Recife: Corredor Leste-Oeste completa um ano com usuários insatisfeitos

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Há um ano, a Avenida Conde da Boa Vista mudou. Ela começou a fazer parte do Corredor Leste-Oeste, que liga o centro do Recife à Avenida Caxangá. As paradas foram para o canteiro central, os carros ficaram com apenas uma faixa para circular.A reportagem do Meu Transporte foi à avenida e conversou com motoristas de carros e de ônibus, passageiros e pedestres. Ninguém afirmou estar satisfeito com a situação.Os vendedores que trabalham com carroças saíram das calçadas, poucos ainda resistem. A tapioqueira Severina Maria da Conceição diz que este foi o lugar determinado pela prefeitura para que ela vendesse tapioca. “O movimento era melhor lá na frente”.
O corredor de ônibus está amplo, tem bastante espaço. Já os carros, ficaram espremidos. Os motoristas reclamam. “Acho que ficou péssimo, a gente está sempre muito perto de um pedestre ou de uma moto”, disse o funcionário público Romilson Correia.O taxista Jonatan Ferreira concorda. “Eles tentaram organizar, mas está muito ruim”, afirmou. “Ficou bonito, mas desorganizado”.Quando a noite chega e o movimento aumenta, o trânsito fica lento. O sinal abre e fecha, mas a fila continua no mesmo lugar. “Sou uma sofredora da Conde da Boa Vista, todos os dias passo meia hora nesse trecho entre a Riachuelo e a Ponte do Derby”, conta a dona de casa Luzinete Alves. “Eles deveriam reconhecer que não deu certo e modificar”.Transtorno também para os pedestres que tentam atravessar a rua e para quem precisa pegar ônibus. As paradas são estreitas e nem sempre é fácil conseguir espaço. “É horrível, estreita, apertada, corre o risco de um ônibus derrubar a gente”, diz a dona de casa Cecília Valença. “Esse engenheiro não estava com nada”.

RESPOSTA

Além da Conde da Boa Vista, o Corredor Leste-Oeste atende à Benfica, trecho onde os ônibus circulam no sentido contrário ao dos carros, e a Avenida Caxangá, com as paradas também na área central da avenida.
De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos do Recife, depois da inauguração do corredor, os passageiros chegam a gastar doze minutos a menos para ir da zona oeste ao centro.

Para tentar reduzir os congestionamentos, o Consórcio Grande Recife de Transporte diminuiu a circulação na avenida de 107 para 91 linhas de ônibus.

A Secretaria disse ainda que as paradas são confortáveis e atendem aos padrões exigidos para deficientes físicos. Cada parada tem 2,5 metros de largura e 30 centímetros de altura.

Os comerciantes que utilizam carroças saíram da avenida, mas ainda é possível ver ambulantes na área.

A Diretoria de Controle Urbano (Dircon) informou que quem for pego comercializando produtos na avenida pode ter a mercadoria apreendida.

ENGARRAFAMENTOS

Os engarrafamentos em horários de maior movimento. Os horários de pico ocorrem nos fins de tarde e às 22h, quando os estudantes saem dos cursos pré-vestibulares e das faculdades. Nos mesmos horários, as paradas de ônibus ficam cheias e os ônibus têm dificuldade para circular. Carros e táxis não podem parar para embarque e desembarque de passageiros na avenida - precisam pegar uma das ruas transversais.
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São Paulo: Obras em corredores de ônibus de SP estão atrasadas


Nenhuma das nove obras previstas para melhorar o trânsito nos corredores de ônibus da capital paulista começou a ser feita. O pacote de melhorias foi anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) em agosto do ano passado, durante sua campanha à reeleição. O início das intervenções em corredores e terminais estava marcado para novembro e as obras deveriam ficar prontas nesta semana, após investimento de R$ 8,1 milhões. Agora, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) estima que as intervenções sejam entregues em abril de 2010, pelo valor de R$ 15,4 milhões. As obras, portanto, devem ser concluídas com um ano de atraso, a um custo quase duas vezes maior que o previsto. No plano de metas de Kassab - Agenda 2012, com investimentos de R$ 20 bilhões -, a ser apresentado até amanhã à Câmara de Vereadores, estão incluídas obras nos corredores de ônibus. No dia 5 de agosto do ano passado, dois meses antes da eleição municipal, Kassab e o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, anunciaram o pacote de obras para aumentar a velocidade dos ônibus e melhorar o acesso de passageiros aos terminais. Na ocasião, a Prefeitura informou que as obras começariam três meses depois. Questionada, inicialmente a SMT negou o atraso. Depois, justificou a demora e o aumento de custos afirmando que ?os novos projetos passaram a englobar a parte de acessibilidade e de melhoria no trânsito do entorno dos terminais? e que ?os processos licitatórios também enfrentaram recursos que acabaram por alongar os prazos?. A pasta afirmou que foram investidos R$ 851 mil nos nove projetos do pacote até agora e que nenhuma obra deixou de ser executada por falta de recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Total de viagens diárias em SP cresceu 22% em 10 anos


