No Recife, Motoristas paralisam operações de BRTs por mais segurança

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Motoristas e cobradores de ônibus impediram a entrada e a saída dos veículos Bus Rapid Transit (BRTs) em quatro terminais integrados localizados na Região Metropolitana do Recife durante a tarde desta terça-feira (8). O ato foi realizado nos terminais Pelópidas Silveira, em Paulista; Igarassu; Abreu e Lima e PE-15, em Olinda. De acordo com passageiros que estavam no local, o protesto foi contra os assaltos frequentes nos veículos.
Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, a manifestação iniciada por volta das 14h30 foi finalizada às 17h. O órgão informou, ainda, que a paralisação afetou apenas os ônibus do tipo BRT.

Durante a paralisação, as entradas e saídas dos terminais foram fechadas por motoristas e cobradores. “Alguns passageiros também aproveitaram para protestar contra a insegurança”, conta o auxiliar de escritório Otoniel Nascimento, que estava no Terminal Integrado Pelópidas Silveira no momento do ato. Segundo o passageiro, ônibus convencionais também foram impeditos de sair do local.

Em nota, o comando do 17º Batalhão da Polícia Militar informou que o policiamento na área em questão é de responsabilidade da Patrulha do Bairro, que realiza rondas na região, diuturnamente, contando ainda com o apoio do motopatrulhamento e do Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI). A PM disse que ainda conta com uma dupla no policiamento a pé e reforço em guarnições nos horários de picos no terminal.

Informações: G1 PE
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Trem-bala em construção na China vai chegar a insanos 600 km/h

Um novo trem-bala em construção pela estatal chinesa The China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) promete levar o transporte público a um nível completamente diferente no território do país. Isso porque o veículo será um maglev (os famosos trens movidos em trilhos magnéticos) capaz de se deslocar a velocidades máximas de 600 km/h – quase duas vezes a velocidade dos veículos do gênero disponíveis por lá.

Segundo o site China Daily, os novos maglevs estariam atualmente sendo preparados para testes pela companhia (que é a maior do ramo em todo o mundo, vale notar). Obviamente, com um veículo tão rápido, não deve ser surpresa descobrir que a pista necessária para a viagem dos testes terá “modestos” 5 km de comprimento, quando estiver pronta.

Ainda mais projetos na manga
Achou que esse era o único veículo em desenvolvimento pela CRRC? Nem pensar. Junto disso, a empresa também está fazendo testes com um maglev um pouco mais lento, com velocidade máxima de apenas 200 km/h. Este vem com o objetivo de trazer novos padrões domésticos de tecnologias e sistemas da nova geração de trens maglev.

Outro dos projetos em desenvolvimento pela empresa, vale notar, é o de trens de alta velocidade trans-continentais com velocidades de até 400 km/h, mas que também podem alternar entre diferentes vias do trajeto.

É claro que isso, no fim das contas, dificilmente vai afetar nossas vidas em território brasileiro, onde a tecnologia maglev não é mais do que um sonho. Mas convenhamos que isso nos dá esperanças de que, no futuro, o transporte público ao redor do mundo se torne rápido e eficiente assim.

Informações: Tecmundo
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Estudo mapeia uso do transporte público nas cidades

Parece ser inevitável que as grandes cidades caminhem na direção de estruturar a mobilidade urbana com foco no transporte público. E uma boa maneira de estimar a acessibilidade ao transporte de massa é conhecer o número de pessoas que moram ou deveriam morar a distâncias inferiores a mil metros de conexões com transporte rápido de qualidade.

Em função disso, foi criado o índice PNT (People Near Transit). O indicador poderá ajudar os planejadores a visualizar onde novas linhas de transporte devem ser implantadas, monitorar a evolução e o comportamento das linhas existentes, além de ser um parâmetro de comparação entre cidades.

O desenvolvimento do PNT permitiu importantes descobertas acerca da correlação entre crescimento urbano e acessibilidade ao transporte.

Uma delas diz respeito à comparação entre o município e sua região metropolitana. Nesta última, existe uma queda significativa na acessibilidade ao transporte, na média aproximada de quase metade quando comparada ao município. Isso indica que a expansão urbana está ocorrendo com velocidade maior que o necessário investimento em transporte.

O ITDP (Institute for Transportation and Development Policy) acaba de publicar um estudo comparativo, e também de avaliação, dos PNT de 26 cidades e suas respectivas regiões metropolitanas. Entre elas, estão as brasileiras São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, além de Paris, Londres, Nova York, Seul, Beijing, Jacarta, Buenos Aires e Joanesburgo, permitindo, assim, alcançar uma visão global dessa questão.

Segundo o estudo, a cidade com o maior percentual de pessoas localizadas a menos de mil metros das conexões com transporte de massa é Paris, com 100%, seguida por Barcelona (99%), Madrid (92%) e Londres (91%).

Das cidades brasileiras pesquisadas, Rio de Janeiro apresentou 47%, Belo Horizonte 28%, São Paulo 25% e Brasília 17%.

Cabe destacar que entre as cidades sul-americanas pesquisadas, Quito e Buenos Aires apresentaram 41% e 65%, respectivamente.

Esses resultados nos permitem avaliar as condições de acessibilidade ao transporte de massa nas cidades brasileiras, em comparação com o mundo inteiro, ficando clara a distância de parâmetros razoáveis, mostrando que há muito a fazer nesse sentido.

Outra conclusão importante do estudo foi a correlação entre os maiores percentuais de PNT e as cidades com maiores densidades populacionais. Embora essa tendência não seja completamente linear, esse efeito é especialmente notado nos extremos.

Interessante notar que, nos países mais desenvolvidos, a diferença dos percentuais de PNT entre o município e sua região metropolitana é maior do que nos países em desenvolvimento. Os dados também mostram que existem mais pessoas vivendo nas regiões metropolitanas do que no município central e, portanto, os moradores do entorno das grandes cidades convivem com maior deficiência de acessibilidade ao transporte de massa.

O estudo avaliou ainda, nas cidades brasileiras pesquisadas, a relação entre PNT e renda, demonstrando que as pessoas com menor renda têm menos acesso ao transporte de massa. Nas regiões onde a renda das pessoas é superior a quatro salários mínimos, o PNT é, em média, três vezes superior ao das regiões onde a renda é igual ou inferior a um salário mínimo.

Enfim, temos ao nosso alcance um relevante indicador de acessibilidade ao transporte de massa, que pode ser usado como importante meio de aferir a equidade social, no que tange à mobilidade. 

Informações: Folha de SP
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