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Rio de Janeiro: Metrô da Barra começa a sair do papel

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O metrô que vai ligar a Barra da Tijuca a Ipanema começa a sair do papel. Ontem teve início as duas detonações diárias previstas para os próximos 4 meses na Estrada da Barra, no itanhangá. O trânsito de motoristas e pedestres teve de ser interrompido por 2 minutos a cada explosão, em frente às pontes sobre o Canal da Barra. A primeira explosão foi às 11h, e outra a tarde.
Até dezembro, será aberto túnel de serviço por onde passarão máquinas, caminhões e operários. Depois disso, por mais um ano e meio, serão feitas detonações para construir a galeria principal da Linha 4 do metrô — com trajeto Barra, São Conrado, Gávea e Leblon até a já existente Estação General Osório, em Ipanema.


Até dezembro, será aberto túnel de serviço por onde passarão máquinas, caminhões e operários. Depois disso, por mais um ano e meio, serão feitas detonações para construir a galeria principal da Linha 4 do metrô — com trajeto Barra, São Conrado, Gávea e Leblon até a já existente Estação General Osório, em Ipanema.

Ir da Zona Sul à Barra deverá levar 15 minutos e meio. Da Barra ao Centro, serão 34, segundo estimativa da Secretaria Estadual de Transportes.

Para garantir a segurança nas proximidades da rocha, antes de cada explosão será emitido alerta sonoro com três toques de sirene, e um quarto silvo sinalizará o fim da operação. Ainda assim, moradores estão temerosos. “Estamos preocupados, pois o nosso prédio está bem próximo da pedra a ser detonada”, afirmou Paulo Vaz, administrador de condomínio vizinho à obra.

Cerca de 100 residências e estabelecimentos comerciais foram visitados por técnicos durante o período de preparação, que envolveu testes e condicionamento da encosta. “É seguro. Faremos pequenas explosões sem força para abalar a estrutura da rocha”, explica o diretor de engenharia da Rio Trilhos, Bento Lima.

“A rotina da área vai mudar”, prevê o diretor da associação de moradores Câmara Comunitária da Barra, Cléo Tagliosa, que, pretende acompanhar os trabalhos.

Câmara e moradores pedem traçado pelo Humaitá

A Comissão Especial da Copa do Mundo de 2014, composta por quatro vereadores e representantes de associações de moradores da Barra e da Zona Sul, questiona o traçado da Linha 4 apresentado pelo estado. O tema foi debatido ontem na Câmara dos Vereadores.

O grupo defende a manutenção do projeto licitado em 1998, que previa a extensão da Linha 1 saindo de Botafogo, no Morro de São João, passando pelo Humaitá, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra.

A proposta do governo é prolongar a Linha 1 a partir da Estação General Osório, passando pelo Leblon, Gávea, São Conrado e Barra. A localização das estações, contudo, ainda será definida. O plano é construir 4.

“Se esse projeto se concretizar, teremos, na verdade, uma única linha cortando a cidade, favorecendo a superlotação e comprometendo a qualidade do transporte” público, questiona o vereador Carlo Caiado, presidente da Comissão.

Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, o traçado atual poderá beneficiar um número maior de usuários, cerca de 230 mil passageiros por dia, enquanto o outro trajeto atenderia apenas 120 mil passageiros por dia.

Fonte: O Dia

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BRT prevê espera de um minuto nas estações em Manaus


A espera dos usuários do transporte coletivo de Manaus nos pontos de ônibus será reduzida para um minuto após a implantação do Sistema de Transporte Público Bus Rapid Transit (BTR). A estimativa foi anunciada na manhã de hoje (01) pela empresa VTech Engenharia, contratada para fazer os estudos preliminares da implantação do sistema.

A obra está orçada em R$ 230 milhões e deve ser concluída em 24 meses a partir do início dos trabalhos. A audiência pública foi realizada pela Prefeitura de Manaus para discutir o projeto do sistema e apresentar os eixos de circulação do transporte na cidade.

De acordo com o diretor da VTech, Airton Mergulhão, a redução no tempo de espera dos usuários para 1 a 3 minutos é possível com base na estimativa de 80 veículos em circulação nas ruas. Caso o sistema opere com esse número, Mergulhão prevê o fim das longas filas nos pontos de ônibus. “O BRT é mais interessante que o monotrilho para a cidade de Manaus”, disse.

Valor da Tarifa

Segundo ele, o valor da tarifa do BRT ficará entre R$ 2,20 e R$ 2,25. A tarifa também foi confirmada pela Prefeitura de Manaus que pretende tornar o BRT a solução definitiva para o transporte coletivo da cidade. Para o arquiteto urbanístico da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Claudemir Andrade, o valor será mantido e não deve onerar o sistema.

Funcionamento

Os veículos que atuarão no sistema são do tipo articulado e bi-articulado. Segundo Mergulhão, os ônibus podem ser movidos a gás e eletricidade. O trajeto do BRT terá 19 quilômetros de extensão e o total de 20 estações e três terminais. A distância entre cada terminal de integração será de 800 metros.

O traçado inicial do anel viário interligará as zonas Norte, Leste Sul e parte da zona Centro Oeste e Centro da cidade. Entre os pontos de integração destacam-se a estação Grande São José Operário, estação Acariquara e Clube do Trabalhador, estação Grande Circular/ São José Operário, além do terminal da Manaus Moderna.

O sistema vai funcionar 19 horas por dia e terá velocidade média de 25 quilômetros por hora. Cada veículo terá capacidade máxima de 270 passageiros. O sistema terá corredores exclusivos para melhorar a rapidez do trajeto dos ônibus.

Fonte: Portal Amazônia


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Concorrência leva ônibus do Rio ao mesmo lugar


O resultado da licitação das linhas de ônibus municipais do Rio atropelou as esperanças dos passageiros de contar com melhorias. Apesar das queixas de atrasos, má conservação dos coletivos e despreparo dos profissionais, os vencedores foram os quatro consórcios formados pelas empresas que operam há anos na capital.

Eles têm 40 das 47 viações cariocas que concorreram. Das 5 piores empresas no ranking da prefeitura, três continuarão na ativa: Madureira Candelária (2ª com mais queixas); Transurb (3ª) e Vila Isabel (5ª).

Análise da Secretaria Municipal de Transportes, divulgada em março, mostrava que mais de 1 milhão de passageiros — 30% do total — circulava todo dia em ônibus com serviços precários. O relatório revelou que 16 de 41 viações de transportes estavam abaixo do nível de qualidade.

Ontem, a secretaria publicou no Diário Oficial o resultado da análise da documentação dos concorrentes. Todos foram habilitados. Mas, na primeira fase da licitação, os consórcios cariocas saíram na frente porque apresentaram a melhor proposta técnica. Isso porque na 2ª etapa também houve ‘empate’: todos anunciaram tarifa de R$ 2,40, a máxima.

Os dois paulistas, que perderam, têm cinco dias úteis para recorrer. Se não, o resultado oficial da licitação deve ser publicado até dia 8. Os contratos serão assinados em seguida. O Rio Ônibus só vai se pronunciar após a homologação.

Enquanto isso, nas ruas, as reclamações não param. “Se o time está perdendo, tem que mexer. O serviço é precário, deveriam dar chance a gente mais capacitada”, cobra o servente Jorge Luiz Delgado, 37, usuário da linha 222 (Vila Isabel-Hospital dos Servidores), da Transportes Vila Isabel. O operador financeiro Carlos Souza, 46, se queixa da conservação da linha 355 (Tiradentes-Madureira): “Já desci numa ladeira da Penha, com outros passageiros, porque o carro com ar perdeu a potência”. Reportagem de Celso Oliveira e Mahomed Saigg

Fonte: O Dia


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Blumenau: Nova tarifa entra em vigor neste sábado, dia 04


Entra em vigor a partir de sábado, dia 04, a nova tarifa do transporte coletivo de Blumenau. O valor que era de R$ 2,30, passa a ser R$ 2,57. O ônibus seletivo (vermelhinho), custará R$ 3,20 e a passagem de domingo R$1,50.

