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PBH anuncia fim de duas linhas de ônibus que existem há mais de 40 anos

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Duas linhas de ônibus que existem há mais de 40 anos em Belo Horizonte, vão ser extintas. A SC02A e SC03A, que atendem a Região Centro-Sul da capital mineira, serão substituídas pela criação da linha 110. As linhas circulares são muito utilizadas por moradores e pessoas que passam por bairros como Santa Efigênia, Barro Preto e Savassi. 

No Diário Oficial do Município do último sábado (5/7), a Prefeitura de BH, junto com a Superintendência de Mobilidade (Sumob) anunciaram a mudança. De acordo com o documento, a extinção das linhas SC02A (Praça Sete/Savassi - Via Praça da Liberdade/Santa Casa) e SC03A (Hospital Felício Rocho/Hospital Militar A.) se justifica a partir da criação da 110, que vai seguir com um itinerário que abrange o trajeto das duas outras linhas. 

Ao Estado de Minas, o estudante Arthur Rodrigues conta que não utiliza frequentemente as linhas circulares, mas convive com pessoas que usam o transporte diariamente para ir ao trabalho. Apaixonado por ônibus desde criança, o jovem usa suas redes sociais para compartilhar notícias e curiosidades sobre o transporte em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. 

“Eu acho que é uma mudança muito drástica, porque essas duas linhas existem há mais de 40 anos. Então, vai ser um processo difícil de adaptação do público. Se for aprovado, espero que a linha tenha uma alta quantidade de viagens e que o itinerário não prejudique os passageiros”, explicou. 

De acordo com a última atualização do “Números de Transporte Coletivo”, divulgado pela Prefeitura de BH, a SC02A recebeu mais de 57 mil passageiros em maio de 2025. Já a SC03A, contabilizou pouco mais de 7 mil usuários no mesmo período. O estudante destacou que, caso a medida seja aprovada, torce para que a nova linha 110 consiga dar conta da demanda de passageiros. 

Além disso, algumas ruas e avenidas que atualmente estão no itinerário das linhas, podem não fazer parte do trajeto da 110. No caso da SC02A, a Rua São Paulo, que passa pelo Bairro de Lourdes. Já a SC03A, a R. Manaus e as Avenidas Professor Alfredo Balena e Francisco Sales, no bairro Santa Efigênia.  

Em nota, a PBH informou que a proposta da criação da 110 “surge a partir da reestruturação do SC02A e SC03A atendendo aos atuais polos significativos de demanda dessas linhas.” O Executivo ainda afirmou que a proposta é recente e os cidadãos podem enviar, até terça-feira (8/7), uma impugnação por escrito e fundamentada sobre o assunto, que será analisada antes do início da operação,  junto com questões de sinalização de pontos, programação de quadro de horário e adequação da frota. 

Confira o itinerário da nova linha
Linha 110

Av. do Contorno (entre Praça Floriano Peixoto e Rua Álvares Maciel), Av. Getúlio Vargas, Av. Cristóvão Colombo, Praça da Liberdade, Rua Gonçalves Dias, Av. Álvares Cabral, Av. Olegário Maciel, Rua Santos Barreto, Av. Álvares Cabral, Rua Matias Cardoso, Av. do Contorno, Av. Barbacena, Av. Augusto de Lima, Rua Rio Grande do Sul, Rua dos Guajajaras, Rua Santa Catarina, Av. Amazonas, Rua dos Tamoios, Av. Afonso Pena, Rua da Bahia, Av. Bias Fortes, Praça da Liberdade, Av. Cristóvão Colombo, Av. do Contorno, Rua Professor Moraes, Av. Afonso Pena, Av. Brasil, Rua Grão Pará, Av. do Contorno. 

Informações: Estado de Minas

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Números das linhas de ônibus de BH têm significados; saiba por quê

Cada município tem seu sistema de identificação das linhas de ônibus. Na capital mineira, as linhas podem ter dois, três ou quatro dígitos. Mas você sabia que esses códigos que aparecem na frente e nas laterais dos ônibus não são apenas números aleatórios, mas sim uma forma de identificar a origem, o destino e o trajeto da linha?

