Estação Guariroba do Metrô do DF vai gerar energia a partir de setembro

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Metrô do Distrito Federal anunciou que vai gerar energia elétrica a partir de placas solares na estação Guariroba, em Ceilândia, a partir de setembro. A energia vai abastecer a bilheteria e as plataformas da estação. A produção excedente será vendida à CEB. O projeto é uma parceria com uma empresa chinesa, sem custo para o metrô, segundo a empresa.

A companhia planeja estender a iniciativa para todas as outras 23 estações do DF. O Metrô não tem uma estimativa da quantidade de energia que deve produzir, mas avalia que pode reduzir os gastos com eletricidade em 20% quando  o sistema estiver funcionando nas demais estações. A empresa gasta R$ 2,4 milhões por mês com energia.

O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, disse que a estação Guariroba será a quarta no mundo autossuficiente na geração de energia elétrica e será um exemplo na América Latina. “Milão, Nova York e Nova Délhi já têm estações com placas fotovoltaicas”, afirmou.

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Motoristas de ônibus do Recife vivem rotina de estresses

A responsabilidade pela locomoção dos dois milhões de passageiros usuários do sistema metropolitano de ônibus está nas mãos – e pés – de apenas seis mil profissionais. E a pesada rotina de superlotação nos coletivos, trânsito travado, calor e falta de civilidade dos passageiros está cobrando um preço cada vez mais alto aos motoristas. De acordo com o Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE), pouco mais da metade desses profissionais se declara mentalmente cansada ao final de um dia de trabalho. E 26% deles garantem chegar em casa com algum sintoma de fadiga.

Há onze anos na profissão, Valdomiro Cruz desenvolveu bursite e tendinite por causa da constante troca de marcha do coletivo. Ainda assim ele acredita que há algo pior na rotina como motorista: a nem sempre amistosa relação que os passageiros têm com o “comandante” do veículo. “O pessoal reclama de tudo e parece que a gente nunca tem razão. Na maioria das vezes, o erro é do passageiro”, diz, referindo-se à velha mania do usuário de querer entrar pelas portas do meio e traseira, além de querer parar fora da parada.

O quadro piora e pode ser multiplicado várias vezes quando o motorista opera numa das linhas alimentadoras, aquelas que saem dos grandes terminais de integração e passam pelas vias de maior movimento. É o caso da Barro/Macaxeira, eleita a pior do sistema por 37% dos leitores do Jornal do Commercio que participaram da enquete realizada ao longo da última terça-feira. Na sexta-feira passada, a universitária Camila Mirelle Pires, de 18 anos, faleceu após cair de um veículo dessa linha, na BR-101, bairro da Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. “É comum a gente rodar com tanta gente que não dá nem para enxergar o retrovisor, sem contar que muitos estudantes entram de graça pelas portas do meio e traseira”, cita um motorista, que apenas aceitou se identificar como Roberto.

O coordenador de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Genildo Pereira, cita casos como o de um motorista que, no ano passado, abandonou o ônibus que guiava em plena Avenida Conde da Boa Vista, na área central da cidade, e saiu andando. “A carga foi tanta que ele não suportou. Tivemos que acompanhá-lo de perto. E existem vários casos que ainda envolvem depressão. A rotina é muito cruel para o motorista”, diz.

AÇÕES - A diretora de Relações Institucionais do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana), Amélia Bezerra Leite, afirma que as operadoras estão investindo em formas para minimizar o calvário dos profissionais. “Todas têm grupos com psicólogos, advogados, terapeutas, tudo para que eles saibam que têm apoio e que são acompanhandos de perto”, diz. Ela afirma que o público que anda nos coletivos tem papel importante no processo. “É preciso que o cliente tenha consciência de que não pode hostilizar o motorista nem entrar por portas que não sejam a da frente, além de respeitar os assentos.” 

Por Felipe Vieira
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Como funciona e quem passa todos os dias pelo transporte mais rápido da capital paulista

De casa ao trabalho; do trabalho até a faculdade. A ida ao médico, aquela visitinha ao amigo distante aos fins de semana ou a volta depois de um happy hour. Por diferentes motivos e razões, mais de 4,7 milhões de passageiros utilizam o Metrô de São Paulo por dia. Para se ter uma ideia, significa que passa mais gente no Metrô em um dia que toda a população do Uruguai. No país vizinho, o total de habitantes é de 3,407 milhões de pessoas.

Desde a inauguração do Metrô, em 1974, até o fim do ano passado, passaram pelo sistema 24,5 bilhões de passageiros, quase quatro vezes mais a população mundial atual. Pela estação Sé, a mais movimentada, transitam diariamente 620 mil pessoas.

Mas não é só pelo volume de passageiros que o Metrô de São Paulo impressiona. Os quesitos manutenção, conservação e limpeza também merecem destaques. São usados 18 mil litros de xampu, por ano, para limpeza dos trens. 