Os usuários que compraram a tarifa até o dia 03, poderão utilizar o passe ainda no valor atual por 60 dias.

Fonte: Pref. Municipal de Blumenau


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Aracaju: Recadastramento escolar segue até 30 de setembro


Pré-Vestibular, Graduação, Pós-Graduação, Profissionalizante, Supletivo e À distância, que já efetuaram o Recadastramento Estudantil 2010/1 (que ocorreu de 01/02/2010 até 30/04/2010), para o Recadastramento Estudantil 2010/2 devem preencher o formulário via web, apresentar comprovante de vínculo estudantil e efetuar atualização no cartão em qualquer posto de recarga (mesmo processo do primeiro Recadastramento 2010/1, sendo desnecessário somente o comprovante de residência).

Os alunos UNIVERSITÁRIOS (presencial) e deverão preencher o formulário de recadastramento da web, apresentar o comprovante de matrícula do período em questão, em qualquer Posto Setransp (pode ser também grade curricular 2010/2 ou Declaração da Instituição de Ensino ou último pagamento bancário), RG e cartão MAIS ARACAJU ESCOLAR.

Os alunos dos cursos Profissionalizante, Pós-Graduação, Supletivo e à distância só poderão efetuar o Recadastramento Escolar 2010/2 na sede do SETRANSP (Rua: F, s/n, D.I.A de segunda a sexta das 8 as 17 h. Não fechamos para o almoço). Onde os documentos necessários são:

•Comprovante de matrícula com fotocópia;
•Comprovante de residência com fotocópia (em nome do estudante ou dos pais declarados);
•Cartão Mais Aracaju Escolar;
•RG.

Estão desobrigados de recadastrar no 2º semestre os estudantes do Ensino Fundamental e Médio, que já o havia efetuado no 1º semestre- Recadastramento Estudantil 2010/1.

Fonte: Setransp


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Consórcios cariocas são os vencedores da licitação dos ônibus do Rio

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


O secretário municipal de transportes, Alexandre Sansão, confirmou o resultado das licitações para a concessão da operações dos ônibus do Rio de Janeiro pelo prazo de 20 anos. A decisão está publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Município. Os vencedores das licitações são 40 das 47 empresas que já atuam no Rio e disputaram as concorrências em forma de consórcios.

( Com as novas concessões, o que muda e o que permanece em relação ao transporte público do Rio? Envie seu artigo para ser publicado aqui no site )

A expectativa é que a prefeitura divulgue nas próximas horas a data para as assinaturas dos contratos. A partir daí, as empresas se comprometem a implantar o bilhete único municipal no prazo de 60 dias.

Na abertura dos envelopes com as propostas de preços das tarifas, todos os quatro grupos cariocas e dois paulistas indicaram o mesmo valor de tarifa (R$ 2,40) como era previsto no edital.

Ao contrário do que havia dito anteriormente, em junho, a prefeitura desistiu de transferir às empresas de ônibus a tarefa de apresentar projetos visando a racionalização das linhas , objeto de críticas quando foi anunciada a licitação do sistema . De acordo com o edital de concorrência, cabe à Secretaria municipal de Transportes formular o plano, que resultará na redução do número de ônibus nas regiões Sul e Norte, na Barra e em Jacarepaguá, bem como no aumento da frota na Zona Oeste.

De acordo com o edital, em 20 anos de concessão das linhas, as passagens pagas pelos usuários somarão R$ 15,9 bilhões. Nesse período, os concessionários deverão investir R$ 1,8 bilhão na melhoria do serviço. Entre as exigências está a instalação, em todos os veículos e em até 24 meses, de GPS e de equipamento para a localização dos ônibus, a cada minuto, interligados à Secretaria de Transportes. Também num prazo de dois anos todos os veículos terão, no mínimo, uma câmera de filmagem. Outra obrigação da concessionária será a de gravar e armazenar, por 72 horas, as imagens gravadas durante o trajeto dos ônibus. Os vencedores da concorrência terão ainda que assumir a manutenção dos terminais e implantar novos pontos de ônibus.

O edital de licitação dividirá a cidade em cinco regiões. Para a região 1 (Centro e área portuária), considerada destino, não poderão ser apresentadas propostas. Os percursos dessa área entrarão no bloco da região 2 (Zona Sul, Tijuca e adjacências). Na região 3, estão incluídos 83 bairros da Zona Norte e na região 4, Barra, Jacarepaguá e adjacências.

Fonte: Extra Online


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São Paulo: SPTrans alterará itinerários de ônibus na Zona Sul


A SPTrans informa alterará os itinerários de 14 linhas de ônibus, em função da realização dos eventos XV Congresso Paulista de Ginecologia e 11ª edição do congresso Fitness Brasil 2010, que acontecerão entre os dias 2 e 4 de setembro, das 7h às 22h, no Transamérica Expo Center, localizado na Av. Mário Villas Boas Rodrigues, em Santo Amaro, Zona Sul da Capital.

Para informações sobre os trajetos de linhas de ônibus consulte itinerários ou ligue 156.

Linhas e itinerários:

677A/10 Term. Jd. Ângela – Metrô Ana Rosa
7710/10 Term. Guarapiranga – Metrô Ana Rosa*
637A/10 Terminal Jd. Ângela – Pinheiros
637C/10 Jd. Jacira – Pinheiros
Ida: normal até Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, Rua Adele, Av. Mário Lopes Leão, Avenida das Nações Unidas, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.

6049/10 Valo Velho – Santo Amaro
Ida: sem alteração.
Volta: normal até Av. Mário Lopes Leão, Avenida das Nações Unidas, Rua Dr. Rubens Gomes Bueno, Rua Acari, Rua Centro Africana, Av. João Dias, prosseguindo normal.

6007/10 Pq. Santo Antonio – Term. Santo Amaro
6013/10 Jd. Nakamura – Term. Santo Amaro
6043/10 Jd. Capelinha – Term. Santo Amaro
6065/10 Vila Calú – Term. Santo Amaro**
Ida: sem alteração.
Volta: Term. Santo Amaro, Av. Pe. José Maria, Avenida das Nações Unidas, Rua Dr. Rubens Gomes Bueno, Rua Acari, Rua Centro Africana, Av. João Dias, prosseguindo normal.

6042/10 Jd. Três Estrelas – Santo Amaro
6036/10 Jd. Macedônia – Santo Amaro
6039/10 Valo Velho – Santo Amaro
Ida: sem alteração.
Volta: normal até Av. Mário Lopes Leão, Avenida das Nações Unidas, Rua Dr. Rubens Gomes Bueno, Rua Acari, Rua Centro Africana, Av. João Dias, prosseguindo normal.

746P/10 Paraisópolis – Santo Amaro
746P/31 Paraisópolis – Santo Amaro
Ida: sem alteração.
Volta: normal até Av. Mário Lopes Leão, Avenida das Nações Unidas, Rua Dr. Rubens Gomes Bueno, Rua Acari, Rua Centro Africana, Av. João Dias, prosseguindo normal.

* Linha que não atende aos sábados e domingos;
** Linha que não atende aos domingos.

Fonte: SPTrans


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Vale transporte eletrônio começa a ser implantado em Teresina


Os cerca de 200 funcionários da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans) serão as primeiras pessoas da capital a serem beneficiadas com a implantação do vale transporte eletrônico. Etapa essencial do processo de integração do sistema de transporte de Teresina, a substituição do vale de papel pelo digital deverá ser totalmente concluída dentro de no máximo oito meses.

