Em Campinas, Tarifa de ônibus pode custar R$ 3,80

domingo, 25 de novembro de 2012

Campinas (SP) terá a tarifa de ônibus mais cara do Brasil caso seja aprovado pela Prefeitura o aumento para R$ 3,80, requisitado pelas empresas que operam o transporte público municipal. Atualmente, a cidade cobra o mesmo preço que São Paulo, Osasco e Guarulhos, segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Contudo, nesses municípios não há discussão de reajuste aberta, segundo as assessorias de imprensa.

O valor de R$ 3,00 cobrado nas quatro cidades paulistas já é o mais alto do país, de acordo com a ANTP. Com um eventual reajuste, Campinas pode se isolar nessa condição. A associação realiza o levantamento trimestralmente em municípios com mais de 500 mil habitantes.

Justificativas
As concessionárias do transporte coletivo urbano, por intermédio da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), entregaram, no dia 13 de novembro, à administração municipal um documento para tentar justificar o reajuste de 26,6%.

Segundo a Transurc, de janeiro a outubro deste ano, o desequilíbrio econômico-financeiro do sistema de ônibus foi de R$ 3,9 milhões mensais, em média. Entre os fatores citados estão reajustes nos valores dos custos, como mão-de-obra, óleo diesel, pneus, peças, acessórios, chassis e carrocerias.

Resposta da Prefeitura
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) produzirá um outro relatório sobre o mercado de transporte. De acordo com a autarquia responsável pelo trânsito da cidade, os dois documentos serão encaminhados para o gabinete do prefeito, que avaliará a situação. A expectativa é que haja uma definição até o fim do ano.

Em entrevista ao G1 após o pedido ser protocolado pela Transurc, o prefeito Pedro Serafim Jr. (PDT) classificou como "inadmissível" o reajuste. Ele acenou com a possibilidade de aumentar o repasse da administração municipal para as empresas, que atualmente é de R$ 28 milhões. Neste sábado (24), o prefeito eleito, Jonas Donizette (PSB), fez um discurso similar ao de Serafim, e classificou como "absurdo" o preço do bilhete a R$ 3,80
Em 7 anos, reajuste de R$1

Segundo dados da ANTP, a tarifa de Campinas em junho de 2005 era de R$ 2,00. Atualmente esse ainda é o valor cobrado em cidades como Brasília (DF) e Fortaleza (CE). No mais recente reajuste aplicado na cidade, a passagem passou de R$ 2,85 para R$ 3,00.

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Novo sistema de transporte coletivo de Campo Grande começa a funcionar nesta segunda

A partir desta segunda-feira, 25 novos ônibus adaptados começam a circular pelas ruas e avenidas de Campo Grande, dando o pontapé inicial do novo sistema de transporte coletivo. Destes, 20 são convencionais e cinco articulados, que levam Campo Grande a ter 578 veículos em operação.

“Dessa vez é acréscimo de frota. Estamos aumentando nossa frota em 25 ônibus. Isso vai folgar as linhas mais pesadas”, explicou o diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade.

Além dos 25 novos ônibus, a partir desta segunda-feira, o transporte coletivo de Campo Grande passa a ser administrado pelo consórcio Guaicuru, formado por quatro das cinco empresas que já atuam na Capital e venceram a licitação. O contrato deu o direito à Guaicuru operar o transporte coletivo por 20 anos.

De longe os novos coletivos serão facilmente identificados. Novinhos em folha e na cor branca, os articulados vão levar ainda a propaganda de Campo Grande “A Capital dos Ipês” e com a árvore desenhada. O ipê também é refletivo e pode ser visto passando durante a noite.

“Essa beleza externa na realidade é para o cidadão se sentir mais confortável”, comentou Rudel Trindade.


Os articulados terão beleza por fora e tecnologia por dentro, com wi-fi e climatizador e câmeras que fogem das tradicionais. O conjunto vai gravar a entrada e saída dos passageiros e será possível ver como está o fluxo de movimento.

“Da Agetran conseguimos ver na câmera onde o ônibus está e como está o trânsito à frente dele”, explicou Rudel. O novo circuito também vai aumentar a fiscalização dentro do ônibus, dando mais segurança ao usuário, informou o diretor-presidente.

