Monotrilho de São Paulo deve entrar em operação teste no fim deste ano

domingo, 7 de abril de 2013

A previsão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô é que o trecho inicial da Linha 15-Prata comece a operar comercialmente em abril de 2014, mas, a partir de dezembro deste ano passará a atender à população em horários reduzidos, sem cobrança de tarifa, em operação semelhante ao que ocorreu na inauguração da estação Vila Prudente do Metrô. Neste período serão realizados os últimos testes necessários para o pleno funcionamento do trecho de 2,4 km entre as paradas Vila Prudente e Oratório. 

As datas estimadas foram reveladas em entrevista exclusiva à Folha, na manhã da última quarta-feira, dia 3. Durante duas horas, o gerente da Linha 15, Paulo Sérgio Meca, e o chefe do Departamento de Obra Civil do empreendimento, José Arapoty Prochno, esclareceram, entre outros tópicos, porque a obra já soma mais de dois anos de atraso em relação ao prazo dado pelo então governador José Serra (PSDB) na ocasião do anúncio do início das obras na avenida Anhaia Mello.

“Estamos falando de um transporte que é novidade no Brasil e com uma capacidade que não existe em nenhum lugar do mundo. Tanto o Metrô como as construtoras envolvidas no projeto desconheciam o sistema, por isso, o ritmo inicial das obras foi lento, até mais do que a gente previu”, comenta Meca. Além disso, entre 2010 e 2011, com a obra já em andamento, ocorreu uma grande mudança na proposta inicial da estação Vila Prudente a pedido da Prefeitura. “A princípio a parada seria semelhante a parada Oratório, atendendo apenas o monotrilho. Mas, como a SPTrans (São Paulo Transportes) também tinha planos de implantar um novo terminal de ônibus na Vila Prudente, que também necessitaria de intervenções na Anhaia Mello, o órgão nos procurou e acabamos unificando os projetos. Por conta dessa readequação, a obra, que ficou sob a responsabilidade do Metrô, ganhou outra dimensão, praticamente triplicou, e precisamos fazer uma nova licitação. Todo esse processo atrasou os serviços em cerca de um ano e meio”, esclarece o gerente da Linha 15.

Quando as obras forem finalizadas o trecho de cerca de 500 metros, entre a avenida Paes de Barros e a rua Itamumbuca, contará, além da estação de metrô, com três terminais (Central, Norte e Sul) de ônibus e um de monotrilho. No canteiro da Anhaia Mello, sob a parada do monotrilho, ficará o Central que receberá linhas de ônibus e terá passarela para ambos os lados da avenida e para a estação do metrô. O Norte será implantado na rua Trocari, onde funcionava o terminal desativado 15 dias atrás, e manterá as linhas de trólebus. No entanto, terá dimensões reduzidas já que parte do terminal anterior será transformada em pistas de rolamento da avenida. Também terá uma passarela ligando as ruas Trocari e Limeira. O Sul ficará entre a Anhaia Mello e a rua Correia Barros.

“O Metrô construirá os terminais, mas, as linhas de ônibus serão implantadas pela SPTrans. É importante ressaltar que toda a mobilidade possível está contemplada neste projeto, inclusive com escadas rolantes e elevadores”, destaca Arapoty.

Os representantes do Metrô afirmaram que se não fosse a súbita mudança de projeto, a estação Vila Prudente do monotrilho estaria pronta. “Começamos a construção antes da parada Oratório, que está praticamente finalizada”, compara Meca. “Sabemos que todas as intervenções feitas mexem com o dia-a-dia das pessoas e estão causando uma série de transtornos ao trânsito. Mas, pedimos mais um pouco de paciência, já estamos quase no final. Depois será um grande benefício”, destaca. “É importante lembrar que inicialmente estava previsto um corredor de ônibus para a Anhaia Mello, que ocuparia para sempre uma faixa de cada lado da avenida e não teria a mesma agilidade do monotrilho. Quando finalizarmos a obra, não haverá mais interferência ao tráfego e haverá um trem circulando a cada 90 segundos”, completa o gerente.