A mudança evitará que o ticket seja comercializado por vendedores ambulantes da cidade, além de dar mais segurança aos usuários de transporte coletivo, tendo em vista que diminuirá o risco de assaltos aos ônibus.

Segundo Fábio Prado, gerente do Setut, semelhante ao cartão passe verde utilizado pelos estudantes, o vale eletrônico será carregado por meio da internet. No entanto, com uma vantagem ainda maior para os funcionários de empresas públicas e privadas, já que estes não precisarão se deslocar até os postos de recarga disponibilizados pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina. “As próprias empresas irão fazer o repasse do dinheiro ao Setut, sendo que o cartão é automaticamente recarregado na data estipulada pelo empregador”, explica.

Para os órgãos de transporte e trânsito da capital, a substituição do vale tradicional fará com que o volume de dinheiro transportado pelos veículos coletivos diminua, refletindo diretamente na diminuição da quantidade de assaltos aos colaboradores que trabalham com o sistema de transporte teresinense. Além de maior segurança, os representantes do Setut argumentam ainda que a transição trará mais facilidade e comodidade aos usuários. “Nossa intenção é divulgar ao máximo a nova tecnologia, assim não haverá dificuldades no decorrer do processo”, esclarece Prado.

Já o cartão expresso - que será utilizado avulsamente pela população - ainda não tem data para ser disponibilizado ao público. Inicialmente pensado para suprir a demanda de pessoas que não recebem vale transporte de empresas, o cartão Mais Fácil Expresso ainda está sendo analisado pela prefeitura. “Ele será adquirido nos postos de venda e recarregado de acordo com a necessidade do usuário. Contudo, não sabemos como será a sua distribuição”, ressalta Fábio Prado, ao comentar que 57% da população da cidade utiliza o vale transporte como forma de pagamento da passagem.

O processo de implantação do novo vale será gradativo e tem como uma de suas metas o cadastramento de aproximadamente duas mil empresas, as quais compram vales regularmente no Strans. Na oportunidade de lançamento da nova tecnologia, ontem, 31, no Salão Nobre da Prefeitura, o prefeito Elmano Ferrer anunciou que ainda esta semana estará enviando ao PAC II a proposta para construção dos terminais da cidade, completando assim a integração do sistema de transporte coletivo de Teresina.

Fim dos vendedores de vale e do comércio de papel

Trabalhando há mais de 10 anos com a venda de vale transporte, Francisco das Chagas viu na comercialização do ticket uma forma de complementar a renda de aposentado. No entanto, o anúncio da migração do vale de papel para o eletrônico o deixará mais uma vez sem uma fonte extra para seu sustento, já que dentro de alguns meses o vale tradicional deixará de existir. “Quando soube da mudança não pensei que fosse ser feita em tão pouco tempo, então o jeito é eu me acostumar com as novas mudanças e aproveitar os meses que ainda me restam para juntar mais algum dinheiro”, afirma.

Assim como os vendedores de vales, outro segmento que sairá perdendo com a transição será os comerciantes, principalmente aqueles de pequeno porte. Estes, não raramente, utilizam os vales transportes como moeda de troca para seus produtos, abarcando uma clientela desprovida de dinheiro em espécie. “Todo dia recebo vales como pagamento pelos lanches que vendo, sendo que eu repasso os vales que recebo a um preço mais caro”, revela o comerciante Baltazar da Silva.

Contudo, para Ricardo Freitas, superintendente da STRANS, o vale transporte não foi pensado para servir como moeda de troca, sendo que sua função está sendo desvirtuada por boa parte das pessoas. “A informatização vai garantir que o vale resgate a sua finalidade, que é a de transportar o usuário”, enfatiza.

Fonte: Portal O Dia


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Horários e itinerários são alterados em Sorocaba


A partir desta quarta-feira (01) a Urbes – Trânsito e Transportes informa que serão realizadas cinco alterações em linhas do Sistema de Transporte Coletivo de Sorocaba. Confira:

08 – Trujillo: Terá seu ponto final alterado para a avenida Mario Covas nas proximidades da Escola Municipal Avelino Leite de Camargo;

31 – Cajuru: Alteração do horário de partida do Terminal São Paulo de 13h33 para 13h28, de segunda a sexta-feira;

60 - Ouro Fino: Alteração do itinerário e do ponto final do atendimento ao Wanel Ville V. O novo itinerário será:
Partindo do Terminal Santo António - Segue normal até a rua Zenilda Alves Mascarenhas e depois pela rua Darcy Fruet e avenida Joaquim de Carvalho Gil, onde passará a realizar ponto final.
Partindo do Novo Ponto Final - Parte da avenida Joaquim de Carvalho Gil, e depois segue pelas ruas Nelson Antonio Henrique e Zenilda Alves Mascarenhas, retornando ao seu itinerário normal até o Terminal Santo António.

63 – Esmeralda: Alteração do itinerário sentido bairro-centro:
Partindo do Novo Ponto Final - segue normal até a alameda dos Antúrios, e depois pela alameda das Papoulas e avenida Américo Figueiredo, retornando ao seu itinerário normal até o Terminal Santo António.

77 - Santa Bárbara: Voltará a atender a rua Almir Muza Soares em ambos os sentidos e a realizar ponto final na rua Alexandre Dias Batista, portanto, fica suspenso o atendimento ao bairro Jardim Tropical.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


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Mobilidade urbana demanda compromisso de longo prazo de novos governantes


Centros urbanos brasileiros estão à beira de um apagão no seu sistema de transporte. Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta que, sem investimentos, São Paulo vai praticamente parar daqui a quatro anos, avenidas do Rio de Janeiro ficarão intransitáveis em oito e Belo Horizonte e Porto Alegre terão lentidão permanente em suas vias daqui a 12 anos.

A solução dos problemas da mobilidade urbana é um dos desafios do próximo presidente da República e governadores, que serão eleitos este ano, e dos atuais prefeitos. Durante os quatro anos de mandato, os governantes terão de colaborar para minimizar as falhas no transporte coletivo e no sistema viário das principais cidades brasileiras.

Para a solução definitiva do problema, porém, compromissos em longo prazo serão essenciais. Especialistas em mobilidade urbana afirmam que só com o comprometimento de investimentos em obras de longa maturação será possível desafogar o trânsito das metrópoles.

“Precisamos de compromisso”, diz o coordenador do núcleo de Infraestrutura e Logística da FDC, Paulo Resende. “No Brasil, o político acha que tem que desconstruir o que seu antecessor fez. Isso prejudicou os investimentos em transporte durante a década de 90 inteira.”

Em entrevista à Agência Brasil, Resende afirmou que a frota das grandes regiões metropolitanas aumenta cerca de 15% por ano. A cada cinco anos, o número de carros nessas áreas dobra.

Para ele, apenas obras de grande porte podem acomodar toda essa demanda ou criar alternativas para que a população possa deixar seu carro em casa. O problema é que essas obras levam tempo para ser concluídas e, por isso, muitas vezes acabam deixadas de lado.

“O político não quer iniciar uma linha de metrô, por exemplo, que só será inaugurada depois que ele não estiver mais no cargo”, disse. “Acaba investindo em pequenas intervenções, que melhoram algumas coisas, mas não resolvem o problema definitivamente”, completou.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou da elaboração do plano diretor dos municípios de São Paulo e Curitiba, ressaltou que a reorganização do sistema de transporte público nas grandes cidades é fundamental para o deslocamento das pessoas.

Segundo ele, estações de metrô têm de ter estacionamento para bicicletas e carros. Devem ser também interligadas a linhas de ônibus que trafegam por corredores exclusivos do transporte coletivo. “Isso não é fácil, custa caro e demanda tempo. Pelo menos 15 anos. Mas é preciso que os governantes assumam o compromisso de pelo menos iniciar as obras”, disse.

