Prefeitura apresenta projeto do BRT em João Pessoa

sábado, 30 de agosto de 2014

Conforto, comodidade e eficiência. Estas são algumas das vantagens do BRT (Bus Rapid Transit), que está sendo implantado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). O sistema consiste em um “metrô sobre rodas” e está em fase de licitação. O projeto foi apresentado nesta sexta-feira (29), no Paço Municipal, pelo prefeito Luciano Cartaxo e pelo secretário de Planejamento, Rômulo Polari.

A obra, que conta com recursos do Governo Federal, através do Ministério das Cidades, o PAC 2 – Grandes Cidades/Programa de Mobilidade, está orçada em cerca de R$ 188 milhões e, segundo Luciano Cartaxo, vai revolucionar o conceito de mobilidade em João Pessoa. “Haverá mais conforto, acessibilidade e eficiência nos transportes públicos. Isso vai estimular as pessoas a deixarem o carro em casa e irem trabalhar de ônibus”, disse.
Segundo o secretário de Planejamento, Rômulo Polari, o projeto consiste na construção de cinco corredores por onde o BRT deve trafegar. São eles: Cruz das Armas, 2 de Fevereiro, Epitácio Pessoa, Pedro II e o Corredor Central da cidade. “Os BRTs terão tudo o que o usuário precisa: conforto, eficiência e comodidade”, destacou.​

O secretário adiantou também que o sistema de tráfego do BRT, quando concluído, ficará online para a população poder acessá-lo, desde que possua um aparelho celular com internet. Segundo Polari, os BRTs deverão, inclusive, gerar uma mudança cultural para os pessoenses no que diz respeito à mobilidade urbana. “Vamos oferecer eficiência no tráfego, através de corredores exclusivos para os BRTs, pois não haverá interferência de outros transportes, que reduzirá de 40% a 50% o tempo gasto no trajeto. Esperamos que este seja um fator determinante para reduzir o transporte individual na cidade, com a opção pelo transporte coletivo de qualidade”, ressaltou.

Rômulo Polari frisou, ainda, que esta é uma gestão com um objetivo de metas e ações que está sendo cumprido fielmente, em todas as suas proposições, a exemplo do BRT, da reurbanização do Bairro São José e da Lagoa, do Parque Casa da Pólvora e da reforma da Cidade Antiga.

O projeto dos corredores - O corredor da Área Central englobará os bairros do Centro, Tambiá, Varadouro e Trincheiras. Ele contará com um Terminal de Integração Intermodal para o sistema metropolitano. A proposta para integração dos sistemas consiste na construção de uma nova área ao lado do Terminal Rodoviário, para integrar não só as linhas urbanas, mas também as intermunicipais. No Varadouro, ao lado do Terminal Rodoviário, será construído um terminal metropolitano que abrigará todas as linhas de João Pessoa e linhas intermunicipais, interligado ao sistema ferroviário.

O corredor de Cruz das Armas terá seu terminal de integração nas proximidades do Viaduto de Oitizeiro. Será feita a duplicação da avenida no trecho pertencente ao bairro Oitizeiro, transformando-a em pista dupla com canteiro central. Será executada a construção de estações de parada de ônibus com faixa exclusiva junto ao canteiro central ao longo de toda a avenida e investimento em vias paralelas para a circulação mista de veículos, já que na avenida principal será apenas uma via em cada sentido.

No corredor Pedro II, o terminal de integração construído pela Prefeitura servirá de convergência das linhas quando saem dos bairros, nas proximidades da Cehap; contará com estações de parada de ônibus e de faixa exclusiva ao longo das Avenidas Rodrigues Alves, Sérgio Guerra e Walfredo M. Brandão. Serão efetuados investimentos em vias paralelas para a circulação mista de veículos.

No Corredor Epitácio Pessoa será feita a implantação de uma faixa exclusiva e prioritária para o transporte público junto ao canteiro central. Duas faixas serão destinadas para o tráfego misto. Serão feitas ainda a construção de estações de parada de ônibus junto ao canteiro central e implantação de bicicletários nas imediações das estações. A faixa junto ao canteiro central será exclusiva para ônibus e existirão também linhas expressas. Ou seja, uma linha sai do centro da cidade e irá até Mangabeira sem parar em nenhum semáforo. Haverá um sistema de comunicação que informará aos usuários a proximidade dos ônibus e quanto tempo levará para chegar o próximo, com isso, o usuário terá a informação precisa do horário de chegada de seu transporte.

E para o corredor 2 de Fevereiro, haverá a construção de um viaduto na interseção da BR-230 com a Rua Valdemar Naziazeno, interligando os bairros Cristo Redentor e Ernesto Geisel, além da construção de um terminal de integração nas imediações do Estádio Almeidão e investimentos nas vias que compõe o corredor para melhorar a velocidade do ônibus.


O BRT – Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por ônibus é um sistema de transporte coletivo de passageiros que proporciona mobilidade urbana rápida, confortável, segura e eficiente por meio de infraestrutura segregada com prioridade de ultrapassagem, operação rápida e frequente, proporcionando excelência no serviço ao usuário.

O sistema BRT não propõe apenas uma mudança na frota ou na infraestrutura do transporte público coletivo. Mas sim um conjunto de mudanças que juntas formam um novo conceito de mobilidade urbana. A implementação de sistemas de trânsito de alto desempenho, eficientes e ecologicamente sustentáveis consta mundialmente da agenda política de planejadores urbanos e ambientais.

