Passe Livre convoca ato contra aumento da tarifa de ônibus em São Paulo

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O Movimento Passe Livre (MPL) convocou para o dia 9, primeira sexta-feira de 2015, um ato contra o aumento de tarifa de ônibus em São Paulo que, segundo anunciou o prefeito Fernando Haddad na sexta-feira (26), subirá para de R$ 3 para R$ 3,50 no dia 6 de janeiro, terça-feira.

O ato terá concentração a partir das 17h em frente ao Teatro Municipal. Na segunda-feira (5), o MPL também realizará uma aula pública contra a tarifa em frente à sede da prefeitura.

Além de aumentar a passagem, a prefeitura decidiu implementar o passe livre para 505 mil estudantes, sendo aproximadamente 360 mil alunos da rede pública e 145 mil matriculados na rede particular de ensino, mas de baixa renda, incluindo os que fazem cursos no nível superior.

As tarifas do bilhete único nas modalidades mensal, semanal e diário (com validade de 24 horas) permanecerão congeladas nos valores atuais.

O valor do bilhete único integrado com o Metrô e os trens da CPTM será de R$ 5,45. Com todas as gratuidades, incluindo o passe livre para os estudantes, o reajuste médio de tarifas ficou em 7,92%.

O site da prefeitura informa que hoje (29) deverá ser divulgada nova versão da planilha tarifária do sistema, com informações detalhadas sobre o aumento e suas motivações. A assessoria de imprensa da SPTrans, no entanto, consultada pela reportagem da RBA nesta manhã, não confirmou se a nova versão da planilha será divulgada.

A planilha contém dados e indicadores operacionais do sistema de transporte municipal. Nela é possível saber quem paga a conta do transporte coletivo, quem ganha com a operação do sistema e quanto a cidade gastaria a mais se não existisse transporte coletivo por ônibus em São Paulo.

Dados da prefeitura mostram que 8% dos usuários vão pagar a tarifa reajustada de R$ 3,50. Estudantes de escolas privadas do ciclo básico ou superiores que não sejam atendidos por programas sociais do governo federal continuam tendo 50% de desconto na tarifa, como determina a legislação federal. Idosos com mais de 60 anos também estão isentos.

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