Em São Paulo, Perueiros ameaçam greve e a prefeitura entra na Justiça para barrar paralisação de ônibus

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os perueiros que trabalham no transporte público da cidade de São Paulo ameaçam paralisar o serviço a partir da 0h desta terça-feira (15).
De acordo com o presidente do sindicato da categoria e vereador pelo PT, Senival Moura, a reivindicação é um reajuste maior ao oferecido pela prefeitura.
A Secretaria Municipal de Transportes definiu o reajuste em 4,38%, mas os perueiros pedem 12%. A secretaria diz que o reajuste respeita "os índices previstos no contrato, firmado com base na licitação do sistema de transporte realizada em 2003".
Moura alega que, desde 2007, o reajuste da tarifa do transporte público foi de 30%, mas os perueiros receberam apenas 9,67% de aumento. Por isso pedem os 12%, para "equilibrar os custos operacionais".
"O custo operacional é muito alto, considera combustível, pneus, manutenção e pagamento do veículo. Hoje em dia tem perueiro que praticamente está pagando para trabalhar", disse.
De acordo com a secretaria, o pagamento dos perueiros não tem relação com a tarifa do transporte. "Os serviços prestados pelos operadores são pagos segundo um modelo específico de remuneração, que considera um valor fixo por passageiro registrado, multiplicado pela quantidade de passageiros transportados pelo operador."
Moura diz que este valor, hoje, está em R$ 1,27 --os 12% de aumento representam menos de R$ 0,20.
Uma reunião nesta noite entre lideranças do sindicato vai definir detalhes da greve, que pode ser suspensa "caso a prefeitura se mostre disposta a negociar". "Mas tudo indica que teremos a greve. Até agora, a prefeitura não se manifestou", disse Moura.
Cerca de 6.000 peruas operam em São Paulo, atendendo 3,3 milhões de passageiros por dia em linhas que ligam, principalmente, terminais de metrô, trens e ônibus.
LIMINAR
Em nota divulgada na noite de hoje, a prefeitura informou ter acionado a Justiça e conseguido uma liminar (decisão provisória) que proíbe a greve, "sob pena de multa de R$ 100 mil por dia a cada permissionário que parar o serviço".
Senival Moura disse que a paralisação está mantida, pois o sindicato não foi notificado oficialmente da decisão. Caso a notificação seja recebida, o presidente disse que o setor jurídico do sindicato vai adotar com as medidas necessárias.


Fonte: Folha.com

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