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Sem Acordo, Greve de ônibus em Curitiba continua

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A reunião de conciliação entre grevistas e empresas do transporte coletivo de Curitiba que ocorria nesta quinta-feira (27) foi adiada para o dia 6 de março, depois do carnaval. Após duas reuniões entre motoristas, cobradores, representantes de empresas e do poder público, realizadas no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), não houve acordo e a greve foi mantida. Até lá, o percentual mínimo de 50% dos ônibus nos horários de pico e 30% nos demais horários continua valendo.

Com a continuidade da greve, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, informou, via Twitter, que vai disponibilizar todos os carros oficiais da Prefeitura de Curitiba para o transporte dos moradores da capital. Os veículos devem ficar nos terminais e levar as pessoas de graça, com trajetos iguais aos das lotações provisórias autorizadas pela Urbs. "Nesta sexta-feira, dia 28, a Prefeitura disponibilizará ao longo do dia veículos da sua frota oficial para reforçar o transporte alternativo", postou Fruet às 18h14.

Por Antonio Senkovski e Raphael Marchiori
Gazeta do Povo

Logo após o anúncio, por volta das 18h30, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que não tinha condições de informar quantos carros e exatamente que tipo de veículos vão circular nesta sexta-feira (27). Durante o dia, será feita uma força-tarefa pelo órgão para liberar carros para auxiliar no transporte alternativo. Fazem parte da frota de Curitiba automóveis e alguns veículos com capacidade de mais passageiros, como Kombis. Não havia previsão de horário para que os carros oficiais estejam nas ruas nesta sexta-feira.

O cálculo para a circulação mínima de ônibus deve ser feita com base na tabela de horários para feriados da Urbs. As linhas com poucos ônibus devem ter o arredondamento da quantia de veículos em circulação para cima, conforme orientação acertada no fim da reunião.


Ao suspender a audiência, o TRT-PR não descartou a hipótese de a data da reunião ser antecipada, caso haja acordo entre as partes. Nesta tarde, a o sindicato que representa as empresas ofereceu no máximo 7,36% de aumento, o que equivale a 2,1% de ganho real. A classe dos trabalhadores quer, no mínimo, 10,5%, além reajuste em outros benefícios. A questão volta a ser debatida em uma semana.

A audiência começou, por volta das 14h30, com as empresas oferecendo, inicialmente, uma contraproposta de 7,36%. Isso representa 2,1% a mais que a primeira proposta, de reajuste apenas para cobrir a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 5,26% nos últimos 12 meses. Com 7,36% de aumento, os salários dos motoristas iriam para R$ 1.783 e os dos cobradores para R$ 1.009.

Na mesma proposta do Setransp aos funcionários estava a limitação do pagamento de um anuênio (gratificação anual) que já é fornecido aos trabalhadores. Se for aprovado o plano da empresa, os funcionários contratados a partir de agora, vão receber anuênio de 2%. Mas este percentual subiria 2% ao ano, durante cinco anos, até fechar 10%, quando o benefício seria suspenso.

Outra proposta

Logo após a primeira proposta feita pelos representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), a desembargadora que conduz a reunião, Ana Carolina Zaina, sugeriu que a oferta de reajuste fosse elevada para 7,5%, uma redução de 3 pontos percentuais sobre a oferta de 10,5%, feita pela magistrada em reunião na quarta-feira (26).

O advogado do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Elias Mattar Assad, disse que a proposta estava muito longe do reivindicado inicialmente. No começo, motoristas e cobradores queriam 16% e 22% de aumento acima da inflação em seus respectivos salários.

Logo após essa primeira discussão, no TRT, as partes presentes na reunião foram para salas reservadas para discutir as propostas e tentar chegar a um acordo. Na volta, o Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) sugeriu que os patrões paguem um aumento Ministério Público do Trabalho de 8,5% motoristas e 10,5% para cobradores. Isso ocorreu pouco antes de a audiência ser suspensa para semana que vem.