Por Kátia Leite e Rafael Gonçalo
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Prefeitura entrega trem climatizado no subúrbio ferroviário de Salvador

Um trem climatizado, o primeiro do Subúrbio Ferroviário de Salvador, foi entregue pelo prefeito ACM Neto na tarde deste sábado (6). A ideia foi permitida após um convênio feito entre a prefeitura e a Companhia de Transportes de Salvador (CTS), assinado na gestão passada. Outros dois trens, também com ar condicionado, devem ser entregues à população em até 90 dias.

Participaram da cerimônia, além do prefeito, o secretário de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, o presidente da CTS, Jorge Khoury, além de secretários e vereadores. A administração da CTS, informou a prefeitura, vai agora ficar sob responsabilidade do governo da Bahia. Além da CTS, o estado vai gerir também o metrô, conforme acordo firmado na sexta-feira (5) entre as partes.

Cada trem tem três vagões, compondo com outros quatro que já estão na frota. Independente do ar condicionado, o valor da tarifa continua sendo R$ 0,50 (inteira) e R$ 0,25 (meia).

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Obras do monotrilho de Manaus ‘saem do papel’ a partir de junho deste ano

As obras de construção do monotrilho de Manaus começam em julho deste ano. Pelo menos é o que garantiu o coordenador da Unidade Gestora da Copa – Amazonas (UGP Copa), Miguel Capobiango, caso ocorra a liberação de R$ 600 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – ainda análise em Brasília. A obra vai custar R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 800 milhões que a Caixa Econômica Federal (Caixa) deve emprestar, em maio, ao executivo estadual.

A previsão de conclusão da obra é de 40 meses. “(O dinheiro da Caixa) É um financiamento como outro qualquer, pois não está mais relativa ao campeonato mundial. A tramitação é a mesma: análise, solicitação, crédito. No caso deste  projeto, ainda teremos uma segunda operação, a contrapartida de R$ 600 milhões, por meio da Caixa Econômica Federal”, explicou.

Por perder a característica de “obra para a Copa”, a construção do monotrilho saiu da responsabilidade da UGP Copa e passou para a  Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). A titular da pasta, Waldívia Alencar, informou ao portalamazonia.com que os trabalhos estão em andamento.  As obras foram iniciadas com a realização da prospecção e mapeamento do solo onde serão colocadas as vigas de sustentação do transporte. Das 700 sondagens previstas no projeto, 660 serão específicas para a colocação de pilares de sustentação das vigas. Nas palavras da secretária, esse serviço “está bem adiantado”.

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Questionada sobre as obras atuais de infraestrutura estarem relacionadas ao monotrilho, a secretária explicou que não há obra paralela especificamente para o projeto. “As ações desenvolvidas em termos de mobilidade urbana, como os anéis viários Leste e Sul, por exemplo, fazem parte de outro projeto, embora venha a contribuir consideravelmente com a melhora da fluidez do tráfego de veículos na cidade”, salientou.

Ao todo, o monotrilho terá 20 quilômetros de extensão, partindo do Eixo Norte-sul (desde o Centro de Manaus) até a zona Leste, no Terminal de Ônibus 4 (no bairro Jorge Teixeira). Serão implantadas nove estações em todo o percurso, conforme mapa abaixo. Cada trem motorizado terá capacidade para 900 passageiros.

Início
As obras do monotrilho começam pelo bairro Cidade Nova (zona Norte), ao contrário do primeiro projeto, com a fase inicial começava na Avenida Constantino Nery, uma das vias de acesso à Arena da Amazônia - complexo esportivo onde ocorrerão os jogos da Copa do Mundo de Futebol da Fifa, em 2014.

A modificação é necessária para amenizar a interferência no fluxo principal das Avenidas Torquato Tapajós e Constantino Nery. A construção das estações de passageiros são as últimas etapas do processo, devido a necessidade de alargamento de canteiros e fechamento de trechos de vias. “Como as obras são de mobilidade urbana, haverá intervenções no trânsito da cidade. As pessoas – pedestres e motoristas – começarão a sofrer o impacto”, assinalou Capobiango.

BRT
Outro módulo de transporte em Manaus pensando para a Copa é Bus Rapid Transit (BRT), cujas iniciam ainda em julho. A informação é da equipe técnica da Secretaria Municipal de Infra-estrutura (Seminf) que confirmou o orçamento para a execução  da obra em pouco mais R$ 222,9 milhões. As desapropriações estão estimadas em R$ 150 milhões.

