Porto Alegre testa pagamento de tarifa de ônibus com cartão de crédito

quarta-feira, 22 de março de 2017

Pelas próximas duas semanas, Porto Alegre testará um novo sistema de pagamento de passagens de ônibus e lotação. Implantada em cartões de débito e crédito e pré-pagos, a tecnologia contactless permite que o valor seja descontado diretamente da conta-corrente (débito) ou acrescentado na fatura (crédito). Porém, o cartão com essa tecnologia precisa ser solicitado pelo usuário ao banco. 

No período de teste, apenas 100 cartões pré-pagos estarão autorizados para uso em duas lotações da linha Menino Deus e dois ônibus da linha T1. Apesar de a empresa Autopass (responsável pela implantação do sistema) assegurar que todos os bancos estão aptos a emitir os cartões com essa tecnologia, o Banrisul, segundo informações da prefeitura, não disponibiliza esse tipo de cartão. A assessoria do Itaú-Unibanco também revelou não possuir a tecnologia. 

Já o Bradesco afirmou possuir a tecnologia e que o usuário pode cadastrar o cartão para liberá-la. A reportagem também entrou em contato com os bancos Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para confirmar se tinham esse serviço, mas, até o fechamento desta edição, os estabelecimentos não deram retorno. O prefeito Nelson Marchezan Júnior afirma que Banco do Brasil, Santander e Caixa oferecem o sistema. 

Conforme o diretor técnico da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa), Michel Costa, com o contactless não é preciso ter cartão TRI nem fazer recargas. "O cartão bancário será utilizado no transporte público exatamente como é, mas sem senha e nenhuma digitação", explica. 

Os cartões tradicionais possuem chip e tarja, que são tecnologias que envolvem contato através da inserção ou da passagem do objeto por uma máquina. A diferença desse cartão é que, além do chip e da tarja, ele conta com uma tecnologia de leitura por aproximação, mas sem contato. 

Depois dos 15 dias de teste, será instituído um projeto-piloto de 90 dias, com cinco linhas completas de ônibus - uma de cada consórcio e uma da Carris - e duas linhas completas de lotação, a fim de identificar os ajustes necessários. Finalizada essa etapa, a ideia é concluir a implementação em todas as linhas até o final do ano, tanto no transporte público municipal como no desenvolvimento da interoperabilidade. "Já estamos negociando com a Trensurb, os táxis, o transporte metropolitano e o catamarã, para que o cartão sirva em todos os deslocamentos", revela Costa. 

Para Marchezan, se a prefeitura der comodidade, facilidade, segurança e transparência para o transporte público, o número de usuários aumentará e, por consequência, o trânsito fluirá melhor. "O transporte público hoje está em crise e precisa ser viabilizado. Essa medida tira o dinheiro de circulação, o que aumenta a segurança, e gera a comodidade de usar um cartão só", aponta. O primeiro passo, conforme o prefeito, foi tornar o número de passageiros transparente para a população, de modo on-line. 

O segundo foi notificar as empresas licitadas para que transfiram o acesso das contas bancárias da bilhetagem para a prefeitura. "A questão é a transparência. Sempre há dúvida de como é a relação entre governo, partidos, vereadores e empresas de transporte público. Agora, isso será absolutamente transparente. Este é um grande passo e, nesta semana, haverá mais novidades", garante. 

Segundo o CEO da Autopass, Rubens Gil, Porto Alegre será a primeira cidade da América Latina a implementar essa tecnologia em seu transporte público. O sistema já é usado em Londres, por exemplo. Gil garante que o sistema é seguro e possui todas as aprovações nacionais de segurança, em conjunto com a bandeira Mastercard e os bancos.

Informações: Jornal do Comércio 
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Greve de ônibus em Curitiba chega ao fim após oito dias

Os motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana decidiram, nesta quarta-feira (22), aceitar uma nova proposta dos empresários e encerrar a greve da categoria, que começou há oito dias. A nova proposta dos empresários foi encaminhada depois que a Urbs e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), que gerenciam o transporte coletivo, decidirem aumentar o repasse de dinheiro às viações.

