STM aponta desafios para trem-bala

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A necessidade de alterar mais de 230 curvas para reduzir a sinuosidade que impõe limites à velocidade, custosas desapropriações, trechos que exigem corte e aterro, inclusive em rocha, que provocarão grandes movimentações de terra para a ampliação da faixa ferroviária; instalações de vias junto às várzeas e córregos que sofrem inundações e assoreamentos, transposição na capital do rio e marginal Pinheiros, além da limitação na velocidade ao compartilhar a área com trens metropolitanos. Essa é apenas uma parte dos problemas que precisarão ser sanados para a instalação do trem de passageiros para ligar Sorocaba a São Paulo. O atual governo do Estado, liderado por Geraldo Alckmin (PSDB), quer fazer dos trens regionais a marca da sua administração.

As questões a serem resolvidas foram apontadas por um levantamento da própria Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos (STM) e Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Elas constam no caderno “Ligações ferroviárias regionais: considerações preliminares e de diretrizes”, disponível para consulta no site da STM. O passo seguinte após o levantamento que consta no caderno é a contratação de uma empresa por cerca de R$ 1 milhão para elaborar, no prazo aproximado de um ano, os estudos de viabilidade técnica, operacional e ambiental de inserção urbana e projeto funcional. O edital para tal contratação foi publicado em outubro do ano passado. Quando o estudo estiver pronto, a STM e a CPTM definirão os traçados e outras características que considerar viáveis, técnica e economicamente.

Segundo a STM, a linha Sorocaba-São Paulo também será utilizada por passageiros de Mairinque, São Roque, Alumínio, Votorantim, Itu e Salto. Conforto e regularidade na prestação desse serviço são apenas duas das condições consideradas indispensáveis para atrair usuários para o serviço. O levantamento aponta a necessidade de adotar soluções em trechos junto às várzeas de rios e córregos que ainda sofrem inundações e assoreamentos, provocados pelo rápido acúmulo de águas, não drenadas e não absorvidas adequadamente nas áreas urbanas, muito impermeabilizadas.

Sorocaba em 2º plano?
Em reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, na última segunda-feira, dia 10, o novo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, declarou que se fracassar a licitação do governo federal para o trem-bala que ligará São José dos Campos a Capital e Campinas a Capital, o governo do estado vai implantar tais itinerários com um trem de 180 km/h. Já, se houver avanço do trem-bala, vai priorizar os eixos entre São Paulo, Santos e Sorocaba como complementos. Na própria segunda-feira, o Cruzeiro do Sul questionou a STM como ficaria a prioridade para Sorocaba se não houver avanço do trem-bala do Governo Federal. A resposta foi que o secretário não poderia atender e nem pela assessoria de imprensa essa questão específica foi respondida. “O que sonho como marca do Geraldo? A volta dos trens regionais”, foram palavras do novo secretário Jurandir Fernandes à Folha de S.Paulo.

Opções de traçado
O secretário Fernandes falou à Folha de S.Paulo no aproveitamento de boa parte da via férrea já existente. O levantamento da própria STM e CPTM apresenta três alternativas: compartilhar os trilhos com o transporte de carga; compartilhar a atual faixa de terra para a instalação de novos trilhos; ou ainda um novo traçado de linha férrea. O compartilhamento das linhas entre os trens de carga e os de passageiros não é considerado apresentado como viável por conta da intenção de expandir o transporte de cargas ferroviárias e os corredores de exportação.

Quanto à construção de um novo traçado, recomenda-se a possibilidade de compartilhar as faixas de terra já destinadas ao uso ferroviário. O compartilhamento da faixa de terra que pertence à ferrovia é recomendada com a observação da necessidade de corrigir curvas, traçado de rampas, o uso de área sob concessão federal, além de desapropriações. Observa que os espaços vizinhos à ferrovia pode resultar em perfil de curvas e rampas e extensões não viáveis aos desempenhos de velocidade que resultem em tempos competitivos de viagem.

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Em Blumenau, Sinalização será reforçada no Corredor de Ônibus da Rua 7 de Setembro

Intensificar a fiscalização e fazer um deslocamento de eixo são as medidas que serão tomadas pela prefeitura para melhorar o tráfego na Rua 7 de Setembro, no Centro, que agora conta com corredor de ônibus. O sistema foi inaugurado ontem, mas a prova de fogo deve ser hoje, quando a quantidade de veículos no local será muito maior.

No final da tarde de ontem, o prefeito João Paulo Kleinübing percorreu o trecho da pista exclusiva, acompanhado do presidente do Seterb, Rudolf Clebsch, do secretário de Obras, Alexandre Brollo, e de Éder Marchi, titular de Serviços Urbanos.

Segundo o prefeito, o ponto que merece mais atenção é a partir da esquina com a Rua Amadeu da Luz, de onde os carros começam a seguir pela direita para entrar no Shopping Neumarkt:

– Precisamos intensificar a sinalização e até mesmo fazer um pequeno desvio para que os motoristas entendam que aquela pista é dos ônibus.

