Novo ônibus elétrico começa a circular em Natal *** Metrô de SP prevê crescimento para 280 km de rede e 12 linhas até 2040 *** Transporte público de Belém ganha 300 ônibus novos com Ar Condicionado *** No Grande Recife, Terminal integrado de Igarassu é finalmente entregue *** Aquático-SP ganha embarcação nova e maior para viagens mais confortáveis *** Jundiaí terá novas linhas de trem para SP e Campinas *** SuperVia atinge maior marca de passageiros diários pós-pandemia *** Expansão da Linha-4 Amarela vai ligar centro à cidade de Taboão da Serra *** Metrô de Salvador terá vagões exclusivos para mulheres *** Conheça nossa página no Instagram

Conheça o maior bicicletário da América Latina

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A mais nova aquisição do bicicletário erguido ao lado da estação de trem de Mauá, município da região metropolitana de São Paulo, é um brechó. A pequena loja, montada nos fundos daquele que é considerado o maior estacionamento de bicicletas da América, com capacidade para pelo menos 2 mil magrelas, disponibiliza aos associados pedais, quadros, guidões e todo tipo de peças usadas. O cantinho, que ostenta um delicado gradil forjado com catracas, correias e pedivelas, tem um significado especial para a mantenedora do local, a Associação dos Condutores de Bicicletas de Mauá (Ascobike). Responsável por uma população mensal flutuante de 1200 a 1700 ciclistas, a maioria deles trabalhadores e estudantes que usam a bicicleta como alternativa de transporte para se deslocar de casa até o trem, a entidade precisa garantir que todos tenham seu veículo em condições de uso, sempre. "Servimos gente muito humilde, normalmente da periferia aqui de Mauá, que compromete a parte do salário que iria para a condução de ônibus em outras coisas, como pão e leite para os filhos. Por isso não podemos deixar ninguém sem bicicleta para voltar pra casa", explica o ferroviário e assistente social Adílson Alcântara da Silva, de 51 anos, idealizador do projeto. Além do brechó, o bicicletário dispõe de uma oficina mecânica com preços abaixo dos praticados pelo mercado, um compressor de ar para calibrar os pneus, banheiros masculino e feminino com espelho, um kit para engraxar sapatos, um bebedouro, café quente a toda hora e um televisor. "Temos também 12 bicicletas para empréstimo." Os associados da Ascobike pagam 15 reais por mês para ter acesso ao bicicletário. Quem não é mensalista desembolsa 1 real avulso para deixar a bike ali por um dia.

Uma década
A associação completou dez anos de existência em maio deste ano e só surgiu por causa da dedicação de Adílson. Paranaense de Apucarana, o ferroviário veio criança para São Paulo, com a mãe e dois irmãos menores. Conta que teve uma vida difícil. Por falta de condições, foi entregue ao Juizado de Menores e viveu internado em instituições como a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) até os 18 anos. Já adulto, fez bicos em padarias, pequenas fábricas e construções. E foi trabalhando como assistente de pedreiro que soube por um maquinista de um concurso da então Rede Ferroviária Federal. O ano era 1978. Com a 6ª série do Ensino Fundamental, inscreveu-se, fez o teste em duas fases e conquistou a vaga de bilheteiro: estava empregado com carteira assinada. Mas continuou trabalhando por conta. "Com os primeiros salários que recebi, montei duas bicicletarias. Naquela época, consertávamos bicicletas, de verdade. Hoje os meninos só trocam peças", brinca Adílson.

A paixão pela magrela acompanhou o ferroviário durante toda a carreira, como bilheteiro, encarregado, chefe de estação e supervisor. Adepto dos pedais como meio de transporte, ele sempre se incomodou com as bicicletas penduradas nos arredores das estações. "O pior é que eu podia colocar minha bike dentro da estação, mas os passageiros não. E, quando as bicicletas não eram roubadas ou depenadas, eu, como chefe de estação, era obrigado a apreendê-las quando estivessem obstruindo a passagem, uma tortura", lembra. Quando Adílson chegou a Mauá, em 1998, as coisas começaram a mudar. E, de tanto que insistiu, conseguiu, enfim, em 2001, montar a Ascobike em um terreno cedido pela Companhia de Trens Metropolitanos de São Paulo (CPTM).