De acordo com o diretor-superintendente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho dos Santos, seriam necessários cerca de R$ 10 bilhões anuais por pelo menos uma década para criar sistema de transporte público eficiente em todas as cerca de 50 cidades com mais de 500 mil habitantes do país.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da mobilidade urbana, principal programa de investimento no setor de transportes urbanos, contém projetos orçados em R$ 11,4 bilhões. Lançado em janeiro, o programa planeja os investimentos na mobilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo até 2014. Para Santos, ainda é pouco. “O PAC é um começo”, avalia. “Não podemos ficar limitados às cidades da Copa. Muitas cidades ainda precisam de investimento”, completou.

Fonte: Ecodesenvolvimento


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Mais pontos de vendas de passagens de ônibus urbano em Caxias


A partir desta quarta-feira, dia 1º de setembro, os usuários do transporte coletivo urbano de Caxias do Sul poderão contar com mais 3 pontos para aquisição de passagens de ônibus. A Visate já disponibilizava 23 pontos comerciais e, a partir deste mês, as Livrarias Rossi também irão disponibilizar o serviço.
Os clientes da Visate já podiam adquirir cartões e créditos em pontos comerciais diversos desde maio de 2008. Entre eles estão: 15 supermercados da Rede Super Bom, quatro postos de Controle da empresa, três pontos de atendimento ao cliente Visate e campus 8.
Nos mercados da Rede Super Bom e Livrarias Rossi pode ser adquirido cartão comum e recarregado cartão estudantil. No campus 8 da UCS o serviço está disponível junto à biblioteca. Nos Postos de Controle podem ser comprados cartões comuns e na Central de Atendimento ao Cliente, MAC UCS e MAC Triches todos os serviços oferecidos pela Visate estão disponíveis aos clientes.
• Durante dois anos a Visate firmou parceria para venda de créditos com a Rede de Farmácia Total Farma , porém em junho de 2010, a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, RDC Nº 44, 17 de agosto de 2009, impossibilitou a continuidade da parceria. A legislação proíbe a dispensação e comercialização de produtos e a prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e outras providências.

Fonte: TV Soluções


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Prefeitura de Praia Grande altera datas na licitação de transporte coletivo


A Prefeitura de Praia Grande alterou os prazos para a licitação de concessão de serviços de transporte coletivo urbano (ônibus) no município. O representante da empresa poderá retirar o edital corrigido da concorrência pública nº 012/2010, mediante a entrega de CD-R, na Secretaria de Trânsito e Transporte (Setransp), localizada na Avenida Presidente Kennedy, 9.000, 2º andar, Bairro Mirim, a partir de quarta-feira (1), das 8h30 às 12 horas e das 13 às 16 horas. As mudanças foram solicitadas pelo Tribunal de Contas, depois de questionamentos sobre alguns itens do edital.

Para a continuidade dos serviços, a Prefeitura prorrogou por 180 dias o contrato emergencial com a atual empresa responsável pelo transporte público, a Viação Piracicabana. Caso haja necessidade, o prazo, que vencerá em dezembro, poderá ser prorrogado.

A data para a garantia contratual de participação das empresas foi adiada para dia 27 de outubro e o prazo de entrega das propostas e documentação ficou marcado para dia 3 de novembro, até 10 horas. A abertura dos envelopes será na mesma data, às 14 horas. Todas as informações serão analisadas por comissão especial, formada por funcionários públicos das áreas administrativa, técnica e jurídica.

As empresas interessadas devem apresentar três envelopes contendo informações técnicas e administrativas. "No envelope de habilitação serão apresentados os documentos da empresa. O de metodologia deve conter informações técnicas mostrando seu conhecimento em sistemas de transportes. E no terceiro envelope, a empresa deve apresentar a melhor proposta comercial que, segundo o edital, deve ter o valor de outorga maior do que 1%", explicou Claudenir de Barros.

Atualmente, a empresa Viação Piracicabana transporta por mês cerca de 1,2 milhão passageiros, com frota de 69 veículos e valor de outorga de 1% por passageiro pagante.

Fonte: Prefeitura de Praia Grande


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Metrô Rio receberá trens chineses no final de 2011

terça-feira, 31 de agosto de 2010


A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e — mais importante — suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.

Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 — cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro dragão desembarcar no Rio.

Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil — dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.

Circulação entre vagões

Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.
A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.

Escolha pela internet

Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.

Gigante ferroviário

Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.

— Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 — gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. — Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.

— Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro — revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.

O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.

Estado canibalizou 88 vagões

Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.

Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.

Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.

— Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída — diz.

Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.

Fonte: Extra Online


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Transporte sobre trilhos no Mundo

Todos os metrôs do mundo têm como característica principal, picos de demanda, quando é necessário aumentar a frota em operação. O padrão de 6 passageiros em pé por metro quadrado é utilizado somente para o dimensionamento inicial da frota, quando se está projetando uma linha, considerando os menores intervalos possíveis de acordo com a tecnologia de sinalização adotada.

O link abaixo mostra alguns exemplos de carregamento dos maiores metrôs do mundo, que têm grande concentração de passageiros tanto nas plataformas como nos trens. Em nenhuma grande capital, há metrôs circulando com trens vazios nos horários de rush. Veja algumas situações cotidianas de metrôs em algumas metrópoles:
http://www.cptm.sp.gov.br/e_destaque/video/outros_metros_rush.asp

É importante ressaltar que com os investimentos previstos no Plano de Expansão, as linhas da CPTM e do Metrô terão a capacidade de oferta aumentada. Os novos sistemas de sinalização, em implantação, e a aquisição de novos trens permitirão que os intervalos atualmente praticados sejam reduzidos, melhorando o embarque, desembarque e as viagens.

Fonte: CPTM


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BH terá informações de trânsito em tempo real


A BHTRANS informa que foi publicado neste mês de agosto o edital de abertura da licitação para aquisição de sistema (software) acrescido de serviço de customização, implantação, treinamento, suporte técnico e manutenção do sistema denominado Infotrânsito – Mapa Operacional Digital Gráfico de informações de Trânsito. Esse sistema irá permitir a gestão operacional do trânsito de Belo Horizonte, através da integração de informações em tempo real de variáveis que afetam o trânsito (fluxos, ocorrências, semáforos, etc.) em uma única interface gráfica (mapa digital). As propostas das empresas interessadas em fornecer o serviço podem ser entregues até as 9h45 do dia 10/9, sexta-feira.

As informações serão coletadas através da leitura do fluxo de veículos que é feita em tempo real pelos laços do Controle Inteligente de Tráfego implantados nas vias da capital, do processamento de imagens das câmeras de monitoramento do trânsito, dos agentes de trânsito em campo, do sistema de radares, da Central de Relacionamento Telefônico e do sistema de monitoramento de veículos por satélites (GPS implantados nos táxis). A proposta é que todas as informações sejam centralizadas no Centro de Controle Operacional, na sede da empresa, no Bairro Buritis, e disponibilizadas para a população em várias mídias, dentre elas o próprio Portal BHTRANS, e-mail, redes sociais e celular.

Além do Infotrânsito, a BHTRANS está testando um serviço de envio de mensagens da situação do trânsito da cidade via celular (SMS).

Fonte: BHTrans


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Força tarefa mede poluição no transporte coletivo de Ribeirão


Força tarefa formada pela Secretaria do Meio Ambiente e Associação Brasileira para Segurança Veicular (ABSV) começou inspeção nos ônibus do transporte coletivo urbano para avaliar o índice de emissão de gases poluentes.

Até este domingo de manhã foi feita a primeira vistoria em 102 ônibus da Rápido D´Oeste. Nos próximos finais de semana será a vez de 104 veículos da Transcorp e 105 coletivos da Turb. O relatório sai no dia 12 de setembro.

