São Paulo passa a ter ônibus com ar-condicionado em linhas regulares

domingo, 2 de novembro de 2014

Um conforto que já existe há muito tempo em cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, só agora está chegando às ruas de São Paulo: os ônibus urbanos com ar-condicionado em linhas regulares. 

Que o país é tropical e quente, na maior parte do ano, todo mundo sabe. Mas a maioria dos brasileiros que andam de ônibus é obrigada a enfrentar o calor na ida na volta de cada viagem. O alívio chamado ar-condicionado só equipa alguns coletivos de linhas regulares. Rio de Janeiro foi a primeira capital a adotar o equipamento, 40 anos atrás, com o surgimento do Frescão, com tarifa mais cara.

Porto Alegre tem há 15 anos, mas até hoje, nem metade da frota circula com o bendito ar refrigerado. Palmas, um dos lugares mais quentes do Brasil, está desde março equipando os ônibus. São Paulo começou agora a oferecer o alívio aos passageiros.

Em São Paulo, às 13h, a temperatura é de 32° graus. Está quente. O Jornal Nacional entra no ônibus novo, já dá para perceber uma diferença bem grande de temperatura. Lá dentro tem ar-condicionado, que mantém a temperatura em 23°.

“Está ótimo. Sem suor, muito bom”, diz uma passageira

“Às vezes até espero um pouquinho mais para pegar o que vem com ar-condicionado”, conta outro passageiro.

Além do alívio, tem ainda um agrado. Como o passageiro em São Paulo costuma ficar muito tempo dentro do ônibus, as viagens são longas e quase todo mundo hoje tem o seu telefone inteligente, decidiram instalar dentro do ônibus o wi-fi - o sistema de rede que dá acesso à internet gratuito.

Jornal Nacional: Já mandou foto, já mandou alguma coisa?
Passageira: Tudo. Muito bom.

O motorista bem que gostaria de navegar um pouco pela internet. Mas ele sabe que não pode. E tem esse espião não deixa.

“Se a gente usar o telefone aqui automaticamente ficam sabendo lá, e não deve”, afirma o motorista.

Hoje, 20 ônibus de linhas regulares como o mostrado no vídeo já estão rodando. Pena que para substituir toda a frota de São Paulo ainda vai demorar.

“Mais ou menos uns oito a nove anos para substituir todos os veículos por veículos novos equipados com ar-condicionado”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de São Paulo, Francisco Cristovan.

A torcida é para que demore menos. “Todos deveriam ter ar-condicionado. É maravilhoso. A gente merece”, defende uma passageira.

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