No Rio, BRT Transoeste enfrenta sua primeira paralisação

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Terminou na manhã desta segunda-feira (14) a paralisação ocorrida na Viação Jabour, que afetou cerca de 35 linhas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro. A principal linha prejudicada foi a do BRT Transoeste que teve superlotação e atrasos. 

De acordo com a Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus no Rio de Janeiro), cerca de 40% da frota do BRT foi afetada. As demais empresas do consórcio Santa Cruz colocaram ônibus extras em suas linhas para minimizar os transtornos. 
Ainda segundo o sindicato, o BRT operou com a maioria dos ônibus articulados, mantendo intervalos de cinco minutos no serviço expresso, e de dez minutos no serviço parador.Para o sindicato a greve surpreende porque as negociações entre o Rio Ônibus e o sindicato dos rodoviários já estavam estabelecidas, com vistas ao dissídio da categoria em março, e seguiam seu ritmo normal, sem que haja motivação para justificar a presente paralisação. 

Com menos ônibus circulando, passageiros reclamam que as estações do BRT ficaram superlotadas no início da manhã. Usuários relatam também que os poucos coletivos que deixaram a garagem para circular passavam lotados e com portas abertas. Na estação Mato Alto, em Guaratiba, uma jovem, identificada apenas como Érica, desmaiou por volta das 7h30. 

Foto: Jadson Marques/R7
Apesar de alguns passageiros terem telefonado para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), eles afirmam que nenhuma ambulância apareceu na estação e nem funcionários do BRT. A jovem ficou sendo atendida por cerca de 1h pelos próprios usuários, que pararam um carro da Supervisão da Viação Jabour e pediram ao motorista para socorrê-la. 

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município Rio de Janeiro, o objetivo da paralisação é denunciar a chamada dupla função, quando o motorista atua também como cobrador; o não cumprimento da jornada de trabalho; o não pagamento de horas extras, além de irregularidades em relação à falta de segurança nas vias do BRT e a sinalização precária. 

O sindicato marcou uma assembleia para o próximo dia 28, às 7h, para definir uma possível greve. Sebastião José, vice-presidente da entidade, disse que o movimento não tem a intenção de prejudicar os passageiros. 

— A Jabour conta hoje com 700 veículos que atendem aos bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Barra e centro da cidade, operando um total de 24 linhas. Essa paralisação é uma prévia para a assembleia que a categoria vai fazer dia 28 para definir se será convocada uma greve geral no dia 31. 

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São Paulo terá aumento da tarifa de ônibus até o mês de junho, diz Haddad

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) anunciou nesta segunda-feira (14) que o reajuste na tarifa de ônibus vai ocorrer, provalvelmente, ainda no primeiro semestre deste ano.

“Apesar do fato de que toda região metropolitana já reajustou [tarifa], nós estamos fazendo os estudos porque nós temos uma licitação no meio do ano. Então, não quero tomar nenhuma decisão precipitada. Sempre lembrando que o reajuste jamais será superior à inflação acumulada no período, que é um compromisso de campanha. Nós tivemos reajuste em 2011 e se você tomar a inflação acumulada do período, o reajuste será sempre menor do que isso. Nós vamos nos esforçar para ser menor do que isso”, afirmou.

Questionado sobre o momento em deve ocorrer o aumento, Haddad respondeu: “Ainda no primeiro semestre, provalvelmente”.
O prefeito participou da abertura da Couromoda, no Pavilhão do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, e prometeu aos expositores investir para modernizar o espaço, independentemente dos investimentos já programados, para que São Paulo sedie a Expo 2020.

Haddad, que no início da manhã usou o termo ‘agiota’ para se referir aos juros cobrados pela União para rolar a dívida paulistana, reiterou as críticas. “O contrato firmado, realizado em 2000, é insustentável, não se sustenta no tempo, porque os juros pagos pelo município são muito superiores ao que própria União paga no mercado para rolar sua dívida. Isso é impraticável. Sensibilizada com o assunto, a presidente Dilma Roussef remeteu um projeto de lei para mudar essa situação uma vez por todas”, declarou.