A mudança de postura da Urbs, da Comec e dos empresários aconteceu durante uma reunião entre eles e o sindicato que representa os trabalhadores. Com o novo aporte, as empresas decidiram ceder à reivindicação e oferecer reajuste de 6% nos salários, retroativo a fevereiro, um abono de R$ 400,00 e outros 15% de reajuste no vale-alimentação, que passou de R$ 500,00 para R$ 575,00 por mês.

Essa mesma proposta do sindicato dos trabalhadores foi rejeitada na audiência de conciliação que ocorreu na terça-feira (21), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Na ocasião, o impasse se manteve apenas em torno do vale-refeição, pois a categoria aceitou o reajuste salarial de 6%.

Sem acordo no TRT, o caso foi encaminhado para ser julgado pela Corte, o que não havia prazo para ocorrer. No entanto, o novo acordo deve por fim ao processo, pois só precisa ser homologado pelo Tribunal para que entre em vigor, sem a necessidade de julgamento.

Origem do dinheiro
De acordo com o sindicato das empresas de ônibus, o dinheiro que elas vão receber a mais virá do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), que é onde fica depositado o valor das passagens pagas pelos usuários. Esse fundo é gerenciado pelo poder público.

Segundo os empresários, a Urbs havia dito inicialmente que poderia repassar um aumento de, no máximo, 6% desse fundo para pagar reajustar o vale-refeição dos motoristas e cobradores. No entanto, durante a reunião desta quinta-feira, a Urbs cedeu e prometeu aumentar em 15% o repasse desse valor, para cobrir a diferença que as empresas vão pagar aos trabalhadores.

Informações: G1 Paraná

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No Recife, Meia tarifa aos domingos só com Cartão VEM

segunda-feira, 20 de março de 2017

O benefício da meia tarifa aos domingos será concedido exclusivamente aos usuários portadores do cartão VEM Comum, a partir do dia 26 de março. Esta medida visa incentivar o uso da bilhetagem eletrônica, reduzindo a circulação de dinheiro nos ônibus do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife.

A decisão foi tomada pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano – CSTM, através da Resolução n° 001/2017, publicada no Diário Oficial do Estado do último sábado (18). 

O cartão pode ser adquirido no Posto de Atendimento, localizado na Rua da Soledade, nº 259, Boa Vista, de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30. Os usuários também podem ainda adquirir o cartão VEM Comum nas estações do BRT, com carregamento mínimo de R$ 10,00. Neste caso, há a cobrança de taxa de aquisição do cartão no valor de R$ 4,00 e o restante é revertido em passagem.

Quem já possui o cartão pode fazer a recarga com qualquer valor, nas máquinas de autoatendimento, no Posto de Atendimento na Rua da Soledade, nas estações do BRT ou nos estabelecimentos da Rede Ponto Certo.

O Grande Recife Consórcio de Transporte esclarece ainda que a partir do dia 26 de março não será mais aceito o pagamento em espécie para a meia tarifa aos domingos. Quem optar em pagar em dinheiro terá que arcar com o valor inteiro da passagem. Para mais informações, os usuários devem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente (0800 081 0158).

Informações: GRCT
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Usuários da Linha 5-Lilás terão mais conforto e viagens mais rápidas

Os usuários da Linha 5–Lilás do Metrô terão mais conforto e agilidade. Neste domingo (19), o governador Geraldo Alckmin entregou seis novos trens da frota P e o novo sistema automático de sinalização e controle CBTC. “Os novos equipamentos, que têm ar condicionado, vagões contínuos e câmeras de vídeo, trazem mais conforto para os passageiros”, disse Alckmin.

A nova frota passará por uma etapa de testes, funcionando no trecho Capão Redondo – Adolfo Pinheiro, aos domingos. Essa fase possibilitará a realização dos ajustes finais e aperfeiçoamento do mais moderno sistema de controle de trens. A expectativa é estender essa operação também aos sábados a partir de abril, chegando à operação plena, durante todos os dias da semana, em maio.

