Passageiro de ônibus sofre na mão de mau motorista

domingo, 9 de maio de 2010


Andar de ônibus não é tarefa fácil. Além de ter que conviver com a lotação e o trânsito da cidade, os passageiros reclamam da imprudência de alguns motoristas, o que contribui para tornar as coisas mais difíceis. Das reclamações recebidas contra a SPTrans pela Central 156, o telefone de atendimento da Prefeitura, 9,9% se enquadram na categoria “conduzir o veículo com direção perigosa”.

As queixas mais recorrentes dos passageiros são de alta velocidade, freadas bruscas e “manobras radicais” ao volante. E nessas aventuras, alguém pode acabar ferido dentro do ônibus.A auxiliar de enfermagem Rosenilda da Silva, de 55 anos, foi uma que levou a pior. No início da semana, quando ia para o trabalho por volta das 17h, ela caiu do banco em que estava sentada, próximo à estação do metrô Patriarca, na Zona Leste. “Ele freou de repente. Fui com o corpo todo para frente e caí para trás, batendo no chão, com força”, contou Rosenilda.

Da queda, ficaram as marcas. “Eu ralei o braço ralado, bati a cabeça, o cóccix. Estou com tontura até hoje”, lamentou.Segundo ela, o motorista seguiu viagem como se nada tivesse acontecido. O socorro também não veio por parte do cobrador. “O motorista ainda foi grosso comigo. Fiquei chateada. Eu trabalho socorrendo as pessoas e quando é comigo, ninguém pode me ajudar”, disse.

A SPTrans informou que, em caso de acidente, a orientação aos motoristas é sempre parar, averiguar a situação e, se preciso, encaminhar a vítima para o hospital mais próximo. Pelo regulamento da empresa, deixar de prestar socorro é infração grave.


Fiscal infiltrado e cursos

Quando há várias reclamações sobre o mesmo veículo, a SPTrans coloca fiscais infiltrados no ônibus, embarcando como os demais passageiros. Se for constatado algum problema na atuação do motorista, ele irá sofrer as sanções administrativas da empresa cabíveis.

Por isso, ao reclamar do serviço, é importante o passageiro ter em mãos o nome e o número da linha, o número do veículo (que está estampado na lateral do ônibus), o dia e o horário em que houve o problema.Segundo a SPTans, os motoristas, antes de começarem a trabalhar, passam por cursos de direção defensiva, respeito aos usuários e primeiros socorros. Sempre quando há a renovação da carteira de habilitação, os treinamentos são repetidos.

Se o condutor se envolver em algum acidente com vítima e ficar comprovado que ele não seguiu os procedimentos de direção defensiva, o profissional só poderá voltar à ativa após passar novamente pelos treinamentos e por avaliação psicológica.

Fonte: Diário de São Paulo

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