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Prefeito de BH admite carências do transporte e trânsito

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) falou na manhã desta sexta-feira no Seminário Diálogos Capitais Metrópoles Brasileiras Mobilidade – Modelo de Transporte Público para o Brasil – sobre as carências e necessidades de Belo Horizonte em infraestrutura para os próximos anos. Ele admitiu que a capital não acompanhou a demanda pelo transporte público, por isso amarga congestionamentos e baixa qualidade de vida. 

Segundo Lacerda, com 2,5 milhões de habitantes, BH precisa de um investimento de R$ 43 bilhões para infraestrutura, sendo 24 bilhões deste dinheiro para a mobilidade urbana. “É um recurso necessário para o desenvolvimento adequado do transporte urbano. BH tem hoje um serviço de transporte que não é de excelente qualidade, mas na comparação com outras capitais é um dos melhores do Brasil. Obviamente precisa de investimento e este é o desafio”, afirma. 

Para o prefeito, aliado ao investimento, outra tarefa desafiadora é o planejamento urbano integrado na região metropolitana, que tem hoje 6 milhões e habitantes. “BH tem uma governança metropolitana integrada que é boa, que segura a deterioração do espaço urbano. Mas, este planejamento metropolitano com cidades vizinhas é sempre necessário”, disse. 

Lacerda ainda disse que BH teve em 10 anos um desenvolvimento acelerado das frotas de automóveis nas ruas e por outro lado, a estrutura viária não teve grande expansão. Segundo ele, o transporte público não acompanhou a demanda e com isso a cidade registra congestionamentos e baixa qualidade de vida. 

No entanto, o prefeito disse que a administração municipal está atenta a todos esses quesitos e vem trabalhando desde 2009 com a Conferência Municipal de Política Urbana, que representou um avanço. Para ele, o evento ajudou a frear um pouco a verticalização desordenada e com a conferência deste ano – que está para ser votada na Câmara – será possível traçar melhor planejamento da mobilidade. 

PlanMob

De acordo com Lacerda, o Plano Diretor de Mobilidade Urbana (PlanMob) mostrou que de 2002 para 2012 o número de viagens em coletivos passou de 43,7% para 23,6%, enquanto o transporte individual passou de 28,4% para 34,8%. É claro que este segundo dado inclui bicicletas e motos, mas grande parte reflete o aumento da frota de automóveis. Outro dado do PlanMob é a baixa velocidade média no transporte coletivo, problema que para o prefeito, precisa ser estancado. 

O PlanMob prevê investimento para avanços até 2020. Os corredores de BRT Move devem chegar a 160 quilômetros na capital e o metrô a 60 quilômetros de extensão. O plano também prevê outros 100 vias com faixas exclusivas de ônibus no modelo que foi implantado na Avenida Dom Pedro II. 

Tarifa

O desejo da população de isenção de tarifas no transporte público vai ficar no sonho. O prefeito disse que não é possível a gratuidade para todas as pessoas, pois atualmente o benefício já representa de 5% a 20% do total de passagens. “O tesouro municipal não tem recurso para subsidiar em 100% o transporte público”, disse Lacerda. 

Evento

O seminário de hoje é um evento da série Diálogos Capitais Metrópoles Brasileiras, dessa vez com o assunto Mobilidade – Modelo de Transporte Público para o Brasil. Entre os palestrantes estão André Rodrigues de Oliveira, gerente de produtos para os Sistemas de Ônibus Urbanos da Scania Latin América; Luiz Carlos Mantovani Néspoli, superintendente da ANTP-Associação Nacional de Transportes Públicos; Ermínia Maricato, urbanista Faculdade de Arquitetura de Urbanismo da USP e ex-Secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano de São Paulo; Ramon Victor Cesar, Presidente da BHTrans e Guilherme Narciso de Lacerda, Diretor das Áreas de Infraestrutura Social, Meio Ambiente e Agropecuária e Inclusão Social do BNDES.

Por Luana Cruz e Valquiria Lopes
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Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo abre neste sábado

Depois de vários atrasos, a Linha 15-Prata do Metrô, em forma de monotrilho, abrirá pela primeira vez ao público às 10h deste sábado, 30.

Trata-se do sexto ramal do sistema metroviário paulista, inaugurado em 1974 e que hoje conta com 75,5 km de comprimento e 65 paradas - ainda pequeno para o porte da capital paulista, uma das maiores cidades do mundo.

Contudo, as duas estações entregues no fim de semana (Vila Prudente e Oratório) só funcionarão aos sábados e domingos e em horário restrito, das 10h às 15h.

A operação durante as primeiras semanas não será convencional. Ou seja, os trens do monotrilho rodarão com intervalos grandes e só quando houver um número específico de passageiros interessados em conhecer o novo sistema.

Por isso, pessoas interessadas em utilizar os 2,9 km desse primeiro trecho como meio de transporte para compromissos devem se preparar para viagens mais demoradas do que o normal.

Entre ambas as paradas, o percurso, em um elevado de cerca de 15 metros de altura sobre a Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente, na zona leste, será feito em um tempo médio de 4 minutos.

Uma ciclovia construída embaixo da obra também será entregue no sábado.

Quem quiser conhecer a Linha 15-Prata do Metrô não vai precisar pagar passagem enquanto a operação for assistida. A previsão da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos é que o trecho passe a funcionar normalmente em outubro.

Nesse momento, haverá integração com a Linha 2-Verde do Metrô, na Estação Vila Prudente.

Quando o ramal estiver completo terá 26,6 km de comprimento e 18 estações, até a Cidade Tiradentes, também na zona leste. A linha custará R$ 6,4 bilhões para ser construída. As obras ali se iniciaram em 2010.

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