Atualmente, o projeto está sofrendo algumas adequações necessárias para a ligação com o atual sistema de transporte coletivo. Os atuais pontos e terminais de ônibus serão reformados para receber os veículos do BRT. O custo da reforma está inserido no valor total da obra.

Por Juçara Menezes
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Em Cuiabá, 20 novos ônibus entram em circulação

Em comemoração aos 294 anos de Cuiabá, a empresa Integração Transportes, que opera no sistema de transporte coletivo da Capital, coloca em circulação 20 ônibus zero quilômetro. Os carros serão distribuídos nas 21 linhas que atendem diariamente 51 mil passageiros das zonas sul e leste da cidade. 

Os ônibus possuem motores ecológicos Euro 5, que são movidos ao diesel S10, que reduz a emissão de poluentes no ar em até 65%. A Integração Transportes faz parte do Programa Despoluir da Confederação Nacional de Transportes (CNT). 

De carroceria Marcopolo Torino, sobre chassi da Mercedes Benz, ano de fabricação/modelo 2013, os ônibus são monitorados por GPS, que mostra a localização exata do veículo, possibilitando o controle dos itinerários e horários, e são gerenciados eletronicamente através de computadores a bordo (controla velocidade e a rotação do motor) com sistema de freio top brake e seguem as mais modernas exigências de segurança, inclusive com câmeras de monitoramento, garantindo assim mais conforto e acessibilidade ao passageiro. 

Os 20 novos veículos contam com elevador para deficientes físicos, cadeiras especiais para idosos, grávidas e obesos; saídas de emergência (inclusive no teto), bancos revestidos para passageiros, poltronas com adaptação ergonômicas para motoristas. 

Espaçosos e arejados, os ônibus possuem uma carroceria com designer moderno, com janelas panorâmicas, duas entradas de ar, dois exaustores para troca de ar, e quatro circuladores de ar, garantindo assim ambiente mais agradável. 

Em agosto de 2011, a Integração Transportes substituiu a frota com aquisição de 40 novos ônibus zero quilômetro. 

RENOVAÇÃO 2012 - No final do ano passado, a empresa Pantanal Transportes Urbanos renovou a frota com a aquisição de 70 ônibus zero quilômetro, que foram distribuídos em 45 linhas, beneficiando diretamente os moradores do Grande CPA. Também a União Transportes que opera as linhas de Várzea Grande e no Intermunicipal (Cuiabá e Várzea Grande) colocou em circulação 40 veículos zero quilômetros. 

O Sistema do Transporte Coletivo de Cuiabá e Várzea Grande investiu, entre o segundo semestre de 2012 até agora, R$ 34 milhões somente na aquisição da frota, ou seja, de 130 novos ônibus. 

BUSCAR - Em 2012, a MTU adquiriu 9 vans “zero quilômetro” do Projeto Social “Buscar”, desenvolvido há 15 anos pelas empresas concessionárias do transporte coletivo em parceria com a Prefeitura de Cuiabá. Hoje são realizados 2.928 atendimentos/mês (fixos e eventuais) de segunda-feira a domingo. Atualmente 366 pessoas são beneficiadas. O investimento total foi de R$ 1.353.082 (um milhão trezentos e cinquenta e três mil e oitenta e dois reais) para adquirir e adaptar os veículos para Portadores de Necessidades Especiais – (PNE). 

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São Paulo terá verba extra para construção de vias para bicicletas

Desde que assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo, no dia 1º de janeiro deste ano, Fernando Haddad prometeu construir mais de 400 quilômetros de vias para bicicletas até 2016, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.

Uma dúvida que sempre paira no ar com esse tipo de proposta é o financiamento, mas agora o paulistano terá uma garantia a mais com a aprovação do Projeto de Lei 561/2010, que destina parte da receita com multas na capital para a construção de infraestrutura ciclística.

Segundo o texto que passou na câmara no final de março, 10% do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito (FDMT) deverá ser destinado “para a construção e manutenção de projetos e obras de planejamento e melhoramentos cicloviários, e criação, ampliação e funcionamento do Sistema Cicloviário Municipal”.

Esse fundo foi criado, em 2007, para fornecer recursos à melhoria do trânsito em São Paulo, através de medidas como construção e requalificação de corredores e terminais de ônibus, ampliação da sinalização, entre outros.

