Em Campo Grande, Trabalhador paga passagem de ônibus para 13 categorias de usuários

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Com a incerteza sobre o valor da tarifa de ônibus, que pode aumentar em outubro, a Câmara Municipal vai voltar a discutir a gratuidade do transporte coletivo urbano de Campo Grande, conforme reportagem na edição deste sábado (12) do jornal Correio do Estado. Os vereadores não descartam a revisão do benefício para algumas classes, mas afirmam que o tema será “amplamente debatido” com a sociedade.

O tema voltou à tona com o debate sobre o polêmico Fundo Municipal de Investimento para Subsidiar Gratuidades, que pretende investir pelo menos R$ 9,8 milhões para que o preço da tarifa seja mantido neste ano em R$ 2,70, conforme foi determinado pelo prefeito Gilmar Olarte, do PP.

Trabalhador paga passagem de ônibus para 13 categorias de usuários

A gama de gratuidades asseguradas durante anos pelas administrações campo-grandenses tem pesado no bolso do trabalhador, que, sozinho, custeia o benefício do passe livre a 13 categorias. Por dia, entre 30% e 35% dos passageiros transportados pelos ônibus do Consórcio Guaicurus desfrutam da gratuidade.

O consórcio, responsável pelo transporte coletivo em Campo Grande, afirma que são 230 mil pessoas transportadas diariamente. Deste montante, cerca de 70 mil usuários não pagam a passagem.

Especialista ouvido pela reportagem sob a condição de anonimato garante que, caso houvesse uma redução dos grupos de gratuidade e a prefeitura custeasse, por meio de um fundo municipal, o passe livre dos estudantes, a tarifa poderia cair consideravelmente.

A conta feita pelo especialista leva em consideração estas duas reduções, o que, numa estimativa, poderia diminuir a tarifa em pouco mais de R$ 0,40, levando em consideração o atual valor da tarifa, de R$ 2,85.

Segundo a reportagem de Vinícius Squinelo, o problema é que até o momento a Prefeitura não conseguiu levantar a verba. Dos R$ 821 mil mensais necessários, apenas R$ 200 mil – pagos como forma de outorga pelo Consórcio Guaicurus – foram garantidos, que sairiam do próprio cofre municipal. O Governo do Estado, por exemplo, já avisou que a concessão é de responsabilidade do município, e que não vai colocar um centavo no Fundo.

Por Patrícia Berlamino

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