Com a entrada em operação da Frota P, os usuários terão à disposição trens modernos e mais confortáveis que contam com sistema duplo de ar-condicionado, portas mais largas que facilitam o embarque e desembarque, corredor de passagem entre os carros, câmeras de segurança e monitoramento, sistema de freios antideslizantes e antiderrapantes, iluminação LED, mapa dinâmico que mostra as estações percorridas, sistema de detecção e combate a incêndios, além de mensagens sonoras gravadas, que se adequam ao nível de ruído dentro do trem e regulam seu volume automaticamente.

Já o CBTC – que em português significa Controle de Trens Baseado em Comunicações – é um moderno sistema de sinalização e controle de trens, que possibilita a diminuição do intervalo de trens com maior velocidade operacional e menor consumo de energia. Este sistema é utilizado nas linhas 15-Prata do Metrô e 4-Amarela.

“A viagem é mais confortável, nós fomos na cabine e vimos que é impressionante. O operador do Metrô observa praticamente, o sistema é todo automatizado, passa de uma linha para outra, frenagem mais suave e viagem mais confortável. Reduz 7% o consumo de energia e reduz a distância entre um trem e outro de 37 para 17 metros”, explicou o governador.

O Metrô está ampliando a Linha 5-Lilás em mais 10 km com 10 estações. Para atender a nova demanda foram comprados os 26 novos trens da Frota P que vão se juntar aos seis da Frota F, que operam no trecho já existente de 9,3 Km e 7 estações, entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

As obras de ampliação estão concentradas na construção e acabamento das estações, além da instalação dos sistemas elétricos, sinalização e comunicação. São 5.500 pessoas envolvidas nos trabalhos. Todos os três túneis por onde passarão os trens já foram concluídos.

Em julho deste ano deverão ser abertas as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, ficando as estações Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin para dezembro de 2017.

Em 2018 será finalizada a estação Campo Belo, no meio da linha. Quando completa, de Capão Redondo a Chácara Klabin, mais de 780 mil pessoas serão transportadas diariamente.

Informações: Governo de São Paulo
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Em Goiânia, Apenas 30% do BRT está concluído e obra continua parada

Obra avaliada inicialmente em R$ 255 milhões, a construção do Bus Rapid Transport (BRT) no eixo Norte-Sul de Goiânia começou em maio de 2015 com a promessa de dois anos de obra. Com prazo próximo a vencer, apenas 30% do projeto foi concluído e construção das faixas exclusivas está completamente parada. A atual gestão da Prefeitura de Goiânia faz uma revisão para retomar a execução do projeto.

A última polêmica envolvendo o BRT foi uma declaração que o prefeito Iris Rezende (PMDB) fez na Câmara de Goiânia, em que ele sugeriu mudanças no projeto, desviando a obra da Avenida Goiás, que faz parte do centro histórico de Goiânia. Após audiência pública na Casa, os vereadores chegaram à conclusão de que o projeto deve continuar como o original, mas eles não são responsáveis por esta decisão.

Na oportunidade, o engenheiro da Unidade de Coordenação do BRT Norte-Sul, Benjamin Kennedy Machado da Costa, declarou que foi a falta de contrapartida do Município que levou a paralisação na obra. Outro problema são solicitações feitas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico NacionaI (Iphan) que precisam ser atendidas para a realização do corredor na Avenida Goiás.

Vale lembrar que o projeto não prevê intervenções no canteiro central da Avenida, pois o BRT passará pelas vias de tráfego de ônibus já existentes. Também não deve existir mudanças nas calçadas laterais.

Durante a gestão de Paulo Garcia (PT), foi criada uma agência para administração das obras do BRT. Desde janeiro esta responsabilidade passou para a Secretaria Municipal de Governo. A reportagem do Mais Goiás solicitou esclarecimentos sobre a retomada da obra, mas ainda não houve resposta.

