Novo ônibus elétrico começa a circular em Natal *** Metrô de SP prevê crescimento para 280 km de rede e 12 linhas até 2040 *** Transporte público de Belém ganha 300 ônibus novos com Ar Condicionado *** No Grande Recife, Terminal integrado de Igarassu é finalmente entregue *** Aquático-SP ganha embarcação nova e maior para viagens mais confortáveis *** Jundiaí terá novas linhas de trem para SP e Campinas *** SuperVia atinge maior marca de passageiros diários pós-pandemia *** Expansão da Linha-4 Amarela vai ligar centro à cidade de Taboão da Serra *** Metrô de Salvador terá vagões exclusivos para mulheres *** Conheça nossa página no Instagram
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Londres. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta Londres. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

Emdec inicia sinalização do Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia

quinta-feira, 10 de julho de 2025

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) iniciou, nesta semana, a sinalização do Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia. As rotas (ciclovias, ciclofaixas e calçadas partilhadas), que já estão implantadas nos bairros e realizam a conexão entre elas, recebem uma sinalização específica, em pontos estratégicos.

São dois tipos de placas de sinalização. As placas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que indicam a direção das rotas cicloviárias, extensão e tempo de percurso. E uma placa, com o nome do sistema cicloviário e um QR Code, que direciona para o site da Emdec, na seção do mapa cicloviário.

O mapa oferece várias informações sobre todas as ciclovias em operação, no município. Por meio dele é possível saber quais as características de cada rota, extensão, bairros atendidos e fazer um passeio virtual, usando a ferramenta “street view”.

O Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia tem cerca de 10 km. O percurso terá sete pontos de sinalização, cada um com uma placa de orientação das direções e rotas; e uma placa “promocional”.

Conheça o Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia
O Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia é formado pela interligação das rotas cicloviárias Aurélia (2,3 km), Garcia / Aurélia (1,7 km), Garcia / Londres (1,84 km) e Opasa (3,7 km). Basicamente, partindo da avenida John Boyd Dunlop, ao lado da Estação BRT Aurélia, onde há paraciclos, ele segue pela ciclofaixa ao longo da avenida Império do Sol Nascente, chegando até a avenida Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, onde há ciclovia no canteiro central.

Neste ponto há derivações: ou seguindo pela ciclovia da avenida; ou acessando a rota Garcia / Aurélia, pela rua João Silveira Bello. Desse ponto, segue pela via, passa por baixo da Rodovia Anhanguera (SP-330), cruza o Ribeirão Piçarrão e segue pela rua Agenor Topinel e avenida Padre Manoel de Nóbrega até o cruzamento com a avenida Transamazônica.

Na avenida Transamazônica há derivação em direção à ciclovia Opasa, que começa entre as vias Cormorão e Canário, no bairro Vila Padre Manoel de Nóbrega, próximo ao Campus II da PUC Campinas; ou para a rota Garcia / Londres. A Opasa segue pela faixa de dutos da Transpetro, atravessando a avenida John Boyd Dunlop e chegando até a região do Ouro Verde, na rua Madre Eduarda Shafers, próximo à avenida Carlos Lacerda (perto do Terminal Vila União e do Terminal BRT Santa Lúcia).

A Garcia / Londres dá acesso à avenida John Boyd Dunlop, no entroncamento com as ruas Godofredo Batista Carvalho e Ataúlfo Alves, segue pela praça Lo Schiavo, até o cruzamento com a avenida Ibirapuera. Daí até o cruzamento com a rua Millôr Fernandes, onde conecta-se com a Opasa.

Conheça outros sistemas cicloviários do município

- Sistema Cicloviário Campo Grande
1) Interligação das rotas cicloviárias Campina Grande / São Luiz, Parque Floresta, praça João Amazonas / Terminal Itajaí e praça da Concórdia, chegando ao Terminal BRT Campo Grande.

2) Interligação das rotas cicloviárias Florence II, Florence II / Pirelli, Pirelli / Sirius, Pirelli / Satélite Íris, Bela Aliança 1 e Bela Aliança 2.

- Sistema Cicloviário Ouro Verde – Vila União
Traçado da rota cicloviária na Vila União.

- Sistema Cicloviário Barão Geraldo
Interligação das rotas cicloviárias existentes no Distrito.

- Sistema Cicloviário Sousas / Joaquim Egídio
Interligação das rotas cicloviárias da Vila Santana (Distrito de Sousas) até a Toca da Mangava (Distrito de Joaquim Egídio).

- Sistema Cicloviário Parque Prado / Nova Europa
Interligação das rotas das vias Washington Luiz, Baden Powell e Parque Prado. Possibilita o acesso à ciclovia da Coudelaria, que chega até Valinhos; a à ciclovia da avenida Prefeito Magalhães Teixeira, chegando até o São Bernado / Parque Industrial.

- Sistema Cicloviário São Fernando / Flamboyant
Interligação das rotas cicloviárias Nova Campinas / Flamboyant, Nova Campinas / São Fernando e José Bonifácio.

- Sistema Cicloviário EsPCEx / Taquaral
Interligação das rotas cicloviárias da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), Amarais, Theodureto de Almeida Camargo e Taquaral / Arautos.

Informações: EMDEC

READ MORE - Emdec inicia sinalização do Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia

Prefeitura de Campinas inicia sinalização para indicar os sistemas cicloviários do município

segunda-feira, 14 de abril de 2025

A Prefeitura de Campinas, por meio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), inicia a sinalização indicando os sistemas cicloviários do município. A sinalização, que será concluída até o final de maio, funcionará como um “guia” de ciclovias, ajudando os ciclistas a se orientarem em seus deslocamentos, indicando destino e tempo de percurso. Sistemas cicloviários são rotas (ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas / partilhadas) interligadas, que permitem a conexão entre vários pontos de interesse e bairros, utilizando a bicicleta como modal de transporte.

“A nossa meta é sempre prestar um serviço de qualidade para os campineiros; e, ao iniciar a sinalização das rotas de ciclovias e remodelar o mapa cicloviário no site da Emdec, estamos oferecendo aos ciclistas uma ferramenta completa e interativa, com informações detalhadas sobre extensão, bairros atendidos e até uma navegação por Street View, tornando Campinas cada vez mais conectada e segura para todos", destaca o prefeito Dário Saadi.