"Estamos verificando a fuligem na emissão da fumaça preta dos veículos a diesel. Inicialmente estamos fazendo a fiscalização no final de semana para não parar os ônibus e não causar transtornos", afirma Adhemar Gomes Padrão Neto, presidente da ABSV.

A frota da administração também será fiscalizada e o veículo receberá um selo.

Fonte: Jornal A Cidade


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Curitiba gasta mais em ruas do que com ônibus

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


No discurso, o transporte público sempre foi prioridade dos investimentos em mobilidade urbana de Curitiba – cidade vencedora de inúmeros prêmios pela sua capacidade de organização. Na prática, no entanto, o aporte de recursos em obras exclusivas para ônibus foi 87% menor que os destinados à melhoria do sistema viário. Entre 2005 e 2009, a cidade investiu R$ 307 milhões em pavimentação, reformas de ruas e benesses favoráveis à fluidez do trânsito. No mesmo período, a capital destinou R$ 164 milhões aos ônibus, de acordo com levantamento da Gazeta do Povo, baseado em informações do Portal do Controle Social, coordenado pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Para chegar aos dados, a reportagem se baseou em critérios de professores de três instituições de ensino da capital: Orlando Pinto Ribeiro, da Universidade Positivo (UP); Eduardo Ratton, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Fábio Duarte, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Todos reconhecem a importância de melhorias como pavimentação e construção de binários, mas consideram essas reformas desfavoráveis ao transporte público. A renovação da frota de veículos também não entrou na conta por três motivos: não se trata de investimento direto, é pago com a tarifa e consiste em manutenção necessária ao funcionamento do sistema.

Tiro no pé

Privilegiar o investimento no sistema viário pode parecer benéfico no curto prazo: as intervenções realmente funcionam. O aumento de veículos nas ruas, contudo, tende a sufocar as medidas, tornando-as paliativas. “Como a frota de veículos segue crescendo, você deve tirar o ônibus do congestionamento”, analisa o superintendente da Associação Na­­cional dos Transportes Públicos (ANTP), Marcos Pimentel Bicalho. Conforme o Sistema de Infor­mações da ANTP, apenas 15 das 41 maiores cidades do país apresentam corredores exclusivos – a maior parte com distâncias irrisórias. Curitiba, nesse aspecto, ainda é exemplo.

Duas obras feitas em Curitiba nos últimos cinco anos seguem a linha pensada pelos especialistas: Linha Verde Sul e o “ligeirão” na Marechal Floriano Peixoto. Mesmo aumentando de duas para quatro pistas para carros em cada sentido, a Linha Verde apresentou nova conexão entre o Pinheirinho e o Centro. O “ligeirão”, por outro lado, permitiu a ligação mais rápida entre o Terminal Boqueirão e a região central graças ao desalinhamento das estações-tubo que permitiu as ultrapassagens. “Há ganho de tempo e da fluidez do tráfego, aumentando o fluxo de veículos”, esclarece Ribeiro.

Criações como essa incentivam o uso do transporte coletivo – pois o tempo de deslocamento, especialmente nos horários de pico, é vantajoso para o usuário. Outros três fatores pesam na escolha da população: preço, eficiência e segurança. “Se o sistema fosse mais rápido, barato e seguro, todos andariam com o transporte coletivo”, diz Ratton.

Caso o cidadão não perceba vantagens do transporte público, há tendência de que ele persista com o transporte individual. Por esse motivo, obras incrementando o sistema viário podem se tornar um tiro no pé. A frota de veículos, especialmente na capital com maior índice de motorização do país, cresce desenfreadamente, e os ônibus vão disputar espaço com os carros, tornando maior a amplitude dos congestionamentos. “Além de declararem a prioridade no transporte coletivo, as cidades precisam transformar isso em ações específicas”, afirma Bicalho.

De janeiro de 2007 a julho de 2010 (última estatística disponível do Detran), a frota da capital cresceu 21% – saiu de 966 mil veículos para quase 1,2 milhão. “Quando se investe mais em sistema viário, trata-se de recurso mal-investido. As cidades não suportam todos os veículos na rua”, diz o professor do Departamento de Transportes da UFPR, Garrone Reck. Uma das atribuições dos gestores municipais, na avaliação de Reck, é encontrar métodos para coibir o uso dos automóveis simultaneamente. “As pessoas têm esse direito, mas é algo que requer controle”, acrescenta.

Fonte: Gazeta do Povo


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Agecopa define as 33 estações do BRT na Grande Cuiabá


Os usuários de transporte público da Grande Cuiabá contarão com 33 estações à disposição no sistema de ônibus em faixa exclusiva - Bus Rapid Transit (BRT) – a ser instalado em Cuiabá e Várzea Grande nos próximos meses. De acordo com a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo no Pantanal (Agecopa), que executará as obras para os municípios depois administrarem o sistema, serão 22 estações no corredor CPA – Aeroporto (sete delas em Várzea Grande) e 11 no corredor da Fernando Corrêa. A agência descartou que os canteiros da avenida do CPA serão destruidos para a implantação do sitema.

O número de estações é um dos primeiros pontos de fato definidos do projeto do BRT, segundo o coordenador de Mobilidade Urbana da Agecopa, Rafael Detoni. O conceito geral do sistema foi discutido em conjunto com as prefeituras, que tiveram de apresentar suas propostas e entrar em consenso sobre as principais características do projeto, agora sendo desenhado.

A distribuição das estações foi definida de acordo com a demanda nos pontos de ônibus das avenidas que constituirão os corredores (da avenida do CPA até o Porto, passando pela Prainha; do Centro de Cuiabá até o Coxipó, passando pelas Prainha e Fernando Corrêa).

O terminal do CPA funcionará ao lado do Comando Geral da Polícia Militar. Rumo ao aeroporto, o corredor terá estações em frente à Secretaria de Fazenda (Sefaz), Morro da Luz, Praça Bispo e Porto. O corredor no sentido Coxipó-Centro, prevê estações em frente ao Batalhão do 9º BEC, Planeta City, UFMT, lateral do shopping Três Américas e Praça Bandeirantes.

Como o sistema está em fase de desenho, as unidades ainda não receberam nomes, mas se pode ter uma noção de onde elas estarão localizadas por meio dos pontos de referência utilizados, como praças e entroncamentos dos corredores com ruas e avenidas.

As estações terão tamanhos padronizados, mas a demanda de passageiros estudada pela Agecopa já determina que quatro estações do corredor CPA–Aeroporto terão de ter tamanhos maiores – as unidades do Morro da Luz, da praça Bispo, da praça Ipiranga e da Ulisses Guimarães (em frente ao Pantanal Shopping).

Só as três primeiras devem ser responsáveis pelo atendimento de 66% da demanda no primeiro corredor do futuro BRT no pico da manhã. Exemplo disso é que a movimentação prevista na estação do Morro da Luz, no pico da manhã, deverá ser de 97 ônibus passando por hora.

O sistema está sendo traçado de modo que suporte o aumento geral de 30% na demanda em 2030. Naquele ano, serão necessários 122 ônibus passando por hora no Morro da Luz e Detoni adianta que isso é possível utilizando-se o sistema de via exclusiva.

Outras estações que devem ter mais movimentação no primeiro corredor são as que atenderão a região da avenida Dom Bosco e da rua Major Gama. No segundo corredor, é prevista grande movimentação na estação próximo ao Shopping Três Américas.

Todas as unidades, explica Detoni, serão localizadas a 90 centímetros do asfalto nos canteiro centrais das avenidas. Ou seja, as pistas mais rápidas serão ocupadas exclusivamente pelos ônibus do sistema BRT, com porta à esquerda, e outras três ou quatro pistas serão deixadas para o tráfego dos demais veículos – o que deve ensejar a retirada das vagas de estacionamento nas laterais, como as da FEB e da avenida do CPA.