O atual sistema de numeração do transporte coletivo que atinge 268 das 299 linhas ativas de Belo Horizonte, foi implantado em 1998, com objetivo de orientar os 900 mil usuários que dependem do transporte público diariamente de acordo com a numeração das regionais administrativas da cidade, indicando a região de origem do ônibus, o destino e até mesmo o tipo de trajeto que ele faz.  

“O sistema foi criado para dar mais clareza ao usuário. Cada número tem um sentido, ele informa a região de origem, para onde o ônibus vai e se passa pelo Hipercentro ou não”, explica Luís Castilho, chefe de gabinete da Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte (Sumob). 

As linhas que são acompanhadas por letras, como a 83D e 83P, sinalizam que uma delas é direta e a outra paradora, mas ambas com o mesmo ponto de origem, destino e trajeto. "Esse sistema permite que os passageiros tenham uma noção mais clara do percurso mesmo antes de embarcar", afirma Castilho. 

Como funciona o sistema de numeração 
A capital mineira é dividida em dez regionais administrativas e cada uma recebeu um número, sendo identificadas por: (0) Hipercentro, (1) Centro-Sul, (2) Oeste, (3) Barreiro. (4) Noroeste, (5) Pampulha, (6) Venda Nova, (7) Norte, (8) Nordeste e (9) Leste.  

As linhas de ônibus de BH podem ter entre dois, três e quatro dígitos, e são organizadas de acordo com as dez regionais administrativas. A quantidade de dígitos de uma linha diz respeito ao tipo de serviço que ela oferta para a população, podendo ser: troncal, diametral, alimentadora, radial, perimetral, suplementar e vilas e favelas.

Os ônibus com apenas dois dígitos são as linhas troncais, com trajetos principais e mais diretos. Os dígitos dessas linhas são formados por: região de origem + número sequencial que diferencia a linha de outras. Elas têm origem em uma estação de integração, com destino à área central e durante o trajeto utiliza os “troncos” da cidade, como as avenidas Amazonas, Presidente Antônio Carlos e Presidente Carlos Luz.

Por exemplo, a linha 61 que liga Venda Nova (6) à região Central fazendo um trajeto direto, sem paradas. Já a linha 62 também liga Venda Nova (6) até a área hospitalar da capital, fazendo paradas durante o trajeto.  

Os ônibus de três dígitos são as linhas alimentadoras, que ligam um bairro à uma estação de integração ou de metrô, podendo também prestar atendimento dentro da própria região. Os números dessas linhas são formados por: região de origem + dois números sequenciais que diferenciam as linhas de outras. Por exemplo, a linha 407 faz a ligação entre os bairros Califórnia e Glória. Já a linha 621 faz a ligação da estação Venda Nova com o bairro Lagoa, que fica na mesma região. 

Já os ônibus com quatro dígitos são linhas que têm itinerários mais longos, podendo ser diametrais (ligação entre duas regionais atendendo ao Hipercentro), perimetrais (ligação entre duas regionais não atendendo ao Hipercentro) e radiais (ligação entre uma regional e a área Central). Os dígitos dessas linhas são formados por região de origem + região de destino + dois números sequenciais que vão de 0 a 99, sendo que de 0 a 49 a linha passa pelo Hipercentro, e de 50 a 99, a linha não passa pelo Hipercentro.   

As linhas diametrais, como a 8102, faz ligação da regional Nordeste (8) com a regional Centro-Sul (1) e o sequencial (02) indica que atende ao Hipercentro. Já a 9250, que é uma linha perimetral, liga a regional Leste (9) com a Oeste (2), e o sequencial 50 indica que ela não atende ao Hipercentro. A 4031 faz ligação da regional Noroeste (4) com o Hipercentro (0) e o sequencial (31) reforça que atende à região central. 

Uma diferença nas linhas alimentadoras das outras é que a tarifa delas é reduzida ou até mesmo gratuita, no caso das linhas de vilas e favelas. 