Os sistemas cicloviários proporcionam o acesso a equipamentos públicos importantes, como unidades de ensino (escolas e creches), de saúde (postos, centros e hospitais), praças esportivas, subprefeituras, comércios, entre outros. Além de realizar a ligação com o transporte público coletivo (terminais urbanos e estações de transferência do BRT).

O objetivo é de integrar a bicicleta como modal de transporte para pequenos deslocamentos, aliado, caso necessário, ao deslocamento maior, feito pelo transporte público. A bicicleta é indicada para deslocamentos curtos, com raio em torno de 5 km. O conceito de “last mile” (última milha). Com velocidade média de 15 km/h, o tempo médio do percurso fica em 20 minutos.

Nos trechos de sistemas cicloviários há paraciclos ou bicicletários.

“Esse é mais um serviço, que estamos realizando, para facilitar e ajudar os ciclistas a definirem qual a melhor rota para os deslocamentos. E, realmente, adotarem a bicicleta como um meio de transporte”, enfatiza o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Sinalização
Foram desenvolvidos dois tipos de placas de sinalização. As placas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que indicam a direção das rotas cicloviárias, extensão e tempo de percurso. E uma placa, com o nome do sistema cicloviário e um QR Code, que direciona para o site da Emdec, diretamente para o mapa cicloviário.

O mapa vai oferecer várias informações sobre todas as ciclovias em operação, em Campinas. Por meio dele é possível saber quais as características de cada rota, extensão, bairros atendidos por ela e inclusive fazer um passeio virtual, usando a ferramenta “street view”.

A primeira sinalização de sistema cicloviário irá ocorrer na região do distrito do Campo Grande.

Conheça os Sistemas Cicloviários
Atualmente foram estabelecidos nove sistemas cicloviários, que possibilitam a interligação de rotas cicloviárias que foram implantadas no município. Eles praticamente atendem quase todas as regiões do município.

- Ciclovia Campo Grande
Interligação das rotas cicloviárias Campina Grande / São Luiz (2,95 km) + Parque Floresta + Praça João Amazonas / Terminal Itajaí + Praça Concórdia + chegando ao Terminal BRT Campo Grande (5,12 km).
Trajeto: Sai do entroncamento entre os bairros Campinas Grande e São Luiz. Segue pela Estrada Municipal CAM 268 (Estradão). Chega até a rua Juvenal Fernandes, com uma derivação para o Parque Floresta / Jardim Bassoli. Seguindo à direita, chega até a Praça João Amazonas, com uma derivação chegando até o Terminal Itajaí. Seguindo em frente, chega até a Praça da Concórdia, com prolongamento até o Terminal BRT Campo Grande. Percurso tem paraciclos em locais estratégicos.
Extensão: 9,50 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa e calçada partilhada.

Interligação das rotas cicloviárias Florence II (1,7 km) + Florence II / Pirelli (1 km) + Pirelli / Sirius (2,6 km) + Pirelli / Satélite Íris (0,70 km) + Bela Aliança 1 (5 km) + Bela Aliança 2 (3,36 km).
Trajeto: Começa no entroncamento das vias Valdemar Bento de Oliveira (marginal da avenida John Boyd Dunlop) com a avenida Nelson Ferreira de Souza. Bem ao lado da Estação BRT Rossin. Tem derivação pela avenida Nelson Ferreira de Souza, chegando até o entroncamento com a rua Severina Ribeiro da Cruz (Florence II). Segue margeando a avenida JBD, passando pela Estação BRT Florence, ao lado da Pirelli. Tem uma derivação pela rua Lúcio Esteves, em direção ao Residencial Sirius. Segue, pela avenida John Boyd Dunlop, até o Terminal BRT Satélite Íris. A partir daí, dá acesso à rota cicloviária da Bela Aliança, chegado perto do entroncamento com o viaduto da rodovia dos Bandeirantes (SP-348). Percurso tem paraciclos em pontos estratégicos.
Extensão: 13,10 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa e calçada partilhada.

- Ciclovia Ouro Verde
Trajeto: Início na rua Paulo Vianna de Souza, na Vila União. Segue com trajeto em duas faixas, até o entroncamento com a rua Dona Esmeralda Oliveira Mathias, onde há uma bifurcação. Na rotatória, tem continuidade com uma faixa de mão única, contornando o Parque Linear (Parque Ecológico Luciano do Valle). Depois, retorna ao ponto de encontro, na rotatória com a rua Paulo Vianna de Souza.
Extensão: 3,4 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa e calçada compartilhada.

- Ciclovia Nova Aparecida
Interligação de três rotas cicloviárias nas vias Dom Agnelo Rossi (1,3 km) + Papa João Paulo II (0,345 km) + Trecho 2 da Dom Agnelo Rossi (0,345 km).
Trajeto: Três ciclovias no canteiro central das avenidas Dom Agnelo Rossi e Papa João Paulo II. Todas dão acesso ao Terminal Padre Anchieta. Trecho 1 da Dom Agnelo Rossi, a partir da rua Amantino de Freitas. Avenida Papa João Paulo II, entre e rua São Hipólito e a rua São Tomás de Aquino. Trecho 2 da Dom Agnelo Rossi, entre a avenida Papa João Paulo II e a Rua São Matias. No Terminal Padre Anchieta há bicicletário.
Extensão: 1,8 km.
Tipo: Ciclovia.

- Ciclovia Santa Isabel
Interligação das rotas cicloviárias no distrito de Barão Geraldo.
Trajeto: Pela avenida Santa Isabel, partindo do Terminal Barão Geraldo. Chega até a Moradia Estudantil. Passa por diversos pontos de interesse; e dá acesso a Unicamp.
Extensão: 2,20 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa, calçada compartilhada e ciclorrota.

