Sem acordo, Greve de ônibus continua nesta terça-feira na Grande BH

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A reunião entre representantes dos trabalhadores do transporte coletivo e do sindicato patronal na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, terminou sem acordo. Um novo encontro, de conciliação, foi marcado pelo Tribunal Regional do Trabalho para esta terça-feira às 16h30. Como não houve acerto em patrões e empregados, a greve de ônibus vai continuar. 

O encontro de mediação, que foi pedido pelos patrões, começou por volta das 15h40. Durante mais de duas horas, os rodoviários expuseram ao procurador Helder Santos Amorim, que conduziu a audiência, as suas reivindicações. Eles querem reajuste salarial de 21,5%, jornada de trabalho de seis horas, ticket de alimentação com 30 folhas no valor de R$ 15 e piso salarial com valor 30% acima do motorista do transporte convencional para os condutores do BRT/Move. A última greve dos rodoviários aconteceu em 2012 e durou quatro dias. 

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), Rubens Lessa Carvalho, informou o que pesa nas reivindicações são as horas de trabalho e o aumento salarial. Conforme Carvalho, o reajuste de 21% está fora da realidade, pois o índice da inflação foi de 5,4%. 

Enquanto acontecia a reunião, patrões e empregados foram convocados pelo Tribunal Regional do Trabalho para um encontro de conciliação, na sede do órgão, às 16h30 desta terça-feira. 

Como não houve acordo, os rodoviários decidiram manter a paralisação. “Vamos participar da reunião de conciliação amanhã. Mas, como não se resolveu nada hoje, vamos continuar com a greve”, explica Marcelino Antônio Alexandre, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Betim. A categoria informou que não foi notificada sobre a decisão judicial que determina a circulação de 70% da frota nos horários de pico e de 50% nos demais horários para todas as linhas do transporte coletivo. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 50 mil. “Não fomos notificados, mas vamos cumprir a decisão para não ter problema”, confirmou Marcelino.

O em.com.br tentou contato com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte, Denílson Dornelas, mas ele não atendeu as ligações.

Balanço na capital 

A BHTrans divulgou às 18h um novo balanço da paralisação em Belo Horizonte. As estações Barreiro, Diamante, Venda Nova e Vilarinho seguem 100% paralisadas. Já na Estação São Gabriel, 71,7% das linhas estão operando normalmente.

Até Às 12h, o total de passageiros afetados com a paralisação era de 430.978 usuários, em um total de 1,5 milhão de usuários/ dia do sistema.

Informações: Estado de Minas

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Metrô do Recife pode parar durante o carnaval

Os metroviários do Recife prometem paralisar as atividades não só no próximo sábado, dia do desfile do Galo da Madrugada, mas durante todo o carnaval. De acordo com a categoria, na última assembleia geral os trabalhadores aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 1º de março. A decisão foi tomada no dia seguinte a um quebra-quebra promovido por passageiros na estação do Coqueiral. O grupo revoltou-se com um atraso de 20 minutos causada por uma pane em um trem. Segundo os metroviários, a falta de manutenção nas composições vêm provocando os atrasos que estão irritando a população.

A mobilização será avaliada em nova assembleia, marcada para a próxima quinta-feira, na Estação Recife, a partir das 18h. De acordo com a direção do sindicato, até o momento o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro) não recebeu qualquer notificação judicial sobre a ilegalidade do movimento e a paralisação está mantida. Os trabalhadores se queixam que há uma semana cobram respostas para as pendências em relação à falta de segurança.

Na greve de 24 horas realizada na semana passada, para minimizar os transtornos aos usuários, a CBTU garantiu o funcionamento normal do metrôs nos horários de pico, das 5h às 9h e das 16h às 20h. O Grande Recife Consórcio de Transporte também montou esquema especial de ônibus durante todo o dia. No total, 18 linhas foram reforçadas, quatro delas para atender as demandas do Barro, Joana Bezerra, Santa Rita, Aeroporto e Centro. No Terminal Joana Bezerra, os coletivos já estão saindo lotados.