Além das câmeras de segurança, a nova frota está equipada com GPS (Sistema de Localização por Satélite) e vão percorrer a cidade em com um tamanho um pouco maior. Os convencionais com 13,2m e os articulados com 20m.

Por um aplicativo no celular, os usuários também vão poder acompanhar o horário que os coletivos estarão nos pontos, por meio da internet, pelo computador ou celular, como já existe em grandes cidades.

A acessibilidade foi levada em conta para esta nova frota e o novo sistema atendeu aos pedidos dos cadeirantes. Segundo Rudel Trindade, foi colocado um cinto de segurança melhor e mais reforçado para o cadeirante.

A questão ambiental não ficou para trás. “Esses novos ônibus são de uma tecnologia nova, a Euro 5. A emissão de poluente será muito pequena em relação a convencional e o ônibus vai circular bem mais silencioso”, destacou Rudel.

Com a mudança no transporte público, Campo Grande será uma das únicas cidades que vão receber o PAC II, mesmo não sendo sede da Copa de 2014. Ao todo são R$180 milhões vindos do Programa do Governo Federal para a mobilidade urbana.

Durante a vigência do contrato da Guaicuru, as empresas participantes do consórcio deverão investir, de acordo com o edital, R$350 milhões na melhoria do transporte urbano. Devem ser incluídas no investimento a renovação da frota, a implantação da tecnologia e a qualificação da mão de obra. Novos terminais de transbordo também fazem parte do projeto.

A previsão, segundo a Agetran é de chegar a 600 ônibus até julho do ano que vem. Também estão previstos 50 km de corredor exclusivo para ônibus, além do novos terminais, Tiradentes e São Francisco, e as ciclovias, muitas já em contrução.

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VLT de São José dos Campos será apresentado amanhã

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), de São José dos Campos, apresenta amanhã projeto para a implantação do metrô de superfície, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), em São José.

A proposta já está em análise para financiamento no Ministério das Cidades, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de Mobilidade de Médias Cidades.

Ao custo estimado de cerca de R$ 1 bilhão, o VLT foi concebido para complementar o atual sistema de transporte coletivo da cidade, operado por ônibus.

Os detalhes do projeto, mantido em sigilo, somente serão divulgados amanhã pelo Ipplan, mas O VALE conseguiu dados macros do VLT.

Com aproximadamente 22 quilômetros de extensão, o metrô irá ligar as regiões sul, centro e leste.

A proposta é que o sistema seja implantado nos corredores viários existentes, tendo como eixo principal as avenidas do anel viário.

No trecho sul/centro, por exemplo, o trajeto possível do VLT será pelo canteiro central da avenida Andrôme-da, com transposição da Via Dutra e segue pelas avenidas Jorge Zarur, Florestan Fernandes, Teotônio Vilela até a Sebastião Gualberto, onde contorna e segue pelas avenidas São José, Madre Tereza e São João até a Jorge Zarur e Eduardo Cury.

No sentido centro/leste, a proposta é que os trilhos do VLT sejam implantados no terreno vazio entre as torres de energia de alta tensão, conhecidas como ‘linhão’.

Nesse ramal, a parada final seria nas proximidades do Parque Tecnológico.

O novo sistema é similar aos existentes em países europeus como França, Alemanha e Bélgica e também não terá alimentação aérea, a exemplo dos metrôs brasileiros.

Capacidade/ Os estudos do Ipplan apontam que o VLT poderá transportar em média 6.000 passageiros/hora em cada sentido. As estações seriam implantadas a cada 500 metros.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Anderson Farias Ferreira, 60% da demanda de usuários está concentrada no trecho sul/centro.

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) comentou que o projeto pode ser implantado em três anos após a liberação de financiamento para o projeto.

“É um modelo simples de ser implantado. Esperamos que o novo governo dê continuidade ao projeto”, disse. 

A proposta elaborada pelo Ipplan prevê que, caso seja viabilizado, o VLT terá a mesma tarifa do sistema atual do transporte de massa. Atualmente, a tarifa de ônibus é de R$ 2,80.

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Sistema BRT de Uberaba será idêntico ao de Curitiba

A implantação dos terminais de ônibus na avenida Leopoldino de Oliveira está a todo vapor para que o sistema Leste/Oeste de Transporte Coletivo seja entregue à população entre os dias 15 e 20 de dezembro deste ano. Na manhã de ontem, o superintendente de Planejamento de Trânsito e Transporte da Secretaria de Planejamento (Seplan), Robinson do Amaral Camargo, contou que a equipe instalou mais uma estação na avenida principal, que servirá como corredor de ônibus, desta vez, próximo à rua João Quintino Júnior. “Essa é a sétima estação das doze que serão instaladas na avenida Leopoldino”, ressaltou.

