Fortaleza: Greve de ônibus / Ônibus da Timbira são impedidos de sair da garagem

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Após uma paralisação de 16 dias, quando foi suspensa no último dia 24 de junho, a greve dos motoristas e cobradores poderá ser reiniciada a qualquer momento. Ontem, os ônibus da Empresa Timbira ficaram retidos em suas garagens por conta de ação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará (Sintro), que em represália ao desconto dos dias parados (dias de greve) dos rodoviários por parte dos patrões, não deixaram os coletivos cumprirem suas rotas.

A Empresa Timbira não teve seus 88 veículos que atende a 20 linhas de Fortaleza circulando. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) teve que remanejar ônibus de outras empresas para suprir a demanda das linhas afetadas.

O assessor político do Sintro, Valdir Pereira afirmou que a ação na Empresa Timbira foi justa e vai continuar, tanto nela quanto nas demais empresas. "Só o percentual determinado pela Justiça Trabalhista de profissionais (motoristas, trocadores e fiscais) não trabalhou, mas o restante da categoria trabalhou normalmente nos dias de greve, no entanto, todos tiveram seus dias descontados", garantiu Valdir.

"Não é só o direito de greve que estamos querendo que seja cumprido, mas também exigimos a remuneração total de quem trabalhou e não recebeu", concluiu o assessor do Sintro.Hoje, a operação na Timbira continua para que seus ônibus não saiam das garagens. Os coletivos dessa empresa só voltarão a circular depois que os rodoviários receberam o que foi descontado e depois passaremos a atuar nas demais empresas", finalizou Valdir Pereira.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), através de seu assessor jurídico, Cleto Gomes, nega a afirmação do dirigente do Sintro de que todos os motoristas tiveram descontos de seus salários nos dias que estiveram parados durante a greve. "As empresas só descontaram os dias de quem não trabalhou durante o movimento. Aqueles que cumpriram suas horas de trabalho fizeram jus às remunerações completas", disse Cleto Gomes.

Com mais esse impasse pendente, Sindiônibus e Sintro aguardam o julgamento do pedido de dissídio coletivo requerido pelo Sindiônibus ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7), que deverá ser apreciado pelo Pleno do órgão judicante.

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