Segundo a Urbs, durante o horário de pico da manhã (das 6 às 8 horas) a quantidade de ônibus nas ruas não chegou a cumprir a decisão da Justiça, que determinou que 50% dos veículos trafegassem nesse horário. No período, a frota máxima detectada pela empresa foi de 44%, às 7h30.

Já ao longo do dia, a circulação de ônibus na capital estava em 55,45% por volta das 15 horas. Pela determinação da Justiça, nesse período o mínimo de ônibus que precisa circular é de 30% da frota.

Até as 18 horas, período considerado como horário de pico, a Urbs calcula que a circulação era de 45% da frota, abaixo da determinação do TRT.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal, todas as porcentagens estão sendo repassadas pela empresa municipal para a Justiça, que irá abrir um processo para a aplicação da multa. Neste caso, porém, o Sindimoc pode discordar dos números e apresentar contraprovas, como fotos e outros dados que contestem a os números da Urbs.

Por outro lado, a assessoria de imprensa do TRT declarou que não deu início ao processo para o julgamento da multa, já que o Tribunal prioriza a resolução da briga entre padrões e empregados.

Garagens da RMC são liberadas

Durante a manhã, duas garagens da região metropolitana foram bloqueadas por grevistas e ônibus não puderam sair para cumprir a determinação de frota mínima da Justiça. Os locais prejudicados foram a empresa Viação Tamandaré, na cidade de mesmo nome; e a empresa Viação do Sul, no bairro Abranches, em Curitiba.

Na primeira, às 11 horas o portão da garagem foi liberado para parte dos coletivos fazerem as linhas. Às 17 horas, 25 ônibus da empresa circulavam, entre eles ligeirinhos (como o Tamandaré-Curitiba), alimentadores e ônibus convencionais. Dois coletivos da Viação Antonina, que integra a empresa, também foram liberados.

Na segunda, a situação foi normalizada por volta das 13 horas e oito ônibus de três linhas operadas pela empresa voltaram a circular. Veículos das linhas Minérios, Vila Marta, Tanguá e Lamenha (Tamandaré-Curitiba) transportavam passageiros às 17 horas. Estavam sem ônibus nos itinerários as linhas Rio Branco-Curitiba, Itaperuçu-Rio Branco e Itaperuçu-Curitiba.

Informações: Gazeta do Povo

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Prefeitura de SP estuda proibir táxis nos corredores apenas em horário de pico

A Prefeitura de São Paulo estuda proibir a circulação de taxistas apenas em horários de pico e permitir que esses veículos continuem usando os espaços no restante do dia. A exclusão dos taxistas dos corredores foi pedida pelo Ministério Público de São Paulo à prefeitura, que apresentou um estudo mostrando que a velocidade dos ônibus é limitada em até 31,6% em razão dos táxis.

Agora, a prefeitura realizou um novo estudo separando o impacto para os ônibus nos horários de pico e nos entrepicos. “Até por recomendação do MP, decidiu-se segmentar. Separar o horário de pico do entrepico para verificar se há prejuízo para os ônibus se há prejuízo durante todo o dia ou se é possível flexibilizar”, disse Haddad.

O prefeito não especificou horário. Atualmente, o horário de pico em que o rodízio funciona na cidade é das 7h às 10 e das 17h às 20h.

Os corredores são as faixas voltadas a ônibus que ficam à esquerda de algumas avenidas da cidade, como Santo Amaro, Rebouças e Nove de Julho. Nas faixas exclusivas, os táxis já não podem circular.

Nesta quarta, o secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, vai se reunir com o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes para debater o tema. O MP deu prazo até o início de fevereiro para que a Prefeitura determinasse a retirada dos táxis dos corredores. A categoria protestou, e o promotor permitiu que os taxistas entregassem então um estudo encomendado pela categoria sobre o impacto dos táxis nos corredores.

A cidade tem atualmente 34 mil taxistas. Apesar da pressão da categoria, Haddad afirma que a decisão será técnica e que "não vai se fazer política porque é a mobilidade da cidade que está em jogo", disse.