As estações também serão fechadas e contarão com sistema de bilhetagem externa. Ou seja, não haverá cobradores dentro dos ônibus, o que contribui para maior velocidade de embarque e desembarque e evita possibilidade de assaltos nos ônibus.

Canteiros na avenida - Os canteiros e as árvores ao longo da Avenida do CPA, não serão destruídos para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que será instalado a partir do primeiro semestre de 2011 em Cuiabá. A garantia foi dada pelo engenheiro Rafael Detoni, ao explicar que apenas alguns trechos deverão ser isolados para implantação de estações. a avenida do CPA receberá alargamento para que possa ser introduzido uma pista-corredor de ônibus BRT. Segundo ele, a avenida do CPA permanecerá com três pistas de cada lado para tráfego nos dois sentidos e o canteiro dividindo os corredores de ônibus. O engenheiro revela ainda que nenhum ônibus circulará na avenida do CPA fora da faixa exclusiva para os BRTs. “Haverá um isolamento para favorecer os ônibus do sistema permitindo assim tráfego tranqüilo mesmo em horários de pico”, conta ele.

Os dois corredores de BRT na capital terão um custo aproximado de R$ 400 milhões. O projeto deverá ser concluído até setembro para encaminhamento à Caixa Econômica Federal. Em outubro deve começar o processo licitatório. Como o orçamento de 2010 já está comprometido com desapropriações, o edital de concorrência do BRT só deve ser divulgado em janeiro. Possivelmente em março de 2011, devem ter início as obras dos dois corredores.

Fonte: NotíciasNX


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João Pessoa recebe nova frota de ônibus


Os usuários de transportes coletivos da Capital, portadores de necessidades especiais, já poderão contar com mais 13 ônibus acessíveis circulando em vários bairros da cidade ainda esta semana. A entrega oficial da nova frota foi realizada nesta segunda-feira (30) pelo prefeito Luciano Agra, durante evento no Parque Solon de Lucena. Com os novos ônibus, a cidade de João Pessoa passa a ter 128 ônibus adaptados para receber usuários cadeirantes e deficientes visuais.

"O aumento do número de ônibus acessíveis e a renovação da frota fazem parte de toda uma política pública de transportes que o Governo Municipal vem adotando de forma organizada e eficiente. São ações que têm aprovação da população, como a criação do Terminal de Integração e a adoção do bilhete único, e que buscam, principalmente, trazer benefícios aos trabalhadores, estudantes e a todos os usuários que utilizam os ônibus coletivos da Capital", destacou Luciano Agra durante o evento.

O prefeito ainda ressaltou que novas medidas dentro dessa política de transportes irão continuar ao longo da gestão, a exemplo da ampliação das ciclovias, recuperação das calçadas e também a realização de novos estudos, objetivando a reestruturação do sistema de transportes públicos da cidade. "Estamos transformando essa cidade para melhor e também queremos oferecer da melhor forma possível alternativas de transportes que permitam aos usuários maior segurança e conforto no dia a dia", completou.

A superintendente de Transportes e Trânsito de João Pessoa, Laura Farias, explicou que já são 75 novos veículos no total entregues só este ano. "Os ônibus acessíveis também já são 30% de toda a frota da Capital. São ações que fazem parte do programa de melhoria do sistema de transporte urbano e que estão sendo possíveis também a partir das parcerias com as empresas de transportes coletivos, que estão cumprindo sua parte" ressaltou. Laura Farias ainda lembrou que a média de anos da frota de João Pessoa é de 3,6 anos; mais nova que a média nacional, que é de 5,5 anos.

Acessibilidade e conforto – Os 13 ônibus adaptados que estarão nas ruas até o final desta semana, além de serem completamente novos, possuem elevadores para permitir o fácil acesso a cadeirantes e também portas mais largas que as convencionais. Há ainda cadeiras diferenciadas, também mais largas, para maior conforto de grávidas e pessoas obesas.

Além disso, os ônibus acessíveis também contam com corrimãos especiais para o uso de deficientes visuais, sinal de parada com escrita em braile e ainda um dispositivo que só permite a partida de veículos após todas as portas estarem realmente fechadas.

"Esses ônibus são de grande valia para nós. Esta é uma gestão que tem se preocupado e respeitado as pessoas que precisam de acessibilidade nos transportes coletivos", enfatizou José Roberto Ferreira, usuário dos ônibus acessíveis da Capital.

Parceria – O evento da entrega da nova frota contou também com a presença de secretários municipais, servidores da STTrans, empresários das empresas de transportes coletivos, funcionários das empresas e usuários dos transportes públicos. "Estamos muito satisfeitos com a aquisição desses novos ônibus porque isso deixa a população também mais satisfeita. Hoje, João Pessoa é referência nacional em termos de transportes coletivos. Nos últimos seis anos, praticamente toda a frota foi renovada", destacou ainda Mário Tourinho, diretor executivo da Associação de Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa (AETC-JP).

Fonte: PB Agora
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Grande Recife mantem esquema especial de coletivos durante greve do metrô


O Grande Recife Consórcio de Transporte criou três linhas especiais que vão continuar operando nos horários de pico dos dias úteis, enquanto durar a greve dos metroviários. As linhas especiais funcionam das 8h às 16h30 e das 20h às 23h.

A primeira linha é a Joana Bezerra/Afogados/Barro que está operando com oito veículos e tem ponto de embarque e desembarque no Terminal Integrado do Barro e Joana Bezerra. A segunda é a linha Jaboatão/Barro que está com seis coletivos, com ponto de saída e retorno no TI do Barro. Ao todo são, 14 veículos envolvidos na operação das linhas especiais. Já a linha Barro/Camaragibe, terceira linha criada excepcionalmente em virtude da paralisação, opera com oito veículos e tem ponto de embarque e desembarque no Terminal Integrado do Barro e Camaragibe.

Além destas três linhas especiais, o Grande Recife está disponibilizando 35 coletivos, que serão distribuídos em cinco terminais integrados da RMR: sendo oito veículos no Terminal Integrado de Camaragibe, dois em Jaboatão, 16 no Barro, oito em Joana Bezerra e um na Estação de Afogados.

Reforço de linhas – Para atender a demanda de usuários que utilizam a linha Sul do Metrô o consórcio reforçou o serviço da linha 166 – Cajueiro Seco/Afogados, está operando, com uma frota de sete coletivos realizando 58 viagens. Também houve reforço na operação da linha 161 – Brigadeiro Ivo Borges que irá realizar 102 viagens com uma frota de 14 carros.

Já a linha 469 – Camaragibe/CDU está com um serviço de oito coletivos, além disso, está com seu itinerário prolongado, tendo ponto de retorno no TI do Barro. A linha 209 – Barro/Coqueiral, além do acréscimo de quatro ônibus, também teve seu percurso ampliado passando a atender o Terminal Integrado de Cavaleiro.

As linhas 200 – Jaboatão (Parador) e 115 – Afogados/Aeroporto também foram reforçadas, passando a operar com 21 e quatro veículos, respectivamente, durante os horários de paralisação dos trens.

A última linha a ser reforçada foi a 363 – Curado IV (Avenida 1) que passará a atender ao TIP em todas as viagens e terá um acréscimo de dois veículos em sua operação.

Fonte: Diário de Pernambuco


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São Paulo: Estação Vila Prudente já recebeu mais de 40 mil usuários


Em seis dias de funcionamento, a Estação Vila Prudente (Linha 2-Verde) já recebeu quase 40 mil usuários. Desde a inauguração, no dia 21, até a última sexta, 27, 39.530 pessoas foram conhecer as tecnologias da nova estação da zona Leste. Vila Prudente está funcionando em Operação Assistida desde a última segunda-feira, dia 23.

