Em Salvador, Passageiros e rodoviários aprovam novo ônibus elétrico

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O novo ônibus elétrico, que começou a circular em Salvador na manhã desta terça (16), deixou uma boa primeira impressão para passageiros e rodoviários. Equipado com ar-condicionado e com um sistema diferente dos coletivos tradicionais, ele foi bastante elogiado pelo conforto que oferece.

Durante os 30 dias de testes, o veículo irá operar em quatros linhas da cidade: Estação Pirajá/Ribeira, Pirajá/Barra, Pirajá/Pituba e Paripe/Aeroporto, uma por semana.

O primeiro ônibus 100% elétricos da empresa chinesa BYD, em parceria com o consórcio Integra Plataforma, rodou nesta terça pela manhã. A linha escolhida para daro pontapé inicial na nova tecnologia foi a 1505, que sai do fim de linha de Pirajá com destino à Barra. No trajeto, o novo veículo passou pelos bairros de Campinas de Pirajá, São Caetano, Largo do Tanque, Calçada, Comércio e Campo Grande pegando passageiros nos pontos de ônibus. Durante o percurso, a tarifa não foi cobrada, pelo menos nesta primeira viagem. Nos próximos 30 dias de testes, a tarifa de R$ 4 será cobrada normalmente, assim como acontece com os ônibus convencionais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o objetivo neste mês é checar a adequação do veículo às condições do dia a dia do transporte coletivo e as características geográficas da cidade.

O secretário da pasta, Fábio Mota, destacou a importância e os benefícios do novo modelo de transporte para os usuários e também para o meio ambiente. Ele disse ainda que, caso os ônibus elétricos sejam aprovados, circularão apenas nos trilhos destinados ao sistema BRT (Bus Rapid Transit), por causa da sua estrutura física. O equipamento, que custa cerca de R$ 1,4 milhão, é cerca de quatro vezes mais caro que um ônibus convencional, que são comercializados por R$ 400 mil.

“Estamos testando as questões da autonomia, motorização, acessibilidade e logística do carregamento, assim como a funcionalidade do veículo. O ônibus elétrico é uma tecnologia limpa. É evidente que, entre esse ônibus e o normal, o elétrico leva todas essas vantagens por ser um aliado do meio ambiente. Se for aprovado nos testes, irá agregar muito no nosso pensamento de que o sistema BRT seja operado por esse tipo de veículo. A conta para a utilização desses veículos nas frotas convencionais vai depender dos testes e a avaliação das concessionárias nesses 30 dias”, disse.

O protótipo elétrico possui capacidade para 51 passageiros em pé e 26 sentados. Como não utiliza combustíveis, o veículo não emite qualquer tipo de poluição. O equipamento possui dois motores, sendo um em cada roda, tem freio ABS, potência de 400cv e consegue rodar 250km com a bateria completa, que leva até 4 horas para ser recarregada.

De acordo com o gerente de manutenção do Consórcio Integra Plataforma, Marcos Matos, outra vantagem do transporte elétrico é o maior conforto ao passageiro. 

Sustentabilidade
Durante o teste será avaliado o sistema de regeneração do ônibus. Quando acionado o freio, será possível recarregar as baterias em movimento, o que foi pensado para aumentar a durabilidade da carga durante as viagens.

Inicialmente, a autonomia da bateria é de 250 km com a carga máxima. O protótipo terá seu comportamento no dia a dia da cidade avaliado. A expectativa é que, se o teste for positivo, o veículo integre a frota que será utilizada no BRT.

O sistema de carregamento da bateria é feito em uma central de abastecimento, que pode ser instalada na garagem dos veículos. O ônibus é conectado em uma tomada até concluir o processo. 

Sustentável, o ônibus possui, dentre as características, a presença de 100% de suspensão pneumática, que justifica a sensação de conforto narrada pelos passageiros. Ele possui um sistema de ajoelhamento, que é a compreensão de um piso baixo e a ausência de degraus.