Os agentes da Guarda Municipal de Trânsito acompanharam a estreia da operação do primeiro dos seis corredores de ônibus. Três guardas se espalharam nas proximidades do Neumarkt para alertar os motoristas, que agora não podem mais usar a pista da direita. Desde as 8h de ontem havia agentes de trânsito no local, mas o maior movimento veio na metade da tarde, quando os profissionais precisaram usar o apito para evitar que motoristas invadissem a faixa exclusiva.

Em toda a extensão do corredor, que vai da esquina com a Rua São José até o Angeloni da Fonte, foram colocados tachões, pinturas no chão e placas indicando que a pista da direita da 7 agora pertence apenas aos ônibus. O agente de trânsito João Alberto Kuszekowski afirma que hoje haverá mais agentes para fiscalizar o trânsito no local:

– Algumas pessoas vêm de fora e outras ainda não sabem como funciona. Precisaremos alertar os motoristas para a necessidade de não usar a pista da direita.

O trecho que começou a funcionar domingo faz parte da primeira etapa da instalação. Em março, o corredor será implantado na Avenida Beira-Rio (da Ponte Adolfo Konder até a Avenida Martin Luther) e na Martin Luther (da Ponte de Ferro até a Rua São Paulo). A próxima etapa beneficiará a Rua São Paulo (da Ponte do Tamarindo até a Rua Henrique Clasen). As ruas Paul Werner e 2 de Setembro também terão faixas exclusivas.

O objetivo da prefeitura com a implantação do sistema é facilitar o tráfego dos ônibus municipais, reduzir o tempo dos percursos e, consequentemente, incentivar que mais pessoas embarquem nos coletivos e deixem o carro em casa.

Fonte: Jornal de Santa Catarina
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São Paulo: Campo Limpo poderá ganhar novo corredor de ônibus

A Prefeitura de São Paulo anunciou recentemente algumas obras e melhorias no sistema de ônibus urbanos. Para a Região Sul A Secretaria Municipal dos Transportes anunciou que pretende até o final deste ano concluir o projeto do Corredor de Ônibus Capão Redondo – Campo Limpo – Vila Sônia.

O corredor terá uma extensão de 12 quilômetros e ligará o Terminal Capelinha a futura Estação Vila Sônia. O trajeto previsto será pela Estrada de Itapecerica, Avenida Carlos Lacerda, Estrada do Campo Limpo, passando pelo Terminal Campo Limpo e Avenida Francisco Morato.

O projeto, que deverá ser finalizado este ano, prevê pontos de ultrapassagem para os coletivos, o que poderá envolver desapropriações, redução das calçadas ou redução das faixas destinadas aos carros.

Em pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Transportes com a Sâo Paulo Transportes, gerenciadora do sistema de ônibus da Capital, uma das maiores queixas dos usuários está na fila de ônibus em Corredores como o da Francisco Morato (Campo Limpo – Rebouças – Centro). Usuários também se queixam das filas de ônibus, que demoram às vezes 20 minutos para poderem entrar no Terminal Campo Limpo, em uma extensão que costuma chegar até o CEU Campo Limpo.

É comum nos horários de pico as longas filas devido a falta de pontos de ultrapassagem para os coletivos. Novos investimentos, na ordem de R$ 6,2 milhões, estão previstos para corrigir estes problemas nos Corredores já existentes.

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Em Fortaleza, Metrô da Linha Sul deve operar até o fim do ano

As duas composições, verde com cor de gelo, uma ao lado da outra, saltam aos olhos de quem entra no Centro de Manutenção da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), em Pacatuba. Juntas, vão compor o primeiro trem do tão esperado Metrô de Fortaleza, que está em obras há 12 anos. A previsão, segundo a companhia, é que o veículo comece a transportar passageiros no segundo semestre deste ano, após os testes. O trem vai trafegar pela linha Sul, de Maracanaú ao centro da Capital.
  
Cada equipamento que vai formar a composição final possui três “caixas”. São dois compartimentos com uma cabine, em cada uma das extremidades, e um espaço central. A disposição das cabines permite que o trem transite, sem precisar fazer retorno. Cada trem possui 50 assentos acolchoados, mas pode levar até 450 pessoas. “Fizemos o cálculo de seis pessoas por cada metro quadrado”, explicou o gerente de Material Rodante, Montini Maranhão. Ao todo, com as duas composições juntas, o metrô terá capacidade de transportar até 900 passageiros.