Transporte rápido
O movimento no bicicletário não para. A Ascobike funciona 24 horas. Os primeiros associados chegam ainda de madrugada e o pico da manhã começa às 5 horas e segue intenso até pelo menos as 7. Uma fila de gente em pé ao lado da bicicleta se forma no calçadão em frente à entrada da entidade para retirada do bilhete de acesso ao local. Os funcionários da associação, todos do Programa Primeiro Emprego, que insere jovens no mercado de trabalho, checam o cadastro de cada um no computador antes de imprimir o tíquete. Os ciclistas penduram suas bicicletas nos ganchos do estacionamento e, depois de tomar um café, quase sempre apressados, caminham para a estação de trem. À tarde, o corre-corre é no sentido contrário. Levas de passageiros do trem chegam para retirar suas bikes a cada comboio que para na estação e o entra e sai é incessante.

Em Mauá, a grande vantagem da bicicleta, além da redução dos gastos com condução e dos benefícios para a saúde, é a economia de tempo para voltar para casa. Quem depende do ônibus, principalmente durante o rush, depois das 5 da tarde, horário em que as filas estão enormes, chega a esperar mais de meia hora entre a liberação de embarque e a partida do "busão". Como ali o percurso dos ciclistas dificilmente ultrapassa 6 quilômetros, pedalar é mais rápido que pegar qualquer outro transporte público. Que o diga o encanador Gildácio Santos Dias, de 37 anos. Ele trabalha na construção de um prédio na cidade de São Paulo e usa o trem durante a semana. "Levo pouco mais de 15 minutos de bicicleta da estação até em casa, é bem rápido. De ônibus, ia demorar mais", garante.

Varal de duas rodas
O sistema de ganchos para pendurar as bicicletas, hoje replicado em todos os bicicletários da CPTM, nasceu em Mauá. "Saiu da minha cabeça", orgulha-se Adílson. A solução é simples e engenhosa. Um varal de ferro de cerca de 3 metros permite a acomodação de 20 bicicletas suspensas pela roda, dez de cada lado. O segredo está na disposição dos ganchos, que apresentam alturas intercaladas, o que lhes permite ficar a apenas 30 centímetros distantes uns dos outros. Esse desenho faz com que os guidões das bicicletas ladeadas se encaixem sem atritos. Mas há também vagas horizontais, para quem tem dificuldade para erguer a própria bicicleta. Erasmo Lima, de 55 anos, usuário desde os primórdios do bicicletário, é um deles. "Tenho problema na coluna e paro minha bicicleta neste suporte aqui do chão", conta ele, apontando para sua vaga numerada. Outra solução, mais recente, é o uso de conduítes, os famosos espaguetes, na ponta dos ganchos, para proteger o aro das bikes.

A ideia dos ganchos acompanhou Adílson desde a época das bicicletarias, mas erguer a Ascobike no fim dos anos 1990 exigiu muito do então supervisor de estação e sindicalista atuante. Ele precisou fazer um empréstimo no banco e passou a pedir todo tipo de ajuda para a comunidade local. Para abrir o dia inteiro, arrumou três sócios, que se revezavam na portaria, um de manhã, outro de tarde e o terceiro à noite. Cada um ficava com 1 real dos 5 que a associação cobrava dos mensalistas. "Nos primeiros dias, tínhamos apenas uma bicicleta. O Toninho [um dos sócios] chegou a guardar a bike na banca de jornal dele." Com o tempo, a demanda aumentou e, em poucas semanas, já eram cerca de 250 bicicletas. De lá para cá, Adílson se formou assistente social, a CPTM injetou recursos no projeto para padronizar e ampliar o lugar e o número de usuários subiu. Hoje, existem mais de 10 mil nomes no cadastro da Ascobike, embora o número de associados regulares, que têm gancho numerado no bicicletário, seja menor. Adílson contabiliza muitas inadimplências e exige da oficina descontos de pai para filho no remendo de câmaras, na troca de sapatas de freio e na compra de peças novas ou usadas, mas garante que vale a pena, por um motivo muito simples: "Não estamos preocupados com as bicicletas e sim com a pessoa sentada no selim".

Reportagem: Giuliano Agmont
Fonte: Vida Simples

READ MORE - Conheça o maior bicicletário da América Latina

Modernização da linha de trem e a chegada do Expresso ABC deixará viagem para SP mais rápida

 A primeira ligação rápida entre ABC e a cidade de São Paulo utilizando transporte público irá reduzir em 30% o tempo de viagem. Serão cerca de 20 minutos menos no trajeto completo da Linha 10 - Turquesa (Luz - Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O percurso completo é realizado hoje em 61 minutos. A redução no tempo, porém, só será possível em 2014. Este foi o prazo apresentado ontem pelo secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, aos prefeitos da região em reunião no Consórcio Intermunicipal.