- Ciclovia Toca da Mangava
Interligação das rotas Vila Santana até a Toca da Mangava, nos distritos de Sousas e Joaquim Egídio.
Trajeto: Começa na Vila Santana (Sousas), na avenida Júlia Conceição Alves. Segue pelas vias Anésio Lafayette Raizer, Dr. Antônio Carlos Couto Barros, Artur Teixeira de Camargo, Antônio Prado e Jacinto Martinelli. A partir desse trecho, a rota cicloviária é por estrada de terra. O percurso termina na estrada Sousas / Joaquim Egídio, no Centro de Cultura Cervejeira Toca da Mangava.
Extensão: 4,0 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa, calçada partilhada e ciclorrota.

- Ciclovia Opasa
Interligação das rotas cicloviárias Aurélia (ciclovia + ciclofaixa = 2,3 km) + Garcia / Aurélia (1,7 km) + Garcia / Londres (1,84 km) + Opasa (3,7 km).
Trajeto: Há várias possibilidades de trajeto. Mas, basicamente, partindo da avenida John Boyd Dunlop, ao lado da Estação BRT Aurélia, onde há paraciclos, ela segue pela ciclofaixa ao longo da avenida Império do Sol Nascente, chegando até a avenida Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, onde há ciclovia no canteiro central. Neste ponto há derivações, ou seguindo pela ciclovia da avenida; ou acessando a rota Garcia – Aurélia, pela rua João Silveira Bello. Daí, segue pela via, passa por baixo da Rodovia Anhanguera (SP-330), cruza o Ribeirão Piçarrão e segue pela Agenor Topinel e avenida Padre Manoel de Nóbrega até o cruzamento com a avenida Transamazônica. Neste ponto, ela pode derivar em direção à ciclovia Opasa, que começa entre as vias Cormorão e Canário, no bairro Vila Padre Manoel de Nóbrega, próximo ao Campus II da PUC Campinas; ou para a rota Garcia – Londres. A Opasa segue pela faixa de dutos da Transpetro, atravessando a avenida John Boyd Dunlop e chegando até a região do Ouro Verde na rua Madre Eduarda Shafers, próximo à avenida Carlos Lacerda (perto do Terminal Vila União e do Terminal BRT Santa Lúcia). A Garcia – Londres dá acesso à avenida John Boyd Dunlop, no entroncamento com as ruas Godofredo Batista Carvalho e Ataúlfo Alves, segue pela Praça Lo Schiavo, até o cruzamento com a avenida Ibirapuera. E segue pela via até o cruzamento com a rua Millôr Fernandes, onde conecta-se com a Opasa.
Extensão: 8,6 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa e calçada partilhada.

- Ciclovia Nova Europa
Interligação das rotas cicloviárias nas vias Washington Luiz (1,4 km) + Baden Powell (2,4 km) + Parque Prado (2,6 km). Possibilita o acesso à Ciclovia da Coudelaria, que chega até Valinhos; a à ciclovia da avenida Prefeito Magalhães Teixeira, chegando até o São Bernado / Parque Industrial.
Trajeto: Há várias possibilidades de trajeto. Um deles é começar na avenida Washington Luiz no canteiro central da via, na Estação de Transferência Parque Prado, onde há paraciclos. Há uma derivação para a Parque Prado, pelo canteiro central das avenidas Brunoro de Gasperi e São José dos Campos, chegando até a avenida Baden Powell. Há uma derivação dela entre as vias Bruno de Gasperi e São José de Campos, seguindo pela São José dos Campos até a rua Plínio Pereira Neves, com possibilidade de engate com a ciclovia da avenida Prefeito Magalhães Teixeira. Pelo outro lado, chegando na metade de ciclovia da Baden Powell. A ciclovia Baden Powell começa na rotatória das avenidas Baden Powell com Estados Unidos. Se estende por toda a via, até chegar à avenida Washington Luiz / Lux Aeterna. Voltando para o trecho inicial da Washington Luiz, ela chega até a Baden Powell. No caminho há acesso para a ciclovia da Coudelaria, na rodovia Visconde do Rio Branco, que chega até Valinhos.
Extensão: 6,30 km, sem contar as extensões da Prefeito Magalhães Teixeira e da Coudelaria.
Tipo: Ciclovia e ciclorrota.

- Ciclovia Flamboyant
Interligação das rotas cicloviárias Nova Campinas – Flamboyant (6,9 km) + Nova Campinas – São Fernando (1,09 km) + José Bonifácio (0,44 km).
Trajeto: Basicamente, saindo do Portão II do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. Seguindo à esquerda, pela avenida Dr. Avenida Dr. Manoel Afonso Ferreira, como ciclofaixa junto ao canteiro central, ela chega até a rua Serra Dourada, no Jardim São Fernando. Saindo pelo Portão II do Parque Ecológico, e seguindo à direita, como ciclofaixa junto ao canteiro central da avenida Manoel Afonso Ferreira, ela segue até o entroncamento com a avenida Dr. Moraes Salles; e, depois, pelas vias Dr. Jesuíno Marcondes Machado, José Bonifácio e Mogi Guaçu. Na Mogi Guaçu tem uma ligação para o canteiro central da avenida José Bonifácio, seguindo até a Paróquia Imaculado Coração de Maria. No trecho há pontos com paraciclos.
Extensão: 9,60 km.
Tipo: Ciclofaixa e ciclovia.

- Ciclovia Escola de Cadetes
Interligação das rotas cicloviárias Escola de Cadetes (2,7 km) + Amarais (6,9 km) + Theodureto (1,6 km) + Taquaral – Arautos (5 km).
Trajeto: Há várias possibilidades de trajeto. Um deles é seguindo dos bairros para o Taquaral, ela pode começar pelo traçado da Escola de Cadetes, saindo na avenida Getúlio Vargas, ao lado do Clube Círculo Militar. Segue pela avenida Papa Pio XII até a Praça Tiro de Guerra, onde tem uma derivação para as avenidas Luis Smânio e Andrade Neves. Indo pela avenida Luis Smânio, o sistema segue como calçada compartilhada até a avenida Theodureto de Almeida Camargo, onde se integra com as rotas cicloviárias Amarais e Theodureto. Seguindo à esquerda, está a rota cicloviária Amarais, com trajeto pela avenida Cônego Antônio Roccato e pela rua Sylvia da Silva Braga, chegando até a Estação de Transferência Amarais. Seguindo pela direita está a rota cicloviária da avenida Theodureto de Almeida Camargo, que começa na Praça Vinte e Cinco de Abril e segue até a Octávio da Silva Leme (rotatória da Avenida Almeida Garret, junto à Lagoa do Taquaral). Daí, acesso para a rota cicloviária no entorno da Lagoa do Taquaral e Arautos da Paz.
Extensão: 16 km.
Tipo: Ciclovia, ciclofaixa e calçada compartilhada e calçada partilhada.