Estudo
O primeiro estudo da Prefeitura de São Paulo mostrou que a velocidade do ônibus é limitada em 25,5% no sentido bairro-Centro e 31,6% no sentido Centro-bairro. “Se constatou o que é olhos vistos. Tudo que entra no corredor atrapalha o ônibus. A gente só não sabia o quanto. E verificamos que 1% dos usuários de carro atrapalham 99% dos usuários do transporte coletivo”, afirmou o secretário Jilmar Tatto no dia 17 de dezembro.

Na ocasião, o MP anunciou que daria prazo de 45 dias à Prefeitura de São Paulo para que os táxis perdessem a permissão de circular nos corredores.

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Em Santo André, Passageiros reclamam de superlotação

Superlotação e longo tempo de espera são as principais reclamações dos usuários do terminal de ônibus da Vila Luzita, em Santo André. A estação tem apenas duas plataformas de embarque e desembarque, o que aumenta a concentração de passageiros, principalmente nos horários de pico. O equipamento entrou em funcionamento em setembro de 2001 e é administrado pela concessionária Expresso Guarará, que também opera as 16 linhas municipais que atendem o local.

“A população da Vila Luzita cresceu muito nos últimos anos. O bairro virou praticamente um segundo Centro. Este terminal ficou pequeno e já não dá mais conta de atender a toda demanda”, opina a fotógrafa Jaqueline Silva dos Reis, 24 anos, que mora na região desde 1997.

A passageira relata que o aperto não ocorre somente nas plataformas, mas também no interior dos coletivos. “Nós vamos prensados dentro do ônibus. Principalmente de manhã.” A moradora observa também que há falhas na sinalização. “Em São Paulo, os terminais têm painéis eletrônicos que mostram o tempo de espera. Aqui, os funcionários sempre dizem que está chegando, mas é comum termos de aguardar mais meia hora, pelo menos”, lamenta.

Além da superlotação, a balconista Célia Ferraz da Silva, 27, classifica como desconfortável a área para espera dos veículos. “Não tem onde sentar. Os idosos são os que mais sofrem com isso, ainda mais que, quando tem algum lugar vago, ninguém respeita”, critica. Pelas duas plataformas estão espalhados 11 bancos, cada um com capacidade para quatro pessoas, totalizando 44 espaços.

A porteira Roseli Aparecida de Oliveira, 45, avalia que os sanitários foram colocados em posição que prejudica os usuários. “Os banheiros estão antes das catracas. Se alguém que já embarcou precisar usar o toalete, terá de sair e pagar outra passagem para retornar”, denuncia.

A equipe do Diário esteve no terminal no fim da tarde de ontem. O espaço de maneira geral é bem conservado, mas apresenta problemas. Um deles é a passagem em nível de uma plataforma para a outra. O acesso, que deveria ser utilizado apenas por idosos e deficientes, estava liberado para todos os passageiros, gerando risco de atropelamento ao atravessar a pista. A travessia deveria ser feita por um dos túneis disponíveis.

Empresa admite excesso de demanda

Responsável pela administração do Terminal da Vila Luzita, a Expresso Guarará reconhece o excesso de demanda na estação. O diretor da empresa, Francesco Tripicchio, afirma, entretanto, que qualquer mudança na quantidade de veículos destinada a atender à demanda da região necessita de autorização da SATrans, autarquia que gerencia o Transporte em Santo André.

“Nós trabalhamos com base na ordem de serviço operacional. A frota é definida de acordo com a mudança. É necessário estudo para que as alterações possam ser feitas”, explica o diretor. Ele afirma, no entanto, que o intervalo entre os veículos no horário de pico da manhã chega a quatro minutos nas linhas troncais – os itinerários que vão do bairro até o Centro.