O dinheiro vem de todas as multas aplicadas no município, mas pode haver dotação extraorçamentária (destinação de verba extra por decreto), se necessário.

Valores. A receita total do FMDT em 2012 foi de aproximadamente 720 milhões de reais. Para exemplificar, se o Projeto de Lei fosse aplicado desde o início do no ano passado, o governo teria destinado 72 milhões para a construção de vias para bicicletas. 

Em 2013, segundo dados disponíveis no portal de transparência do fundo, o orçamento do mesmo é de 806 milhões, o que pode corresponder a 80 milhões para o sistema cicloviário. Contudo, é possível que os advogados da Prefeitura recomendem adiar o repasse para 2014.

Projetos. Alguns destinos que serão dados a esse dinheiro já foram adiantados por Haddad. No início do ano o prefeito afirmou em entrevista à Super Rádio Tupi que “todo projeto de corredor [de ônibus] que for feito terá também projeto de ciclovia".

No dia 22 de março, em reunião com cicloativistas, o prefeito afirmou que pretende construir 150 quilômetros de corredores de ônibus e que deverá integrar as bicicletas ao sistema de transporte coletivo. “A pessoa poderá, por exemplo, sacar uma modelo em um bicicletário e conduzi-la até uma estação de trem ou um terminal de ônibus, para poder mudar de modal”, explicou.

Por Pedro Sibahi
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No Dist. Federal, Consórcio HP-ITA, de Goiás ganha licitação da Bacia 3 do transporte coletivo

Na reta final para a renovação de 80% das concessões do transporte coletivo, a vencedora da Bacia 3, que inclui as cidades de Samambaia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas e Riacho Fundo I e II foi divulgada dia(3) no Diário Oficial do DF. O consórcio HP-ITA, composto por empresas do estado de Goiás, foi o vencedor. O governo abrirá amanhã (4) o envelope da única candidata para a Bacia 4, penúltima a ser licitada.

Nas próximas semanas, o governador Agnelo Queiroz assinará o contrato de concessão com a empresa goiana. A partir daí, ela terá seis meses para adquirir os ônibus, que deverão seguir o padrão Euro-5 – o menos poluente –, e iniciar suas operações.

O envelope da Bacia 4, que inclui parte de Taguatinga, de Ceilândia e do Parkway, além de todo o Guará e Águas Claras, será aberto nesta quinta-feira (4) às 10h. Apenas duas empresas foram habilitadas para a região: o consórcio HP-ITA e a Auto Viação Marechal Ltda., de Curitiba (PR). Como a primeira saiu vencedora da Bacia 3, a única concorrente para a 4 será a empresa paranaense, que, nos próximos dias, caso a documentação esteja de acordo, será confirmada vencedora.

A última bacia a ser licitada será a 1, que inclui Plano Piloto, Sobradinho I e II, Planaltina, Cruzeiro, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Fercal. Três empresas foram habilitadas, o Consórcio HP-ITA (GO), a Auto Viação Marechal Ltda, de Curitiba (PR) e a Viação Piracicabana, de Piracicaba (SP). Como cada empresa só pode assumir uma bacia, a expectativa é que, caso a documentação esteja correta, a Viação Piracicabana fique com a bacia 1.

Em dezembro, o GDF assinou o contrato de concessão com as empresas Viação Pioneira e a Expresso São José, que foram as vencedoras para operarem, respectivamente, as bacias 2 e 5. Elas têm até a primeira semana de julho para iniciarem as operações.

Fonte: Agência Brasília

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Passagem do transporte coletivo de Montes Claros sobe para R$ 2,40

Foi reajustada na sexta-feira (5) a tarifa para os serviços  de transporte coletivo urbano de Montes Claros, no Norte de Minas. Segundo a prefeitura da cidade, o valor foi fixado em R$ 2,40.

Conforme a prefeitura, as empresas de transporte coletivo do município atenderam ao artigo segundo do decreto, que determina o acréscimo de oito veículos no sistema, sendo que quatro veículos começaram a ser utilizados nesta semana e os outros quatro serão utilizados no sistema de reserva. Com isso, a frota passa a contar com 133 coletivos urbanos.