Rotas cicloviárias em Campinas
Com a entrega da ciclofaixa da José Paulino, em 31 de março último, Campinas ultrapassou os 120 km (120,68 km) de rotas cicloviárias (ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas / partilhadas). Na gestão do prefeito Dário Saadi foram construídos 54,2 km de rotas para ciclistas. Em 2024 foram dez entregas.

Atualmente, estão em implantação os seguintes traçados:
- Mercedes Benz / Terminal Ouro Verde. Começa no entroncamento com a rodovia Santos Dumont (SP-075), na região do Distrito Industrial de Campinas (DIC). São 8,52 km de trechos com ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota, que atenderão áreas industriais, comerciais e instituições públicas, promovendo a integração com o transporte público coletivo. Os investimentos são da ordem de R$ 2,5 milhões. É fruto de contrapartida com a empresa Savoy Imobiliária e Construtora Ltda.; e possui gestão da Emdec. No trajeto da infraestrutura cicloviária há 3,20 km de ciclovia, 2,40 km de ciclofaixa e 2,92 km de ciclorrota. São 8,52 km de rotas cicloviárias. O trajeto atende vias importantes, como Mercedes Benz, dos Metalúrgicos, Barão Smith de Vasconcelos, Fernando Paolieri, Martinho Lutero, Major Oswaldo Esteves, Arymana, Apiaba, Igaci, Alaor Côrrea Telles, Rafael Iório e Armando Frederico Renganeschi. A rota cicloviária corta bairros da região, como Distrito Industrial, Planalto de Viracopos, Aeronave, Jardim Adhemar de Barros, São Cristóvão, Jardim Cristina, Jardim Ouro Verde e Chácara São José. Na região há diversas industriais, áreas comerciais e equipamentos públicos, como escolas e postos de saúde. No Terminal Ouro Verde será instalado paraciclo.

- Parque Via Norte. Terá 3,13 km. Começa como ciclovia na rua dos Cambarás, a partir da rua Dr. Alberto Franco Lamounier. Passa pela Praça Maria Iraci dos Santos; prossegue pela Cambarás, em calçada compartilhada, até o cruzamento com rua Dr. Ataliba Batista Soares de Sá. A partir deste ponto, segue pelo canteiro central, como ciclovia, até a rua das Acácias. Continua pelo lado direito, em ciclovia, margeando o passeio existente até a rua dos Ipês Amarelos. Prossegue pelo canteiro central pelo lado direito, margeando a estrada Luiz Fernando Rodriguez, até a rua das Imbuias. Terá paraciclos. No trajeto, há equipamentos públicos e locais de interesse importantes, como a Praça Maria Iraci dos Santos, que possui academia ao ar livre, centro de saúde, escolas, templos religiosos, comércios e empresas. Os investimentos são da ordem de R$ 2.420.962,45. O responsável pela obra é a empresa A. C. Pizziolo Engenharia Ltda.

- Parque Ecológico “Hermógenes de Freitas Leitão” – Barão do Café / Mata Santa Genebra. Terá 4,8 km. Ela começa na rua Mata Atlântica, prosseguindo pela avenida Engenheiro Jorge Bierrembach de Castro, rua Helenita Aparecida Bassan de Sá, até a avenida Dr. Eduardo Pereira de Almeida. Continua pela rua Gilberto Pattaro, até a avenida Santa Isabel, interligando com a ciclofaixa existente no local. No outro trecho, inicia na rua José Martins, interligando com a ciclovia existente no local, seguindo pela rua Antônio Pierozzi, até a Praça Durval Pattaro. No traçado há comércios, áreas de lazer, templos religiosos e empresas. Ela terá paraciclos. Os investimentos são da ordem de R$ 1.705.000,00. O responsável pela obra é a empresa Engetela Comércio e Serviços Ltda.

Informações: EMDEC

READ MORE - Prefeitura de Campinas inicia sinalização para indicar os sistemas cicloviários do município

Prefeitura de Campinas publica minuta de edital para consulta pública e inicia licitação do transporte coletivo

segunda-feira, 31 de março de 2025

A Prefeitura de Campinas disponibiliza, para a Consulta Pública, o edital para a licitação da concessão do transporte público coletivo convencional. A minuta será publicada no site da Secretaria de Transporte de Campinas (Setransp), na próxima quarta-feira, dia 02 de abril. O endereço eletrônico é o: https://campinas.sp.gov.br/secretaria/transportes/pagina/consulta-publica-da-licitacao-do-transporte-2025-. A minuta também poderá ser acessada no site da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), em www.emdec.com.br/novotransporte.

"A modernização do transporte público é uma prioridade da nossa gestão, e a publicação do edital representa um marco importante para oferecer um serviço mais eficiente, acessível e de qualidade para a população. Sabemos que o sistema atual enfrenta desafios e que os usuários merecem um transporte coletivo mais pontual, confortável e seguro", enfatiza o prefeito Dário Saadi.

O “Comunicado de Consulta Pública” foi publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, dia 31 de março, na página 05.

Um Grupo Técnico Multisecretarial – formado por representantes da Emdec e das secretarias municipais de Transportes, Administração e Procuradoria-Geral do Município – consolidou a redação do edital contemplando as principais sugestões recebidas durante as 11 audiências públicas, realizadas em dezembro de 2024. Também participaram da elaboração do texto a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), que colaboraram com o apoio técnico.