Tripicchio salienta que a melhoria no sistema depende da fluidez nas faixas exclusivas para ônibus na região central, pois, sem congestionamento nesses espaços, os coletivos retornariam para o terminal em tempo menor, gerando menos transtornos. 

por Fábio Munhoz

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Na Grande BH, Sistema BRT vai atender usuários de dez cidades

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte não vão ter um gasto a mais com a implantação do chamado BRT Metropolitano (sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus). De acordo com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), inicialmente, moradores de dez cidades serão atendidos pelo sistema, que deve entrar em funcionamento no fim de abril.

O novo sistema ainda é uma incógnita para alguns usuários. “Eu não sei não, eu ouço falar por alto”, afirmou o auxiliar de cozinha Isac Magalhães, enquanto esperava na Rodoviária de Belo Horizonte o ônibus para Caeté. Ele acredita que o BRT Metropolitano vá trazer mais agilidade nas viagens. “Se não aumentar a passagem, beleza. Se aumentar, muita empresa vai dispensar muito trabalhador”, disse.

Segundo a secretaria, com a implantação do sistema, os passageiros vão utilizar duas linhas para chegar até o Centro da capital; as alimentadoras – que ligam as cidades às estações –, e as troncais – que têm o objetivo de transportar os passageiros às avenidas Santos Dumont ou Paraná e à Região Hospitalar, em Belo Horizonte. Atualmente, o trecho é feito com somente um ônibus que leva as pessoas das cidades da Região Metropolitana até a Região Central da capital.

A Setop explicou que as linhas troncais vão utilizar os corredores nas pistas exclusivas das avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos/Pedro I, em conjunto com o Move de Belo Horizonte, o que deve diminuir o tempo das viagens. Os veículos do BRT Metropolitano terão a cor predominante em verde, para diferenciar os dois sistemas, que vão operar em estações distintas, sem integração.

A bancária Arabelle Silva, moradora de Pedro Leopoldo, não demonstrou muita animação com o Transporte Rápido por Ônibus. “Pra mim não compensa. Acho que é mais trabalho para o passageiro, devido ao tempo gasto entre a saída de um ônibus até a entrada de outro”, falou. Entre os benefícios, Arabelle citou a possibilidade de diminuição da quantidade de ônibus no Centro da capital.

De acordo com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, os veículos do BRT Metropolitano já foram adquiridos pelos consórcios das empresas que atuam no Vetor Norte da Região Metropolitana. A frota total será de 289 veículos, entre articulados – com capacidade para 144 passageiros – e padrão BRT – com capacidade para 100 passageiros.

A pasta informou que as linhas de origem nos municípios de Santa Luzia, Caeté, Taquaraçu de Minas, Nova União e Jaboticatubas vão levar os passageiros para a Estação São Gabriel. Já os usuários que vêm de Confins, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Matozinhos e Capim Branco deverão embarcar nas linhas troncais na Estação Vilarinho. Como a implantação será gradual, nos demais municípios da Região Metropolitana, os passageiros serão transportados nas suas linhas atuais.

Por Pedro Ângelo
Do G1 MG

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Edital do metrô de Curitiba será lançado em março

O edital de licitação para a construção do metrô ficará pronto em março, junto com os anexos e a versão final do contrato. Assim que for publicado o edital, haverá um prazo de 45 dias para que as empresas ou consórcios interessados apresentem suas propostas.

Essas informações foram repassadas pelo secretário municipal da Administração e Planejamento, Fábio Scatolin, durante uma audiência para discutir o Metrô de Curitiba realizada nesta terça-feira (25), na Câmara Municipal. Scatolin reforçou a importância do processo democrático e das contribuições da sociedade na elaboração do edital do Metrô de Curitiba. “Recebemos mais de 500 contribuições, e isso é extraordinário”, disse.

Também participaram da audiência o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires, o presidente da Urbs, Roberto Gregório, o secretário de Obras Públicas, Sérgio Antoniasse, e o secretário de Tecnologia da Informação, Paulo Roberto Miranda.