Atualmente, 12 linhas (101, 102, 103, 107, 201, 203, 319, 321, 336, 740, 826 e 902) fazem atendimento em dez comunidades da capital. Essas linhas operam com micro-ônibus e vão aonde os ônibus convencionais não conseguem acessar.

O objetivo dessas linhas é acessar aglomerados urbanos da cidade e conectar os moradores dessas regiões a outras linhas convencionais para que eles consigam alcançar toda a cidade. “Desde 2023, as doze linhas de vilas e favelas que operam com micro-ônibus têm tarifa zero. Um exemplo forte que temos é o Aglomerado da Serra, que tem três linhas de vilas e favelas para fazer a conexão dos moradores ao restante da rede de transporte da cidade. As demais linhas têm a tarifa normal, atualmente no valor de R$ 5,75”, afirma Castilho. 

Linhas com numeração antiga ainda circulam  
Algumas linhas não seguem esse padrão de numeração. Mesmo com o atual sistema, das 299 linhas ativas, 31 ainda utilizam o sistema antigo, que não era relacionado à regional e sim aos corredores importantes de ligação da capital. São elas: 1145, 1404A, 1404C, 1502, 1505, 1505R, 1509, 1510, 3301A, 3301B, 3302A, 3302B, 3302D, 3502, 3503A, 4405, 4501, 4801A, 4802A, 5502C, 5503A, 5503B, 5506A, 8001A, SC01A, SC01B, SC01R, SC02A, SC03A, SC04A e SC04B. 

Segundo Castilho, essas linhas que ainda seguem com a numeração anterior, pois são linhas muito antigas e não houve um ambiente adequado para fazer essa reorganização de numeração delas. “A linha 1502 foi criada em 1982. O usuário já está muito habituado com essa numeração e, por isso, que a gente ainda a mantém. Se não há alteração no trajeto ou nenhuma previsão de alteração no atendimento, entendemos que não tem necessidade de mudar o número apenas por mudar. O impacto maior vai ser para o próprio usuário que terá que se readequar sem necessidade, porque pode mais atrapalhar do que auxiliar o usuário que já está utilizando de maneira corriqueira dessas linhas”. 

Em 2023, quatro linhas que operam na Região da Pampulha com a numeração anterior foram renumeradas. As linhas 4403A, 4403C, 4403D e 4410 foram reestruturadas e transformadas nas atuais linhas 5034, 5035 e 5036. “Nessas linhas, não houve apenas alteração no número, nesse caso reestruturamos todo o atendimento. Fazia sentido atualizar a numeração. Em alguns momentos buscamos renumerar essas linhas para deixar um padrão unificado na cidade”, afirma Luís Castilho. 

Padronização das cores e melhorias 
Desde 2017, o município escolheu padronizar as cores dos ônibus com pintura em cinza e azul para os convencionais; verde e cinza no Move; e laranja os suplementares, como uma forma de facilitar a utilização da frota em diversas linhas. “Nos bastidores da operação tem uma série de adequações na frota que são necessárias que uma pintura única facilita, otimizando a operação, reduzindo a frota necessária para cidade, porque o mesmo veículo reserva pode ser reserva em qualquer linha. E isso facilita na operação”, afirma Castilho.  

A mudança não foi apenas nas cores, algumas exigências mudaram nos ônibus que circulam na capital. A frota passou a incluir ar-condicionado, obrigatório desde 2017, e suspensão a ar, garantindo mais conforto e segurança para os usuários. “Hoje grande parte da frota já tem ar-condicionado e também a suspensão a ar que fornece mais segurança para o usuário. Só de 2023 para cá, incluímos mais de 1.000 ônibus na frota, totalizando atualmente 2.723 veículos”, diz o chefe de gabinete da Sumob.   

Antes, com as cores dos ônibus diferentes, alguns usuários utilizavam esse recurso para identificar seu meio de transporte. O atendente de telemarketing Luís Antônio, que utiliza a linha 1280, lembra dessa época e sente falta das cores diferentes. “Na época dos ônibus coloridos era mais fácil. Eu sabia que os amarelinhos rodavam nos bairros e os verdes iam para o Centro”.