A partir da disponibilização da minuta para a consulta, ela ficará disponível por um período de 92 dias, do dia 02 de abril até o dia 02 de julho de 2025. Após esse intervalo, o edital é consolidado com as sugestões pertinentes e publicado. Então são 45 dias úteis para que as empresas, ou consórcios, interessados na licitação elaborem as propostas. Terminado esse prazo, os envelopes são abertos.

A disponibilização da minuta do edital da concessão do transporte coletivo está dentro do cronograma de realizações dos primeiros 100 dias da nova gestão do prefeito Dário Saadi.

O que prevê o edital
A licitação contempla a concessão de dois lotes do sistema de transporte público coletivo convencional: Lote 1 (regiões Norte, Oeste, Noroeste); e Lote 2 (regiões Leste, Sul, Sudoeste). Cada lote terá três áreas operacionais, totalizando seis. O prazo de concessão é de 15 anos. O vencedor é aquele que apresentar a melhor oferta pelos lotes e a menor tarifa de remuneração. É obrigatória a constituição de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) e admitida a participação de empresas em regime de consórcio. O início da operação deve ocorrer em até 180 dias após a emissão da ordem de serviço.

A licitação prevê frota elétrica de 60 ônibus, sendo 10 veículos incorporados por ano (cinco por lote), com crescimento escalonado entre o primeiro e o sexto ano de vigência do contrato de concessão. Ainda há a possibilidade de ampliar a frota eletrificada, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com o financiamento para aquisição de outros 256 ônibus elétricos.

Além dos ônibus convencionais e da operação do BRT (Bus Rapid Transit; Ônibus de Trânsito Rápido), a execução do PAI-Serviço também foi incorporada na licitação.

O Sistema de Arrecadação e Remuneração (Bilhetagem Eletrônica) terá o Poder Público participando, de maneira mista, junto com as novas operadoras e a Emdec. E a remuneração, para as operadoras, será atrelada ao desempenho operacional e qualidade dos serviços prestados. Também ocorreu a atualização de todos os índices financeiros que impactam nos custos do sistema de transporte coletivo, como insumos e mão de obra, por exemplo; além da demanda de passageiros.

A população é beneficiada com ônibus novos, mais confortáveis, silenciosos e menos poluentes. Os veículos que entrarem em operação, ao longo do contrato, terão ar-condicionado, Wi-fi, tomadas USB, câmeras CFTV, GPS e terminal de computador de bordo. Também haverá mais informação aos usuários, confiável e em tempo real. Menos tempo de espera nos pontos, estações e terminais. E viagens mais rápidas.

Os investimentos em frota de novos veículos serão da ordem de quase R$ 1 bilhão, em cinco anos; totalizando R$ 2 bilhões em 15 anos. E o valor total do contrato de concessão, no período de 15 anos, é de cerca de R$ 11 bilhões.

Audiências públicas
Entre os dias 9 e 20 de dezembro do ano passado (2024), a Setransp, com o apoio da Emdec, realizou 11 audiências públicas, para debater a concessão do transporte coletivo com a população. Os encontros foram nas seguintes regiões: Central, Barão Geraldo, Padre Anchieta, Campo Belo / Jardim Fernanda, Swift, Londres, Sousas, Vida Nova, Amarais, Jardim Morumbi e Satélite Íris. Cerca de 520 pessoas participaram dos 11 encontros.

A Setransp, com o apoio da Emdec, também realizou audiências públicas, sobre a licitação, para o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (CMMU); e para os conselhos municipais do Idoso (CMI) e da Pessoa com Deficiência (CMPD).

Todas as dúvidas e sugestões apresentadas pela população foram esclarecidas pelos representantes da Secretaria e da Emdec, durante os encontros. A maioria das reuniões foi gravada e transmitida nas redes sociais da Emdec. As íntegras das gravações ficaram disponíveis para solicitação do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.

Histórico
Na gestão do prefeito Dário Saadi, a primeira publicação do edital para a concessão do transporte coletivo convencional ocorreu em dezembro de 2022. A consolidação foi precedida por uma série de etapas de participação popular, que incluiu a realização de 11 audiências públicas (entre abril e maio de 2022) e uma sessão pública, com a participação da sociedade. Também houve a disponibilização da minuta de edital para consulta pública, por um período de 90 dias (entre agosto e novembro de 2022), atendendo recomendação do Ministério Púbico.

Em julho de 2023, o novo edital e anexos foram publicados no Diário Oficial. A sessão de abertura dos envelopes com propostas ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. A Administração municipal decidiu abrir, em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas.

Em junho de 2024 foi nomeado, pela Administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. O Grupo é formado por técnicos da Setransp; Emdec; e das secretarias de Finanças, de Administração e Procuradoria-Geral do Município; com o apoio da FIPE e da ANTP.

Em dezembro de 2024 foram realizadas 11 audiências públicas, para apresentação, à população, da nova proposta de edital.

Todas as informações sobre a nova concessão do transporte coletivo ficam disponíveis no site da Emdec, em www.emdec.com.br/novotransporte; ou da Secretaria de Transporte, em https://campinas.sp.gov.br/secretaria/transportes/pagina/consulta-publica-da-licitacao-do-transporte-2025-. O conteúdo que foi apresentado nas audiências também pode ser acessado no hotsite.

Informações: EMDEC

READ MORE - Prefeitura de Campinas publica minuta de edital para consulta pública e inicia licitação do transporte coletivo

Em Campinas, Estação Ipaussurama recebe linhas do BRT Campo Grande a partir da próxima sexta, 7

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Os usuários do transporte público coletivo que utilizam o BRT na região do Campo Grande vão ganhar mais uma opção de paradas na avenida John Boyd Dunlop, na altura do Shopping Parque das Bandeiras. A Estação BRT Parque das Bandeiras / Ipaussurama entra em operação nesta sexta-feira, 7 de fevereiro. Trata-se da última estação do BRT Campo Grande a entrar em funcionamento, tornando o corredor 100% operacional.

A gestão da estação passa a ser realizada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Serão quatro linhas do BRT Campo Grande atendidas: as paradoras BRT20 e BRT25 e as semiexpressas BRT21 e BRT26. Não haverá alterações nos intervalos e programação horária das linhas.

