Faixa exclusiva para ônibus causa dúvidas entre motoristas de Curitiba

domingo, 22 de junho de 2014

A nova faixa exclusiva para ônibus ainda causa muitas dúvidas para os motoristas que trafegam pela Rua XV de Novembro, em Curitiba. A via é de uso compartilhado, mas a faixa dos ônibus não pode ser usada pelos demais veículos. O objetivo é aumentar a velocidade média de 11 linhas que passam pela rua e que atendem, diariamente, a 45 mil pessoas.

Essa faixa é a primeira instalada na cidade. Em outras ruas de Curitiba, há as canaletas de ônibus, onde o espaço dos coletivos é separado por uma calçada, evitando confusões entre os motoristas.

Em função disso, muitos motoristas acabam usando a faixa como se fosse preferencial para os ônibus, não exclusiva. Eles invadem o espaço, para tentar evitar o trânsito mais intenso nas demais faixas.

Outra dúvida é sobre como fazer conversões à direita. Como a via exclusiva usa a faixa da direita, os motoristas têm receio de fazer as curvas, pois podem cortar a frente dos ônibus. Na verdade, a forma correta é usando um trecho seccionado, onde é possível usar a faixa dos ônibus apenas para entrar nas ruas à direita.

De acordo com o presidente da Urbs, Roberto Gregório, nos próximos dias deve ocorrer uma campanha de esclarecimento para os motoristas, com o objetivo de tirar as dúvidas em relação à nova faixa. “A nossa ideia agora é intensificar o trabalho de esclarecimento, de orientação, o papel educativo de uma forma geral, para na sequencia a faixa entrar em plena operação”, explica.

Após o período de esclarecimentos, a fiscalização na Rua XV de Novembro deverá ser iniciada. A partir daí, quem for flagrado usando a faixa de forma irregular estará sujeito a multa de R$ 53,00, além de três pontos na carteira de habilitação.

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Após acordo, Greve de ônibus é descartada em Goiânia

Motoristas do transporte coletivo que atuam na Grande Goiânia decidiram neste domingo (22) aceitar a proposta de reajuste salarial oferecida pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp). O aumento de 9% nos vencimentos e 20% no vale-refeição ficou acordado em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Goiás (Sindittransporte) - que representa oficialmente a categoria. Com isso, o indicativo de greve do setor, aprovado há uma semana, foi descartado.

As negociações se arrastavam há mais de um mês. Inicialmente, a categoria pediu um acréscimo de 15% no salário e 35% no ticket. Após várias reuniões entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, o Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou ao valor de a 10% no salário e 23% no ticket, proposta aceita pela categoria. Porém, acabou valendo a contraproposta feita pelo Setransp.

Apesar do acerto, o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) - órgão extraoficial dos trabalhadores - disse que um "sacrifício" foi feito para que se chegasse ao final das discussões.
"O valor é baixo, mas aceitamos pensando no apoio que recebemos do MPT e da população", afirmou ao G1 o advogado do Sindicoletivo, Nabson Santana Cunha. Segundo ele, cerca de 250 trabalhadores compareceram à assembleia.

Cunha também afirmou que não houve uma deliberação quanto a volta do serviço de manobra, que é o transporte do funcionário no final do expediente durante a madrugada. O Setransp havia sinalizado com uma forma mais ampla desse expediente, atendendo também usuários e não só motoristas. Desta forma, os passageiros teriam transporte coletivo disponível 24 horas por dia.
"Esse proposta não atende os trabalhadores. Eles querem o serviço da forma como era feito ou uma ajuda de custo. Primeiro porque os veículos não vão fazer o mesmo percurso que antes e segundo que, desta forma, os trabalhadores pode descer longe de suas casas, o que os colocariam em risco. Vamos continuar lutando por isso e entrar com uma ação coletiva para obter esse benefício", salientou.

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Monotrilho vai ligar rodoviária de Belo Horizonte à Cidade Administrativa

Foi lançado na Cidade Administrativa, o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção de um transporte leve sobre trilhos que deverá ligar a rodoviária de Belo Horizonte à Cidade Administrativa e ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. Na PMI, empresários, técnicos e interessados em geral podem sugerir a melhor alternativa de transporte público. O procedimento será concluído em até 120 dias. 

Nesse período o governo decidirá qual o melhor meio de transporte. Os interessados devem entregar os estudos, com especificações do melhor traçado, tecnologia, entre outros, em até 45 dias. Em seguida, o projeto será analisado e um projeto executivo, com base no modal escolhido, será feito. Somente depois disso é que será aberta licitação para uma Parceria Público-Privada (PPP). “Eu espero que, até dezembro, possamos avançar, naturalmente sem prejuízo da qualidade do que deve ser colhido como sugestão para aprimorar o projeto e da sua concepção do ponto de vista técnico e de engenharia”, afirmou o governador Alberto Pinto Coelho (PP).

A exigência é que o projeto seja de um transporte sobre trilhos, que possua capacidade de transporte média/alta, ou seja, que possa levar mais pessoas do que outros tipos de modais. Ele deverá ser integrado com o sistema rápido por ônibus da capital, o BRT/Move, e o metrô. 

As principais apostas do governo são o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), espécie de trem elétrico de superfície em implantação na capital carioca, ou o monorail, mais conhecido como monotrilho, sistema de trem elevado como está sendo construído em São Paulo. O investimento será detalhado no PMI, mas gira em torno de US$ 1 bilhão. 

Para o governador, a ligação entre o novo modal e os outros meios de transporte é importante. “O traçado, tudo isso tem que ser pensado meticulosamente e, naturalmente, temos que desenvolver uma modelagem que leve em consideração a equação econômica do projeto, o volume de investimentos e seja atrativo para os investidores. Mas, a exemplo de outras iniciativas de Parcerias Público Privadas no Estado, essa será mais uma iniciativa exitosa e importante, certamente aí considerando a interligação com outros modais, pensando no BRT, no metrô”, destacou.

(Com informações de Flavia Ayer e João Henrique do Vale)
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