O número de viagens diárias da população da Região Metropolitana de São Paulo cresceu 22% entre 1997 e 2007 e chegou a 38,2 milhões, concentradas sobretudo nos meios coletivos de transporte e acompanhadas por um aumento considerável do tempo médio de viagem. Segundo a Pesquisa Origem e Destino, divulgada hoje pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o tempo médio gasto no transporte coletivo avançou de 61 minutos para 69 minutos, enquanto no individual foi de 29 minutos para 33 minutos, duas altas de cerca de 13%. No período da manhã, foram registradas 1,2 milhão de viagens a mais em 2007 do que em 1997, um aumento de 41%. No fim da tarde, este avanço foi de 900 mil viagens, uma alta de 30%. Na hora do almoço, a alta foi de 500 mil (15%).A pesquisa mostrou que entre 1997 e 2007 as viagens em transporte coletivo tiveram expansão de 33%, resultado muito superior ao crescimento das viagens individuais, que foi de 14%. Já as viagens a pé aumentaram 17% no período. Portella chamou atenção para o fato de o crescimento populacional em São Paulo entre 1997 e 2007 ter sido concentrado nas classes C e D. Da mesma forma, a pesquisa verificou aumento de pessoas com renda familiar entre dois e oito salários mínimos utilizando o transporte coletivo.Neste contexto, foi registrada uma inversão na tendência de queda da participação do transporte público e de avanço no individual. Em 2007, as viagens em transporte coletivo representaram 55% do total, contra 45% do modo individual. No levantamento de 1997, o transporte coletivo e individual estavam praticamente empatados, após uma tendência de queda da participação do transporte coletivo desde 1967, quando o primeiro levantamento foi realizado. "O fato mais importante dessa pesquisa foi a reversão na tendência do modo como as pessoas se deslocam", destacou Alberto Epifani, diretor de planejamento da CPTM.
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Pinda: Nova empresa de transporte coletivo trará melhorias ao município

A Prefeitura de Pindamonhangaba informa que a empresa de transportes Viva Pinda foi vendida para o grupo formado pela IAC Participações e PHD Participações. Essa companhia tem participações em várias empresas de todo o país e administra o transporte coletivo nas cidades de Maringá, Londrina e Cascavel-PR, Campo Grande-MS e Patrocínio-MG, dentre outras.
O prefeito João Ribeiro, frente às reclamações dos serviços prestados pela Viva Pinda, cobrava insistentemente melhorias e soluções. A Viva Pinda optou por vender suas atividades para um grupo que possa atender as demandas do transporte de Pindamonhangaba.
O novo grupo vai contratar funcionários para os setores de administração, finanças, manutenção e outras áreas – serviços que hoje são realizados pela Viva Pinda em Taubaté. Além disso, não deverá demitir funcionários. As negociações para a regulamentação do transporte complementar continuarão em ritmo acelerado, como vem acontecendo.
O novo grupo vai manter o nome fantasia “Viva Pinda” e implementará melhorias a todo sistema do transporte, de acordo com as demandas apresentadas pela Prefeitura e pedidos da população.
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Tempo em transporte coletivo aumenta 8 minutos em SP


O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, José Luiz Portella, informou que o tempo médio de viagem para quem utiliza o transporte coletivo na região metropolitana aumentou de 61 minutos para 69 minutos, entre 1997 e 2007. Para quem usa automóveis particulares, o tempo subiu de 29 para 33 minutos.
Portella anunciou nesta quinta-feira o resultado da Pesquisa Origem e Destino 2007, que apresenta dados sobre os deslocamentos da população. Ao todo foram 30 mil entrevistas válidas e 431.658 endereços levantados referentes a locais de residência, trabalho, escola, além de origens e destinos de viagens e pontos de transferência entre modos.
De acordo com a pesquisa, em 2007 a região metropolitana tinha 19,5 milhões de habitantes, num crescimento de 16% desde 1997. A frota de automóveis particulares cresceu na mesma proporção.
Além disso, os dados apontam que, entre as pessoas com renda familiar de dois a oito salários mínimos, foram feitas 13,9 milhões de viagens diárias utilizando transporte coletivo e 11,3 mil com veículos particulares.
"O certo é o cidadão passar a deixar seu carro em casa e passar ao veículo coletivo. Por isso, o Metrô, que é uma experiência que deu certo, precisa ser ampliado", afirmou Alberto Epifani, diretor de planejamento da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
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