTM. "O setor de transporte não é um oásis diante de toda a crise que está acontecendo no nosso país", defende, referindo-se às propostas de R$ 3,25 para a tarifa A e de R$ 4,40 para a tarifa B. A proposta foi descartada pelo presidente do Conselho, André de Paula "Precisamos ter responsabilidade com o passageiro", pontuou.

Após a reunião, o presidente da Urbana-PE se comprometeu em trabalhar junto ao Governo e à Prefeitura do Recife para melhorar o nível do serviço. "Nós vimos que o Governo se sensibilizou e vai subsidiar R$ 149 milhões, o que é louvável. Agora vamos trabalhar junto a esses órgãos para ampliar as faixas exclusivas", explica. Até o fim de 2016, o presidente da Urbana-PE também se comprometeu em renovar 200 veículos das frotas.

A respeito das propostas de campanha do governador Paulo Câmara de manter a tarifa única no valor de R$ 2,15, o secretário das Cidades explicou que o valor era apenas um exemplo. "O que nós prometemos e estamos trabalhando intensamente é a tarifa única no final do seu governo. O valor de R$ 2,15 era apenas exemplificativo", explicou André de Paula.

A decisão foi questionada por quatro conselheiros, como o representante dos estudantes Márcio Morais. "Nenhum auditor tem condições de analisar uma planilha apresentada em praticamente três minutos. Vamos levar essa decisão à Justiça para sabermos o que está acontecendo por trás desse aumento", pontua.

Segundo o pedido de vista do conselheiro, os lucros das empresas de ônibus devem ser analisados. "É justamente em homenagem ao princípio da transparência que solicitamos a análise das contas com as quais os empresários querem justificar o aumento das tarifas", escreveu.
O resultado será encaminhado ainda nesta segunda-feira à Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) que fará arredondamentos dos valores. Após esse procedimento, a decisão é encaminhada para publicação no Diário Oficial (DO) do Estado e passa a valer imediatamente.

Confira os novos valores:
Anel A - R$ 2,80
Anel B - R$ 3,83
Anel D - R$ 3,02
Anel G - R$ 1,84
042 - Aeroporto Candeias - R$ 3,50
072 - Candeias - R$ 5,25
064 - Piedade - R$ 5,25
518 - Apipucos/RioMar - R$ 3,50
214 - UR-02/Ibura - R$ 5,25
160 - Gaibu/Barra de Jangada (Via Paiva) - R$ 5,24
191 - Recife/Porto de Galinhas (s/ar) - R$ 9,36
195 - Recife/Porto de Galinhas - R$ 13,67

Informações: G1 PE


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Edital do VLT de Salvador será lançado nos próximos meses

Com 33 milhões de passageiros mensais, o sistema de transporte urbano de Salvador e região metropolitana terá um novo modal. Com edital a ser lançado nos próximos meses, o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) foi apresentado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (15), a um grupo de 40 empresários, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na capital.

Na primeira etapa de implantação, o VLT substituirá o trem do subúrbio, e o trajeto ainda será ampliado, compreendendo 21 paradas, entre a Avenida São Luís, em Paripe, e o Comércio. A segunda etapa depende de estudos entre duas possibilidades: ligar Paripe à estação do metrô no Retiro, passando pelo Largo do Tanque, ou ir do Comércio até a Lapa.

“Este é mais um passo para a concretização deste projeto. Estamos apresentando para a sociedade a primeira modelagem do VLT do Comércio até São Luís de Paripe, através de uma estrutura de Parceria Público-Privado (PPP), e que, em uma segunda etapa, poderá fazer uma articulação direta com o metrô, seja no Retiro, com uma ligação Santa Luzia-Retiro, seja na Lapa, com uma ligação Comércio-Lapa”, informou o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.

Dauster disse ainda que o projeto entra em uma fase de diálogos constantes com todos os interessados, para que eles conheçam o projeto e o governo saiba quais são as intenções e demandas dos investidores. Segundo ele, participaram da apresentação fornecedores de equipamentos, projetistas, consultores e empresas de construção civil, convocados por meio de anúncio público feito em jornais de grande circulação em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, para garantir a maior participação possível.

Sucesso do metrô

O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Alston, Cristiano Lopes, conta que acompanha o processo desde quando era previsto o Regime Diferenciado de Contratação para a construção. “Agora, como PPP, é uma possibilidade de se replicar o sucesso do metrô de Salvador. Os projetos de VLT em geral têm uma capacidade de reurbanização associada muito grande, e uma PPP faz com que seja possível uma captura de valores entre os entes privados e públicos. É uma formatação muito interessante para a implantação de um equipamento moderno e com a confiabilidade e a capacidade que Salvador necessita”.

Representante da BF Capital, Felipe Guidi disse que “o projeto apresentado é uma iniciativa proativa. O governo busca os investidores antes mesmo da licitação. Essa é uma inovação do Governo da Bahia e atrai os investidores que estão em um momento econômico delicado”.

Informações: Jornal da Midia


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Metrô do Recife sofre com comércio informal e muito lixo

Uma vergonha e muita falta de consciência, quem circula pelo metrô do Recife percebe a sujeirada deixada por usuários maus educados e também pelo comércio informal que ficam dentro dos trens e estações, pois este problema aumentou e muito depois do aumento de ambulantes dentro do sistema.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) gasta aproximadamente R$ 8,5 milhões por ano com limpeza. “É um dinheiro que faz falta, sim. Com esse dinheiro, poderíamos investir na organização da frota, no conserto de escadas rolantes e elevadores, numa maneira geral, melhorar o sistema para o próprio passageiro”, afirmou Salvino Gomes, assessor de comunicação da CBTU. Ele ressaltou ainda que o lixo atrai ratos, que roem os cabos de transmissão de dados, causando problemas e atrasos nos trens.

Em vários trechos foram encontradas montanhas de sujeira. Na Estação Joana Bezerra, havia embalagens plásticas e sacos de pipoca entre os trilhos. Fora da estação, o lixo parece ter se acumulado há muitos dias perto de barracos. Dentro da estação, é possível ver caixas e copos vazios jogados no chão. Cenário semelhante é visto nos terminais de Afogados e Ipiranga.

Para Salvino Gomes, isso reflete a falta de consciência da população. “A primeira coisa que tem que ser feita é, infelizmente, que as pessoas tenham mais consciência, que não transformem a nossa via do metrô em uma grande lixeira”, pediu.

Com Informações do G1 PE


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