Durante o trajeto, o veículo poderá atingir até 80 km/h. Além da rapidez, o ar-condicionado, as cadeiras acolchoadas e o bagageiro em cima dos assentos vão garantir o conforto dos passageiros. O novo meio de transporte tem também câmeras internas e externas, que contribuem para a segurança dos usuários. Da cabine, o piloto tem acesso às imagens do que está ocorrendo dentro e próximo ao trem. “O piloto vai poder ver se todos os passageiros já subiram”, exemplificou o gerente. Dentro do trem, existe ainda um sistema de som para comunicação entre piloto e passageiros.
 
Acesso
O sistema servirá também para orientar pessoas com deficiência visual. “Além do letreiro indicando as próximas estações, o sistema de som também fará isso para quem não pode ler”, detalhou Maranhão. As portas do trem são acessíveis. Além de largas, garantindo a entrada dos cadeirantes, possuem um sistema de alerta. Quando o trem está parado, as portas sinalizam um alerta luminoso para que o passageiro possa abrir. Depois de abertas, as portas centrais emitem um sinal sonoro, para orientar o acesso de pessoas com deficiência visual.
O alerta luminoso indica ainda quando o espaço destinado à cadeira de rodas está ocupado. Em cada um dos equipamentos que vão compor o trem, há dois lugares, com cinto de segurança, para cadeirantes. O novo meio de transporte funcionará com sistema elétrico. Três subestações do próprio Metrofor vão alimentar o trajeto. Os veículos foram fabricados na Itália.

Além do trem que já está em Pacatuba, chegarão mais 18 carros, que vão formar nove composições. O valor investido pelo Governo do Estado na compra dos trens foi de R$ 240 milhões.

Quando

ENTENDA A NOTÍCIA
Depois de 12 anos em obras, o Metrô de Fortaleza finalmente começará a operar no segundo semestre de 2011. O primeiro trem que vai trafegar pelos 24 km da linha Sul, já está no Centro de Manutenção, em Pacatuba.

TREM X METRÔ

O termo metrô, comumente usado para designar um tipo de trem, não corresponde ao veículo e, sim, ao sistema.

Os trens que serão utilizados no Metrô de Fortaleza, por exemplo, são usados como trens urbanos na Itália.

No sistema de metrô, a capacidade de transportar passageiros é bem maior. A distância entre as estações é mais curta.

Os trens antigos funcionavam com motor a diesel. Já o trem do metrô é elétrico.

Por enquanto, o trem passa por testes estáticos.

Após o fim da eletrificação do trecho que fica entre as estações Virgílio Távora (Maracanaú) e Rachel de Queiroz (Pajuçara), prevista para 31 de março, começam os testes com o trem em movimento. - Gabriela Meneses
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Fetranspor divulga lista de operação dos ônibus na Região Serrana

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) divulgou a operação de frotas das empresas de ônibus do Estado. Transportes Além Paraíba, Transportes São Luiz e Viação Treze de Junho informaram que as linhas da Cidade das Hortênsias não foram afetadas.
A Única – Fácil informou que as linhas Castelo e Barra operam até o shopping Estação de Itaipava, e não chegam mais ao Bramil , que está alagado. Já a Útil divulgou que o trajeto está sendo feito pela BR-040, normalmente. Caso a administradora da via confirme o fechamento, fará o trajeto por Barra Mansa.
As linhas da Viação Primeiro de Março estão impossibilitadas de trafegar nos bairros Caleme, Golf, Campo Grande (Posse/ Fazenda da Paz), Cascata do Imbuí, Parque do Imbuí, Granja Florestal, Salaco, Salaquinho, Pedra da Tartaruga, Jardim Serrano, Quebra-Frascos. E as linhas da Viação Dedo de Deus estão impossibilitadas de trafegar nos bairros Barra do Imbuí, Espanhol, Loteamento Feo (Zona Urbana), e também não nos bairros do interior: Pessegueiros (Brejal/ Campo Limpo), Sebastiana, Providência, Vale Alpino, Poço dos Peixes, Três Córregos, Fischer, Holiday, Santa Rita, Cruzeiro.
A Viação Teresópolis informou que, devido às fortes chuvas, não há ônibus desde quarta-feira para as seguintes linhas: Petrópolis, Friburgo, São José, Além Paraíba, Sapucaia, Carmo, Sumidouro, Volta do Pião, Mottas, Água Quente, Soledade. Não há previsão para retorno. Para as demais linhas, os horários estão normais
A Transportadora Autobus informou que a linha Santa Mônica (703) opera até o ponto final, mas não há operação na localidade dos Taboões. Já Madame Machado (704) não opera, devido a uma barreira. A Cuiabá (705) está sem operação. A Fagundes (707) está em operação somente até o término do asfalto. Nas localidade de Anápolis e Posse dos Coqueiros, estradas de terra, não há operação.
A linha Boa Esperança (710) está sem operação. A Vargem de Marmelos (716) também não está trafegando. A Madame Machado via Jardim Americano (719) está em operação até a estrada do bairro, devido a barreira e lama.
Segundo a Fetranspor, as demais empresas ainda não se manifestaram.

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