O acesso dos usuários à estação será feito pelas catracas eletrônicas, por meio de Bilhete Único ou QR Code. As catracas PNE (pessoas com necessidades especiais) é exclusiva para pessoas com mobilidade reduzida e idosos.

“O desafio de tornar o Corredor BRT Campo Grande 100% operacional foi cumprido. O total funcionamento do Corredor BRT Ouro Verde é o próximo passo, com a operação dos terminais BRT Vida Nova e Ouro Verde”, destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Segurança dos pedestres

Para orientar a correta travessia dos pedestres e garantir a segurança na circulação, a Emdec instalou gradis metálicos no entorno da nova estação. Elas direcionam os usuários para a passarela construída sobre a avenida John Boyd Dunlop.

No primeiro dia de funcionamento da Estação BRT Ipaussurama, educadores e agentes da mobilidade urbana da Emdec irão orientar usuários sobre a operação das linhas e reforçar a importância de utilizar a passarela de pedestres para acessar a estação com segurança. No final de dezembro, a Emdec também distribuiu folhetos para orientar sobre o uso da passarela para a travessia completa da avenida JBD.

O material também vai enfatizar o risco da circulação de motociclistas na passarela, que é exclusiva para a circulação de pedestres. A infração é gravíssima, passível de multa de R$ 293,47 multiplicada por três – R$ 880,41.

Operação das linhas 

A linha paradora BRT20 agora atenderá todas as 14 estações do corredor, partindo do Terminal Campo Grande, passando pelo Satélite Íris e chegando até os terminais Mercado e Central, além do Corredor Central / Rótula. Ela circula todos os dias, com intervalos de 7 a 8 minutos e frota de 16 e 14 veículos nos picos, em dias úteis.

Também paradora, a BRT25 parte do Satélite Íris, atende agora às 11 estações a partir deste ponto; e chega até os terminais Mercado e Central, além do Corredor Central (Rótula). Circula todos os dias, com intervalos de nove minutos e nove ônibus nos horários de maior demanda, em dias úteis.

Os usuários que desejam seguir diretamente para o Centro contam com as linhas semiexpressas BRT21 e BRT26, com menos paradas e deslocamento ainda mais rápido. Elas circulam de segunda a sexta-feira, nos horários de pico (4h45 às 9h; 15h30 às 19h30).

A BRT21 parte do Terminal Campo Grande, passa pelo Terminal Satélite Íris e vai até o Terminal Mercado, atendendo agora a seis estações entre eles (Rossin, Bandeiras/Ipaussurama, PUC/Roseira, Londres, Aurélia e Rodoviária). São seis ônibus na frota diurna, com intervalos de 12 minutos; e oito na noturna, com intervalos de nove minutos. A BRT26 parte do Satélite Íris e vai até o Terminal Mercado, atendendo agora a cinco estações no percurso (Bandeiras/Ipaussurama, PUC/Roseira, Londres, Aurélia e Rodoviária). São três veículos na frota e intervalos de 20 minutos.

Características da estação

A estação BRT Parque das Bandeiras / Ipaussurama fica no canteiro central da avenida John Boyd Dunlop, entre as estações Roseira/PUCC e Bandeirantes. A construção da estação e do pavimento de concreto no entorno foi viabilizada por meio de um Termo de Acordo e Compromisso (TAC), firmado entre o Shopping Parque das Bandeiras e a Prefeitura de Campinas.

Ela segue o padrão das estações BRT, conta com estrutura metálica, pisos em granito e acessibilidade. E integra o Lote 2 / Trecho 2 do Corredor BRT Campo Grande. O espaço recebeu nova comunicação visual nos painéis de informações e faixas informativas foram fixadas para orientar usuários sobre as travessias seguras.

Informações: Prefeitura de Campinas

READ MORE - Em Campinas, Estação Ipaussurama recebe linhas do BRT Campo Grande a partir da próxima sexta, 7

Novo ônibus elétrico em Londres carrega em apenas 6 minutos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Na tentativa de modernizar o transporte público e reduzir as emissões de carbono, Londres, na Inglaterra, apresentou uma frota de 20 novos ônibus elétricos que impressionam tanto pelo design quanto pela eficiência. Capazes de recarregar cerca de 20% de suas baterias em apenas seis minutos, esses veículos marcam um avanço significativo na mobilidade urbana sustentável. As novidades já operam em uma das rotas mais longas da cidade, a linha 358, que cobre 15 milhas (aproximadamente 24 quilômetros), segundo informações da FastCompany.

De longe, os novos ônibus lembram bondes modernos, com um formato aerodinâmico e rodas parcialmente ocultas. Segundo Andy Derz, gerente de desenvolvimento de negócios da Irizar e-mobility, empresa espanhola responsável pelo design, o veículo não passa despercebido nas ruas. "Muitas pessoas na calçada olham e dizem: ‘Uau, o que é isso?’", comenta. A aparência diferenciada atrai mais passageiros, contribuindo para a popularização desse modelo de transporte.

Além da estética, os ônibus foram projetados pensando no conforto e na segurança dos passageiros. Portas deslizantes, grandes janelas que iluminam o interior e assentos mais confortáveis ajudam a criar um ambiente espaçoso e agradável. "É muito mais claro e amplo, o que dá uma sensação de espaço, algo essencial em uma cidade onde os ônibus estão sempre cheios", explica Derz. Outras características incluem um sistema de iluminação ambiente que muda conforme as estações do ano, telas que exibem as próximas paradas e portas rebaixadas para facilitar o embarque.

Carregamento rápido e eficiência operacional
O principal destaque desses ônibus elétricos é o sistema de carregamento rápido, chamado de “oportunidade de carga”. No final de cada trajeto, os motoristas posicionam o veículo sob um carregador aéreo e ativam o sistema com um simples toque de botão. Em seis minutos, os ônibus recebem energia suficiente para continuar o percurso. Embora a carga completa ocorra à noite, o carregamento parcial durante o dia elimina a necessidade de retornos frequentes às garagens, otimizando a operação e reduzindo custos.