Informações: Diário do Pernambuco

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Trilhos do VLT da Baixada Santista começam a ser instalados no próximo mês

Começarão a ser instaladas no próximo mês, as 2.400 toneladas de trilhos do primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, que fica entre Barreiros e a Avenida Conselheiro Nébias. Os materiais já chegaram ao Brasil. O vencedor da licitação do material rodante foi o Consórcio Tremvia Santos, formado pelas empresas Trans Sistemas de Transportes S.A. e Vossloh Espanã S.A. O desembarque ocorreu no Porto de São Sebastião. Atualmente, eles se encontram no canteiro de obras da Estação Nossa Senhora das Graças, em São Vicente. O local, que fica na esquina da Avenida Marechal Deodoro com rua Nossa Senhora das Graças,será o primeiro a receber os trilhos.

Importado da Espanha, o material é suficiente para suprir as duas mãos de direção do VLT em um trecho de 9,5km, além de uma reserva para sobressalentes, informou a EMTU, empresa da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Os trilhos são idênticos aos utilizados no metrô, com bitola (distância entre os trilhos) de 1,435mm.

O sistema de transporte público que o Governo do Estado de São Paulo está implantando terá viagens-teste no segundo semestre deste ano. A chegada do primeiro VLT está prevista para maio e o cronograma de entregas dos 22 veículos será finalizado em agosto de 2015. A operação comercial no primeiro trecho tem previsão para início de fevereiro.

Os veículos contam com 2,65 metros de largura por 44 metros de comprimento. A capacidade é para 400 usuários e a velocidade média de 25km/h (a máxima é de 80km/h). Eles possuem ar condicionado e piso 100% baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldade de locomoção.

Obras

As obras do VLT em Santos possuem seis frentes de trabalho. São elas: Estação Nossa Senhora de Lourdes, Túnel José Menino,  três frentes de pavimentação e frente do Pátio Porto.

Já em São Vicente são 12 frentes: cinco trabalhando na via permanente (que contam com “subfrentes” como, por exemplo, drenagem, escavação, montagem de banco de dutos, entre outros); cinco frentes nas estações; Frente do Viaduto Emmerich (na qual existem “subfrentes” como, por exemplo, da Parede Diafragma, Remanejamento de Interferências, Escavação e Demolição do viaduto) e uma frente de pavimentação.

Esta semana, estão atuando nas frentes 687 funcionários (mão de obra direta) e 205 (indireta). Terceirizada são 311. O total são de 1.203 trabalhadores.

Sinalização

O contrato com o ganhador da licitação de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, controle de arrecadação e de passageiros foi assinado em janeiro de 2013.

O vencedor da licitação foi o Consórcio VLT RMBS, formado pelas empresas Construtora Ferreira Guedes S.A., Trans Sistemas de Transportes S.A., Adtranz Engenharia e Sistemas Ltda. e Brascontrol Indústria e Comércio Ltda.

O projeto executivo está em elaboração pelo Consórcio. A próxima fase será a fabricação do equipamento e instalação quando as salas de controle já estarão construídas ao longo do primeiro trecho do VLT.

Informações: A Tribuna On-line

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Grande BH amanhece com greve de ônibus

A greve dos rodoviários de Belo Horizonte começou a 0h desta segunda-feira sob esquema de segurança da Polícia Militar (PM), que enviou viaturas para garagens e estações de ônibus. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH) afirmou que vai manter uma paralisação de 100% dos veículos, mesmo com o alerta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) sobre a obrigatoriedade do cumprimento das normas para realização de greve. Em nota divulgada à imprensa, o Sitram informou que a Justiça, através de liminar, determinou a circulação de 70% da frota nos horários de pico e de 50% nos demais horários para todas as linhas do transporte coletivo. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 50 mil.

O STTRBH afirma que o presidente não foi notificado sobre a determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, por isso a mobilização é total para a greve. Os trabalhadores aguardam convocação de reunião com as empresas e mantêm a greve enquanto não for apresentada proposta. Ainda conforme o sindicato, as estações Barreiro, Diamante, Venda Nova estão paradas além de garagens pontuais pela cidade como, por exemplo, da empresa Belo Horizonte Transporte Urbano na Rua Professor José Vieira de Mendonça, Bairro Engenho Nogueira, na região noroeste. 

A categoria reivindica reajuste salarial de 21,5%, jornada de trabalho de seis horas, ticket de alimentação com 30 folhas no valor de R$ 15 e piso salarial com valor 30% acima do motorista do transporte convencional para os condutores do BRT/Move. A última greve dos rodoviários aconteceu em 2012 e durou quatro dias.

