Ônibus do BRT chega a Belo Horizonte para teste

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Em meio às readequações nas obras das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado e o fechamento de vias na Região Central, o transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) começa a aparecer pela cidade. Meses antes de o sistema entrar em funcionamento, previsto para o primeiro trimestre de 2014, os usuários do transporte coletivo já poderão ter uma breve amostra do que serão os novos ônibus nos próximos dias. A encomenda da nova frota de 192 ônibus articulados e 200 padrons (veja quadro) só deve ocorrer em julho, quando os consórcios operadores pretendem fechar a aquisição dos coletivos. Depois que os empresários do setor adiaram, no início do ano, o primeiro pacotão de BRTs previstos para transportar boa parte dos 750 mil usuários/dia, um fabricante de chassis disponibilizou o primeiro ônibus articulado apto a realizar testes em linhas com passageiros na Grande BH.

O veículo imponente de cor branca, modelo Comil Doppio BRT, já recebeu o validador necessário para o pagamento da tarifa por meio de cartão, foi entregue pela Scania à empresa Turilessa e aguarda somente trâmites burocráticos, como a assinatura de um comodato entre as partes e vistoria no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), para começar a rodar na linha 5610, interligando o Bairro Morro Alto, no município de Vespasiano, ao Centro da capital mineira. Na quinta-feira, motoristas e instrutores da Turilessa fizeram um percurso da linha 5610 – via Antônio Carlos, Rua dos Guaranis e Carijós – com o veículo vazio para ver como seria o desempenho do BRT.


Seguindo parte das especificações impostas pela BHTrans para os ônibus articulados do sistema, como a existência de ar-condicionado, câmbio automático e portas de embarque em nível no lado esquerdo da carroceria, o coletivo de 18,60 metros de comprimento e capacidade para 160 passageiros promete ser uma das principais atrações do III Congresso As Melhores Práticas SIBRT na América Latina, simpósio organizado pela Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT) que discutirá, de hoje a sexta-feira, soluções para melhorar a qualidade dos sistemas de transporte público urbanos. Durante o evento, o articulado ficará exposto numa das pistas do futuro corredor da Avenida Cristiano Machado, ainda fechada para obras.

"O principal objetivo do teste é colocar o articulado para rodar numa operação normal, avaliando quesitos como dirigibilidade, consumo de combustível, performance do motor e manobra. Além da Saritur, temos outras empresas interessadas em fazer o teste nas linhas municipais de Belo Horizonte. Foi uma feliz coincidência trazê-lo, uma vez que os consórcios da capital mineira estão partindo para as decisões de compra", exlica Eduardo Monteiro, responsável de vendas de ônibus urbanos da Scania. O executivo afirma que o mesmo BRT já foi testado em linhas de Brasília e Recife. A expectativa agora é de que o coletivo – orçado em R$ 400 mil – circule por um período mínimo de 60 dias em BH.

Resistência

Por outro lado, antes mesmo que a compra dos BRTs seja definida, operadores do sistema têm demonstrado resistência quanto aos articulados. Segundo duas fontes ligadas aos consórcios ouvidas pelo Estado de Minas, a exigência de carteira de habilitação categoria E ainda não foi totalmente aceita pelos motoristas de ônibus. "Há uma expectativa muito grande entre eles se receberão um aumento de salário para operar os BRTs. A responsabilidade será maior e, com o trânsito cada vez mais complicado, muitos motoristas estão fugindo das linhas da região Central, por onde passará o sistema", disse uma das fontes, que preferiu não se identificar.

Procurada pela reportagem, a BHTrans não se pronunciou. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), responsável pelo DER, disse ainda não ter sido informada pelo fabricante e a empresa sobre o início do teste. Somente um dos sete terminais BRT previstos na Grande BH – justamente o do Bairro Morro Alto, em Vespasiano – teve o início de obra autorizado pela secretaria. Com investimentos de R$ 21,5 milhões, deverá receber em média cerca de 50 mil passageiros/dia. A previsão é de que o terminal seja concluído no segundo semestre de 2014.

TIPOS DE VEÍCULOS DO SISTEMA

Básico

» Equivalente aos ônibus atuais de motor dianteiro, com comprimento máximo de 12,7 metros, peso bruto total igual ou maior que 16 toneladas, e três portas de serviço com degraus à direita. Serão mantidos em linhas bairro a bairro e alimentadoras.

Padron

» Modelo intermediário que será usado dentro e fora dos corredores. Terá ar-condicionado, câmbio automático, suspensão a ar, comprimento que varia de 13,2 a 15 metros e bicicletário. Com piso alto, tem duas configurações: portas com embarque à esquerda (3 portas) e portas de serviço em ambos os lados da carroceria (5 portas), neste caso para operação fora do BRT.

Articulado

» As estrelas do novo sistema mantêm os acessórios de conforto dos ônibus padron, se diferenciando pelo número de portas de embarque (de 6 a 7) e o porte maior: comprimento máximo de 19 metros e peso bruto total igual ou maior que 26 toneladas.

Enquanto isso...

…atraso para chegar a Confins

O gargalo causado pelas obras no BRT na Avenida Cristiano Machado acabou comprometendo o embarque de passageiros do serviço Conexão Aeroporto ontem pela manhã. Devido ao trânsito congestionado, alguns ônibus atrasaram. Tentando solucionar o problema, o Expresso Unir, empresa operadora da linha até Confins, realocou passageiros que haviam adquirido passagens com antecedência em táxis pagos pela própria empresa de ônibus.