Fábio Scatolin disse que o período de consulta pública, que durou 30 dias, foi concluído em 10 de fevereiro. No momento, a equipe técnica da Prefeitura Municipal de Curitiba dedica-se à análise das sugestões apresentadas. O secretário anunciou que, nos próximos dias, a Prefeitura vai responder todos os questionamentos e sugestões apresentados. “E após a análise das contribuições da sociedade, vamos elaborar a versão final do edital de licitação, junto com seus anexos e com o contrato”, confirmou Scatolin.

O secretário também informou, durante a audiência, que técnicos da Prefeitura mantêm contato permanente com as equipes do governo federal que estão preparando a liberação dos recursos do Plano de Mobilidade de Alta e Média Capacidade de Curitiba que, além do metrô, também vão assegurar as obras do Inter 2, Linha Verde e Aumento da Capacidade do BRT, totalizando R$ 5,3 bilhões. A expectativa é que a portaria seja assinada nos próximos dias.

Durante a audiência, o presidente do Ippuc, Sérgio Pires, destacou que o metrô deve ser visto como uma oportunidade. “Com a implantação do metrô e dos demais projetos de mobilidade, Curitiba caminha para a adoção da multimodalidade. A cidade viverá uma transformação tão grandiosa quanto a que ocorreu após a aprovação do Plano Diretor de 1966, que terá impacto altamente positivo no desenvolvimento do município”, avaliou Pires.

Cronograma

Após o lançamento do edital e apresentação das propostas, a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação deverá ocorrer em junho. O prazo para início das obras do metrô está previsto para julho desse ano. A partir daí, a empresa terá até seis anos para concluir a obra. “Mas a nossa expectativa é de que isso venha a ocorrer em cinco anos, pois a empresa vencedora do consórcio terá interesse de iniciar a operação do sistema o mais breve possível para que possa ter o retorno de seu investimento”, explicou Scatolin.

Pesquisa de Origem e Destino

Os vereadores pediram esclarecimentos a respeito da Pesquisa de Origem e Destino que a prefeitura de Curitiba irá elaborar. O presidente da Urbs, Roberto Gregório, explicou que o corredor norte-sul, por onde passará a linha do metrô, já tem estudos de demanda consolidados e, por isso, não depende dessa pesquisa. No entanto, a Pesquisa de Origem e Destino será fundamental para definir a futura integração do sistema de transporte coletivo ao metrô. “Essa nova malha de deslocamentos, para consolidar a integração multimodal, é que será definida a partir da pesquisa”, disse Gregório.

Informações: Bem Paraná


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Em Campinas, Motorista de ônibus podem trabalhar com bermuda

A Câmara de Campinas (SP) aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que libera o uso de bermudas para taxistas, motoristas e cobradores de ônibus no período mais quente do ano. A proposta agora depende da sanção do prefeito Jonas Donizette (PSB). Se o pessebista autorizar, os trabalhadores do transporte público poderão adotar a vestimenta de 1º de outubro a 31 de março.

Pelo texto do projeto, após ser promulgada, a Prefeitura tem um prazo de 30 dias para regulamentar a lei de forma que a roupa seja padronizada entre os funcionários das companhias de táxi e das empresas do transporte coletivo.

Na justificativa, o autor da lei, o vereador Carlinhos Camelô (PT), defende que ao garantir maior conforto para os trabalhadores, o serviço de transporte coletivo também deve melhorar. “Este [projeto] pode não atingir diretamente toda a população, mas, com certeza, alcançará categorias de trabalhadores que trabalharão mais tranquilos e menos incomodados, e certamente felizes, o que, com certeza, atingirá a todos os usuários diretamente”, escreveu.

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Em Curitiba, 40% da frota deve voltar a circular nesta quinta

Mesmo com a determinação de que 40% da frota dos ônibus volte a circular às 17 horas desta quarta (26), os motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba e Região Metropolitana encontram dificuldades para chegar até as garagens por causa paralisação do transporte coletivo.