A auxiliar de limpeza Geisiane Barbosa também relatou que achava melhor essa época. “Lembro da época que os ônibus tinham cores diferentes e me ajudava a identificar meu ônibus com mais facilidade, era melhor”. 

A recepcionista Alice Barbosa, mora atualmente na Região Noroeste e pega o 9415. Ela relatou que não sabia o porquê de o ônibus ter esse número. “Nunca parei para pensar na numeração do ônibus que pego. Na época que morava em Venda Nova os ônibus tinham cores diferentes e usava bastante o recurso das cores para diferenciar os ônibus que precisava pegar”. 

Para facilitar a identificação dos ônibus, a Sumob tem atualizado os pontos. “A gente tem feito um esforço muito grande em revisar a sinalização dos pontos de ônibus para trazer a informação atualizada para o usuário, sempre destacando o cinza com azul. Só no ano passado foram mais de 200 pontos atualizados, principalmente na área central, para a informação do ponto coincidir com a informação do ônibus e facilitar a identificação do usuário”, afirma Castilho.

Informações: Estado de Minas

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Prefeitura vai destinar R$ 93 milhões a empresas de ônibus da Grande BH para pagar vale-transporte de servidores

domingo, 29 de junho de 2025

Começa a vigorar no próximo domingo (29) um contrato de R$ 93,1 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte com o Consórcio Ótimo, responsável pela bilhetagem eletrônica no transporte público da Região Metropolitana, para o fornecimento de créditos de vale-transporte a cerca de 5,8 mil servidores da administração direta que moram nas cidades vizinhas à capital.

A contratação foi feita sem exigência de licitação e terá vigência de 60 meses, de junho de 2025 a junho de 2030.

A prefeitura explicou, por nota, que o contrato tem respaldo legal. Segundo o município, a lei permite inexigibilidade de licitação em casos de exclusividade, como o do Consórcio Ótimo, único operador autorizado do sistema de bilhetagem eletrônica na Grande BH (leia na íntegra abaixo).

O acordo prevê a cessão dos cartões e a recarga mensal dos créditos eletrônicos em sistema do próprio consórcio. O valor mensal estimado é de R$ 1,55 milhão.

Esse contrato recém-assinado será custeado com recursos de diferentes secretarias municipais, como Educação, Saúde e Planejamento, além da Superintendência de Previdência e da Guarda Municipal. A prestação do serviço é considerada contínua e essencial para garantir o funcionamento das atividades administrativas da prefeitura.

Além dos servidores da administração direta, outras entidades municipais mantêm contratos paralelos com o Consórcio Ótimo para o mesmo fim.

Atualmente, há sete contratos ativos, que atendem órgãos como companhias, empresas e autarquias da capital, como a BHTrans, a Urbel e a Belotur. Juntos, eles somam cerca de R$ 7,3 milhões.

Outros contratos para ônibus municipais
O contrato que começa a vigorar neste final de semana é relativo aos ônibus que fazem a ligação entre as cidades da Região Metropolitana à capital. Além disso, a prefeitura ainda mantém contratos com as empresas que fazem o transporte municipal de Belo Horizonte.

Ao todo, a PBH ainda tem 15 contratos firmados com a Transfácil, consórcio que reúne as empresas do transporte municipal — algumas das prestadoras são as mesmas do serviço metropolitano. Esses acordos são voltados ao vale-transporte dos servidores que só circulam em Belo Horizonte e somam R$ 43,5 milhões.

A prefeitura ainda destina mensalmente, desde 2023, um orçamento para as empresas de ônibus municipal como forma de complementar a remuneração e custear os serviços. Entre janeiro e maio de 2025, o Executivo já destinou R$ 274,6 milhões só com esses subsídios.

O que diz a PBH
"A Prefeitura de Belo Horizonte esclarece que o contrato prevê o fornecimento do vale-transporte por meio do cartão eletrônico a cerca de 5,8 mil agentes públicos vinculados à administração direta e que são usuários do cartão Ótimo. Por se tratar de um serviço de fornecimento contínuo, o contrato possui vigência de 5 anos e tem valor mensal estimado em R$ 1,55 milhão.