Robinson revelou que, até a próxima semana, chegarão mais uma ou duas estações e que a estimativa é de que o restante chegue a Uberaba até o dia 30 de novembro. “Acredito que iremos conseguir entregar o sistema Leste/Oeste dentro do prazo estipulado pelo prefeito, porque todas as estações estarão chegando até o final desse mês. Sem contar que o trabalho de montar as estações é rápido, tendo em vista que a equipe tem condições de instalar uma por dia”, explicou.

O superintendente disse que já está programada a vinda de uma equipe de Curitiba para montar a parte funcional das instalações neste final de semana. “Essa equipe ficará, em média, 15 dias montando vidros, borrachas, dentre outros itens funcionais, como catraca e porta-eletrônica. Já o ar-condicionado e equipamentos mais caros serão instalados somente próximo à entrega do sistema, porque zelamos pelo patrimônio público e precisamos instalar primeiro as câmeras de seguranças no local”, acrescentou. 

Ônibus – A respeito do novo modelo de ônibus que será utilizado no transporte coletivo de Uberaba, BRT – Bus Rapid Transit (Trânsito, Rápido de Ônibus), o superintendente garantiu que as empresas já adquiriram o montante necessário para dar início ao sistema Leste/Oeste. “Os veículos estão na montadora e o compromisso é entregar 14 ônibus, sendo 13 na primeira quinzena de dezembro e um no final do ano. Vale ressaltar que o sistema funcionará com 12 ônibus, pois dois deles ficarão de reserva para eventuais problemas na implantação”, finalizou.

Por Luciana Rodrigues / Jornal de Uberaba

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Usuários sofrem com ônibus lotados em São José do Rio Preto-SP

Usuários do transporte coletivo de São José do Rio Preto, SP, estão reclamando do serviço na cidade. O contrato de concessão, que envolve duas empresas na cidade, garante o bom serviço ao usuário, mas na prática muita coisa ainda precisa melhorar.

A longa espera e os ônibus lotados estão entre as principais reclamações. Quem pega ônibus todos os dias sabe que nos horários de pico, o terminal rodoviário fica lotado. As filas são enormes e assim que o coletivo chega, os passageiros se amontoam. “Tem os horários de pico, que os ônibus saem lotado e o pior é que é micro-ônibus, é muito ruim porque vai em pé e é muito apertado”, afirma o publicitário Gilmar Soriano.

Os passageiros dizem que não sabem para quem reclamar. “O terminal está completamente abandonado. Quando para o ônibus todo mundo invade, ninguém respeita a fila e você não vê um fiscal no terminal”, diz Ana Maria Vieira, auxiliar de limpeza.

Há mais de um ano, a prefeitura fechou um contrato de concessão com duas empresas que tinha como objetivo melhorar a qualidade do serviço oferecido aos usuários. A promessa era de mais linhas, ônibus melhores e mais equipados. Mas mesmo depois deste período de contrato a realidade para quem depende do transporte público em Rio Preto não mudou. “Todas as linhas chegam lotadas, não tem uma linha que não chega cheia. Acho que piorou muito o serviço”, afirma Sandra Regina Bandeira, empregada doméstica.
Foto: Reprodução / TV Tem
Se já é complicado para a maioria dos passageiros para quem tem algum tipo de deficiência a dificuldade é ainda maior. Pelo contrato da prefeitura, todos os ônibus deveriam ter plataformas para transportar cadeirantes, mas não é o que acontece. “Não são todos os ônibus que são adaptados, como foi dito. Se foi combinado e foi feito uma campanha falando que todos os ônibus seriam adaptados, isso deveria ser posto em prática”, diz a atendente Renata de Souza Fernandes, que é cadeirante.

As empresas de ônibus informaram por meio de nota, que o número de veículos, os itinerários e os horários de partida e chegada são definidos pela Secretaria de Trânsito. A prefeitura informou que as linhas estão passando por adaptações e até o fim do ano será possível com a mudança evitar a lotação e as filas de espera.

Informações: G1 SP


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