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Sai esta semana o edital de licitação do transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife

A partir desta semana, começam a ser executadas obras que visam melhorar a infraestrutura da mobilidade urbana no Grande Recife, de olho, principalmente, na preparação da cidade e Região Metropolitana para os jogos da Copa do Mundo de 2014. O calendário das ações foi divulgado na tarde desta sexta (11), no Centro de Convenções de Pernambuco. Na quarta-feira, será lançado edital de licitação para contratação das empresas que vão operar as linhas de ônibus que circularão na Região Metropolitana, nos próximos 15 anos. Na quinta, terá início a dragagem do Rio Capibaribe. Orçado em R$ 289 milhões, o projeto Rios da Gente vai proporcionar a navegabilidade de 13,9 km do curso de águas naturais. Já na sexta, será inaugurado o Terminal de Integração de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

A primeira etapa do Ramal da Copa será finalizada no mês de abril. Em dezembro, serão rematados os corredores exclusivos de ônibus Norte-Sul e Leste-Oeste. Até o fim do ano, a promessa é que os 100 km de corredores exclusivos de ônibus do Grande Recife estejam concluídos. O investimento ultrapassa R$ 420 milhões.

Projeto de Navegabilidade

A navegabilidade do Capibaribe se dará por meio de duas rotas. A Rota Oeste, com 11 km de extensão, vai da BR-101 ao Centro do Recife. Enquanto isso, a Rota Norte, com 2,9 km de extensão, tem origem no Centro do Recife e segue até o município de Olinda, nas proximidades do Shopping Tacaruna.

A dragagem do rio tem a finalidade de remover restrições existentes à navegação, como vegetação, lixo e escombros de antigas construções. Serão dragados 17 km, das proximidades da BR-101, passando pelos bairros do Parque Santana (Casa Forte/Poço da Panela), Torre, Derby, área central do Recife e Tacaruna, no limite entre Recife e Olinda, bairros onde serão construídas as estações para embarque e desembarque de passageiros.

Serão sete estações, sendo cinco na rota Oeste e duas na rota Norte. O plano é que todas sejam climatizadas, com lojas comerciais, área de circulação e espera, guichês para emissão de bilhetes, banheiros com acessibilidade, estacionamento e bicicletário.

O projeto terá 13 embarcações para transportar 330 mil passageiros por mês. Cada barco terá capacidade para 86 usuários sentados e velocidade de 18 km/h, aproximadamente. A garantia é que tudo esteja pronto em março de 2014 e comece a operar em junho do mesmo ano.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se reúne com a Agência de Meio Ambiente (CPRH) na próxima segunda para discutir o impacto ambienteal da dragagem do Capibaribe. Caso a obra não cumpra as exigências, a promotora de Urbanismo, Belize Câmara, promete entrar com ação judicial para suspender os serviços.

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No ritmo atual, SP levaria 172 anos para ter metrô como o de Londres

O cálculo foi feito pela BBC Brasil com base nos dados de extensão atual dos sistemas e dos anos de existência de cada um. O sistema da capital paulista, inaugurado em 1974, tem hoje 74,3 quilômetros de extensão - numa média de expansão de 1,91 quilômetro por ano. O metrô de Londres, em operação desde janeiro de 1863, tem uma expansão média de 2,68 quilômetros por ano.

Se esse ritmo de expansão do metrô paulistano fosse mantido ao longo de 150 anos a partir de sua inauguração, a rede chegaria a uma extensão total de 286 quilômetros, ou 71% da extensão atingida pelo metrô londrino no mesmo período de tempo.

A maioria dos outros sistemas de metrô brasileiros tem um quadro ainda pior do que o de São Paulo.

O único sistema com ritmo médio de expansão mais acelerado do que o de Londres é o de Brasília, inaugurado em 2001 e que conta atualmente com 42,4 quilômetros de extensão. Nesse período, o metrô se expandiu a um ritmo de 3,53 quilômetros por ano e precisaria de apenas mais 102 anos para chegar aos 402 quilômetros atuais do metrô de Londres.

Segundo os cálculos feitos pela BBC Brasil, o metrô do Rio de Janeiro precisaria de mais 300 anos para chegar à extensão atual do metrô de Londres, o de Recife precisaria de 257 anos, o de Porto Alegre, 305 anos, o de Belo Horizonte, 358 anos, e o de Teresina, 641 anos.

Questões técnicas

A comparação não levou em consideração o tempo de construção dos sistemas antes da inauguração - o de Brasília, por exemplo, ficou em obras por nove anos antes da abertura ao público e teve sua inauguração prevista adiada várias vezes.