“Essa tecnologia permite que os motoristas mantenham os veículos em operação por mais tempo, reduzindo o número de ônibus necessários na rota e liberando recursos para outros investimentos no sistema de transporte público”, explica Lorna Murphy, diretora de ônibus da Transport for London (TfL). Além disso, as baterias menores reduzem o peso dos ônibus, o que pode contribuir para diminuir os custos de produção.

Segurança e sustentabilidade no transporte urbano
A segurança também foi uma prioridade no design dos novos veículos. A frente arredondada ajuda a minimizar o impacto em pedestres e ciclistas em caso de colisões, desviando-os para as laterais em vez de aprisioná-los sob o veículo. Outras inovações incluem câmeras no lugar de espelhos retrovisores, avisos sonoros externos e limitadores automáticos de velocidade.

Londres já possui mais de 1.700 ônibus elétricos em operação como parte de seu plano de transição para uma frota completamente zero emissões até 2034. A linha 358, que conecta Crystal Palace a Orpington, é a primeira a adotar os modelos da Irizar. Essa iniciativa faz parte de um esforço maior da cidade, que inclui a criação de novas faixas exclusivas para ônibus e a implantação da Superloop, uma rede de 10 rotas expressas lançada no ano passado.

Nos Estados Unidos e em outros países, onde o transporte coletivo muitas vezes enfrenta resistência, soluções como essa podem transformar a percepção pública. Embora os ônibus ainda sejam frequentemente vistos como inferiores aos trens, o design futurista e a experiência aprimorada podem ajudar a mudar essa narrativa. “Bons exemplos como o de Londres mostram que é possível tornar o transporte público não apenas eficiente, mas também atrativo e sustentável”, conclui Murphy.

Informações: EXAME

READ MORE - Novo ônibus elétrico em Londres carrega em apenas 6 minutos

Metrô de SP completa 50 anos com malha ainda insuficiente

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Sistema paulistano foi o pioneiro do país. Especialistas avaliam que avanço do sistema metroferroviário nas últimas décadas continua aquém da necessidade das grandes cidades brasileiras.Primeiro do país, o metrô de São Paulo entrou oficialmente em operação em 14 de setembro de 1974. Cinquenta anos depois, a malha de transporte urbano sobre trilhos no Brasil ainda está aquém do ideal, conforme apontam especialistas.

Em 1974, noticiou o jornal O Estado de S. Paulo: a inauguração do novo sistema de transporte da capital paulista foi uma festa com "balões de gás, bandas, desfiles de escolares, sambistas, sanfoneiros e folhetos de propaganda política" em que "o povo só pode ver de longe os passageiros do 'trem da alegria', o metrô", que fez o percurso inaugural do pequeno trecho então inaugurado, os 7 quilômetros entre Jabaquara e Vila Mariana.

Marketing político à parte, a inauguração finalmente fez com que o Brasil entrasse nos trilhos do sistema de transporte urbano rápido que já era consolidado em grandes cidades pelo mundo, como em Londres — em operação desde 1863 —, Paris — desde 1900 —, Berlim — inaugurado em 1902 — e Nova York — onde começou a funcionar em 1904. A vizinha argentina teve o metrô de Buenos Aires inaugurado em 1913.

São Paulo precisaria de malha seis vezes maior

De lá para cá, houve avanços, mas ainda tímidos. A mentalidade brasileira ainda privilegia o transporte rodoviário em relação ao sobre trilhos — e a sociedade valoriza o status do transporte individual em detrimento do coletivo.

Em São Paulo, a rede metroviária atual é formada por 6 linhas — oficialmente, já que uma é, na verdade, um sistema de monotrilho —, totalizando 104 quilômetros de extensão e 91 estações. Segundo dados do governo paulista, são 5 milhões de passageiros transportados todos os dias. Para efeitos de comparação, o metrô de Nova York tem 24 linhas com 468 estações espalhadas por 369 quilômetros de extensão e o de Londres, 16 linhas, 272 estações e cerca de 400 quilômetros.

"Metrô é o modal que viabiliza de forma humana e racional a mobilidade em cidades, sendo imprescindível em metrópoles com mais de 2 milhões de habitantes", argumenta o engenheiro de transporte Sergio Ejzenberg, consultor e especialista em mobilidade. "A conta é simples. Tomando como paradigma metrópoles adensadas, é preciso 50 quilômetros de metrô para cada milhão de habitantes."

Ou seja: São Paulo precisaria de seis vezes mais. "Isso explica a lotação do nosso metrô e explica por que cada linha colocada em operação lota nas primeiras semanas de funcionamento. E mostra a estupidez do investimento em sistemas de média capacidade, como monotrilhos e VLTs", acrescenta Ejzenberg.

De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) há hoje metrô operando em Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Especialistas discordam.

"Metrô mesmo no Brasil tem somente em São Paulo, no Rio e em Brasília", aponta o engenheiro de transportes Creso de Franco Peixoto, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Outras cidades costumam chamar de metrô o que na verdade são linhas ferroviárias de carga que foram adaptadas para que fossem usadas como metrô."

Tecnicamente, como ele explica, o metrô consiste em linhas construídas em regiões adensadas, com paradas planejadas em curtas distâncias, a partir de pesquisas detalhadas sobre comportamentos de origem e destino da população.
 
"A denominação metrô é adotada por diversos sistemas como imagem poderosa de marketing institucional, mesmo quando aplicados em locais que não se enquadrariam nessa categoria sob uma análise mais rigorosa", comenta o engenheiro especialista em mobilidade Marcos Bicalho dos Santos, consultor em planejamento de transportes.

Ele considera metrôs, além dos sistemas de São Paulo, Rio e Brasília, as linhas de Salvador e de Fortaleza. E classifica como uma segunda divisão os modelos "de alta capacidade, implantados aproveitando infraestruturas ferroviárias desativadas", ou seja, os chamados metrôs de Belo Horizonte, Porto Alegre e do Recife.