Na garagem da empresa Glória, no bairro Boa Vista, apenas dez veículos foram às ruas até as 17h30. O diretor de operações, Gelson Forlin, contou que pela manhã os motoristas e cobradores que foram ao local foram impedidos de trabalhar por outros funcionários, que montaram um piquete em frente a garagem. “Agora eles [os trabalhadores] não conseguem chegar até aqui”, disse Forlin. A Glória tem de 80 a 90 veículos.

Na garagem da empresa Marechal, no Centro Cívico, a situação era mais tensa. Em frente ao local há duas barracas e uma tenda de grevistas que são favoráveis à paralisação total. Os cinco veículos que saíram da garagem foram hostilizados pelos manifestantes. Os motoristas e cobradores também têm dificuldade para chegar ao local pela falta de meios de transporte.

Determinação

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e região metropolitana (Sindimoc) acatou a determinação da desembargadora Ana Maria Zaina, do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT), de retorno de 40% da frota de ônibus a partir das 17 horas desta quarta-feira.

Durante a audiência com os trabalhadores, que ainda está em curso, a desembargadora exigiu também que 50% da frota volte a funcionar as 6 horas de quinta (27).

Os 40% serão mantidos nos horários de pico(entre 6h e 8h, de segunda-feira a sábado, e 17h às 19h, de segunda a sexta-feira). Já para os demais horários, a determinação é que circule 30% da frota. Conforme a Urbanização de Curitiba (Urbs), a quantidade corresponde a 1.186 veículos nos horários de pico e 607 nos demais horários.

Em uma pausa concedida durante a audiência para que o sindicato comunicasse os trabalhadores da decisão, o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, solicitou que os motoristas e cobradores fizessem o controle dos percentuais na porta das garagens.

A quantia determinada para a frota de 30% e 40% vale para todas as linhas que operam no transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, além das linhas Turismo e Aeroporto Executivo.

A multa aplicada ao sindicato em caso de descumprimento subiu de R$ 10 mil para R$ 100 mil por dia. O advogado do Sindimoc, Elias Mattar Assad, disse que o sindicato deve cumprir a determinação judicial, mas aguardará a notificação oficial.

Mesmo com a ordem da Justiça, a paralisação não deve ser encerrada a tempo do horário de pico do fim da tarde. Questionado se a categoria atenderia imediatamente à determinação judicial, o advogado do sindicato disse que "enquanto não acabar a audiência, as coisas ficarão como estão”.

Representantes do sindicato e das empresas de ônibus de Curitiba estão reunidos nesta tarde em audiência no TRT. "Talvez saiamos do tribunal com acordo, mas caso isso não aconteça, faremos de tudo para cumprir a ordem judicial que vier", afirmou Assad.

Na audiência, a Urbs entregou um documento que especifica a quantiodade que representa 30% e 40% dos ônibus por linha. O sindicato recebeu o documento e disse que deve colocar em prática.

A ordem judicial que determinou o retorno imediato da circulação de ônibus é da desembargadora Ana Carolina Zaina. "A lei do direito de greve prevê multa em caso de uso abusivo desse direito, por isso estabelecemos R$ 100 mil diários. Porém estou convicta de que a categoria encontrará um caminho de paz", comenta a desembargadora.

Esse caminho de paz está longe está longe de ocorrer. Depois de 1h30 de audiência, o sindicato patronal ainda não propôs o reajuste aos trabalhadores acima da inflação, principal pedido da categoria. Representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setransp) afirmam que a categoria suporta oferecer no máximo o reajuste da correção do INPC, que é de 5,26% acumulado até fevereiro. O sindicato pede aumento de 22% para cobradores e 16% para motoristas de ônibus.

Para minimizar os problemas com a falta de ônibus, a Urbs abriu cadastramento de veículos particulares para fazer transporte alternativo. Até o meio dia desta quarta, 260 veículos estavam cadastrados. A maioria deles são vans, além de dez micro ônibus e um ônibus.

Os motoristas desses veículos precisam estar com a documentação pessoal e do veículo em dia e com o carro em boas condições. Além disso, os donos desses transportes precisam cobrar no máximo R$ 6 de tarifa, caso contrário respondem a sanções previstas no previstas no Código Brasileiro de Trânsito.