Também não foram consideradas outras questões técnicas como a dificuldade de construção em cada terreno, exigências legais e ambientais de cada local que podem atrasar ou acelerar as obras e as realidades de cada cidade em relação a população, área e necessidades de transporte.

Os dados comparados pela BBC Brasil indicam ainda uma diferença no ritmo de expansão se for considerado o número de estações abertas desde a inauguração da rede. O metrô de Londres tem um total de 270 estações - uma média de 1,8 estação aberta por ano de existência.

O metrô de São Paulo, com 64 estações, teve 1,64 estação aberta a cada ano - o segundo maior ritmo de abertura de estações entre os metrôs brasileiros, atrás somente do de Brasília, com duas estações aberta por ano de existência.

O metrô do Rio de Janeiro abriu em média 1,03 estação por ano, o de Recife abriu 1 estação por ano, o de Porto Alegre 0,71 estação por ano, o de Belo Horizonte abriu 0,70 estação por ano e o de Teresina, que tem apenas nove estações, abriu 0,38 estação a cada ano de existência.

Comparação global
O mau desempenho do desenvolvimento dos sistemas de metrô brasileiros fica ainda mais evidente quando eles são comparados em uma lista de todas as redes de metrô em funcionamento no mundo. Para a comparação, foram descartados os sistemas inaugurados há menos de dez anos, para reduzir os riscos de desvios estatísticos.

A lista compilada pela BBC Brasil indica que o metrô de Xangai, na China, inaugurado em 1995, é o que tem o maior ritmo de expansão média do mundo, com 24,3 quilômetros e 16,2 estações inaugurados a cada ano.

O sistema de Xangai, com 437 quilômetros de extensão, já ultrapassou a extensão do metrô de Londres e levou apenas 16,6 anos desde sua abertura para atingir o tamanho da rede da capital britânica.

Inaugurado em 2002, o metrô da capital da Índia, Nova Déli, tem a segunda maior média de expansão mundial, com uma média de 17,6 quilômetros abertos por ano. Em menos de 11 anos, o metrô de Nova Déli já tem mais que o dobro da extensão do metrô de São Paulo, com 193 quilômetros de linhas no total.

O metrô de Seul, na Coreia do Sul, foi inaugurado no mesmo ano que o de São Paulo - 1974 -, mas sua expansão média em seus quase 39 anos de existência é a terceira maior do mundo, com 14,33 quilômetros abertos a cada ano. Com isso, a cidade tem hoje a maior rede do mundo, com 558,9 quilômetros de extensão.

Em seu ritmo médio de expansão desde a inauguração, o metrô de São Paulo ainda precisaria de mais 254 anos para chegar à extensão atingida pelo metrô de Seul em menos de quatro décadas. Mesmo a rede de Brasília, que tem a maior média de expansão entre os sistemas brasileiros, precisaria ainda de mais 146 anos para se igualar à rede atual da capital sul-coreana.

Entre os sistemas de metrô em países latino-americanos, o da Cidade do México, inaugurado em 1969, é o de maior extensão, com 226 quilômetros de linhas no total e o décimo maior ritmo de expansão do mundo, com 5,14 quilômetros a mais em média por ano.

Mas a comparação indica ainda que a expansão das redes de metrô é irregular. O sistema mais antigo da América Latina, em Buenos Aires, que completa neste ano seu centenário, tem hoje apenas 48,5 quilômetros de extensão, com um ritmo de expansão médio de 0,68 quilômetro por ano.

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Ônibus em corredores exclusivos é tão bom quanto o metrô

O professor universitário Luis Antonio Lindau conseguiu uma façanha. Ele reuniu no final de 2012, em Brasília, prefeitos, secretários de Trânsito e técnicos de 39 municípios brasileiros para discutir um tema comum a todos – motivo de dores de cabeça e discussões infindáveis: o esgotamento do trânsito nas cidades. O workshop, que procurou orientar os gestores e trazer referências nacionais e internacionais para as administrações municipais na área de mobilidade urbana, foi promovido pela Embarq Brasil, organização especializada em auxiliar governos e empresas no desenvolvimento e implantação de soluções sustentáveis para os problemas de transporte. Durante o evento, Lindau, que é diretor-presidente da Embarq no Brasil e PhD em Transportes, falou com a Gazeta do Povo sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos municípios brasileiros na área de mobilidade e as alternativas que devem ser buscadas por Curitiba para atrair mais passageiros para o transporte coletivo.

