Em Curitiba, Urbs e empresas discutem planilha de custos. Passagem de ônibus pode subir

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Empresas que operam o sistema de transporte público e a Urbs iniciaram nesta terça-feira (1), no Ministério Público do Trabalho, rodadas de negociação para discutir a planilha de custos do sistema e a tarifa técnica paga atualmente, de R$ 3,21. Os encontros devem acontecer até o fim desta semana, e podem resultar em um reajuste da tarifa técnica e, por consequência, na passagem para o usuário. Mas nada é certo. Tudo depende dos entendimentos entre Urbs e empresas. Certo mesmo, é que uma nova greve de motoristas e cobradores não está descartada.
foto: Franklin de Freitas

A negociação entre Urbs e empresas teve início depois que motoristas e cobradores ameaçaram uma greve geral logo após as empresas de ônibus terem divulgado que não tinham dinheiro para pagar a primeira parcela do 13º salário aos trabalhadores. Como medida de emergência e para evitar a greve convocada para ontem, a Urbs antecipou recursos para as empresas.

Mesmo assim, uma parte dos ônibus não circulou ontem. As empresas que não conseguiram fazer o depósito dos trabalhadores até a segunda-feira (30), sentiram a paralisação já na madrugada de ontem. O movimento só terminou por volta das 12 horas, quando o dinheiro entrou na conta de todos os motoristas e cobradores. Cerca de 15% da frota de ônibus não saiu das garagens. Houve paralisação nas empresas Sorriso, Araucária, Tamandaré, São José e Campo Largo, segundo o sindicato dos motoristas e cobradores.

Apesar disso, nova greve não está descartada. A categoria que trabalha no tansporte público deve realizar nova assembleia nesta semana já antevendo dificuldade nom pagamento do salário referente a novembro, que deve ser feito até a próxima segunda-feira. E além disso, até o dia 20 tem o pagamento da segunda parcela do 13º.

“O problema é de anos e estamos no limite, não vamos aceitar qualquer atraso de pagamentos devidos aos trabalhadores. Abriremos preventivamente novo indicativo de greve e se houver novos atrasos entraremos mais uma vez em greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, Anderson Teixeira.

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