A ligação rápida será feita com a modernização da linha de trem e a chegada do Expresso ABC, que utilizará o mesmo percurso mas com menos paradas. “A redução no tempo trará novos usuários para a linha.

A expectativa é que 600 mil pessoas utilizem diariamente o trajeto”, disse Fernandes. Atualmente,a Linha 10 transporta 400 mil passageiros por dia. O investimento será de R$ 1,2 bilhão, realizado por meio de PPP (Parceria Público-Privada).

Já a ligação entre a Estação Tamanduateí, na capital, e São Bernardo, por meio de monotrilho, ficará para 2015 (veja trajeto ao lado). De acordo com o secretário, o projeto será enviado na sexta-feira para análise do conselho gestor do PED (Programa Estadual de Desestatização).

O objetivo é incluir a construção e administração da linha nas PPPs. A previsão é que a União anuncie até o final do ano R$ 400 milhões para o projeto.

Outros R$ 1,2 bilhão serão financiados pelo BNDES e R$1,1 bilhão pelo Estado. “Iniciamos os processos de licenciamento ambiental e abrimos licitação para estudo topográfico e desapropriações”, afirmou Fernandes. Serão destinados R$ 230 milhões para as desapropriações.


Fonte: Band


READ MORE - Modernização da linha de trem e a chegada do Expresso ABC deixará viagem para SP mais rápida

Edital do Metrô de Salvador já está pronto

O governador Jaques Wagner (PT) concedeu entrevista ao programa Balanço Geral da TV Itapoan no início da manhã de ontem e abordou pontos cruciais referentes a Salvador, a exemplo dos setores de turismo e mobilidade. Uma novidade anunciada foi sobre o metrô que ligará a capital ao município vizinho de Lauro de Freitas ao longo da Avenida Paralela, a chamada Linha 2. Wagner garantiu que o edital de licitação para escolha da empresa que ficará responsável pela obra já está pronto.

Com isso, conforme a Tribuna havia antecipado, a expectativa é que as obras se iniciem em janeiro de 2012. Questionado sobre os problemas que acometem o trânsito da cidade, como os congestionamentos e a falta de um transporte público de massa que atenda à demanda da população, o governador voltou a apontar o metrô da Paralela como instrumento potencial para amenizar a situação. A reportagem tentou contato com o titular da Secretaria do Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), Cícero Monteiro, em busca de informações sobre o lançamento do edital, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

 Com o embalo dos preparativos da Copa do Mundo 2014, da qual Salvador é uma das cidades-sede, Jaques Wagner anunciou um projeto inovador para o Pelourinho, um dos principais cartões-postais da cidade. O governo do estado vai lançar um programa de cadastramento e de treinamento para os vendedores ambulantes que trabalham no Centro Histórico. Os trabalhadores passarão a usar um uniforme. “Há uma abordagem ao turista de uma forma que fica desagradável.

Queremos que ele seja abordado para esta venda de forma tranquila e educada, de uma forma que não afugente o turista”, disse o governador. As regras deverão entrar em vigor já no próximo ano.

Ainda no âmbito do Pelourinho, para coibir os assaltos, serão instaladas novas câmeras de segurança e, segundo o governador, uma agenda cultural mais intensa deverá aumentar a movimentação noturna no local. Wagner anunciou para a Operação Verão em todo o estado a mobilização de todo o efetivo de 12 mil policiais civis e militares mediante pagamento de horas extras.

Outro tema comentado por Wagner foi a queda do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), que protagoniza a saída do sétimo chefe de pasta na Esplanada dos Ministérios neste primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Sobre a possibilidade de interligação entre os ministros que já saíram do governo, especulada pela imprensa nacional, Wagner minimizou e afirmou também que é descartada a hipótese de má condução do governo e/ou de crise na gestão de sua correligionária. “Houve uma coincidência neste primeiro ano dela (da presidente Dilma Rousseff). Carlos Lupi (ex-ministro do Trabalho) é o sétimo, mas o Nelson Jobim (ex-ministro da Defesa) foi desentendimento”.

Os outros cinco ex-ministros - Antônio Palocci (Casa Civil), Wagner Rossi (Agricultura), Alfredo Nascimento (Transporte), Orlando Silva (Esporte) e Pedro Novais (Turismo) - deixaram o cargo após denúncias de corrupção. Para o governador da Bahia, o afastamento do cargo ajuda na condução das investigações das denúncias. “Se tem uma denúncia e não consegue esclarecer, o cidadão não consegue trabalhar, fica praticamente respondendo a acusação”.