Ressalta-se que os valores descritos representam uma estimativa dos gastos com os vales-transportes, sendo que o pagamento efetivo será realizado apenas pelos vales-transportes solicitados durante a vigência do contrato, bem como pelas taxas de serviço aplicadas.

Por fim, o contrato firmado com o Consórcio Ótimo de Bilhetagem Eletrônica foi realizado por inexigibilidade de licitação, com fundamento no inciso I do artigo 74 da Lei Federal 14.133/2021. Tal procedimento se justifica pelo fato de o referido consórcio deter, em regime de exclusividade, a geração, distribuição, comercialização, operacionalização e resgate dos cartões e créditos eletrônicos referentes ao valor das passagens do serviço de transporte coletivo da Região Metropolitana de Belo Horizonte."

Informações: g1 Minas

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Na Grande BH, Estado lança novos ônibus para trabalhadores da Cidade Administrativa

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Uma nova linha de ônibus gratuita para acesso dos servidores estaduais à Cidade Administrativa e uma frota renovada, com veículos mais modernos e confortáveis. É o que promete o Governo de Minas para trabalhadores da sede estadual. As mudanças começaram na segunda-feira (23/6).

A Linha 03 fará o deslocamento entre a Pampulha e a Cidade Administrativa para todos os servidores que estiverem portando crachá. 

Serão três horários na parte da manhã, saindo da Pampulha sentido Cidade Administrativa, às 6h25, 7h35 e 8h40; e três à tarde, saindo da CA sentido Pampulha às 16h10, 17h15 e 18h20. O ponto de ônibus fica em frente à entrada da Estação Pampulha.

A frota de ônibus com 16 veículos também foi toda renovada, com a substituição dos antigos ônibus por veículos mais modernos e confortáveis. Os veículos contam com ar-condicionado, televisores e assentos novos, e com a mesma acessibilidade que os anteriores.

Além da Linha 03, há também as linhas 01 e 02, que fazem o transporte de servidores da Estação Vilarinho até a Cidade Administrativa, e o deslocamento interno de visitantes e servidores. O público dos ônibus inclui todas as 10 mil pessoas que circulam diariamente pela Cidade Administrativa.

“A Intendência da Cidade Administrativa busca diariamente proporcionar ao servidor do Estado um ambiente de trabalho acolhedor e agradável. A nova linha atende uma demanda antiga dos usuários, de facilitar o acesso ao complexo. A troca de ônibus cumpre a legislação estadual e traz mais conforto para os servidores em seu deslocamento”, afirma a intendente Marilene Bretas.

Informações: Estado de Minas

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Estação Pampulha incrementa bicicletário com implantação de 30 novos paraciclos

A Prefeitura de Belo Horizonte implantou um novo bicicletário na Estação Pampulha, com 30 novos paraciclos, o que permite até 60 bicicletas estacionadas ao mesmo tempo. O objetivo é oferecer mais infraestrutura aos ciclistas e promover a conexão entre a utilização da bicicleta e os meios de transporte de massa, como ônibus e metrô.

O paraciclo é o equipamento individual usado para estacionar bicicletas, e o conjunto deles forma um bicicletário. Atualmente, a cidade conta com 1.020 dispositivos espalhados por pontos estratégicos de grande circulação, como parques, centros culturais, prédios públicos e estações de transporte coletivo.

Recentemente, a BHTrans implantou bicicletário na Estação São Gabriel, com a instalação de 30 novos paraciclos. Ainda neste ano há previsão de um novo bicicletário na Estação Diamante (Barreiro), além de dois na Estação Vilarinho (Venda Nova), viabilizados por medidas compensatórias junto ao Shopping Estação.

Pedala BH

Há mais de 30 anos, a PBH investe em condições para que a bicicleta seja utilizada de forma mais segura e eficiente, especialmente nos deslocamentos de curta distância. Desde o início da implantação do Programa Pedala BH, em 2011, foram instalados paraciclos por toda a cidade.