Por essas e outras razões que o transporte metroviário paulistano foi considerado um dos dez melhores do mundo. São 166 locomotivas no total, que se dividem nas cinco linhas: 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás. Em um total, por enquanto, de 68 estações - a Fradique Coutinho, na Linha 4-Amarela, foi a última a ser inaugurada, em novembro passado.

O fato é que o funcionamento do Metrô traz uma porção de curiosidades: você sabia, por exemplo, que quem opta pelo transporte sobre trilhos emite cerca de 30 vezes menos carbono que os usuários de carro? Esse foi o resultado apontado no último balanço de sustentabilidade da companhia. 

Por dia, as portas dos trens abrem em fecham, em média, 3 milhões de vezes e o tempo médio de percurso entre duas estações do sistema é estimado em 2 minutos. Hoje, 55% do público é composto por mulheres, segundo a pesquisa "Caracterização Socioeconômica do Usuário e seus Hábitos de Viagem", realizada pela companhia em 2014. O levantamento também mostrou que 29% dos usuários vêm da zona leste e outros 23% da zona sul. Além disso, 56% são jovens, de 18 a 34 anos.

Desde a primeira viagem, em setembro de 1974 - que partiu da Linha 1-Azul, mais precisamente, na estação Vila Mariana -, até hoje, o Metrô de São Paulo pode encher um livro de histórias, tanto sobre seu funcionamento quanto das pessoasque passam por lá diariamente.

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CTA quer R$ 80 milhões por 29 linhas de transporte coletivo

A CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) espera que cerca de R$ 80 milhões sejam investidos na terceirização de suas 29 linhas de transporte coletivo. O valor consta no edital da licitação, de 347 páginas, ao qual a Tribuna teve acesso, ontem.

Segundo o documento, a empresa interessada em assumir o serviço deve ter 92 veículos ao todo — 84 para trabalhar nas linhas e oito para ficarem de reserva.

No início, toda a frota deve ter até dois anos de fabricação. A concessão é válida por 20 anos e pode ser prorrogada pelo mesmo período. Isso não inclui as sete linhas já administradas pela Viação Paraty.

Os envelopes com as propostas das empresas devem ser entregues, lacrados, no dia 9 de junho, até às 9h30, na sede da CTA. A conferência das ofertas está prevista para as 9h45.

A concorrência pública visa escolher a melhor combinação entre “menor tarifa proposta e maior oferta de pagamento pela outorga de permissão”.

Os R$ 80 milhões aplicados devem ser divididos em frota (R$ 54,1 milhões), terreno da garagem (R$ 2,5 milhões), obras e instalações da garagem (R$ 11,6 milhões), outorga (R$ 5 milhões) e outros investimentos (R$ 6,7 milhões). De todo o montante, a CTA deve ficar com o valor da outorga.

Qualidade
O objetivo da terceirização, de acordo com o edital, é “oferecer à população um sistema de transporte coletivo municipal integrado, racional, eficaz e capaz de produzir efeito indutor sobre a estrutura da cidade, coerente com seu processo de consolidação, renovação e controle da expansão urbana”.

A expectativa da CTA é que a nova empresa comece o trabalho em até 180 dias da assinatura de contrato e da ordem de serviço, o que pode ocorrer ainda este ano.

Mesmo após a concessão, a Prefeitura ainda será a responsável por fixar a tarifa cobrada aos usuários — atualmente, o preço da passagem é R$ 3.

Quem pode?
Segundo a CTA, podem participar da licitação “todas as pessoas jurídicas devida e legalmente habilitadas ao exercício da atividade econômica de transporte de passageiros por ônibus (transporte coletivo urbano, rodoviário ou fretamento contínuo)”.

As empresas devem atender a requisitos como capacitação técnica e financeira, além de apresentar toda a documentação.

Não é permitida a participação de consórcios formados mais de dois integrantes, assim como empresas que tenham servidores da administração pública no quadro de diretores e sócios. 

Empresa vive crise financeira

A CTA passa por dificuldades financeiras e perde cerca de R$ 3 milhões por ano em arrecadação, por conta da queda no número de passageiros.

Em abril, a companhia chegou a atrasar em uma semana o pagamento do vale-alimentação a seus 570 funcionários. Para acertar a pendência, eram precisos R$ 160 mil.

“Temos falta de recursos. A empresa vem lutando no dia a dia para o pagamento das contas. Este mês, houve um tropeço e não conseguimos pagar na data prevista”, admitiu o presidente da empresa, Sílvio Prada, na oportunidade.

Segundo ele, empresas da região de Araraquara, além de Belo Horizonte e Curitiba, demonstram interesse em assumir as linhas terceirizadas.

Se tudo ocorrer dentro do previsto, a concessão pode ser concluída ainda este ano, entre novembro e dezembro, e a CTA se tornará uma espécie de órgão regulador e fiscalizador.

A reportagem da Tribuna tentou contato por telefone com Prada durante a tarde e a noite de ontem, para comentar o edital, mas ele não foi encontrado.

Informações: Araraquara.com
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