READ MORE - Edital do Metrô de Salvador já está pronto

Faixa preferencial para ônibus, medidas simples fazem os ônibus circularem entre 14,9% e 20% mais rápidos

Ela é apenas uma faixa pintada no asfalto. Não há qualquer tipo de segregação, as invasões de carros de passeio são constantes, principalmente fora do horário do pico, quando há a impressão de menos fiscalização.


A Prefeitura de São Paulo admite que não é uma solução ideal, mas o fato é que as faixas exclusivas para ônibus na Radial Leste, mesmo não sendo o modelo perfeito, permitem com que a velocidade dos ônibus aumente.

Dados da SPTrans, São Paulo Transportes, que gerencia o sistema municipal, mostram que as faixas, pintadas em setembro, fizeram com que os ônibus circulassem entre 14,9% e 20%

A comparação foi feita com base na velocidade média dos ônibus em outubro de 2010, quando não havia as faixas, e em outubro de 2011. A velocidade continua muito abaixo do necessário, mas houve ganhos.

Em 2010, no sentido bairro – centro, sem as faixas, a média era de 12, 5 km/h. Já com as faixas, subiu para 14,4 km/h no mesmo mês de 2011, já com o sistema implantado.

No sentido centro – bairro, o ganho foi maior, passando de 12,7 km/h para 15,2 km/h.

De acordo com a SPtrans, este ganho de velocidade equivale à colocação de 19% de ônibus a mais nas linhas que servem a Radial, mas sem, no entanto, precisar de fato colocar esses ônibus a mais. Isso porque, com maior velocidade, a mesma quantidade de ônibus consegue fazer mais viagens, sem ficarem presos no trânsito, e atenderem mais passageiros.

A Prefeitura promete inaugurar um corredor de ônibus de fato na Radial Leste até o final de 2012, com segregação dos demais veículos e com menos possibilidade de invasão ao espaço do transporte coletivo.

Um ganho importante para a região, mas se for feito mesmo o corredor da Radial Leste, será um trecho que ficará bem longe ainda da meta de 66 quilômetros de corredores prometidas por Gilberto Kassab.

Para justificar o não cumprimento da promessa, Kassab e sua equipe dizem que a Prefeitura colabora com mais de R$ 1 bilhão para obras do metrô.

Uma atitude correta por privilegiar o metrô, mas errada por esquecer os ônibus. Bons sistemas de metrô só funcionam se houver bons sistemas de ônibus complementando o metroferroviário. A lógica é simples: Não dá para levar o metrô para toda a cidade, por causa do custo e das características geográficas de muitas regiões. Sendo assim, as pessoas que moram nestas áreas de mais difícil acesso ou mais afastadas devem ser levadas dignamente ao metrô. E o ônibus é altamente flexível para isso.

A opinião é de Adalberto Maluf, do Instituto de Relações Internacionais da USP, especialista em transportes. Ao jornal O Estado de São Paulo, Adalberto Maluf foi bem realista ao comentar que só metrô não basta, mas que falar em metrô, gera muito mais popularidade eleitoral que planejar um sistema de ônibus que complemente o metrô.

Mas é cada vez mais fácil encontrar críticas ao investimento direto no metrô sem a complementação com corredores de ônibus. O pesquisador do Instituto de Relações Internacionais da USP e diretor da Fundação Clinton no Brasil, Adalberto Maluf, por exemplo, afirma que os investimentos no transporte público de São Paulo estão se perdendo nos trilhos.
‘Vive-se essa ilusão de que o metrô é a única solução para o transporte’, afirma. Para Maluf, isso ocorre porque a classe política sabe que construir metrô resulta em mais dividendos eleitorais e porque parte dos técnicos ligados ao transporte público municipal concorda com essa ideia, segundo ele.


Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

READ MORE - Faixa preferencial para ônibus, medidas simples fazem os ônibus circularem entre 14,9% e 20% mais rápidos

VLT de Cuiabá terá 33 estações

Principal obra de mobilidade urbana de Mato Grosso para a Copa de 2014, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá já tem número de estações definidas: serão 33 paradas ao longo de 22,2 km de extensão.

