Natal: Estudantes protestam contra reajuste dos transportes coletivos

segunda-feira, 25 de maio de 2009


Estudantes universitários paralisaram parcialmente as faixas de rolamento das avenidas Salgado Filho em frente ao Via Direta e o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRN), como protesto contra o eventual reajuste da tarifa do transporte coletivo, previsto para 6 de junho, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) feito em 2007 entre o Município, Ministério Público e Empresas de ônibus.As manifestações eram organizadas em frente ao IFRN pelo Grêmio Estudantil Djalma Maranhão, vinculado a esta instituição de ensino médio e superior, enquanto na BR-101, em frente ao Via Direta, a organização do movimento estava a cargo do Diretório Centro dos Estudantes (DCE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Não se via nos dois grupos de manifestantes, nenhuma faixa vinculando o protesto a estudantes das redes municipal e estadual de ensino, mas o dirigente do grupo Juventude de Articulação de Esquerda, que seria ligado ao PT, disse que o movimento não era só de estudantes, mas de toda a sociedade. “É a continuação do maio vermelho, que iniciamos no dia 13, contra o aumento no valor da passagem de ônibus”, disse Ramon Alves.Alves afirmou, que ao contrário do que disseram dirigentes da Federação das Entidades dos Estudantes do RN (Forte) e União Estadual dos Estudantes do RN (Uern), o movimento pode ter uma conotação política, “mas não é partidária”.A manifestação em frente ao Via Direta começou depois do horário previsto, que era 16 horas, por causa da garoa que caia à tarde. Mas, em torno de 50 estudantes tomaram a faixa a esquerda da marginal da BR-101 por 30 minutos, enquanto o trânsito era controlado por inspetores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que chegaram em três viaturas. “Não fomos comunicados oficialmente da paralisação”, dizia o inspetor Tellechea, que falou a respeito do acordo que tinham feito com os estudantes para deixaram a pista depois de decorridos o tempo de meia hora.“O que nós queríamos era apenas chamar a atenção do povo para essa questão do reajuste da passagem de ônibus”, dizia o coordenador do DCE Davi de Souza. “Não queremos prejudicar as pessoas, que querem chegar mais cedo em casa na hora do pico”, avisava ele.Além das faixas de protesto contra o aumento de tarifa, o grupo de estudantes cantavam até um slogan em tom de brincadeira para chamar a atenção dos transeuntes e passageiros de ônibus que passavam em frente ao Via Direta: “O dinheiro do meu pai não é capim, eu pulo a catraca sim”.

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