Com acionamento de um botão, o veículo é inclinado para o lado direito, onde uma prancha é deslizada para facilitar o acesso dos cadeirantes e pessoas com deficiência com tranquilidade e segurança.

* Com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier 

Informações: Correio 24 Horas


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Metrô de SP terá sistema de reconhecimento facial

O Metrô de São Paulo irá instalar câmeras que fazem reconhecimento facial, tecnologia que permite a identificação de pessoas por meio de imagens dos rostos. A novidade faz parte da implantação de um novo sistema de monitoramento eletrônico para as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Segundo o Metrô, o objetivo é "a melhoria e ampliação da segurança operacional do sistema com o aumento do parque de câmeras". O edital para a compra deste novo sistema foi lançado no final de junho no Diário Oficial do Estado.

Nele, a companhia usa, como referência de orçamento para o projeto, o valor de R$ 69 milhões. As propostas serão apresentadas por empresas ou consórcios no dia 20 de agosto.

Além das câmeras novas, a compra vai contemplar a elaboração do projeto, o fornecimento, instalação e testes de equipamentos de imagem com alta capacidade para as instalações do Metrô. Hoje, o monitoramento é feito com câmeras analógicas e outras digitais. Nem todas estão integradas aos centros de controle operacional (CCOs), segundo o Metrô.

O novo sistema de monitoramento, além de reconhecimento facial, prevê a identificação e rastreamento de objetos e de áreas invadidas. Ele terá uma autonomia de 30 dias para armazenamento de imagens.

Informações: G1 SP
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Corredores e horários exclusivos podem melhorar serviço de ônibus em Campo Grande

A criação de corredores exclusivos do transporte coletivo com faixas apenas para o tráfego de ônibus, alargamento das já existentes nas ruas de maior fluxo – como na Rui Barbosa – e também implantação do sistema na Avenida Afonso Pena, além de horários exclusivos para o tráfego de ônibus em determinadas vias, são algumas das possíveis soluções para as falhas do serviço em Campo Grande. A possibilidade foi levantada e defendida ontem durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, que discutiu o tema.

A Avenida Afonso Pena e a Rua Rui Barbosa, juntas, recebem a totalidade do trânsito de ônibus da área central. A Capital tem 196 linhas que prestam o serviço e destas 80% passam pela Rui Barbosa. Já a Avenida Afonso Pena, sozinha, é trajeto de 21 linhas, com aproximadamente 726 passagens de veículos do transporte coletivo por dia. 

Porém, as duas mais importantes vias para o serviço não estão preparadas para a demanda. Com o centro em obras, por conta do Reviva Campo Grande, todo o fluxo foi direcionado para a Rui Barbosa, que já era um importante corredor do transporte coletivo, mas desde o início da intervenção – há pouco mais de um ano – repentinamente passou a receber as demais linhas. Além disso, não há previsão de o tráfego deixar a rua e ainda existe a preocupação por conta das obras que devem ocorrer ali e na Avenida Calógeras. E também próximo à área central outras três obras importantes – na Rua Brilhante e nas avenidas Bandeirantes e Ernesto Geisel – afetam o fluxo de veículos de maneira geral.

“Para onde vão os ônibus quando começarem as obras na Rui Barbosa e na Calógeras? Para a Rua 14 de Julho, os ônibus não devem voltar, por que a via é para passagem de veículos e pedestres. Então isso tem que ser organizado”, afirmou o usuário do transporte coletivo Fábio Martins, 37 anos, que faz parte do Ligados no Transporte – criado em 2013, o grupo faz denúncias e acompanha os serviços prestados.

CONSENSO

Mesmo com embates de informações e posicionamento, usuários e o próprio Consórcio Guaicurus são unânimes em relação a possíveis soluções para os problemas constantes que envolvem o transporte coletivo, em especial os atrasos.

“Vai atrasar sim, sempre. Com o trânsito caótico do jeito que está e o asfalto ruim, não tem como os ônibus andarem mais rápido. A velocidade média é baixa, não por conta da idade média da frota e, sim, porque não tem fluxo suficiente nas ruas”, afirma o presidente do Consórcio Guaicurus – conglomerado das cinco empresas que prestam o serviço na cidade –, João Rezende.