A expansão da rede de paraciclos atende demandas por toda a cidade, como em pontos de comércios, universidades, teatros, praças e estações do Move, onde o usuário da bicicleta tem a oportunidade de fazer a conexão modal com os ônibus.

Bicicletas elétricas

A implantação de sistemas de compartilhamento de bicicletas é uma iniciativa para aumentar os deslocamentos e incentivar sua utilização pela cidade. Os equipamentos compartilhados estão em consonância com as diretrizes do Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (PlanMob-BH), construído em conjunto com a sociedade civil.

Belo Horizonte conta com 51 estações de bicicletas elétricas compartilhadas, com 500 bikes disponíveis, sendo 34 estações na área central e 17 na região da Pampulha. O projeto é uma parceria da Prefeitura com a empresa Tembici e patrocínio da Estácio, que considerou a topografia da capital para implantar o primeiro sistema com estações fixas e 100% de bicicletas elétricas da América Latina.

Todos os pontos de instalação foram estabelecidos por meio de pesquisas e avaliações conduzidas por técnicos da Tembici e da Prefeitura, que consideraram fatores como a proximidade de ciclovias e a demanda da população. As estações estão sendo implantadas para conectar diferentes modais, próximas a importantes conexões com o transporte público, estações do Move e do metrô.

Ciclovias e ciclofaixas

Belo Horizonte conta atualmente com 108 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. Somente em 2024, foram implantados 8,8 quilômetros de novas vias cicláveis e requalificados 24 quilômetros de trechos já existentes.

A BHTrans também apresentou ao PAC 2023 projetos para a implantação de mais 66,84 quilômetros de ciclovias, que aguardam liberação de recursos.

Informações: Prefeitura de Belo Horizonte

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Diminuir controle de concessionárias é chave para melhora dos ônibus de BH

quarta-feira, 28 de maio de 2025


Acordar 4h15 da manhã todos os dias para conseguir chegar a tempo na aula que começa às 7h30. Essa é a rotina relatada por Vinicius Venades durante audiência pública da Comissão Especial de Estudos sobre Contratos de Ônibus, nesta terça-feira (27/5). O relato representa a realidade de muitos trabalhadores e estudantes que utilizam transporte público em Belo Horizonte e precisam sair horas mais cedo do que seria necessário, não fosse o trânsito caótico e a precariedade do transporte coletivo. Na reunião, os convidados debateram sobre a atual ineficiência do sistema de mobilidade urbana em BH e como o novo contrato de concessão do transporte coletivo, que deve ser celebrado em 2028, pode mudar isso. Uma das soluções sugeridas foi a divisão da licitação em várias partes, em que entes diferentes seriam responsáveis por uma etapa menor da operação de trânsito, facilitando o controle e fiscalização. A tarifa zero, que faz parte do texto do Projeto de Lei 60/2025, também foi citada como positiva. Para o urbanista e professor da UFMG Roberto Andrés, a reformulação do contrato de ônibus e o PL 60/2025 “podem fazer de BH um exemplo de gestão de transporte público e de forma de oferecimento desse sistema para a sociedade”.

Poder na mão de poucos

André Veloso, do Movimento Tarifa Zero e pesquisador do transporte coletivo em Belo Horizonte, apresentou um breve histórico sobre o uso de ônibus na cidade e falou também sobre as empresas concessionárias, que, segundo o convidado, têm de 60 a 70 anos e historicamente são passadas por gerações de pais para filhos. Atualmente, essas organizações são responsáveis por toda a operação de trânsito, controlando garagens, sistema de bilhetagem, frota, funcionários e funcionamento. Para André, isso impede qualquer controle social por parte da população, já que a empresa tem o poder de parar com todo o serviço oferecido.

“A premissa é combater o poder econômico das empresas de ônibus, diminuindo o objeto pelo qual ela é responsável” , reforçou o convidado.

