Em Belém, Passagem de ônibus subirá novamente

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Depois de homologar o aumento da tarifa de ônibus para R$ 2 (R$ 1 para meia-passagem) e anunciar a implantação do bilhete único dentro de 90 dias (prezo para normatização), o prefeito Duciomar Costa anunciou, ontem, que a passagem pode ter outro reajuste de até 5% e chegar a R$ 2,10 em agosto. Esse é o custo previsto para sustentar o novo sistema que permitirá ao usuário pegar quantos ônibus quiser num período de duas horas pagando apenas uma passagem. O prazo para o início da novidade é 9 de agosto. Enquanto o sistema não muda, a passagem a R$ 2 começará a valer entre hoje e segunda-feira (16), dependendo da publicação no Diário Oficial do Município.
Duciomar afirmou que o novo valor e o sistema de bilhete único serão válidos também para Ananindeua e Marituba, mas não explicou de que forma isso será feito, já que sua competência administrativa se restringe a Belém. Em entrevista ao Jornal Liberal 2ª Edição, da TV Liberal, a presidente da Companhia de Transportes de Belém (CTBel), Helen Margareth, cogitou da possibilidade de ser firmado um convênio. A tarifa para o distrito de Mosqueiro, porém, continuará diferenciada. O prefeito disse que a tarifa nova é suficiente para renovação da frota de mais de 1.800 ônibus que circulam na Região Metropolitana de Belém (RMB), repõe a inflação (de 8,50% dos últimos 12 meses) e se mantém a mais barata do País. O aumento foi feito com base em uma análise técnica da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel).
"Já melhoramos muito o sistema. A frota antes tinha idade média de oito anos e agora é de quatro anos. A melhora é gradativa com um equilíbrio entre valor da passagem e qualidade do serviço. Temos a quarta melhor frota do Brasil. Os estados onde o sistema evoluiu mais, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, têm passagens bem mais caras. Agora teremos o bilhete único, que não é invenção minha. É algo comum em outras cidades e que deu certo", garantiu Duciomar.
Ele descartou a possibilidade de subsídios para o sistema de transportes, sob o argumento que não há lei permitindo e nem recursos. "Reduzimos o valor do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%", informou. Atualmente, o sistema é financiado somente pelos usuários, com a tarifa. A redução de impostos é uma forma de investimento.

Fonte: O Liberal

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