Nova onda do ciclismo em Manaus leva mercado a crescer 300%

domingo, 1 de abril de 2012

A expansão de novos negócios relacionados às bicicletas é uma tendência observada em Manaus, que começou há três anos. O aumento de grupos de ciclistas colaborou diretamente para o incremento nas vendas das ‘magrelas’, bem como os equipamentos e serviços de manutenção. Redes do ramo investiram em mais unidades e chegaram a registrar alta de até 300% de faturamento.

Com investimento de R$ 180 mil, a segunda unidade da Ofice Bike foi aberta há dois anos, no bairro Compensa I. “Esse valor foi só do imóvel, sem contar a compra de mercadorias”, disse o proprietário da rede, Erenildo Pinheiro. Em 2011, o empresário viu as vendas das lojas crescerem em torno de 300% em relação ao ano anterior, embalada pelos movimentos de ciclistas, que a própria rede é pioneira com o ‘Passeio da Amizade’, criado há quase 12 anos.
O negócio começou em um box do Mini Shopping da Compensa há 15 anos e logo nos primeiros anos foi expandido para mais três boxes. “O segundo endereço foi necessário porque não havia espaço no outro para expor as bicicletas”, informou. Nos dois locais, a Ofice Bike realiza vendas de equipamentos, peças e manutenção de bicicletas. “A diferença entre as lojas é que uma é popular e a outra mais top”, explicou.
Em uma semana, a rede chega a realizar cerca de 230 serviços de manutenção. Os preços variam de R$ 20 a R$ 60, sendo ‘básica’, ‘parcial’ ou ‘geral’. “Geralmente, os ciclistas realizam a manutenção depois de cada passeio”, comentou. Além desses custos, um recém adepto à prática gasta em torno de R$ 500 na compra do ‘kit iniciante’, composto de bike, capacete, iluminação, garrafa de água e suporte para garrafa.
Os custos de Mara Aguiar Lima, 39, com equipamentos, sem contar a bicicleta, foram superiores a esse número. A arquiteta, que se tornou triatleta há três anos, já gastou em torno de R$ 2,5 mil na compra de acessórios para usar e para a sua bike, que saiu por R$ 2 mil, um modelo nacional. “Comprei capacete, banco de gel, roupas especiais, óculos e luzes de segurança”, disse a atleta que já participou de duas competições de triatlo.

Pedala Manaus
Participante há cinco meses do grupo ‘Pedala Manaus’, o funcionário público Daniel Machado, 27, já gastou cerca de R$ 200 com acessórios como capacete, luvas e luzes de segurança. “Cada manutenção sai por R$ 40, geralmente faço uma vez por mês, mas já cheguei a fazer duas vezes por semana, acho caro, porque uma lavagem de carro, por exemplo, é mais barata”, disse.
Principal rede local do ramo formada por cinco unidades, A Ciclista obteve incremento de 25% ano passado em relação a 2010. “Queremos repetir o mesmo volume em 2012, motivado pelo apelo da comunidade manauara por lazer e saúde”, disse Yuri Azevedo, proprietário das lojas, que vende bicicletas, peças, acessórios e realiza revisão.
O aquecimento da demanda levou a abertura, no segundo semestre do ano passado, da quinta unidade da rede. Focado no público de classe A e profissional, o empreendimento tem bicicletas que variam de R$ 2,5 mil a R$ 43 mil. No estoque, importadas disputam espaço com as nacionais. São bicicletas de marcas como Cannondale, Specialized e Giant, trazidas de países como Estados Unidos, Alemanha e Taiwan.

Ciclovias
O incentivo do governo começa a sair do papel e virar promessa oficial. Na semana passada, o governador do Amazonas, Omar Aziz, afirmou que vai encaminhar para estudo a proposta de implantar ciclovias em algumas ruas de Manaus.
O governador citou, como exemplo, a da ampliação da Avenida das Torres e as soluções viárias programadas para os bairros contemplados no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) da Bacia do São Raimundo.

Produção
O segmento de bicicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou crescimento de 33,83% na produção de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o ano passado foram produzidas 826.903 contra 617.858 unidades em igual intervalo de 2010, segundo dados dos Indicadores Industriais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
A produção do Polo é destinada integralmente ao consumo nacional. Do total de bicicletas fabricadas, 816.450 foram para abastecer o mercado brasileiro.
Paralelamente ao aumento na fabricação, o faturamento das empresas chegou a US$ 136,2 milhões no ano passado.

Fonte: d24am.com

0 comentários:

Seja Mais Um a Curtir o Blog Meu Transporte

 
 
 

O Brasil está pagando um preço alto pela falta de mobilidade

Hibribus (ônibus híbrido-elétrico) de Curitiba é elogiado por especialistas

Exemplo: Nova York ganhou 450 quilômetros de ciclovias em 04 anos

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

Ônibus em corredores exclusivos é tão bom quanto o metrô

Os ônibus elétricos do Recife começaram a circular em junho de 1960