“A criação de corredores exclusivos, com faixas mais largas, que comportam o tamanho dos ônibus, a meu ver, é uma solução, sim. Tanto na Rui Barbosa quanto na Afonso Pena”, opinou o professor Erik Moisés, 30 anos, um dos criadores do Ligados no Transporte.

“O transporte coletivo precisa ser priorizado. Mais pessoas são beneficiadas por ele do que pelos veículos. Por isso somos favoráveis, por exemplo, a retirar, se for preciso, o espaço para estacionamento tanto na Afonso Pena quanto na Rui Barbosa e assim dar espaço aos ônibus. E também pode haver determinados horários exclusivos para ônibus, sempre quando for pico, no início da manhã, na hora do almoço e no fim da tarde. Isso ajudaria a mobilidade urbana de todos”, opinou Rezende.

No caso da Avenida Afonso Pena, foi levantada a possibilidade de a via ter o canteiro central reduzido para comportar melhor a faixa exclusiva para os ônibus. “Tem uma faixa à direita, que não funciona como deveria. É estreita e os ônibus sempre ficam presos por conta do fluxo intenso. O ideal é ter mais espaço. Vira e mexe os ônibus arrancam retrovisores, por exemplo, por causa desse problema. Tirar o estacionamento é uma possível solução”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano, Demétrio de Freitas.

Apesar de defendida pelos usuários, trabalhadores e empresas que prestam o serviço, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) não informou se a melhoria no sistema de faixas e horários exclusivos tem previsão de começar a operar.

VISTORIAS

A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) informou que foram concluídas as vistorias realizadas desde junho do ano passado nos veículos do transporte coletivo.

No total, 561 ônibus foram inspecionados – apesar de a frota atual ser de 558 veículos. “No total, 40% foram reprovados. Nesta situação, o consórcio precisa fazer a regularização. E o veículo só volta a circular depois de nova vistoria e correção das irregularidades”, explicou Renato Assis, diretor de Fiscalização e Estudos Econômico-Financeiros da pasta.

Informações: Correio do Estado

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Linhas intermunicipais de Campinas têm agora o cartão BUS+ Sênior

Pontos exclusivos de atendimento para idosos com mais de 65 anos foram criados para retirar o cartão BUS+ Sênior do transporte intermunicipal nos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Este cartão eletrônico é concedido às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e garante a gratuidade nas viagens — no transporte metropolitano gerenciado pela EMTU/SP, idoso não paga passagem a partir dos 60 anos.

O interessado em obter o benefício deve comparecer a um dos postos de credenciamento do Consórcio BUS+ com os seguintes documentos: original e cópia do CPF, original e cópia da Carteira de Identidade, original e cópia de um comprovante de endereço emitido recentemente.

Os pontos especiais de credenciamento dos cartões ficam na Rodoviária de Sumaré e no Terminal Metropolitano de Campinas. Na Rodoviária de Sumaré, na Avenida Júlia Vasconcelos Bufarah, 50, o funcionamento é das 8h às 17h. Já no Terminal Metropolitano de Campinas, na Avenida Lix da Cunha, 101, o posto funcionará dentro do Centro de Atendimento aos Passageiros Especiais (Capes) da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), que já atende no local das 8h às 17h.

Paulo Barddal, diretor de Comunicação do Consórcio BUS+, explicou que o idoso com 65 anos ou mais não precisaria do novo cartão por já ter o acesso gratuito ao apresentar apenas o documento de identidade ao motorista, mas que o Consórcio BUS+, por uma questão de segurança para o próprio idoso, orienta que as pessoas com mais de 65 anos completos também façam o Cartão BUS+ Sênior.

Isso porque, com o cartão, os usuários embarcam pela porta da frente, aos olhos do motorista, o que minimiza problemas como quedas acidentais nas escadas. “A gratuidade no transporte para este público está garantida pela legislação federal, mas o cartão eletrônico vai facilitar ainda mais para eles no uso do transporte, afinal muitos têm problema de mobilidade reduzida”, afirmou Barddal.

