Grande Vitória: Corredores exclusivos para ônibus vão exigir mais 20 obras

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Vinte obras vão ajudar na implantação e no funcionamento dos corredores exclusivos e do novo modelo de serviço de transporte público coletivo da Grande Vitória. Nessa lista de intervenções não estão incluídas as obras necessárias para implantar os 52 quilômetros iniciais do sistema. Desses, 24 quilômetros já estão orçados em R$ 663 milhões, e há duas obras em andamento.

Sete dos projetos (os primeiros no quadro abaixo) são obras necessárias para o funcionamento ideal do sistema. As demais ajudariam no tráfego dos ônibus e dos veículos em geral. "São projetos que contribuem no trânsito durante a implantação do Transporte Rápido Metropolitano (Tram) e depois dela", aponta a subsecretária estadual de Mobilidade Urbana, Luciene Becacici.

Hoje, a ligação entre os terminais de Jacaraípe e Laranjeiras, na Serra, e parte da Avenida Carlos Lindenberg estão em obras - incluídos nos 24 quilômetros iniciais que ainda somam as avenidas Fernando Ferrari e Reta da Penha, além da Reta do Aeroporto e da BR 101.

"As obras vão interferir no trânsito. Estamos preocupados com isso, tanto que as estações virão pré-moldadas, e as baias serão de concreto (com maior durabilidade)", diz Becacici.

Ela acredita que os 24 quilômetros iniciais - com R$ 530 milhões de financiamento sendo avaliados para empréstimo do BNDES - seriam executados até o final de 2014. "Os corredores exclusivos são obras para muitos anos", frisou a subsecretária.
 
As intervenções previstas

1)
Dois viadutos na BR 101, junto a acessos da ArcelorMittal Tubarão, na Serra

2)
Uso de área do Porto de Vitória como estação de ônibus ou construção de "mergulhão" entre as av. Gov. Bley e República

3) Corredor exclusivo ao longo do Canal do Rio Marinho, entre S. Torquato e a Av. Carlos Lindenberg, em Vila Velha

4) Divisão de tráfego da Lindenberg com Av. Ana Maria M. Stefanon, em Cobilândia

5) Prolongamento das ruas Felipe Camarão e São Marcos até a Lindenberg, na Glória

6) Interligação da Lindenberg com o Corredor Canal Bigossi, por meio da R. Joaquim Nabuco

7) "Mergulhão" entre a Rua Apóstolos (acesso ao T. Campo Grande) e a BR 262, em Cariacica

8) "Mergulhão" sob a 101, na altura do Vitória Apart Hospital

9) Viaduto entre a Av. Fernando Ferrari e Adalberto Simão Nader, em Vitória

10) Divisão de tráfego entre a Av. Maruípe e ruas próximas (na altura da Rádio Espírito Santo)

11) Inclusão de uma faixa em cada sentido da Av. Leitão da Silva, em Vitória

12) Nova ligação entre a Rua Misael P. Silva e a Av. Vitória, pelo terreno da Escola Paes Barreto

13) Túnel na Ilha de Monte Belo, dando continuidade à Av. César Hilal até a Av. Vitória

14) Solução para a 2ª Ponte

15) Complexo viário em São Torquato, incluindo nova estação ferroviária

16) Vias, viadutos e ponte na interseção da Lindenberg com o elevado de acesso à 2ª Ponte

17) Interseção entre a 262 e o Trevo de Alto Lage, em Cariacica

18) Viaduto entre Av. Alice Coutinho (futuro corredor Sudeste Cariacica) e Campo Grande

19) Novo acesso à Av. Expedito Garcia, na altura do Posto Valentim

20) Divisão de tráfego no acesso ao T. Campo Grande

Reta da Penha vai ganhar miniterminal
Os corredores exclusivos não vão mudar apenas os ônibus - que passam a ter as portas de acesso do lado esquerdo - ou os pontos de embarque e desembarque, que serão feitos pelo meio das vias. Algumas avenidas e ruas vão ganhar miniterminais, construídos ao lado de estações de maior movimento de passageiros.

Um deles será construído na Reta da Penha. O terreno da Rádio Espírito Santo - que chegou a ser cogitado como futura sede do Fórum de Vitória - seria usada para o embarque e desembarque de passageiros, com integração à Estação do BRT, que ficaria na avenida, bem em frente.

Além dessa alteração, alguns terminais deixariam de receber as linhas troncais, que cruzam as cidades e que contarão com os principais ônibus do corredor exclusivo. Os veículos parariam em estações que serão construídas em frente a esses terminais, e o passageiro teria um tempo para sair do terminal e ir à estação para pegar outro ônibus, sem pagar outra passagem.

Outra mudança virá na altura da Estação Pedro Nolasco, em Cariacica. A intenção é mudá-la de local e usar o espaço para alterações viárias.


Estações especiais de passageiros

Em terminais.Alguns terminais não receberão ônibus de corredores exclusivos. Na frente deles, haverá estações. Isso ocorrerá em: Laranjeiras e Carapina, na Serra; São Torquato e Ibes, em Vila Velha; e Jardim América, em Cariacica

Novas integrações.
Alguns pontos da cidade vão receber miniterminais ao lado de estações de maior porte. Isso acontecerá nas estações em Vila Nova de Colares e no cruzamento da BR 101 com Eudes Scheres, na Serra; no terreno da Rádio Espírito Santo (Reta da Penha), em Jucutuquara e na Ilha do Príncipe, em Vitória; na Rua Leopoldina, em Jardim América, Cariacica; e na altura de Cobilândia e Alecrim, na Avenida Carlos Lindenberg,
em Vila Velha

Pontos.
Outras estações funcionarão como pontos de ônibus, no meio da via


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Fortaleza: VLT da linha oeste terá teste ainda neste ano

Uma das soluções de mobilidade urbana para Fortaleza, prevista para a Copa de 2014, o terminal Parangaba-Mucuripe já terá um dos seus Veículos Leves sobre Trilho (VLTs) testado ainda neste ano na Linha Oeste, que liga o Centro da Capital à cidade de Caucaia.

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) adquiriu seis VLTs- Móbile 4 formados por quatro carros, dos quais o primeiro VLT já se encontra na Estação João Felipe. O segundo deve chegar ainda hoje no mesmo local.

Os trens são fabricados pela empresa Bom Sinal, que tem sede em Barbalha, na Região do Cariri. O transporte dos veículos é feito de carreta, uma vez que as condições da malha ferroviária do Interior cearense poderia danificar os equipamentos totalmente novos.

De acordo com o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, o segundo VLT que chega hoje a Fortaleza já está pronto para ser testado, enquanto o primeiro ainda passa por montagem final. Os VLTs são movidos a óleo diesel, como nos trens convencionais, mas como o nome já diz, são bem menos pesados que os convencionais. Os veículos que transportarão passageiros na rota Parangaba-Mucuripe terão capacidade para 766 pessoas e chegarão a uma velocidade máxima de 70km por hora.

Licitação em 2011
Com um orçamento de R$ 170 milhões, o terminal tem expectativa de ser licitado no primeiro trimestre do ano que vem.

A partir da ordem de serviço liberada para a empresa vencedora do certame, a expectativa da direção do Metrô é de que, em um prazo de 18 meses, a obra seja executada. (GN)

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