Suspensão do BOM em vans gera insatisfação em SP

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Os passageiros de vans e micro-ônibus intermunicipais não conseguem utilizar o cartão BOM há quase duas semanas em São Paulo. A causa é a suspensão do serviço determinada pela Justiça, que bloqueou os leitores de cartões e se baseou em uma ação de 2007.

De acordo com três cooperativas que prestam serviço para a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) na região metropolitana, cerca de 158 linhas tiveram seus leitores bloqueados e estão sem transportar passageiros.

No terminal de ônibus Armênia, os passageiros e donos dos coletivos reclamam das catracas travadas e do prejuízo causado. Sem ter como passar o cartão, eles precisam pagar o valor total da passagem em dinheiro. As vantagens para os passageiros é que com o cartão é possível fazer a integração com o Metrô e a CPTM, o que permite economia. 

Um aviso foi colocado no para-brisa dos veículos e o recado é dado também pelos fiscais do terminal. Segundo o motorista Rozeval Silva, que faz a linha Carapicuíba/Pinheiros, está tudo parado há uma semana. Ele afirmou que 90% dos seus passageiros usam o cartão.

A EMTU informou em nota que deve recorrer da decisão da Justiça e que está reforçando a frota de ônibus para não prejudicar os passageiros. Os usuários que não conseguirem utilizar os créditos devem ligar para a central de atendimento no telefone 0800 77 11 800.

Manifestação/ Os donos e motoristas de micro-ônibus e vans estão protestaram em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera, Zona Sul. Eles reclamam da decisão da Justiça e querem falar com o presidente da Assembleia. Em seguida, os manifestantes pretendem ir até o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi.

Informações: Diário de SP
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Mercedes Benz quer atender demanda de ônibus de São Paulo

A licitação da Prefeitura de São Paulo para o transporte público da cidade terá impacto positivo nas fabricantes de ônibus. A modernização do sistema da cidade pode resultar na compra de 2,7 mil veículos novos. A maior parte deste volume está prevista para entre 2016 e o começo de 2018. Ainda assim, a Mercedes-Benz estima que de 300 a 350 unidades podem ser encomendadas ainda este ano. “Não sabemos qual será o mix de produto, qual é o volume de ônibus grandes e o de modelos menores. De qualquer forma, nos antecipamos e já estamos nos programando com os nossos fornecedores para atender a uma demanda maior”, admite Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da montadora.

O executivo ainda não projeta qual parcela das compras de chassis em São Paulo será atendida pela companhia, mas a empresa mantém expectativas elevadas por ser líder do segmento, com 53,7% de participação no mercado nacional de ônibus no primeiro semestre deste ano. A presença da companhia é ainda maior quando analisadas as vendas de urbanos, chegando a 68,1%. “Se considerarmos o cenário atual, o segmento urbano ainda teve um resultado bom, com melhor performance”, destaca ao lembrar que, enquanto a demanda total por ônibus caiu 27% no Brasil entre janeiro e junho, a retração da demanda por modelos da categoria foi bem menor, de 7,7% para 4,7 mil unidades.

A promessa é que, com a concorrência pública em São Paulo, as vendas de urbanos se mantenham mais fortalecidas. A iniciativa é a maior concorrência pública já realizada no Brasil para o transporte coletivo e terá efeito pelos próximos 20 anos, com impacto em 10 milhões de passageiros que usam o sistema diariamente. Mesmo sem o detalhamento dos produtos que a cidade precisará, a expectativa é que a maior dos ônibus que serão adquiridos sejam modelos de grande porte, já que a frota vai diminuir das atuais 15 mil para cerca de 13 mil unidades, mas o objetivo é aumentar em 24% a oferta de viagens e em 13% a de assentos.

“É uma oportunidade para o nosso segmento”, avalia Barbosa. A Mercedes-Benz larga na frente com o modelo superarticulado, que promete alta capacidade de transporte com custo de operação inferior ao de biarticulados. “Temos um portfólio muito completo e, portanto, podemos atender diversas especificações para os veículos”, explica o executivo, sem detalhar qual parcela da demanda a empresa projeta abocanhar. 

MAIS QUALIDADE 

O edital da licitação para o transporte público de São Paulo (veja aqui) impõe a criação de uma central de controle deve ser construída pelas concessionárias que vencerem a concorrência pública para monitorar a frota. O objetivo é ter grande número de ônibus de alta capacidade nos corredores e faixas exclusivas das vias principais da cidade. Esta estrutura será alimentada por linhas locais que circularão nos bairros.

A atualização do sistema trará melhoria expressiva aos usuários. Além do aumento da capacidade de transporte da frota, os passageiros terão veículos mais confortáveis. O edital determina que os ônibus sejam equipados com rede wi-fi de internet, ofereçam pontos de recarga de baterias para celulares e outros dispositivos e tenham letreiros luminosos com informações das paradas. A mudança vai afetar toda a frota. Os veículos que já estão em circulação também terão de se adequar. 

Outra iniciativa que deve gerar forte impacto é que, no novo modelo, a avaliação dos passageiros sobre o transporte vai afetar a remuneração da empresa. Por meio de pesquisa de satisfação, a impressão dos usuários entrará no cálculo ao lado de gastos com a operação, número de passageiros e ganho de produtividade. Atualmente, os repasses para as concessionárias são feitos baseados no tipo de veículo e no número de pessoas transportadas, o que inclui os passageiros isentos de pagar a tarifa.

Informações: Automotive Business

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Transporte Público de Campinas terá faixas e fiscalização mais rigorosa

A Prefeitura de Campinas vai iniciar, ainda neste ano, a implantação das novas faixas exclusivas para ônibus nas regiões do Campo Grande e Ouro Verde, que concentram cerca de 400 mil moradores. Nestas vias, poderão circular apenas veículos do transporte coletivo, a Emdec passará a monitorar com fiscalização eletrônica o techo. Para isso, serão instalados (tanto nas novas faixas quanto nas existentes) equipamentos de Leitura Automática de Placas que irão flagrar o motorista infrator. 

A secretaria de Transportes, disse que irá ampliar o número de agentes de trânsito nas ruas da cidade, que passarão de 280 para 400. Em 2014 foram emitidas 1,6 mil multas por desrespeito ao uso das faixas e corredores exclusivos. Esse número de infrações é considerado baixo. Os valores das multas nas vias exclusivas vão de R$ 53,20 a R$ 127,69. 

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), disse que a medida visa priorizar o transporte público, já que o município é proporcionalmente mais motorizado do que a cidade de São Paulo. Campinas tem 850.147 veículos para uma população de 1,1 milhão de habitantes. 

Atualmente a cidade possui 11 quilômetros de vias exclusivas e passará a ter 22 quilômetros. Entre as avenidas e ruas dotadas com essas faixas estão Moraes Sales, Irmã Serafina, Anchieta, Senador Saraiva e Lix da Cunha. Algumas delas possuem ainda espaços preferenciais. O município tem também dois corredores por onde só circulam veículos do transporte coletivo: Amoreiras e João Jorge.

Os técnicos avaliam que a mudança irá ajudar 30 gargalos no trânsito, melhorando a velocidade média e o tempo para realizar percurso.

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