Informações: ANTP
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Tarifa dos ônibus municipais de Vitória diminui R$ 0,05

A tarifa dos ônibus do sistema de transporte coletivo municipal vai ficar R$ 0,05 mais barata a partir de domingo (9). Segundo a Prefeitura de Vitória, a redução de R$ 2,45 para R$ 2,40 dos ônibus convencionais se deu devido à isenção do PIS/Cofins para o setor de transportes, mesmo motivo que causou a diminuição do valor das passagens do Sistema Transcol na última semana.

De acordo com a prefeitura, a tarifa do ônibus convencional passa a ser de R$ 2,40 e a do seletivo R$ 2,55. Segundo o prefeito da capital, Luciano Rezende, os tributos foram desonerados pelo Governo Federal a pedido da Frente Nacional dos Prefeitos.

Já no Sistema Transcol, que circula pela Grande Vitória, a tarifa cobrada de segunda-feira a sábado passou de R$ 2,55 para R$ 2,50, enquanto a de domingo diminui de R$ 2,25 para R$ 2,20. O cálculo foi feito com base na retirada dos tributos e variação dos custos de serviço.

Informações: G1 ES

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Metrô de SP gera ganhos de R$ 19,3 bi por ano ao Brasil, diz estudo

O Metrô de São Paulo proporciona ganhos de R$ 19,3 bilhões anualmente para economia do Brasil, o equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta estudo da Universidade de São Paulo (USP), que comparou dois cenários - com a presença do Metrô e sem - e concluiu que, quanto menos tempo de deslocamento diário de casa para o trabalho, mais produtivo será o trabalhador, o que gera efeitos positivos na economia. 

“Quando você retira o metrô, o tempo de deslocamento aumenta e a produtividade cai. O PIB da cidade de São Paulo e de outras regiões do País é afetado. O Brasil perde competitividade, a arrecadação do governo é reduzida, as famílias têm menos renda e, portanto, consomem menos”, diz o estudo parcialmente divulgado nesta quarta-feira, e que será apresentado na íntegra na próxima sexta-feira.


A pesquisa, denominada A Economia Subterrânea: Monitorando os Impactos mais Amplos do Metrô de São Paulo, conduzida pelo professor Eduardo Haddad, da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, mostra que, caso o Metrô de São Paulo não existisse, a cidade deixaria de produzir R$ 6,15 bilhões (32% do total dos impactos econômicos avaliados).

O restante da região metropolitana deixaria de contribuir com a economia em R$ 2,17 bilhões (11%). Os demais municípios do Estado de São Paulo perderiam R$ 2,29 bilhões (12%) e o restante do Brasil sofreria um impacto econômico negativo de R$ 8,7 bilhões (45%).

O Metrô de São Paulo tem extensão de 74 quilômetros e 64 estações, transporta diariamente 4 milhões de passageiros e representa 20% das viagens em transportes públicos da cidade. Segundo o estudo, a quantidade de recursos que o Metrô gera anualmente (R$ 19,3 bilhões) equivale a aproximadamente a 65% dos custos da construção de toda a rede de linhas e estações.

Informações: Agência Brasil
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Reajuste na passagem de Porto Alegre é aprovado, tarifa que hoje custa R$ 3 passará a R$ 3,05

O Conselho Estadual de Transporte Metropolitano Coletivo de Passageiros aprovou, na manhã de ontem, a diminuição do reajuste da tarifa do transporte coletivo metropolitano de 5,88% para 1,74%. O novo percentual foi apresentado na terça-feira pelo secretário de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato, após anúncio do governo federal de isenções de tarifas fiscais do setor.

“A desoneração dos tributos para o transporte coletivo nos impulsionou a recalcular o percentual inicial. Acreditávamos em uma redução de, pelo menos, metade do apresentado. Na prática, a diminuição será de 4,14%. É uma grande conquista para os mais de 1,5 milhão de usuários da Região Metropolitana de Porto Alegre”, destaca Busato. Estima-se que a tarifa, que hoje custa R$ 3,00, passe a R$ 3,05.


A composição do custo tarifário é baseada em rodagem, preço do combustível e do lubrificante, tributos, peças e acessórios, despesas administrativas, manutenção e operação, entre outros. A proposta foi encaminhada ainda ontem, pela secretaria, para a homologação do Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).

Audiência pública debate hoje tarifa do catamarã

Esta quinta-feira será dia de debater o índice de reajuste da tarifa de outro modal de transporte da Região Metropolitana. Às 19h30min, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Guaíba, promovida pela Agergs, para analisar o aumento na passagem do transporte hidroviário Porto Alegre-Guaíba, conhecido como catamarã. O valor atual é de R$ 7,25.

A proposta da Metroplan é de que o valor cobrado por trecho passe a ser de R$ 7,60, o que representaria um acréscimo de 4,37%. A diretoria de tarifas da Agergs, por sua vez, sugere um reajuste de apenas 0,2%, com a tarifa passando, em razão de arredondamento, para R$ 7,30.

Em documento constante do processo de reajuste, o técnico da agência Eduardo D’avila Leal afirma que “o concessionário desse serviço público de transporte hidroviário de passageiros vem obtendo o benefício do ganho de produtividade em virtude de o número de passageiros pagantes ser superior ao projetado na proposta comercial da licitação.” Ou seja, a CatSul, operadora do catamarã, estaria ganhando mais do que o previsto inicialmente, em razão do grande número de passageiros, o que justificaria um reajuste mínimo.

A audiência tem como objetivo apresentar os cálculos tarifários e colher informações. Após a discussão pública, o processo volta à diretoria de tarifas da Agergs, que irá avaliar as informações antes de encaminhar o documento ao conselho superior, para definir o índice final.

Informações: Jornal do Comércio
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