São Paulo terá 60 ônibus com ar condicionado

domingo, 4 de maio de 2014

A cidade de São Paulo voltará a ter ônibus com ar condicionado, pelo menos em caráter de teste. Ainda neste semestre as primeiras unidades devem ser testados nos corredores exclusivos para ônibus. A SPtrans, empresa que gerencia as linhas da capital paulista vai testar a satisfação do passageiro e o desempenho dos ônibus nas ruas e avenidas. Inicialmente serão 50 veículos com ar-condicionado, que serão adquiridos pela Viação Campo Belo e mais 10 veículos da Via Sul.

Todos eles serão do tipo Caio Millennium BRT, Mercedes Benz O 500 UDA, conhecido também como superaticulado com 23 metros de comprimento.

O uso do equipamento de ar refrigerado foi proibido na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab, sobre uma alegação que a maioria do passageiro não gostava da climatização nos ônibus, segundo pesquisa encomendada pela prefeitura da cidade. Na ocasião 86% dos entrevistados preferiam as “janelas abertas”.

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Novo sistema de integração de ônibus de Florianópolis apresenta falhas

A primeira de uma série de mudanças e melhorias do transporte coletivo de Florianópolis ainda precisa ser melhor entendida e mais conhecida por usuários, motoristas e cobradores. Ontem, no primeiro dia do Consórcio Fênix à frente do novo sistema, poucas pessoas sabiam que o tempo para integração dos ônibus passou de 30 minutos para duas horas. E o mais grave: a integração não funcionou em três das quatro tentativas feitas pelo Notícias do Dia.

Até quarta-feira, quando o sistema era fatiado entre as cinco empresas que hoje formam o Consórcio (Transol, Canasvieiras, Estrela, Insular e Emflotur), o usuário era obrigado a ir até um terminal para fazer a integração. Desde ontem, o passageiro pode integrar sua passagem em qualquer ponto de ônibus e continuar a viagem sem pagar nova tarifa. Pelo menos é o que prevê a primeira medida colocada em ação pelo Consórcio Fênix, que administrará o transporte coletivo da Capital pelos próximos 20 anos.

“Já tive problemas com integração nos terminais e não sei se funcionará corretamente nos pontos”, disse a pedagoga Samira Viga, 38 anos. Ela lembra que é importante ficar atento ao cartão, para ver se a passagem foi descontada.

Para Samira, as duas horas de integração serão insuficientes nos fins de semana e feriados, quando os horários e as linhas são reduzidos. “Evito sair de casa aos domingos para não ficar horas esperando ônibus nos terminais ou nos pontos”, disse a moradora do bairro Ingleses.

Não são só os usuários que reclamam dos horários. Quem trabalha diretamente com o transporte coletivo também percebe a dificuldade imposta pela tabela de horários das empresas. “Se o passageiro não tiver linhas e horários em mãos, perderá o tempo da integração. Por exemplo, tem linhas que as partidas são as 13h35, nos terminais, mas outra linha só chega dois minutos depois e o usuário perde a conexão. Está errado. Os horários devem ser ajustados para evitar tanta espera. Passo por isso como os demais usuários”, disse um cobrador, que pediu para não ser identificado.

Falhas na integração

Às 13h16, eu e o fotógrafo Flavio Tin entramos no Tilag (Terminal da Lagoa da Conceição). Partimos para o Centro às 13h20, no ônibus 0280 da linha 338, da Transol. Na Agronômica, resolvi testar o cartão para saber se a integração funcionaria. Resultado: mais uma tarifa cobrada no cartão. O teste foi feito com dois cartões diferentes. 

Continuamos a viagem rumo ao Ticen (Terminal do Centro), para testar a mudança que é válida apenas para um sentido. Às 13h55, descemos na avenida Mauro Ramos, perto do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina). Às 13h59, pegamos o ônibus 1385, da linha 221, Canasvieiras-Centro. Pela terceira vez a catraca foi liberada após o débito no cartão de transporte. Ou seja, três tentativas de integração frustradas.

Na última tentativa antes de voltar ao Ticen, pegamos o ônibus 0311 da linha 135, Volta ao Morro, da Transol. Desta vez o leitor da catraca acusou integração e exibiu tarifa zerada.

Ao ver frustrada uma das tentativas, o comerciante Sandro Candate, 44 anos, se indignou e lamentou o descumprimento da mudança anunciada pela Prefeitura da Capital. “Às vezes, a integração dá certo com empresas diferentes e dá errado com as mesmas”, criticou o morador da Agronômica.

Tarifa nova só em agosto

A mudança mais aguardada pelos usuários do transporte coletivo só acontecerá no dia 1 de agosto, quando o valor da passagem será reduzido. A tarifa passará de R$ 2,70 para R$ 2,58, com pagamento no cartão; e de R$ 2,90 para R$ 2,75, em dinheiro.

A tarifa social será estendida para toda a cidade, e não apenas às comunidades do maciço do Morro da Cruz, como é hoje. Além disso, será criado o passe livre para estudantes carentes, que beneficiará 10 mil pessoas, de acordo com a prefeitura. O cadastro para esses dois benefícios poderão ser feitos a partir de 1 de junho.

Estão previstas, ainda para este ano, a implantação de faixas exclusivas e preferenciais de ônibus na avenida Beira-Mar Norte e na rua Deputado Antônio Edu Vieira, no Pantanal. Até outubro de 2015 toda a frota deverá ser renovada, com coletivos com até seis anos de uso. Todos os ônibus serão pintados de azul e branco. Outubro de 2015 também é o prazo final para implantação do SAO (sistema de apoio à operação), que disponibilizará aos usuários informações por web, dispositivos móveis e painéis nos terminais de integração e estações. 

Por Felipe Alves
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Tarifa de ônibus em Goiânia sobe para R$ 2,80

O reajuste na passagem do transporte coletivo de Goiânia começou a valer a partir deste sábado (3). O valor da tarifa aumentou dez centavos e passa a ser de R$ 2,80.

O novo preço foi decidido pela Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), composta por representantes políticos e das empresas de ônibus, em uma reunião no dia 16 de abril. O valor, segundo a entidade, foi baseado nos reajustes do óleo diesel, da inflação e do salário dos motoristas. A tarifa não era corrigida desde abril de 2012.

Porém, os usuários do transporte não ficaram satisfeitos com essa medida, principalmente por considerarem a qualidade do serviço ruim. Além desse aspecto, os passageiros afirmam que, embora seja pouco, o reajuste pesa no bolso, pois o salário não é suficiente para pagar pelos constantes reajustes em várias contas.

O aumento só foi concedido após as empresas se comprometerem a adotar medidas para melhorar a qualidade do transporte público a médio e curto prazo. Entre essas medidas estão o aumento no número de veículos, implantação de novas linhas e a renovação da frota. De acordo com o o presidente da CDTC, João Balestra, o aumento de dez centavos em cada passagem é para garantir que essas medidas sejam implementadas.

Para evitar que o reajuste fosse ainda maior, o governo do estado anunciou um repasse mensal de R$ 4 milhões para cobrir 50% do custo das gratuidades, que são usuários que têm direito a utilizar o transporte público sem custos, como idosos e portadores de necessidades especiais.

Informações: G1 GO, com informações da TV Anhanguera

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