Manaus vai ficar sem ônibus no dia 2 de fevereiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Josildo Oliveira, confirmou greve da categoria para a próxima quarta-feira (02) em Manaus, após acordo dos trabalhadores em assembleia realizada na manhã de hoje (27). Outra discussão está marcada para a tarde desta quinta-feira, para definir os detalhes da paralisação, como o horário e local do protesto.

Segundo Josildo, apenas 30% da frota estará em circulação nas ruas da capital a partir das 4h de quarta-feira. Após o anúncio, ele afirmou que a Prefeitura tem o prazo de hoje até a data da greve para adequar as exigências solicitadas pela categoria. Segundo ele, os trabalhadores estão “revoltados” com a nova licitação do transporte coletivo que prevê a entrada de 1.108 ônibus novos no sistema.

Josildo Oliveira afirmou ainda que os trabalhadores temem  em ser demitidos pelas atuais empresas que exploram o serviço de transporte público em Manaus, que integram o consórcio TransManaus. Eles também reivindicam garantias de recebimento de direitos trabalhistas após a chegada da nova frota. O início do processo licitatório está previsto para o próximo dia 04 de fevereiro.

Os rodoviários acreditam que o novo contrato pode resultar em uma demissão em massa. A licitação, ainda a ser fechada, prevê divisão do sistema de transporte público de Manaus em dez lotes, com no máximo 200 ônibus para cada empresa. A renovação da frota de Manaus em no máximo 120 dias após o anúncio das vencedoras é um dos principais requisitos impostos pela Prefeitura para as 37 empresas que se inscreveram no processo.

A Prefeitura de Manaus informou que as empresas que exploram o serviço atualmente só poderão participar da concorrência pública se estiverem devidamente regularizadas e com dívidas quitadas. O edital permite a participação de empresários de todo o Brasil na licitação.

Greves
Este é o primeiro anúncio de paralisação dos rodoviários em 2011. No ano passado, os trabalhadores realizaram cinco greves, segundo o secretário-geral do STTRM, Antônio Cavalcante. As paralisações anteriores aconteceram em reivindicações por reajuste salarial, pagamento de dissídios coletivos e direitos trabalhistas.

Fonte: Portal Amazônia

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