Táxis

Desde a madrugada, as centrais telefônicas de táxi estão congestionadas. Às 11h30, a reportagem tentou entrar em contato com quatro empresas que prestam o serviço. Apenas em uma delas foi possível falar com a atendente. Quantos às outras, a ligação sequer completou.

A empresa que atendeu a reportagem informou que mantém toda a frota em circulação, o que equivale e 240 carros. A quantidade é insuficiente para atender a todos os pedidos, e não estão sendo estabelecidos horários para a busca dos clientes em suas casas. Segundo a empresa, a tendência é de que no horário do almoço aumente ainda mais demanda pelos táxis.

A situação de contato com as centrais telefônicas não mudou muito desde o início da manhã. No período, a reportagem tentou os mesmos contatos e também só conseguiu conversar com uma única central - a mesma do fim da manhã. Para conseguir falar com a telefonista foram necessários aproximadamente cinco minutos de espera.

De acordo com a empresa, por volta das 7h15, toda a frota estava circulando no período, e, apesar dos contatos, também não havia previsão de tempo para que as pessoas fossem buscadas em casa. Na mesma empresa, a fila de espera começou por volta das 5h30.

Para economizar e agilizar o transporte, uma alternativa para quem precisa chegar ao trabalho é dividir uma viagem de táxi com colegas e vizinhos. É o que fez a auxiliar de serviços gerais Lenir Batista, de 49 anos. Moradora do Sítio Cercado, ela e mais três amigas dividiram o valor de uma corrida até o centro, de onde elas seguiram a pé para seus locais de trabalho para economizar. "Agora vou a pé até perto do [Hospital] Evangélico para economizar um pouco porque não tenho dinheiro", declarou Lenir, que ficou no telefone para conseguir um táxi das 5h30 até as 7 horas.

Pouco antes das 7 horas, na região central, havia táxis em pelo menos dois pontos - nas praças Rui Barbosa e Tiradentes -, porém, não havia passageiros.

Informações: Gazeta do Povo

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Mulher perde o braço ao ser empurrada nos trilhos do Metrô em São Paulo

Uma mulher teve o braço direito amputado após cair nos trilhos do Metrô na Estação Sé na manhã desta terça-feira, 26. Testemunhas informaram à polícia que um homem, que aparentava ter distúrbios mentais, empurrou a encarregada Maria da Conceição de Oliveira aleatoriamente e saiu correndo com um sorriso no rosto. O caso foi registrado na Delegacia do Metropolitano (Delpom) como tentativa de homicídio.

Segundo a Santa Casa, Maria da Conceição está internada na UTI em estado estável. Ela completou 28 anos no dia do acidente, informou a família no hospital.

Maria da Conceição mora na Vila Guilherme, zona norte, e usaria a Linha 3-Vermelha no sentido Itaquera para chegar à empresa em que trabalha como atendente. "Ela disse que nasceu de novo e que o acidente foi muito feio", diz a amiga da vítima, Ana Lívia de Souza. Segundo familiares, Maria da Conceição chegou ao hospital consciente. Eles a visitaram nesta tarde na UTI da Santa casa, onde ela está em observação para novas cirurgias que a paciente deverá passar: uma na coluna cervical e outra no ombro direito.

O Metrô afirmou que o incidente ocorreu às 7h16. A circulação na Linha 3-Vermelha foi interrompida em um sentido para o resgate. De acordo com depoimento dos familiares, três usuários do Metrô entraram nos trilhos para remover a vítima. Quando viu a atendente caindo, o maquinista acionou os freios e teria ficado em estado de choque, segundo testemunhas.

De acordo com a polícia, o suspeito usava uma camiseta branca e importunou outras passageiras na fila de embarque. Imagens da câmera de segurança mostram o momento em que esse suspeito, ainda não identificado, empurra a vítima e depois foge para a rua.

Informações: Estadão

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