Para André, a prefeitura deveria assumir o controle sobre as garagens e a bilhetagem eletrônica, terceirizando somente a frota e a operação nas ruas, mas com licitações diferentes. O professor da UFMG Roberto Andrés corroborou a fala, afirmando que a maneira como foi organizada a gestão e a licitação de ônibus no Brasil foi extremamente danosa para o bem público, possibilitou a formação de cartéis e deu muito poder às empresas. Para o urbanista, a melhor prática também seria “quebrar as licitações”.

Mais inclusão e eficiência

Vinicius Venades, que faz parte do Conselho Municipal de Juventude de Belo Horizonte, trouxe dados de pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostra que um terço da população belo-horizontina gasta em média duas horas de casa ao trabalho e 8% gasta mais de três horas. Além disso, segundo Vinícius, a passagem de ônibus de Belo Horizonte é a mais cara da região sudeste. Ele denuncia que, mesmo com o valor alto, a população encontra um serviço de baixa qualidade, com veículos quebrados, atrasos, superlotação e motoristas que não têm boas condições de trabalho, quase sempre mal-humorados. Vinícius completou ainda que, apesar de garantidas por lei, as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência não são cumpridas, com falta de elevadores e cintos de segurança para cadeirantes, por exemplo.

Roberto Andrés também falou sobre a necessidade de melhorar a inclusão em relação ao preço das passagens. Segundo o professor, a tarifa zero é uma tendência que acontece no Brasil, já adotada em 135 cidades, e que quem não perceber “vai ficar para trás”. Para ele, não adianta ter um bom transporte com a tarifa atual, que exclui grande parte da população. O professor elogiou o PL 60/2025, que traz a proposta da criação do Fundo Municipal de Melhoria da Qualidade e Subsídio ao Transporte Coletivo (FSTC) e da instauração da gratuidade nas tarifas. Ele destacou que BH pode ser a primeira capital a implementar a tarifa zero em todo o seu sistema de ônibus e que “isso pode ficar para a história”.

Rudson Paixão (Solidariedade) disse que espera que o novo contrato possa ser mais acessível, olhar para todas as pessoas, com  interesse público e não só privado e que possa ser “um contrato construído por várias mãos”. Helton Junior (PSD) esclareceu que os vereadores não têm o poder de fazer um novo contrato, mas podem dar contribuições valiosas ao Executivo. E acrescentou que seguirão trabalhando para fazer com que a voz da população seja ouvida.

“Precisamos que a sociedade reclame do transporte, faça sugestões, faça críticas e isso seja absorvido pelo poder público da maneira como deve”, manifestou-se Helton Junior. 

Apesar de convidados, representantes do Poder Executivo não compareceram à audiência.

Superintendência de Comunicação Institucional

Informações: Câmara de Vereadores de BH

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Governo de Minas entrega 78 novos ônibus metropolitanos em Ribeirão das Neves

quarta-feira, 2 de abril de 2025

O Governo de Minas entregou, nesta quarta-feira (2/4), 78 novos ônibus para as linhas metropolitanas que atendem Ribeirão das Neves e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), dando continuidade à renovação da frota de transporte público. Até o momento, mais de 500 novos veículos já estão em circulação em toda a RMBH.

A entrega faz parte do acordo firmado em setembro de 2024 entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), com intermediação da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG).

"É com grande satisfação que celebramos hoje a entrega de 78 novos ônibus para Ribeirão das Neves, um marco importante para a mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Sabemos que a mobilidade é um dos pilares para o desenvolvimento social e econômico do nosso estado e a renovação da frota é um passo fundamental para garantir mais conforto e dignidade aos usuários do transporte coletivo", destacou a diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH), Ilce Rocha.

Renovação da frota

Com a entrada dos novos veículos, a idade média da frota da RMBH, composta por 2,4 mil ônibus, será reduzida de 11 para 6 anos até o final de 2025.

Os veículos estão circulando em linhas que atendem diversos municípios da RMBH, como Contagem, Santa Luzia, Vespasiano, Nova Lima, Sabará, Betim, Lagoa Santa, Ibirité e Ribeirão das Neves.