Grande BH

No início da manhã, a movimentação da greve do transporte coletivo era menor em alguns municípios da região metropolitana. Em Contagem, algumas garagens nos bairros Xangrilá, Jardim Laguna, Nova Contagem e na Avenida Bernardo Monteiro solicitaram apoio das viaturas do 18º Batalhão, mas a situação era tranquila. Alguns ônibus circulavam pela cidade pouco antes das 6h.

Em Vespasiano, algumas garagens não estavam funcionando, mas a PM não soube informar a localização delas. Até então não havia protesto. Em Betim, a polícia informou que há viaturas nas garagens do transporte coletivo, mas apesar do chamado do sindicato, os veículos estão saindo e circulando normalmente.

Em Betim, 70% dos veículos estão parados nas garagens e os bairros mais afetados são Alterosas, PTB e Bueno Franco. O sindicato da cidade informou que vai mandar os trabalhadores para casa e vão continuar parados porque também não foram notificados sobre liminar. 

Informações: Estado de Minas

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Ônibus articulado da Metra movido a baterias já circula com passageiros em Diadema

Primeiro ônibus articulado movido totalmente a baterias, o E-Bus já roda em testes com passageiros na cidade de Diadema. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou de uma das viagens. O E-Bus vem sendo avaliado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos. 

Desenvolvido em parceria com a Mitsubishi Heavy Industries e a Mitsubishi Corporation, do Japão, além da concessionária Metra, o programa pretende verificar a viabilidade da tração elétrica (sem linha de alimentação como para os trólebus) sob os pontos de vista técnico e econômico.

O E-Bus circulava desde novembro de 2013 com lastros, quer dizer, com pesos de areia. Agora começaram os testes em operação regular, com passageiros. O coletivo deve circular até junho fazendo a extensão Terminal Diadema-Morumbi (São Paulo), gerenciada pela EMTU/SP. 

A Mitsubishi Heavy Industries desenvolveu o sistema de baterias de tração, que foi integrado a um ônibus articulado de 18 metros com capacidade para 124 passageiros. Esse conjunto de acumuladores utiliza íons de lítio, como ocorre em equipamentos eletrônicos portáteis. São capazes de armazenar bem mais energia do que as baterias de tração mais comumente utilizadas. 

Os investimentos com o ônibus e a montagem da infraestrutura para carregamento das baterias de tração ficaram a cargo da Mitsubishi Heavy Industries, da Mitsubishi Corporation e da Metra. A empresa brasileira Eletra participou da integração do sistema de baterias ao ônibus. O trecho Diadema-São Paulo tem 11 quilômetros. A operação foi planejada para permitir, ao longo do dia, quatro recargas rápidas, cada uma com duração de quatro minutos, no Terminal Diadema. Além disso, receberá cargas lentas (com duração de duas a três horas) na garagem da Metra durante a noite e em horários de baixa demanda. A cada dia o ônibus rodará 160 quilômetros.

Informações: Automotivebusiness

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Prefeitura garante licitação do transporte coletivo de Porto Alegre

A prefeitura de Porto Alegre decidiu não recorrer da decisão judicial que determina a publicação do edital de licitação para o transporte coletivo da Capital. No final de janeiro, o Tribunal de Justiça determinou 30 dias para que o município fizesse a licitação do transporte das Bacias Leste, Sul e Norte, com prazo de conclusão de 120 dias.

O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari,  garante o cumprimento da medida no prazo. Cappellari, no entanto, afirma que devido ao curto tempo, o sistema BRT, o metrô da Capital e, também, o transporte hidroviário, ficarão de fora do processo.

"O edital não vai contemplar exatamente porque temos uma determinação judicial. O prefeito determinou que não haverá recurso. Nós vamos cumprir, então, o prazo. Mas vamos licitar o modelo atual que está aí. É isso que temos condições de licitar até o dia 4 de março", explica. 

A licitação vai levar em conta a menor tarifa única de ônibus. Capellari explica que, no futuro, haverá a migração desses outros modais.

A ação ajuizada contra o município de Porto Alegre e a EPTC sustenta que são precárias, inconstitucionais e ilegais as permissões do serviço de transporte coletivo, assim como as normas que as prorrogaram. O transporte coletivo de Porto Alegre nunca foi licitado.

Outra licitação em andamento é a do transporte intermunicipal de passageiros. O Departamente Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer)  tem uma reunião, no final da tarde desta quarta-feira (05), para tratar do assunto e, também, da renegociação de uma dívida milionária que o departamento tem, justamente por não fazer essa licitação.

Por Marcus Bruno
Informações: Gaúcha


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