Ônibus “Frescão” de BH circula com metade da capacidade de passageiros

domingo, 5 de maio de 2013

Voltar para casa após um dia de trabalho cansativo em um transporte coletivo confortável, sem precisar esperar muito tempo, com direito a ar condicionado e até internet durante a viagem parece ser o sonho do morador de qualquer cidade grande. Em Belo Horizonte, no entanto, a proposta ainda não "emplacou". 

Nas ruas desde setembro de 2012, o ônibus executivo, apelidado de “frescão”, ainda tenta encontrar seus passageiros na capital mineira. Com capacidade para 43 pessoas sentadas e um máximo de seis em pé (um total de 49 por viagem), o coletivo circula com menos da metade desse número.

Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), em fevereiro, o ônibus que faz a linha Buritis/Savassi teve média de 22 passageiros por viagem. O ônibus executivo 01, que vai da Savassi, na região centro-sul, até a Cidade Administrativa, em Vespasiano, na Grande BH, teve ainda menos passageiros: foram 14, durante o mesmo período. 

Para Adilson Eupídio, supervisor de estudos tarifários e regulação da empresa, o frescão já está “consolidado” na capital. Tanto que o plano é aumentar o número de trajetos a partir de junho. 

— Ao todo serão cinco linhas executivas na cidade. Além das duas que já existem, os ônibus atenderão o Belvedere, o Sion e o Barro Preto, na região centro-sul.

A ideia de trazer o “frescão”, criado no Rio de Janeiro durante a década de 1970, para Belo Horizonte surgiu há cerca de dois anos durante um projeto da BHTrans para tentar estimular os moradores a usar o transporte coletivo e deixar o carro em casa. 

— Pesquisas identificaram a vontade das pessoas de mudar para o serviço, caso os ônibus fossem do tipo executivo. 

De acordo com Eupídio, as duas primeiras linhas foram criadas com objetivos bastante claros: a Savassi/Cidade Administrativa deveria atender os funcionários da sede do Governo do Estado de Minas Gerais. Já a Buritis/Savassi surgiu para “tirar os carros da rua” e tentar ajudar a solucionar o problema do trânsito na região.

No bolso 

Com bancos estofados e apoio de braço, ar condicionado, internet wi-fi e televisão a bordo, os ônibus executivos custam, em média, 20% a mais que um veículo convencional da BHTrans. A diferença é repassada para os passageiros: as tarifas custam R$ 5,30 para a linha 01 e R$ 4,25 para a linha 02, acima dos R$ 2,80 cobrados nas viagens regulares. 

Mas quem usa não parece se importar. O coordenador acadêmico Rodrigo Lopes, de 28 anos, volta para casa de “frescão” pelo menos uma vez por semana. Funcionário de uma empresa na Savassi e morador do Buritis, ele considera o preço “justo”. 

— Se pudesse usava todo dia. 

O trabalho impede que Lopes deixe o carro em casa nos outros quatro dias da semana, mas o coordenador garante que prefere o coletivo. 

— Sempre tem alguma reunião, algum projeto para levar, por isso fica difícil não vir de carro. Mas o ônibus é confortável, não demora. Para mim é o ideal. 

A estudante Fernanda Souza, 21, usa o ônibus executivo como “segunda opção”. Ela cursa Educação Física em um centro universitário do Buritis e pega o "frescão" "quando precisa". 

— Não é a minha primeira opção porque outros ônibus que passam aqui fazem o mesmo trajeto. 

A jovem, que trabalha em um prédio na avenida Raja Gabáglia, no Estoril, região oeste de BH, acaba usando o executivo por dois motivos: 

—  Ele passa mais rápido e nunca está lotado. 

De acordo com a BHTrans, no horário de pico, quando Fernanda usa o "frescão", as viagens têm intervalos de 20 minutos. O plano é diminiur ainda mais, conforme o representante da empresa.

— Houve um crescimento de 35% no número de usuários nos últimos meses. A linha Buritis começou com média de 16 passageiros por viagem e hoje já tem quase 30. A tendência realmente é ampliar o atendimento.

por Felipe Rezende, do R7 MG

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São Paulo ganha novo trecho de faixa exclusiva para ônibus na segunda

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a SPTrans implantam nesta segunda-feira mais uma faixa exclusiva para ônibus à esquerda na avenida Santo Amaro, na capital paulista. Desta vez, o trecho será entre a rua São Benedito e a rua da Paz, uma continuidade à já existente na via. Com isso, os outros veículos passam a contar com apenas uma faixa transitável no período de restrição. 

A mudança operacional ocorre devido às obras de execução da estação Borba Gato do Metrô. Com os trabalhos no local, está sendo realizada a interdição da rua da Paz, entre a rua do Estilo Barroco e avenida Santo Amaro, e entre a avenida Santo Amaro e a avenida Adolfo Pinheiro.

Além disso, a rua Antonio das Chagas, entre a rua Estilo Barroco e rua Francisco de Morais, passa a ter mão única de circulação no sentido da rua Estilo Barroco para a rua Francisco de Morais. Não haverá alteração de circulação no transporte coletivo.

Alternativas
Os veículos que chegam da avenida Santo Amaro no sentido bairro serão orientados por meio de placas e faixas de vinil a adentrarem a rua São Sebastião, rua do Estilo Barroco, até a praça Rui de Amorim Cortez, à esquerda, retornando à avenida Santo Amaro. Haverá também orientação aos veículos que desejarem atingir à avenida Vereador José Diniz e o Alto da Boa Vista.

Os veículos provenientes da rua Américo Brasiliense e da rua da Paz, sentido avenida Nações Unidas/avenida Santo Amaro, deverão utilizar os seguintes itinerários: veículos com destino ao Alto da Boa Vista/avenida Vereador José Diniz serão orientados a utilizar a rua Inácio Borba, rua da Paz, rua Tomás Deloney e rua Bela Vista para atingir a avenida Vereador José Diniz e Alto da Boa Vista; veículos com destino ao largo Treze de Maio e avenida João Dias serão orientados a utilizar a rua da Paz, rua Estilo Barroco, rua Antonio das Chagas e avenida Santo Amaro. Equipes da engenharia de campo da CET estarão monitorando e operacionalizando o local. 

Informações: Portal Terra

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