Curitiba foi pioneira na instalação do sistema BRT (sistema de transporte rápido) com a criação dos corredores exclusivos de ônibus, em 1974. Nos últimos anos, o número de passageiros estagnou e, hoje, o sistema é deficitário. Como reverter esse quadro?

Está faltando Curitiba fazer uma pesquisa de origem e destino [dos deslocamentos dos passageiros], que Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro fazem. Todas essas cidades preparam uma pesquisa dessas no mínimo a cada dez anos e aí se revela um padrão de mobilidade. Eu adoraria saber se o curitibano usa ou não o BRT, qual a taxa de motorização das famílias, por exemplo. Mas não há essas informações.

Esse tipo de informação poderia qualificar as ações do poder público voltadas à melhoria do transporte coletivo?

Curitiba é uma das poucas capitais, entre cidades do mesmo porte, que não tem essa pesquisa, estranhamente. Uma das contribuições da Embarq para Curitiba foi a elaboração de um termo de referência para a cidade fazer sua pesquisa de origem e destino. Entregamos o documento em 2005 para o Ippuc. Isto tem que ser colocado em campo.

Falando em BRT, pesquisas da própria Embarq mostram que houve uma explosão do uso desta alternativa de transporte em todo o mundo na última década. Os prefeitos brasileiros estão atentos a essa tendência?

O grande diferencial agora é que o governo federal está liberando recursos, colocando para os gestores a exata dimensão do que é um corredor de ônibus, o que é um BRT. Em muitos municípios, sempre havia aquele sonho do prefeito de fazer um VLT [veículo leve sobre trilhos] ou um metrô, sem ter a noção da dimensão do que estava falando. O importante é que esses gestores entendam que o BRT é tão bom quanto o VLT ou o metrô.

Os municípios estão preparados tecnicamente para fazer projetos nessa área? Como a histórica falta de um corpo técnico qualificado afeta esse planejamento?

É um impedimento. E isso é resultado dos 30 anos de falta de investimentos públicos nesse setor. Imagine toda a geração de pessoas formadas nesse período. O que atrairia esses profissionais a trabalhar nessas cidades, se elas não tinham acesso a nenhum recurso pra investir em transporte? Hoje, ainda é absolutamente incomum encontrar um corpo técnico qualificado mesmo nas cidades de médio porte no Brasil.

Qual o futuro do carro nas cidades? No exterior, principalmente na Europa, já se fala em um movimento de derrocada dos automóveis, que estariam sendo deixados de lado pelos jovens.

Estive em 2011 na Europa em um encontro da indústria automobilística e a discussão é essa: é o carro que vai marcar o desenvolvimento das cidades ou é o desenvolvimento das cidades que vai afetar o mercado do carro? A grande preocupação para a indústria de lá é que o jovem europeu quer morar no centro das cidades, caminhar pelas ruas, circular com os amigos, voltar a pé ou de bicicleta para casa. Esses jovens estão se livrando de um custo brutal que é o carro. Se colocar na ponta do papel, o carro te custa uma fortuna por ano. Em vez de gastar nele, você poderia educar melhor o seu filho, contratar um plano de saúde... Quem está fazendo as contas já percebeu isso.

Por Rafael Waltrick
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Programa “Educa Transporte” está com ações educativas nos Terminais Integrados do Recife

Para sensibilizar usuários e funcionários dos Terminais Integrados da Região Metropolitana do Recife (RMR), o Grande Recife está promovendo ações educativas. As atividades, que acontecem durante todo o ano, são realizadas por 10 artistas educadores e fazem parte do programa “Educa Transporte”. A ação tem por objetivo sensibilizar usuários e funcionários para que haja uma relação mais harmoniosa entre eles. 

A aposentada Maria de Lourdes Machado, moradora de Piedade, passa pelo Terminal de Santa Rita pelo menos duas vezes na semana. “Esse projeto é importante porque eles não orientam a gente só sobre transporte. Agora mesmo, falaram comigo sobre limpeza, organização de fila, respeito pelo próximo e sobre o cuidado que os próprios passageiros devem ter com os ônibus”, disse. 

