No Recife, Faltou táxi e sobrou ônibus lotados no Reveilon

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

“Lotado, lotado, sem condições”. Nesta terça-feira (1º), as palavras do comerciante Márcio de Amorim definem o sufoco que os pernambucanos passaram na virada do ano para conseguir pegar táxis. Márcio tinha trabalhado a noite inteira e queria chegar em casa para descansar. As paradas de ônibus ficavam lotadas. Quando passava um táxi, já vinha com passageiros. Alguns taxistas não queriam ir pra Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Outros, cobravam preço fechado, sem taxímetro.

A exemplo do carnaval e do último Réveillon, neste ano, os taxistas do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata, cidades da Região Metropolitana, puderam circular livremente entre os quatro municípios. Com isso, a expectativa era a melhor possível. Até 7.692 veículos à disposição da população.

Nas ruas de Olinda, o problema continuava. Na Avenida Getúlio Vargas, uma das mais movimentadas, poucos táxis e nenhum livre. Na Praça do Carmo, havia alguns na parada. Adriano Bezerra era o motorista de um deles e estava quase indo embora – ficaria até as 23h e passaria o carro para um amigo. Já Edmilson da Costa não vai para casa tão cedo. É trabalhando que ele vai receber o ano novo e não acha ruim. "Minha mulher está viajando. Tem muita demanda na rua, eu vou trabalhar, atender o pessoal", conta ele.

No Recife, a situação se complicou. Havia muitos táxis circulando nas ruas, o que não era garantia de nada. Quem quisesse ir para o bairro de Boa Viagem não podia contar com o taxista José de Lima, por exemplo. "Tem muita avenida que está interditada. Fui lá e para sair está complicado", argumenta ele. Para Tuane Cantarelli, auxiliar administrativo, o problema maior era a tarifa.  Ela contou que havia motoristas cobrando um valor fechado pela corrida do Derby até Boa Viagem. "Não ia ser no relógio, ia ser o preço que ele pediu, R$ 40", disse ela.

Às três da manhã, o auxiliar administrativo Marcos Brás ainda tentava pegar um táxi de Boa Viagem para Casa Amarela, onde mora. A promessa de um esquema especial montado na área por trás do palco na Avenida Boa Viagem, após a queima de fogos, foi motivo de frustração para quem quis voltar para casa. Sem táxi, as paradas de ônibus ficaram lotadíssimas.

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Passageiro que cair em ônibus pode usar cobertura do Dpvat

Brasília – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que acidentes causados por quedas de passageiros de ônibus em movimento podem ser cobertos pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (Dpvat). O entendimento é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A vítima do acidente moveu ação no Rio Grande do Sul pedindo a cobertura do seguro porque teve sua capacidade motora reduzida ao cair de um ônibus quando descia em um ponto. O pedido foi negado pelo juiz de primeiro grau e pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Ambos entenderam que não se tratava de acidente de trânsito, pois a vítima caiu sobre o meio-fio e não dentro do ônibus.

Para a relatora do processo no STJ, ministra Nancy Andrighi, o DPVAT deve ser usado para reparar danos pessoais em acidentes de trânsito, independentemente se a culpa é da vítima. A ministra argumentou que a queda ocorreu após a brusca movimentação do veículo e por isso cabe indenização.

O STJ não fixou o valor da indenização, que deverá ser apurado pela Justiça local em escala proporcional ao grau de invalidez da vítima.

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