Brasileiro sofre com a falta de transporte coletivo de madrugada

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


São Paulo
No histórico coração da cidade, o relógio recomenda pressa, rumo ao Metrô. À 1h, já é tarde demais. A partir de agora não tem choro nem vela. As estações dos outros trens urbanos também estarão fechadas. A partir de agora, a correria é atrás de ônibus. Nas primeiras horas da manhã, São Paulo chega a ter quase 14 mil ônibus em circulação. No fim da noite, entre 22h e 1h, eles ainda são quase cinco mil. Mas a partir daí, o número cai drasticamente: só 300 continuam circulando. Quem precisa deles, acha pouco. Isabel trabalha como copeira, em festas. “Não tenho horário certo. Se passou do horário é de uma em uma hora. Às vezes não passa, já aconteceu comigo. Para passar o tempo eu fico aqui pensando no horário”, conta. Existem 66 linhas que não param durante a noite. Mas além dos intervalos longos, os destinos são limitados, deixando muita gente no meio do caminho. Quem desembarca em um terminal, já na periferia da cidade, depois de certa hora... “Tinha uma lotação aqui, eu ainda corri, mas não consegui pegar”, afirma o encarregado de produção Evaldo de Souza. Uma avenida corta a região do Morumbi. Nenhum ônibus ou van vai passar nas próximas horas. Para quem não pode pagar táxi, o único jeito de chegar a uma das maiores favelas da cidade é uma longa caminhada. “Só vou voltar umas 4h30, 5h. Dancei”, diz o lavador de carros Hamilton da Silva.


Rio de Janeiro
De madrugada no Rio de Janeiro circulam 21% das linhas de ônibus que existem na cidade. Segundo uma resolução da Secretaria Municipal de Transportes, o intervalo entre os ônibus nos pontos pode ser até de uma hora. Filas enormes, disputa pelos ônibus. Tudo isso à 1h, horário do rush para quem busca a última chance. “Fazer o que? Eu não posso ir a pé. É bem longe”. “Não é qualquer dia que a gente tem R$ 4,00 para pegar uma van”. O horário da correria na Central do Brasil é um pouco mais cedo. Os últimos trens partem pouco antes das 23h. “Se eu perder esse trem, só amanhã”. O trem sai e para. Os atrasados ficam na expectativa, mas as portas não abrem de novo. “Corri muito, mas não deu tempo”. As portas da estação fecham a meia-noite em ponto. A justificativa é a necessidade da parada para a manutenção. Mas na opinião do especialista em transportes Fernando Mac Dowell seria possível prolongar o metrô até às 2h. “É uma questão meramente de planejamento, e ter gente competente para fazer esse tipo de trabalho”, afirma.


Salvador
Na maior estação de ônibus urbanos de Salvador, no Centro, passam mais de 400 mil pessoas durante o dia. Já na madrugada o terminal é um retrato do transporte coletivo na capital baiana entre 0h e 4h: praticamente não existe. São apenas 13 ônibus fazendo o chamado “pernoitão”. Quase nada para uma cidade de três milhões de habitantes. A população da periferia é a que mais sofre. “Eu saí do trabalho à 0h. Cheguei na estação 1h30, e só vou pegar o outro ônibus 3h30”.


Brasília
Madrugada em Brasília e ainda tem bastante gente no ponto de ônibus. O metrô passa em cima, mas o último trem saiu as 23h30. Dona Romana conhece bem essa história. Ela mora em Ceilândia e trabalha em Brasília. Para chegar ao trabalho poderia pegar duas conduções, mas a conta ficaria muito alta. Pelo menos R$ 10,00 por dia. Para economizar, sai de casa com o céu ainda escuro. Antes das 5h o ponto ainda está vazio. “É perigoso demais. Já fui assaltadas duas vezes”. Em plena Avenida Paulista, a jovem acabou sozinha no ponto de ônibus. Camilla Adami, estudante de nutrição, mora longe, estuda o dia inteiro. À noite, encontrou uns amigos e perdeu a hora. “Acho que tem ônibus até umas 2h”. São 2h15, quase 2h20, não veio ônibus. Camila está desistindo, vai para a avó. “Eu vou dizer que o ônibus não passava, e que tive que desistir, senão ia esperar ônibus só às 6h”. Numa região boêmia da cidade, que com a lei seca recebeu uma linha destinada aos baladeiros, foi aprovada mesmo pelos trabalhadores da noite. “É difícil pegar o pessoal que vem da balada aqui. O pessoal que vem da balada continua andando de carro ou ainda está nos barzinhos bebendo”, afirma o motorista Edson Sparafan.
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São Paulo: Corredor Metropolitano ABD tornou-se referência nacional e internacional em sistemas de transporte público.