Informações: Correio


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Em Campo Grande, Prefeitura abre licitação de R$ 1 milhão para estações de embarque

A prefeitura abriu licitação de R$ 1.019.581,77 para construção de plataformas e estações de embarque ruas Guia Lopes, Brilhante, Bahia e Avenida Bandeirantes, em Campo Grande. Estas vias já estão prontas, ou com processo tramitação de aberto, para realização de obras de requalificação asfáltica para implantação de corredores exclusivos para ônibus. A estrutura que será adquirida servirá para reorganizar o transporte coletivo as mudanças. 

O primeiro projeto de implantação de corredor exclusivo para ônibus está sendo executado nas ruas Brilhante, Guia Lopes, Marechal Teodoro e Avenida Bandeirantes, região sudoeste. O projeto prevê requalificação num extensão de 12 quilômetros ao custo de R$ 23,5 milhões, provenientes do governo Federal (PAC Mobilidade) e da prefeitura.

Também com recursos do PAC, a prefeitura contratou, em maio deste ano, a empresa Equipe Engenharia para implantar corredor de transporte coletivo na rua Bahia, região central da Capital. O recurso investido será de R$4.392.305,41 milhões.

A obra prevê a execução de 1 ,2 km de microdrenagem  e recapeamento de 1,75 km a serem executados até 2020. 

Conforme publicado na edição desta terça-feira, do Diário Oficial do município, os documentos para habilitação e proposta das concorrentes  deverão ser entregues às 08h, do dia 16 de agosto de 2019. As obras devem ser executadas dentro de 180 dias a partir da assinatura do contrato. 

Informações: Correio do Estado

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No Recife, Nova Conde da Boa Vista já tem vidro quebrado por vandalismo

Os recifenses receberam nesta semana a primeira parte da requalificação da Avenida Conde da Boa Vista, no centro. O tráfego de veículos e pedestres voltou ao normal no trecho entre as ruas da Aurora e do Hospício, sentido cidade/subúrbio. O ambiente, de fato, está mais bonito, mas quem frequenta ou mora por lá teme depredação e desgaste rápido da novidade. Mal foi entregue e, no fim da tarde de hoje, já se via vidro quebrado e faixa de pedestre “descascando”. 

O piso dos cruzamentos da avenida com as ruas da União, da Saudade e Sete de Setembro foi elevado, para deixar a caminhada do pedestre confortável e no mesmo nível. Mas justamente a faixa de travessia começou a sumir: o material utilizado na pintura começou a descascar, ficando com pedaços espalhados ao longo da via. Fora isso, as calçadas permitiam o livre fluxo do público. Não se via lixo ou sujeira. 

Mais adiante, perto do cruzamento da Sete de Setembro, a placa que mostra quais linhas de ônibus passam pelo local foi depredada. A enfermeira Milla Rodrigues, 48, testemunhou o momento: “Jogaram uma pedra e quebraram. Horrível, né? Temos que lembrar que não depende só do governo manter tudo isso. É como nossa casa: se vem alguém e bagunça, a gente não vai gostar”. 

Próximos passos
A obra da nova Conde da Boa Vista agora será feita do lado oposto, no sentido subúrbio/cidade entre as ruas do Hospício e da Aurora. No início da noite desta segnda, a prefeitura ainda retirava as paradas antigas. Quem pega ônibus por ali deve ficar atento: ou usa um abrigo provisório, instalado antes do trecho; ou terá de atravessar a Ponte Duarte Coelho para pegar transporte na Avenida Guararapes.

A execução do serviço é de responsabilidade da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). Questionada sobre a faixa de pedestre, a instituição admite que utilizou um produto inadequado, se comprometendo a fazer uma nova pintura ainda nesta semana. A vidraça quebrada deve ser reposta até quarta.

O trecho entregue na segunda custou R$ 3,5 milhões. Ao todo, serão investidos R$ 15 mi na recuperação de toda a avenida.

Informações: Diário de Pernambuco


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