Projeto

De acordo com o plano original, o BRT Goiás Norte-Sul é um corredor exclusivo para o transporte coletivo, com 21,8 quilômetros de extensão, que vai interligar a região Noroeste de Goiânia, a partir do Terminal de Integração Recanto do Bosque, à região Sul, no Terminal de Integração Cruzeiro do Sul, na divisa com Aparecida de Goiânia, com atendimento direto a 148 bairros de Goiânia e Aparecida.

Espera-se que, pela via expressa, circulem 93 ônibus articulados e convencionais com o propósito de interligar as regiões Norte e Sul da Capital. A integração vai ocorrer pelos terminais e também em 39 plataformas de embarque e desembarque.

O objetivo é que as viagens sejam mais rápidas, pois com a via exclusiva a velocidade dos ônibus deve variar entre 25 e 28 quilômetros por hora, o dobro da registrada atualmente. A expectativa é de que os veículos transportem uma média de 15 mil passageiros em horários de pico e, ao todo, 120 mil passageiros por dia.

Informações: Mais Goiás
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Greve de ônibus em Curitiba já dura seis dias sem previsão de término

Sindimoc e Setransp - sindicatos que representam, respectivamente, os cobradores e motoristas e as empresas de transporte - avançaram nesta segunda-feira (21) nas negociações para pôr fim à greve de ônibus. Mesmo assim, o futuro do transporte público da capital paranaense só será decidido na Justiça. Caso exista acordo na audiência desta terça-feira (21), às 14h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a greve se encerra. Se não houver acordo, o dissídio coletivo deve ir a julgamento na Justiça do Trabalho.

Diferente do que se viu na audiência da última sexta-feira (17) , os dois sindicatos avançaram nas negociações, depois de seis dias de paralisação. Desde que a greve começou na última quarta-feira (15), nenhuma nova proposta havia sido feita - nem por parte dos trabalhadores, nem das empresas.

O Sindimoc reduziu o pedido de reajuste salarial de 15% para 10% e o valor do vale-alimentação de R$ 977 para R$ 700. Os trabalhadores pedem ainda um abono salarial de R$ 450.

O Setransp foi notificado da proposta e afirmou que vai levá-la às autoridades - Urbs e Comec, que administram o sistema de Curitiba e da região metropolitana. Porém, o sindicato patronal informou considerar a proposta “fora da realidade econômica do país”. Com isso, o Setransp mantém a proposta de 5,43% de reajuste, conforme o índice de inflação do período.

Administração está irredutível nos 6%

Da mesma forma que as empresas de ônibus, a administração pública parece estar irredutível em ceder reajuste de no máximo 6%. O presidente da Urbs, José Antônio Andreguetto, chegou a receber os motoristas e cobradores na companhia na última quinta-feira (16) e afirmou que, com a nova tarifa de R$ 4,25 cobrada dos passageiros desde fevereiro comporta 6% no reajuste dos trabalhadores. “Eu não posso mentir. A Urbs não vai repassar nenhum ponto acima da inflação”, disse Andreguetto na ocasião.

Em seu facebook, o prefeito Rafael Greca (PMN) afirmou que a renovação da frota, prometida pela prefeitura após o aumento da tarifa social sem a definição da tarifa técnica - que é repassada às empresas - deve acontecer depois da definição sobre o reajuste dos trabalhadores. “Nosso objetivo é juntar recursos para promover o reequilíbrio do sistema sucateado; fazer frente às despesas com até 6% de reajuste com salários motoristas e cobradores após o dissídio retroativo a 1º de fevereiro”, disse o prefeito na rede social.

Frota mínima deve ser debatida em audiência

Além da questão salarial, outros debate que deve ser travado é sobre o cumprimento ou não a frota mínima determinada pela Justiça do Trabalho. A liminar concedida pela desembargadora Marlene Suguimatsu previa que 50% dos ônibus deveriam circular em horário de pico e 40% da frota deveria estar disponível em horários normais.

A Urbs informou que vai encaminhar os quatro boletins diários em que demonstra o cumprimento ou não do porcentual. A desembargadora delimitou uma multa de R$ 100 mil por hora em que a frota mínima não fosse cumprida.

Informações: Gazeta do Povo

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