Sem acordo com o governo, metroviários de São Paulo ameaçam paralisação

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Uma reunião entre o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e o governo paulista terminou sem acordo na quarta-feira (22). O encontro de conciliação, que durou cerca de três horas, foi realizado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Sem o acerto, os metroviários ameaçam fazer uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (23).

Os trabalhadores pedem que o Estado se comprometa a pagar a Participação de Resultados (PR) referente ao ano passado. Segundo os sindicalistas, o governo disse que não tinha verba para isso. A Secretaria de Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô de São Paulo, ainda não se pronunciou a respeito.

“A proposta ora apresentada leva em conta, no pagamento PPR/2016, a grave crise econômica dos diversos segmentos da economia, que afeta diretamente a arrecadação tributária da Cia. Do Metrô de São Paulo com a redução dos passageiros pagantes e o aumento dos passageiros gratuitos”, aponta a ata.

Segundo argumento do Metrô na reunião, “as projeções para 2017 apresentadas no fluxo de caixa não poderão neste momento suportar o pagamento de uma folha”.

No começo da noite, os metroviários irão participar de uma assembleia para definir se farão ou não uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (23). A categoria já se encontra em estado de greve desde 14 de fevereiro.

No ano passado, os funcionários teriam recebido, no mínimo, R$ 5,2 mil como PR. No total, o governo gastaria cerca de R$ 70 milhões com o pagamento pela participação. “A posição do Tribunal foi que o Metrô pague essa PR como renovação do acordo anterior”, disse Raimundo Cordeiro, coordenador-geral do sindicato. Atualmente, trabalham no Metrô cerca de 9.200 pessoas.

Nesse sentido, a PR corresponderia a uma folha de pagamento, ou seja, salário mais gratificações por função e tempo de serviço. No mínimo, cada funcionário receberia R$ 5,7 mil.

“A empresa está demonstrando um grande desrespeito com a categoria, que está sobrecarregada”, disse Cordeiro.

Na ata, o TRT aponta que “a conduta apresentada pela empresa de trazer informações omitidas durante a campanha salarial de 2016, na qual a própria empresa propôs o pagamento da PR, caracteriza desrespeito à boa fé inerente ao processo de negociação coletiva e afronta ao princípio de autonomia privada coletiva”.

Caso os metroviários decidam pela greve, a categoria aguarda, até a meia-noite, a liberação do governo de São Paulo para operar o sistema com catraca livre.

Segundo Cordeiro, o TRT está estimulando a negociação sem paralisação. Na ata, o tribunal pede que os trabalhadores se comprometam a não “eclodir greve enquanto seguem as tratativas negociais”.

A possibilidade de o sistema ser operado parcialmente caso se opte pela paralisação será também discutida na Assembleia, diz o coordenador do sindicato.

Em função da posição do Metrô de não ter condição financeiras de pagar a PR em 27 de fevereiro, o TRT sugere que isso seja feito, de maneira parcelada: metade em 15 de março e a outra metade após nova negociação. A reunião já está marcada para 23 de março.

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