Cuiabá: Tarifa sobe para R$ 2,20

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


O usuário do transporte coletivo intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande terá de desembolsar mais 25 centavos para embarcar nos ônibus do sistema. Ontem, foi aprovado o reajuste de 12,82%, ou seja, a tarifa subiu para R$ 2,20, para vigorar dentro de uma semana. Segundo a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager), este é mais um dos aumentos anuais, devidos ao aumento nos custos de operação. A última majoração da tarifa foi de aproximadamente 11,4%, 20 centavos a mais na época, o que levou o valor ao atual de R$ 1,95. Márcia Vandoni, presidente da Ager, informa que, entre aumentos nos preços da mão-de-obra e dos insumos (como combustíveis), outro fator que influi na nova tarifa é o aumento detectado no número de usuários de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande. Os estudos anuais para reajuste de tarifas são solicitados pelas próprias empresas de transporte à agência reguladora. Foi detectado que, entre os meses de janeiro de 2007 e de 2008, 130 mil novos usuários passaram a realizar o trajeto diariamente. Outra constatação da análise foi de que a velocidade média do trânsito na região – “caótico”, como diz Vandoni – diminuiu de 30 para 22 quilômetros por hora entre 2007 e 2008. A Ager pretende manter em 4 minutos o tempo de demora para que um ônibus passe por um ponto. Para atender à nova demanda, 10 novos ônibus devem ser integrados à rota pela empresa União Transportes, a única que opera no trajeto (são 45 concessionárias no Estado). A atual frota é de 82 ônibus, conforme Rômulo Botelho, presidente da empresa. Ele afirma que metade da frota é equipada com sistema de ar-condicionado e, assim como os novos ônibus a serem incorporados, 20% possuem todas as adaptações de acessibilidade a portadores de deficiências físicas. Para o trabalhador, o aumento da frota não justifica os 25 centavos a menos no bolso, como diz o pedreiro Anderson Nunes da Silva, de 24 anos. “É nóis que toma”, tira sarro, surpreendido com o aumento da tarifa que, curiosamente, nunca condiz com o que recebe o trabalhador.


Fonte: Diário de Cuiabá

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BH: Falta fiscalização no transporte coletivo

A BHTrans garante que não vai dar trégua à empresa de ônibus que desrespeitar as novas regras do transporte público de Belo Horizonte, em vigor desde sábado, mas que na segunda-feira, no primeiro dia útil da portaria, foram descumpridas por várias linhas. A norma determina que, de segunda-feira a sábado, o tempo máximo de partida dos coletivos seja de 20 minutos no horário de pico e de meia hora fora dele. Aos domingos e feriados, máximo de meia hora. Segunda-feira, passageiros ficaram nos pontos por até mais de 60 minutos. Como reflexo, concessionárias desobedecem outra ordem: a que estipula o máximo de cinco passageiros em pé por metro quadrado. No Barreiro, veículos deixaram a estação Diamante abarrotados. O problema é que o sistema de fiscalização da BHTrans não é 100% confiável, segundo a própria empresa. De acordo com a BHTrans, as empresas infratoras serão multadas em até R$ 147,52. A fiscalização é feita por um equipamento acoplado ao tacógrafo do ônibus, que indica o tempo da partida. “O dado (hora da saída) não é manipulável. Não há como fraudá-lo. As concessionárias são obrigadas a cumprir os padrões de qualidade. Se não ocorrer, vamos punir”, garante Jussara Bellavinha, diretora de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da autarquia.
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Maceioenses sofrem com o descaso do município com o transporte público


Todos os dias pessoas que trafegam na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, convivem constante com as barbáries que são efetuadas pelos agentes de trânsito e com as deficiências dos semáforos, que não são sincronizados.
Além da situação do trânsito nas principais vias de Maceió, outro problema grave que vem acontecendo no município é deficiência dos transportes coletivos, a falta de abrigos para passageiros em alguns bairros e a precariedade dos terminais de ônibus.
Moradores que residem no bairro da Pitanguinha, também convivem com esta falta de estrutura dos terminais. No bairro, o terminal está abandonado pela prefeitura de Maceió, colocando em risco a vida de moradores que necessitam utilizar o sistema público de transporte, devido ao teto que está desabando e as placas que indicam os destinos dos coletivos, estão praticamente soltas. “Este terminal aqui está há muito tempo abandonado pelo prefeito Cícero Almeida. Essas placas estão praticamente caindo na cabeça do pessoal. Outro fato que nos deixam bastante chateados é a demora dos ônibus que passam por aqui, parecem a ter que não tem ninguém competente para tomar as providências necessárias” reclamou José Vicente dos Santos, 52.
O terminal integrado da Colina dos Eucaliptos também passa por problemas de funcionalidade, ou seja, a estrutura física está apta para os passageiros, mas a deficiência dos horários é imensa. Segundo informações do líder comunitário Jacó, os motoristas da Empresa São Francisco não cumprem os horários que são estabelecidos e estacionam os ônibus em cima da praça, atrapalhando os pedestres de realizarem suas caminhas matinais.