Horário ampliado: nesta segunda-feira, dia 30, os usuários do Metrô passam a ter uma hora a mais para visitar a nova estação e fazerem de graça viagens monitoradas no trecho entre Vila Prudente e Sacomã. O horário da Operação Assistida agora será das 9h30 às 16h.

O período de monitoria tem o objetivo de verificar o desempenho dos equipamentos e dos empregados em uma situação de funcionamento normal. Além disso, visa orientar a população sobre a utilização das novas tecnologias oferecidas, como as portas de plataforma e os bloqueios com porta de vidro.

Fonte: Metrô SP


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Metrô do Recife volta a funcionar apenas nos horários de pico


O metrô voltou a funcionar nesta segunda-feira (30), em esquema especial, após passar o fim de semana parado. Os trens circularam das 5h às 8h30, e os portões das estações só voltam a abrir às 17h até as 20h30. A suspensão parcial do serviço acontece devido à greve deflagrada pelo Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro) desde o último dia 24.

A paralisação dos metroviários têm sido cercada de polêmica. Na última sexta-feira, o Metrorec denunciou que a categoria está descumprindo o dever garantido por lei de disponibilizar 30% dos trabalhadores para manter o serviço essencial. Já o Sindmetro se defende e informa que assegurou que 40% dos profissionais estão comparecendo nas 28 estações da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Para manter o metrô funcionando nos horários determinados pela categoria seriam necessários 70 maquinistas e 80 pessoas para atendimento. Segundo a Metrorec, 20 supervisores estão operando os trens e 70 administrativos ocupam as vagas nas bilheterias.

De acordo o presidente do sindicato, Lenival Oliveira, a pauta de reivindicação possui 114 pontos, tais como a manutenção de adicional noturno de 50%, hora extra, anuênio e licença de 15 dias ao ano para que o funcionário possa estudar. O movimento no metrô é de aproximadamente 200 mil passageiros por dia. Hoje, haverá assembleia do Sindmetro.

Fonte: JC Online


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Brasil precisa quebrar a “cultura da pobreza” sobre Transporte Público

Bus em Nova Yorque

Ao contrário da Europa, Ásia e América do Norte, o uso do transporte público no Brasil se vincula à falta de dinheiro. Quem tem carro dificilmente troca o conforto e, sobretudo, a segurança do transporte individual pelo ônibus. Isso acontece pelo fato de os benefícios ofertados pelo transporte coletivo ainda não compensarem a mudança. Em Nova Iorque, Tóquio ou Paris, os deslocamentos levam menos tempo.

Especificamente em Curitiba, os sistemas não convencem a deixar o carro em casa: são lentos e não oferecem segurança. Para mudar o panorama, cabe aos gestores municipais inverter a lógica de investimento: mais para ônibus e menos para carros.
Na avaliação do superintendente da Associação Nacional dos Transportes Públicos, Marcos Pimentel Bicalho, os gestores públicos temem encarar a pressão da sociedade caso deem preferência aos ônibus. “Existe muita resistência, porque os formadoras de opinião usam automóveis”, afirma.

Por esse motivo, a lógica equivocada na aplicação de recursos das prefeituras persiste. “O prefeito acredita que vai se sair bem se melhorar as condições para os carros, asfaltando as ruas ou ampliando as avenidas”, opina o professor do Departamento de Transportes da UFPR, Garro­ne Reck.

Incentivo federal

Não existe cultura estadual e federal de incentivo ao transporte público, na avaliação de Bicalho. Durante a crise econômica, o governo federal baixou o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), multiplicando o número de carros nas ruas. Para Reck, a medida era necessária à época para manter a economia estável. Agora, no entanto, é o momento de “mudar a chave”. “No curso normal da economia, não pode haver privilégio para a indústria automobilística. A infraestrutura deve ser pensada para privilegiar o transporte público, em todas as esferas”, diz o professor da UFPR.

Fonte: Gazeta do Povo


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Trens urbanos em São Paulo dobraram o número de passageiros transportados


O transporte urbano sobre trilhos -metrôs e trens metropolitanos- é uma das vocações da ferrovia, como modo de transporte. Neste caso, a vocação se materializa em capacidade de transporte maior que a qualquer outro modo.

Não existe outra forma de transportar tantas pessoas que ocupe semelhante espaço urbano, seja em via em superfície, seja em túnel. Em números: uma via de metrô ou trem é capaz de transportar sessenta mil passageiros por hora e por sentido. Transportar o mesmo número de pessoas por ônibus, por exemplo, exigiria avenida descomunal.

A ferrovia, por outro lado, é caracterizada por ser um sistema. Isto quer dizer que ela é formada por partes, que têm de interagir para que o resultado final seja obtido.

Assim é que não basta ter o trem ou a via ou a alimentação elétrica ou a sinalização: é preciso ter todos estes subsistemas funcionando harmonicamente para que se transportem pessoas adequadamente.

Ainda mais, tudo que afeta um subsistema atingirá os demais, por exemplo: uma pane de alimentação elétrica pode afetar a sinalização; um deslocamento da rede aérea de tração exigirá a interdição da via para ser reparado ou executado; o trabalho na via muita vez exige o desligamento da rede aérea; sem via, nem rede aérea em boas condições, o trem não passa.

Por outro lado, é preciso dizer que o sistema ferroviário tem alto nível de segurança, comprovado por estatísticas mundiais.

Uma das características de projeto que trazem tal segurança é o conceito de falha-segura. Falha-segura significa que os dispositivos são projetados de modo a que parem em situação segura em caso de pane.

Assim, contrariamente à sensação de muitos usuários, trem parado significa trem em segurança, enquanto se soluciona a origem do problema havido. É claro que estar dentro de um trem imóvel ou ficar esperando numa estação é desconfortável; contudo, faz parte da garantia de segurança que o sistema oferece.

Também é preciso lembrar que trens e sistemas ferroviários não se compram prontos. É preciso tempo para projetar, fabricar, instalar e testar.

Tudo o que foi escrito até aqui tem como objetivo tratar das recentes dificuldades operacionais que os trens urbanos tiveram em São Paulo, especialmente situações recentes na região do Tatuapé, do Itapevi e do Jaraguá. Quero afirmar que, sem menosprezar os transtornos aos usuários, estes episódios não deveriam ser analisados e tratados de forma açodada ou sensacionalista. Eles não são obra do descaso; ao contrário, são parte da solução!

Os trens urbanos de São Paulo resultaram da consolidação de três malhas, com diferentes origens ao longo de sua história, bastando lembrar que as atuais linhas 7 e 10 já foram a São Paulo Railway, fundada em 1867.

Esta malha resultante chegou ao presente com grande despadronização de equipamentos e carências agravadas pela falta de investimento nos últimos 20 anos do século XX, entre elas: trechos críticos de via e rede aérea, sistema de alimentação com baixa confiabilidade, imobilização excessiva de frotas de trem etc. As dificuldades diárias de tal situação forjaram, ao longo dos anos, uma equipe excepcionalmente preparada de técnicos e engenheiros de manutenção.

Contudo, mesmo tal equipe não pode manter o sistema com a desejada qualidade de serviço sem investimentos. Estes investimentos, no entanto, vêm sendo executados num volume nunca antes disponível para os trens urbanos de São Paulo: vias e rede aérea são modernizadas, estações são reformadas e construídas, tecnologia de ponta em sinalização é instalada. Não há quilômetro sem melhorias.

Apenas como exemplo: a Linha 12, antiga Variante de Poá, sem investimento no passado, mas com grande potencial, em função da topografia favorável e existente grande demanda de viagens, recebe obras em todos os seus subsistemas neste momento.

Entretanto, em paralelo, a operação continua, e a demanda cresce!

Basta lembrar que nos últimos oito anos o volume de passageiros transportados dobrou, chegando a 2,5 milhões por dia, número muito expressivo, especialmente acompanhado pelo aumento significativo da quilometragem entre falhas, ou seja, na confiabilidade e na regularidade do serviço.