O decreto publicado hoje determina ainda que as concessionárias terão o prazo de 60 dias para efetuarem a substituição de 21 coletivos por veículos fabricados em 2013. Caso não cumpram, a tarifa retorna ao valor de R$ 2,10 (Dois reais e dez centavos).

Quem possui créditos no cartão SIM CARD pagará o valor de R$ 2,10 por mais 30 dias. 

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Cidade de São Paulo tem um fiscal para cada 22 ônibus

A morte de sete pessoas no Rio de Janeiro após um ônibus com a licença vencida há dois anos e com quase 50 multas cair de uma ponte de dez metros de altura, na tarde da última terça-feira, suscitou uma pergunta na maior cidade do Brasil: como está a fiscalização dos ônibus na capital paulista para se evitar que, como na capital fluminense, um coletivo sem nenhuma condição de tráfego circule livremente pelas ruas e avenidas da  cidade? A palavra preocupante resume a resposta da questão.

Em São Paulo, de acordo com dados fornecidos pela SPTrans, autarquia responsável pelo sistema de ônibus paulistano, existem 663 fiscais que têm por obrigação checar se os ônibus da cidade estão seguindo as normas de trânsito e segurança. Divididos pela frota da capital, que é de 15 mil ônibus, a média é de um fiscal para cada 22 coletivos.

A situação não chega a ser tão grave como no Rio de Janeiro, onde há 40 agentes para fiscalizar nove mil ônibus. Em terras cariocas, a média é de 225 fiscais para cada coletivo. No entanto, não há motivos para supor que São Paulo esteja livre de ter circulando pelas ruas e avenidas ônibus com documentação vencida e carregado de multas. Ao menos é assim que pensa o diretor-geral da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Dirceu Rodrigues Alves. Para ele, é impossível um agente para cada 22 ônibus ser capaz, por mais empenhado que seja, de fazer um trabalho com qualidade. “Não dá. É humanamente impossível. A escassez de recursos humanos é um dos principais obstáculos a serem  transpostos pelo sistema.”
     
POVO CONCORDA/ Ninguém melhor do que os passageiros de ônibus para saber se o trabalho dos fiscais da SPTrans está sendo benfeito. Na opinião da negociadora de cobrança Ani Jacqueline da Silva, 26 anos, que nesta quinta-feira à tarde esperava por mais de 30 minutos por um coletivo na região da Penha, Zona Leste, o transporte na cidade está uma “porcaria”. “De zero a dez, eu dou nota zero. Os motoristas correm demais, não param no ponto e são grosseiros ”, esbravejou.

Cintia dos Santos Oliveira não é tão crítica quanto Ani, mas concorda que os ônibus paulistanos deixam muito a desejar. “São de péssima qualidade. Só uso porque não tenho outra opção”, afirmou.      

Sindicato diz que sistema de multas induz a infração
As multas aplicadas pelos fiscais da Prefeitura nas empresas de ônibus  de São Paulo são apontadas pelo Sindicato dos Motoristas  e Cobradores da capital como uma forma de facilitar a renovação da licença anual concedida pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

A consequência direta, segundo o sindicato, é um relaxamento das empresas, que, mesmo multadas, não precisam quitar a dívida para conseguir o licenciamento.

Isso porque as regras do setor são impostas pelo Resan (Regulamento de Sanções e Multas) e não seguem a cartilha do Código Nacional de Trânsito. Assim, avalia o sindicato, as concessionárias não se preocupam em pagar as multas. “O desconto pode vir no repasse (que a Prefeitura faz para as empresas), mas depois as empresas  ganham a causa de multa indevida”, disse o diretor do sindicato Nailton Souza.  

A SPTrans diz que não há relação entre as questões. A base do argumento é o que o valor da multa fica retido no repasse.

Motorista e passageiro indiciados
O titular do 21º Distrito Policial (Bonsucesso), José Pedro Costa da Silva, indiciou nesta quinta por homicídio doloso (com intenção de matar)  o motorista do ônibus que caiu na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, e o jovem suspeito de tê-lo agredido antes do acidente. Ambos também responderão por tentativa de homicídio em relação aos sobreviventes.

Na capital, 10 milhões de viagens/dia  
Diariamente, 9,8 milhões de viagens são realizadas pelos 15 mil ônibus municipais, que operam em oito consórcios de empresas e oito de cooperativas.

Por Eduardo Athayde
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