Fim da greve de ônibus no Recife, TRT declara abusiva a paralisação

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Tribunal Regional do Trabalho da 6º Região (TRT-PE) decretou o fim  da greve dos rodoviários do Grande Recife, no julgamento do dissídio coletivo da categoria, realizado na tarde desta quinta-feira (5). Por unanimidade, os desembargadores consideraram a greve abusiva; por maioria, ficou determinado que o reajuste salarial será de 7%. Os motoristas e cobradores devem voltar ao trabalho a partir da meia-noite desta sexta-feira (06).

A desembargadora Nise Pedroso foi a relatora do dissídio dos rodoviários. Em seu voto, ela declarou abusivas as paralisações do dia 27 de junho e as realizadas a partir de 3 de julho. "Os rodoviários não avisaram o patronato nem a população com 72 horas de antecedência e as negociações não haviam sido esgotadas", afirmou.

Segundo o voto da relatora, haverá desconto nos salários pelos dias parados. O reajuste salarial determinado pela corte segue a proposta do Ministério Público do Trabalho. "Os 31% pedidos pela categoria estão distantes dos índices do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor]", disse a desembargadora.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários no Estado de Pernambuco (STTRE-PE), Patrício Magalhães, assegurou que a categoria vai voltar ao trabalho. "Decisão judicial não se discute. O reajuste não era o esperado, mas é maior que o que foi dado em outros estados", comentou. Do lado de fora da sede do TRT, no entanto, o clima entre os grevistas é de insatisfação. Aos gritos de "Fora, Patrício", a multidão afirma que não vai encerrar a greve.

Antes dos votos dos integrantes do tribunal, o advogado do Sindicato das Empresas de Transporte (Urbana-PE) conversou com a imprensa. "Eu peço a abusividade do movimento grevista e a reposição dos pisos e salários com percentual de 5% de reajuste. As cláusulas sociais foram conciliadas", disse Antônio Henrique Neuenschwander. Já Eriberto Guedes, defensor do STTRE-PE, pediu "o provimento das reivindicações econômicas e a não abusividade da greve".
O procurador Fábio Farias, do Ministério Público do Trabalho, avaliou como "desordenada" a decretação da greve dos motoristas. "Os 7% não são o reajuste dos sonhos, mas há uma falta de parâmetros para definir qual seria o reajuste mais justo. Eu não sei quanto da tarifa vai para o empresário, quanto vai para os custos do serviço. Então, acho que é melhor ficar com esses 7%", ponderou.

Informações: G1 PE

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