Vamos refletir: para atuar numa via (já vimos que isto pode ser necessário em função de intervenção na própria via ou na rede de alimentação ou na sinalização) é preciso interromper o tráfego.

Como existem duas vias, a circulação poderá ser transferida para a via sem intervenção. Contudo, a circulação nos dois sentidos na mesma via envolve tempos de espera para ultrapassagem e, portanto, atrasos.

O lançamento de vigas de passarelas; a construção de plataformas de embarque provisórias, exigidas pelas obras, ou definitivas; a mudança de posição de desvios, são muitas das situações em que o tráfego é afetado. É claro que grande parte destes trabalhos é feita à noite, em estreito intervalo de duas ou três horas. Contudo, além de alguma inviabilidade técnica, fazer tudo à noite significa aumentar muito o tempo de execução e o custo das obras.

Imaginar que é possível atender a demanda crescente e ainda investir maciçamente num sistema complexo, como descrito inicialmente, sem alguma perturbação à operação no presente, é apenas ilusão!

Numa metáfora simplista, pretende-se tomar banho enquanto se reforma o banheiro! Com esforço do engenheiro e boa-vontade da dona de casa até é possível, mas algum desconforto acontecerá.

De fato, o banheiro ainda é mais fácil que a ferrovia, porque o pedreiro chega depois e vai embora antes do "horário de banho".

Fonte: DCI


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Mobilidade urbana demanda compromisso de longo prazo de novos governantes


Centros urbanos brasileiros estão à beira de um apagão no seu sistema de transporte. Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta que, sem investimentos, São Paulo vai praticamente parar daqui a quatro anos; avenidas do Rio de Janeiro ficarão intransitáveis em oito; e Belo Horizonte e Porto Alegre terão lentidão permanente em suas vias daqui a 12 anos.

A solução dos problemas da mobilidade urbana é um dos desafios do próximo presidente da República e governadores, que serão eleitos este ano, e dos atuais prefeitos. Durante os quatro anos de mandato, os governantes terão de colaborar parar minimizar as falhas no transporte coletivo e no sistema viário das principais cidades brasileiras.

Para a solução definitiva do problema, porém, compromissos a longo prazo serão essenciais. Especialistas em mobilidade urbana afirmam que só com o comprometimento de investimentos em obras de longa maturação será possível desafogar o trânsito das metrópoles.

"Precisamos de compromisso", diz o coordenador do núcleo de Infraestrutura e Logística da FDC, Paulo Resende. "No Brasil, o político acha que tem que desconstruir o que seu antecessor fez. Isso prejudicou os investimentos em transporte durante a década de 90 inteira."

Em entrevista à Agência Brasil, Resende afirmou que a frota das grandes regiões metropolitanas aumenta cerca de 15% por ano. A cada cinco anos, o número de carros nessas áreas dobra.

Para ele, só obras de grande porte podem acomodar toda essa demanda ou criar alternativas para que a população possa deixar seu carro em casa. O problema que essas obras levam tempo para ser concluídas e, por isso, muitas vezes acabam deixadas de lado.

"O político não quer iniciar uma linha de metrô, por exemplo, que só será inaugurada depois que ele não estiver mais no cargo", disse. "Acaba investindo em pequenas intervenções, que melhoram algumas coisas, mas não resolvem o problema definitivamente", completou.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou da elaboração do plano diretor dos municípios de São Paulo e Curitiba, ressaltou que a reorganização do sistema de transporte público nas grandes cidades é fundamental para o deslocamento das pessoas. Segundo ele, estações de metrô têm de ter estacionamento para bicicletas e carros. Devem ser também interligadas a linhas de ônibus que trafegam por corredores exclusivos do transporte coletivo. "Isso não é fácil, custa caro e demanda tempo. Pelo menos 15 anos. Mas é preciso que os governantes assumam o compromisso de pelo menos iniciar as obras", disse.

De acordo com o diretor-superintendente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho dos Santos, seriam necessários cerca de R$ 10 bilhões anuais por pelo menos uma década para criar sistema de transporte público eficiente em todas as cerca de 50 cidades com mais de 500 mil habitantes do país.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da mobilidade urbana, principal programa de investimento no setor de transportes urbanos, contém projetos orçados em R$ 11,4 bilhões. Lançado em janeiro, o programa planeja os investimentos na mobilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo até 2014. Para Santos, ainda é pouco. "O PAC é um começo", avalia. "Não podemos ficar limitados às cidades da Copa. Muitas cidades ainda precisam de investimento", completou.

Fonte: Correio Braziliense


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Sem investimento, transporte de São Paulo pode parar em quatro anos


Centros urbanos brasileiros estão à beira de um apagão no seu sistema de transporte. Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta que, sem investimentos, São Paulo vai praticamente parar daqui a quatro anos; avenidas do Rio de Janeiro ficarão intransitáveis em oito; e Belo Horizonte e Porto Alegre terão lentidão permanente em suas vias daqui a 12 anos.
A solução dos problemas da mobilidade urbana é um dos desafios do próximo presidente da República e governadores, que serão eleitos este ano, e dos atuais prefeitos. Durante os quatro anos de mandato, os governantes terão de colaborar parar minimizar as falhas no transporte coletivo e no sistema viário das principais cidades brasileiras.

Para a solução definitiva do problema, porém, compromissos a longo prazo serão essenciais. Especialistas em mobilidade urbana afirmam que só com o comprometimento de investimentos em obras de longa maturação será possível desafogar o trânsito das metrópoles.

"Precisamos de compromisso", diz o coordenador do núcleo de Infraestrutura e Logística da FDC, Paulo Resende. "No Brasil, o político acha que tem que desconstruir o que seu antecessor fez. Isso prejudicou os investimentos em transporte durante a década de 90 inteira."

Em entrevista à Agência Brasil, Resende afirmou que a frota das grandes regiões metropolitanas aumenta cerca de 15% por ano. A cada cinco anos, o número de carros nessas áreas dobra.

Para ele, só obras de grande porte podem acomodar toda essa demanda ou criar alternativas para que a população possa deixar seu carro em casa. O problema que essas obras levam tempo para ser concluídas e, por isso, muitas vezes acabam deixadas de lado.

"O político não quer iniciar uma linha de metrô, por exemplo, que só será inaugurada depois que ele não estiver mais no cargo", disse. "Acaba investindo em pequenas intervenções, que melhoram algumas coisas, mas não resolvem o problema definitivamente", completou.

O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou da elaboração do plano diretor dos municípios de São Paulo e Curitiba, ressaltou que a reorganização do sistema de transporte público nas grandes cidades é fundamental para o deslocamento das pessoas. Segundo ele, estações de metrô têm de ter estacionamento para bicicletas e carros. Devem ser também interligadas a linhas de ônibus que trafegam por corredores exclusivos do transporte coletivo. "Isso não é fácil, custa caro e demanda tempo. Pelo menos 15 anos. Mas é preciso que os governantes assumam o compromisso de pelo menos iniciar as obras", disse.

De acordo com o diretor-superintendente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho dos Santos, seriam necessários cerca de R$ 10 bilhões anuais por pelo menos uma década para criar sistema de transporte público eficiente em todas as cerca de 50 cidades com mais de 500 mil habitantes do país.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da mobilidade urbana, principal programa de investimento no setor de transportes urbanos, contém projetos orçados em R$ 11,4 bilhões. Lançado em janeiro, o programa planeja os investimentos na mobilidade das 12 cidades-sede da Copa do Mundo até 2014. Para Santos, ainda é pouco. "O PAC é um começo", avalia. "Não podemos ficar limitados às cidades da Copa. Muitas cidades ainda precisam de investimento", completou.

Fonte: Portal EXAME


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