"Neste grupo poderiam também ser incluídos os trens urbanos, que atendem a elevadas demandas, mas que apresentam características operacionais distintas dos metrôs [principalmente quanto à velocidade, frequência e distância entre paradas]", acrescenta Santos, citando os trens metropolitanos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O restante da malha de trilhos urbanos do Brasil (veja infográfico), o especialista classifica como "uma quarta categoria […] que, em função de sua inserção urbana ou por limitações de seus projetos operacionais, operam como sistemas de média capacidade, às vezes nem isso, atendendo a demandas pouco expressivas".

Atraso histórico e mentalidade rodoviarista

No total, a malha de trilhos urbanos é de 1.135 quilômetros e está presente em 12 das 27 unidades da federação. "Somos um país de dimensões continentais e essa infraestrutura de trilhos para passageiros é insuficiente para o atendimento à população", admite o engenheiro eletricista Joubert Flores, presidente do conselho da ANPTrilhos. "Mas essa rede de atendimento tem previsão de crescimento, já que contamos com 120 quilômetros de projetos contratados ou em execução, com indicação de conclusão nos próximos cinco anos. Para 2024, a previsão é inaugurarmos 20 quilômetros."

Se o transporte sobre trilhos é tão útil, por que o Brasil está tão atrasado? Primeiramente, pela mentalidade histórica. "Houve uma efetiva priorização do transporte rodoviário de passageiros, e mesmo de cargas, pelos governos brasileiros. Este talvez tenha sido o principal motivo de perdermos cerca de 20 ou 30 anos para o início do transporte metroferroviário em São Paulo e no Brasil. Talvez tenha havido uma falta de vontade política e de visão dos governantes à época", comenta o engenheiro metalurgista Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

Para o urbanista Nazareno Affonso, diretor do Instituto Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), o Brasil sempre foi "carrocrata". "O Estado não prioriza o transporte público e prioriza investimentos ligados à indústria automobilística", diz, enfatizando que as maiores cidades do país "caminham para o colapso se não houver investimentos permanentes e crescentes em sistemas metroferroviário e de ônibus".

"O estratosférico custo dos congestionamentos e dos sinistros de trânsito no Brasil inibe o crescimento e rouba parcela significativa do PIB", argumenta Ejzenberg, que calcula prejuízos diretos e indiretos de até 50 bilhões de reais por ano por conta disso, apenas na metrópole de São Paulo. "Esse custo anual, se investido em metrô, estancaria as perdas e daria maior competitividade ao Brasil. Continuamos nadando no sangue das vítimas evitáveis, ano após ano."

O custo é um grande gargalo, é verdade. Segundo levantamento do professor Peixoto, dificilmente uma obra de metrô no Brasil custa menos de 80 milhões de dólares por quilômetro. "Metrô é muito caro. Muito caro. Mas é preciso pensar que ele é capaz de transportar muita gente", comenta.

"O Brasil não investiu em transporte sobre trilhos por incompetência, insegurança jurídica e imediatismo político", critica Ejzenberg. Apesar de ser uma obra cara, ele argumenta que o modal sobre trilhos acaba tendo metade do custo do sistema de ônibus se considerado o custo do passageiro transportado por quilômetro — esta seria a incompetência, segundo o especialista. No caso da questão jurídica, ele diz que as mudanças no entendimento de como viabilizar parcerias privadas acabam afastando investidores. Por fim, politicamente há o peso eleitoreiro de que uma obra de metrô costuma levar mais do que um mandato de quatro anos entre o anúncio e a inauguração.

Solução é complexa
 
Mais metrô melhoraria em muito a qualidade de vida do brasileiro que habita as grandes cidades. Mas não é a solução mágica. "Para enfrentar a crise dos deslocamentos é preciso investimento em metrô, em ferrovias, em VLT. Mas não podemos descuidar da democratização das vias públicas, dando aos ônibus faixas exclusivas. E também a mobilidade ativa que tem crescido, com ciclovias e ciclofaixas para que avancemos nessa questão", sugere Affonso.

"Metrôs não são uma panaceia. Não são a única solução para os problemas na mobilidade urbana", acrescenta Santos. "Em muitas situações, não são a solução mais indicada, já que as soluções dependem de cada local e não podem ser unimodais."

Ele enfatiza que por mais eficiente que seja uma linha de metrô, "ela não será eficaz se as pessoas não conseguirem chegar até ela, caminhando, pedalando, usando transporte público alimentador e mesmo modos de transporte individual". O especialista salienta que, considerando isso, respectivamente é preciso também investir em calçadas adequadas, rede cicloviária e bicicletários, integração física, operacional e tarifária dos meios de transporte público e, por fim, estacionamentos e baias para desembarque e embarque para aqueles que vão chegar de carro.

"Resumindo, precisamos de planejamento urbano e de mobilidade, integrados, e não apenas de um plano de obras e compra de equipamentos", adverte ele.

Informações: Terra

READ MORE - Metrô de SP completa 50 anos com malha ainda insuficiente

Seja Mais Um a Curtir o Blog Meu Transporte

BRT Aricanduva

Ligeirão NORTE-SUL / Curitiba

Seguidores

Postagens mais visitadas

 
 
 

Ônibus articulados elétricos em Goiânia


Em SP, Apenas 3 em cada 10 domicílios ficam perto de estações de metrô e trem

BUS ELÉTRICO EM BELÉM


Brasil precisa sair da inércia em relação aos ônibus elétricos

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

LIGAÇÃO VIÁRIA PIRITUBA-LAPA


Seja nosso parceiro... Nosso e mail: meutransporte@hotmail.com

‘Abrigo Amigo’ registra 3,5 chamadas por dia em Campinas

Ônibus elétricos e requalificação dos BRTs tornam transporte eficiente e sustentável em Curitiba

Informativos SPTrans

Nova mobilidade urbana revela o futuro dos deslocamentos

Notícias Ferroviárias

Em SP, Passageiros elogiam Tarifa Zero aos domingos

Recife: Motoristas mulheres são mais confiáveis no transporte coletivo junto aos usuários

Com metrô, Salvador deixou de emitir mais de 45 mil toneladas de CO2 em oito anos

Barcelona dá transporte gratuito para quem deixar de usar carro

Os ônibus elétricos do Recife começaram a circular em junho de 1960