Além de cantar músicas educativas e conversar com os usuários e funcionários dos terminais, o grupo - vestido com as cores do SEI – entrega a todos um adesivo, um calendário e um marca página. Todos com o símbolo do projeto “Gentileza faz a diferença”. 

As ações estão ocorrendo pela manhã ou à tarde, entre 6h e 19h30, e os Terminais que recebem o projeto são: Terminal Aeroporto, PE-15, Macaxeira, Camaragibe, Pelópidas Silveira, Jaboatão, Caxangá, Estação Recife, Santa Rita, Cabo, Igarassu, Afogados e Cavaleiro. 

Informações: GRCT

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Corredor Leste entre Mogi e a Capital Paulista será o segundo mais extenso da Região Metropolitana

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) do Estado de São Paulo prevê a construção de um corredor de ônibus intermunicipal para ligação de Mogi das Cruzes a São Paulo. A obra está em estudo e ainda não possui prazos de execução, porém está prevista dentro do chamado Programa de Corredores Metropolitanos de Transporte Coletivo de Média Capacidade (PCM), plano considerado de alta prioridade para planejamento do fluxo de pedestres e passageiros na Região Metropolitana de São Paulo. A previsão da estatal é aumentar a malha existente, dos atuais dois corredores para um total de 14 até 2025. A obra que servirá Mogi das Cruzes deverá demandar um investimento de pelo menos R$ 112 milhões.

Chamado de Corredor Leste, o projeto deverá ligar Mogi das Cruzes a São Paulo, passando pelos municípios de Suzano, Poá e Itaquaquecetuba. A obra terá um total de 32 quilômetros de extensão e, depois de pronta, se tornará o segundo maior corredor de toda a RMSP, ficando atrás apenas do já existente São Mateus-Jabaquara, que tem 33 km e fica localizado na região do ABD.

Mapas disponibilizados no site oficial da EMTU indicam que a futura passagem Mogi-São Paulo deverá ser implantada ao longo da SP-66 (antiga São Paulo/Rio), mesmo percurso percorrido atualmente pelos ônibus intermunicipais. Os dados apresentados pela estatal na Internet ainda apontam um custo de R$ 112 milhões para construção da faixa ao longo de toda a via, porém, o valor não inclui as desapropriações. Isso indica que o investimento deverá ser bem maior, já a que a rodovia estadual está completamente urbanizada nesse trecho.

A estimativa da EMTU é de que até 2025 o Corredor Leste tenha uma demanda diária de 111.816 passageiros por dia. A abertura da faixa exclusiva para o transporte público na via permitirá uma melhor fluidez do trânsito e, principalmente, maior ganho de tempo e qualidade de vida para os passageiros. O projeto prevê ligação com o futuro corredor do eixo entre Itaquaquecetuba e Arujá. Depois que todo o programa for concluído, as ramificações da malha que vem sendo projetada ainda permitirão acesso facilitado dos passageiros mogianos a municípios da região do ABC como, por exemplo, São Caetano do Sul, Santo André e Diadema.

Consultada, a Assessoria de Imprensa da EMTU informou que ainda não é possível fornecer informações detalhadas sobre o Corredor Leste (Mogi das Cruzes – São Paulo), uma vez que o mesmo encontra-se em fase de estudo. Ainda não é possível afirmar quando o projeto deverá começar a ser elaborado ou qual a previsão de início das obras. Porém, no site da empresa há informações gerais sobre o Programa de Corredores Metropolitanos de Transporte Coletivo de Média Capacidade, que podem dar uma ideia dos objetivos gerais da empresa para o fluxo de passageiros em toda a Região Metropolitana de São Paulo, incluindo Mogi das Cruzes e a Região do Alto Tietê.

De acordo com a EMTU, o PCM foi concluído em 2010 e o mesmo é decorrência “de um trabalho de revisão, análise e adequação de estudos anteriores realizados ao longo dos últimos anos em consulta aos planos e projetos da CPTM, Metrô, SPTrans e CET”. Os planos são para conclusão dos projetos até 2025. A EMTU lista como benefícios do Programa a “ampliação da acessibilidade e a mobilidade da população; melhora do desempenho do transporte no quesito segurança e qualidade, o que significa menor tempo de espera e de viagem; e adoção de tecnologias e combustíveis menos poluentes”. 

Por Júlia Guimarães
Informações: O Diário de Mogi

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