A alocação dos novos ônibus foi definida com base em critérios como a idade dos veículos substituídos, número de reclamações e volume de passageiros transportados.

Até o final de 2025, 850 novos veículos estarão em atividade. Ao todo, o projeto prevê investimentos de R$ 382 milhões, destinados a reequilibrar os contratos do transporte coletivo devido aos impactos da pandemia.

Informações: Agência de Minas

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Governo de Minas entrega 32 novos ônibus metropolitanos em Nova Lima

domingo, 30 de março de 2025

O Governo de Minas Gerais avança na renovação da frota de transporte público da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) com a entrega de 32 novos ônibus para atender às linhas que operam em Nova Lima, Raposos e Rio Acima. Até o momento, mais de 500 veículos novos já estão circulando por toda a RMBH. 

Essa entrega faz parte do acordo firmado em setembro de 2024 entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), com intermediação da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG).

Os novos veículos representam um grande passo para a modernização do transporte público da Grande BH.

“Estamos promovendo a maior renovação da frota da história do transporte metropolitano, trazendo mais modernidade, agilidade e conforto para os passageiros. Com os novos veículos, vamos reduzir a idade média da frota e oferecer uma experiência melhor para quem utiliza o transporte público. Essa é uma conquista importante para toda a população da Região Metropolitana”, destacou o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.

Renovação da frota

Com a entrada dos novos veículos, a idade média da frota da RMBH, composta por 2,4 mil ônibus, será reduzida de 11 para 6 anos até o final de 2025. 

Os novos veículos estão circulando em linhas que atendem diversos municípios da Região Metropolitana, como Contagem, Santa Luzia, Vespasiano, Nova Lima, Sabará, Betim, Ibirité e Ribeirão das Neves.

A alocação dos novos ônibus foi definida com base em critérios como a idade dos veículos substituídos, número de reclamações e volume de passageiros transportados.

Até o final de 2025, 850 novos veículos estarão em atividade. Ao todo, o projeto prevê investimentos de R$ 382 milhões, destinados a reequilibrar os contratos do transporte coletivo devido aos impactos da pandemia.

Informações: Agencia BH

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Governo de Minas entrega 64 novos ônibus metropolitanos em Ibirité

domingo, 16 de março de 2025

O Governo de Minas Gerais avança na renovação da frota de transporte público da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) com a entrega de 64 novos ônibus para atender às linhas que operam em Ibirité e região. Até o momento, 426 veículos novos já estão circulando em toda RMBH.

A entrega faz parte do acordo firmado em setembro de 2024 entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), com intermediação da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG).

Os novos veículos representam um grande passo para a modernização do transporte público na RMBH, reforçando o compromisso do Governo de Minas em oferecer serviços de qualidade à população.

Como explica o secretário de Infraestrutura, Pedro Bruno, promover a renovação da frota do transporte metropolitano vai garantir mais dignidade e melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.

“Vivemos na RMBH, o terceiro maior aglomerado urbano do Brasil, e o que mais perdemos é tempo no trânsito. Por isso, seguimos avançando com a entrega de novos veículos, a expansão do metrô e a criação de corredores exclusivos para ônibus, com o objetivo de transformar a mobilidade da RMBH e oferecer um transporte mais eficiente à população”, destacou.

Renovação da frota

Com a entrada dos novos veículos, a idade média da frota da RMBH, composta por 2,4 mil ônibus, será reduzida de 11 anos para seis até o final de 2025.

Os 426 novos veículos estão circulando em linhas que atendem diversos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem, Santa Luzia, Vespasiano, Nova Lima, Sabará, Betim, Ibirité e Ribeirão das Neves.

A alocação dos novos ônibus foi definida com base em critérios como a idade dos veículos substituídos, número de reclamações e volume de passageiros transportados.

Até o final de 2025, 850 novos veículos estarão em atividade em toda a RMBH. Ao todo, o projeto prevê investimentos de R$ 382 milhões, destinados a reequilibrar os contratos do transporte coletivo devido aos impactos da pandemia.

Informações: Governo de Minas

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