O Corredor Metropolitano ABD (São Mateus – Jabaquara) tornou-se referência nacional e internacional em sistemas de transporte público de média capacidade. Inaugurado em 1988, liga o bairro de São Mateus, no extremo leste da capital paulista, ao Jabaquara, na zona sul, atravessando quatro municípios do ABCD: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.
Trata-se de um corredor exclusivo para ônibus / trólebus gerenciado pela EMTU/SP, com extensão total de 33 Km. A frota operacional do Corredor ABD é 233 ônibus que transportam diariamente cerca seis milhões de usuários por mês. Da frota total, 78 veículos são trólebus e 34 veículos contam com dispositivos para acessibilidade.As 13 linhas do sistema são operadas pela Concessionária Metra, desde 1997, resultado da primeira concessão do país no setor de transporte público. As atribuições do Estado voltaram-se diretamente para o gerenciamento do sistema, enquanto que a operação, a manutenção e a conservação da infraestrutura e do sistema viário ficaram a cargo da iniciativa privada pelo período de 20 anos.

O Corredor Metropolitano ABD possui oito terminais metropolitanos, gerenciados pela EMTU/SP: São Mateus, São Bernardo do Campo, Santo André (Leste e Oeste), Piraporinha, Diadema, Sônia Maria, Ferrazópolis e Jabaquara.Esses terminais possuem a infraestrutura necessária para facilitar a movimentação dos portadores de deficiência como rampas, corrimãos e escadas rolantes que auxiliam o acesso desses passageiros às áreas interna e externa. Além disso, estão equipados com telefones públicos rebaixados, telefones especiais para surdos-mudos e banheiros adaptados.O sistema integra-se, em diversos pontos, com outros modos de transporte público como ônibus municipais e intermunicipais, trens metropolitanos e metrô desempenhando, assim, importante papel na estruturação do transporte coletivo na metrópole. Clique em “Terminais” no menu lateral para ver os pontos de integração.

Aprovação dos usuários
O Corredor Metropolitano ABD foi o único sistema da Grande São Paulo que melhorou a sua aprovação na Pesquisa de Imagem dos Transportes Públicos na Região Metropolitana de São Paulo, divulgada pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em dezembro de 2008. Em 2007, a aprovação dos usuários era de 66% e, em 2008, subiu para 79%. A renovação da frota e a regularidade das linhas são fatores que contribuíram para a boa avaliação dos passageiros.
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Goiânia: Mudanças no transporte coletivo só em setembro

Anúncio do cartão integração e da reconstrução de terminais havia sido feito para primeiro semestre do anoAs operadoras das linhas do transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia só implantarão as mudanças no sistema, anunciadas para o primeiro semestre deste ano, a partir de setembro. O anúncio saiu na manhã de ontem em reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Da lista anunciada em maio, a ação mais esperada é a implantação do Cartão Integração, sistema inédito na capital, que permite o embarque em mais de um ônibus, sem a necessidade de um terminal.
O presidente da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Marcos Massad, justificou que a demora aconteceu por causa de ajustes no sistema para evitar fraudes. O novo cartão deverá conter a foto e dados pessoais do usuário.Há também a reconstrução do Terminal Garavelo, que deve começar em setembro. Na última segunda-feira, foi assinada a última desapropriação da área que abrigará parte da estação. Os antigos proprietários têm 15 dias para deixar o local e só então, a empresa contratada iniciará as obras.
A reconstrução do Terminal Bandeiras também deverá sair do papel só a partir de setembro. As propostas das empresas concorrentes da licitação serão abertas semana que vem e, após, as obras terão início. Estão disponíveis R$ 22 milhões para todas as obras.MetrobusA reunião também discutiu o pedido da Metrobus em estender o contrato de uso da linha Eixo Anhanguera por 20 anos, tal como as empresas vencedoras da última licitação. Os membros analisarão a legalidade da medida junto à Procuradoria Geral do Município (PGM).
Caso a renovação seja aprovada, a Metrobus deverá oferecer serviços no mesmo padrão de qualidade estabelecido no contrato das demais empresas de transporte coletivo. A estatal terá de cuidar da reforma e manutenção de terminais, além de adquirir 120 novos ônibus articulados. A câmara se reunirá em 15 dias, após analisada a legalidade do pedido.
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Aprovada regra que pode reduzir tarifa de transporte

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou hoje o Projeto de Lei 2718/00, do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que obriga as empresas de transporte coletivo a contabilizar o dinheiro arrecadado com publicidade como receita operacional, de modo a reduzir o valor das tarifas. Aprovada em caráter conclusivo, a proposta será encaminhada ao Senado, caso não haja recurso para ser votada no plenário da Câmara.
O projeto se aplica a ônibus coletivos, vans, trens e metrôs e se refere a qualquer publicidade que veiculem, inclusive em guichês e terminais de passageiros.
Conforme a proposta, as instruções relativas ao controle e à fiscalização dos procedimentos para o cálculo da tarifa, tendo em vista a redução com a publicidade, serão definidas em regulamento, ainda a ser elaborado.Segundo o autor, apesar de a maioria dos sistemas de transporte já serem utilizados para publicidade, não se vê benefícios para os usuários nas tarifas cobradas pelo seu uso.Tramitação O projeto já havia sido aprovado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Viação e Transportes, que analisaram o mérito da proposta.

A CCJ analisou apenas os aspectos de admissibilidade (constitucionalidade e juridicidade). O parecer do relator, deputado Paulo Magalhães (DEM-BA), foi favorável.
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