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Passageiros pedem tarifa única para a Grande Natal

Os usuários de transporte da Região Metropolitana de Natal reivindicam um valor único para as tarifas do sistema interurbano, que hoje são mais caras do que o valor de R$1,85 cobrado em Natal. A viabilidade de uma tarifa única e igual a da capital foi discutida ontem em audiência pública na Assembléia Legislativa, e uma das saídas apresentadas seria o subsídio de parte dos custos pelo poder público.A dificuldade dos moradores da área metropolitana conseguir um emprego na capital, uma vez que o deslocamento se torna mais oneroso para o empregador, foi um dos pontos apresentados no encontro, que teve a presença de representantes das empresas de transporte, dos usuários e do poder público das cidades que compõem a Grande Natal: Extremoz, Parnamirim, Macaíba, Nísia Floresta e São Gonçalo do Amarante. Dez empresas atuam no sistema de transporte interurbano para atender à população de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Os cerca de 350 mil moradores da Grande Natal correspondem a 30% do total de usuários da Região Metropolitana, enquanto Natal é responsável por 70% dos passageiros. A diretora de Transportes do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER/RN), Valéria Vieira, ressaltou que a passagem não é calculada apenas pela extensão do percurso. “São considerados os custos fixos como folha de pagamento dos funcionários, e variáveis, como preço do diesel, demanda com gratuidade e meia passagem, entre outros”. Valéria falou ainda sobre os obstáculos gerados pelas diferentes legislações nas vias.

40% da passagem corresponde a impostos

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor) e diretor da empresa Trampolim da Vitória, Eudo Laranjeiras, admite que as tarifas atuais têm um custo alto para os passageiros, mas acrescenta que isso é resultado dos benefícios oferecidos sem contribuição do poder público. “Meia passagem, gratuidade e impostos correspondem a 40% do valor da passagem, e tudo é pago pelos passageiros. A passagem de trem é R$0,50 porque 88% do custo é subsidiado pelo Governo”.Ele acrescenta que hoje 18% dos passageiros da Grande Natal são estudantes, e 13% têm cartão de gratuidade. “O sistema de transporte público é disponível para quem o utiliza ou não. Nada mais justo do que o Governo contribuir, ou isentar as empresas de algum imposto, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) do óleo diesel ou ISS (Imposto sobre Serviços)”.Em Natal, 35% dos passageiros são estudantes e 20% têm gratuidade por ter mais de 60 anos ou motivo de doença, segundo o conselheiro fiscal do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Natal (Seturn), Norberto Faria. “A passagem está perto de um dólar, valor cobrado em países de primeiro mundo, onde o sistema de transporte é bem melhor. Em São Paulo, Goiânia e Fortaleza já existe uma contrapartida do Governo no custo da passagem”.

Fonte: Tribuna do Norte

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Recife: Metrô: Linha Sul inicia ampliação


Como parte das obras de expansão da Linha Sul do Metrô, após 14 dias de teste, o Recife ganhou oficialmente um novo trecho e uma estação - a Tancredo Neves - na Imbiribeira, inaugurada na manhã de ontem. A meta é, até dezembro deste ano, iniciar a operação experimental até a Estação Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, acrescentando cinco trechos e estações, além da inserção de mais dois trens modernizados no percurso. Com a futura ampliação, a Linha Sul passará a funcionar com doze estações metroviárias em um percurso de 14,3 quilômetros, com a utilização de 25 trens elétricos. Terminada a expansão, a meta do Metrorec é que a Zona Sul receba 5.500 usuários por dia. A expectativa é que em no mínimo quatro anos, 40 trens estejam em operação.
Atualmente, a estação atende todos os dias a um público de cerca de cinco mil usuários, mas esse número deve aumentar após a inauguração do maior terminal de integração do sistema em número de linhas de ônibus integradas, que será construído ao lado da estação. Segundo o chefe do departamento de estações, Alexandre Ramalho, após finalizado, espera-se que o terminal atenda a uma demanda diária de 30 mil usuários. “Temos a previsão de que o terminal de integração vá funcionar com 16 linhas de ônibus que darão acesso a toda Zona Sul, incluindo Jordão, Ibura e as URs”, contou. Ainda em processo de licitação, a meta é concluir a obra, construída em uma área de 11.684,69 metros quadrados, em 2010.
Além da estação Tancredo Neves, as de Joana Bezerra, Cajueiro, Aeroporto, Porta Larga e Prazeres também receberão terminais integrados. “Serão seis terminais ao todo e, para isso, estamos investindo R$ 72,5 milhões. A qualidade do serviço é uma preocupação nossa”, disse o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O projeto ainda está em processo de repasse de verba e licitação. Para a vendedora de quentinhas Iraci Ferreira da Silva, de 47 anos, essa é uma possibilidade a mais para facilitar o dia-a-dia. “Vendo almoço e tenho sempre que sair para comprar as coisas. Com essa estação, ficou mais fácil e rápido. Vai beneficiar mais ainda quando fizerem o terminal integrado”, opinou.
Com a chegada dos investimentos do PAC as obras no Metrô do Recife puderam ser agilizadas. “Iniciamos esse projeto em 1999 com as licitações e em 2000 começamos as obras”, contou o coordenador de operações da CBTU/Metrorec, André Malibeu. Para o projeto de ampliação, estão sendo investidos R$ 309,3 milhões vindos do PAC. Depois de finalizado os 14,3 quilômetros da Linha Sul Metrô, o Recife irá abrigar um sistema integrado de transporte metroviário do Brasil com 33,1 quilômetros de extensão. Hoje o sistema já considerado o segundo maior em extensão do País, perdendo apenas para o de São Paulo, que possui 65 quilômetros.


Fonte: Folha de Pernambuco

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