A informação foi divulgada hoje (5) pela Secretaria da Copa (Secopa). De acordo com o órgão estatal, o edital para licitação dos projetos básico e executivo, além das licenças ambientais necessárias para que a obra se inicie, estão em fase final de elaboração. Já o anteprojeto, necessário para adequar o processo às normas do RDC (regime diferenciado de contratações), está pronto.

O VLT de Cuiabá terá basicamente dois itinerários: Coxipó-Centro e CPA-Aeroporto. O primeiro, com 7,2 km de extensão, terá 11 estações, três viadutos e duas pontes. O segundo, com 15 km, vai contar com 22 estações, dois terminais de integração, dois viadutos, três trincheiras e uma ponte, além de conectar o Centro Político-Administrativo de Cuiabá ao Aeroporto Internacional Marechal Rondón, na vizinha Várzea Grande.

No momento, a Secopa ainda finaliza o levantamento de quais residências devem ser desapropriadas em função das obras deste metrô de superfície.

Financiamento

O valor do novo sistema de transporte público é de R$ 1,2 bilhão. Do total, os R$ 423 milhões que já estavam acordados entre a Caixa Econômica Federal e o estado de Mato Grosso para execução das linhas rápidas de ônibus (BRT) serão redirecionados para o VLT.

O restante, cerca de R$ 740 milhões, deverá ser viabilizado a partir de novo empréstimo com a Caixa, desta vez com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

As obras, segundo a Secopa, devem começar no primeiro trimestre de 2012.

Informações do Portal 2014
READ MORE - VLT de Cuiabá terá 33 estações

Transporte coletivo de Blumenau funciona normalmente no começo da manhã desta terça-feira

O transporte coletivo de Blumenau funciona normalmente no começo da manhã desta terça-feira. Diante de uma ameaça de greve por parte do Sindicato dos Trabalhadores em virtude do impasse na negociação entre a categoria e as empresas, a população acordou na expectativa de não encontrar os ônibus circulando nesta manhã.

No entanto, a possibilidade não se confirmou. Desde a segunda-feira, a Polícia Militar (PM) intensificou a fiscalização nos terminais de ônibus, estações de pré-embarque e garagens das empresas.

Na manhã desta terça-feira, os 50 policiais destinados para esta trarefa estavam distribuídos nos pontos determinados pelo comando do 10º Batalhão. A ação visa evitar que ocorram confrontos e danos ao patrimônio.



READ MORE - Transporte coletivo de Blumenau funciona normalmente no começo da manhã desta terça-feira

Edital do trem-bala será colocado em audiência em janeiro

O novo edital do Trem de Alta Velocidade (TAV) deve ser colocado em audiência pública em janeiro. A afirmação foi feita hoje, em São Paulo, pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

"No começo de janeiro devemos submeter à audiência pública o edital de licitação da primeira fase do TAV", afirmou, durante palestra em evento promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre).

O governo chegou a realizar, em julho, após dois adiamentos, um leilão para a concessão do TAV, mas a iniciativa fracassou, já que nenhuma empresa apresentou proposta. O governo anunciou então que adotará um novo modelo de licitação, em duas etapas: uma para selecionar a tecnologia a ser usada e quem cuidará da operação do trem e outra para escolher o responsável pela construção da ferrovia que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

A estimativa inicial era de que a minuta do edital com esse novo formato fosse divulgada em agosto.

Informações: economia.ig.com.br

READ MORE - Edital do trem-bala será colocado em audiência em janeiro

São Paulo: Monotrilho da região continua sem definição de prazos

Continua sem definição a novela que envolve a chegada do Metrô à região. Na manhã de ontem, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, visitou o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para informar aos prefeitos o andamento dos trâmites para a construção da linha 18-Bronze. O trajeto, que será feito por meio de monotrilho elevado, ligará São Bernardo até a Estação Tamanduateí (Linha 2-Verde do Metrô), passando por Santo André e São Caetano.

Apesar dos avanços anunciados pelo governo do Estado, ainda não há definição de datas para a licitação e, consequentemente, prazos para o início e conclusão das obras. "A primeira etapa já está cumprida, com o projeto funcional. Agora, o próximo passo é dar sequência à montagem do fundo financeiro que vai dar sustentação ao projeto", explicou o secretário. Segundo ele, equipes da Pasta estão providenciando o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental.

"O EIA/Rima dá sustentação para a licença prévia. Depois vem a licença de instalação, que vem quando já estão sendo feitos os canteiros de obra. Depois de prontos os projetos, tem a licença de operação."

O titular da secretaria informa que, nesse momento, está sendo preparado o edital para a contratação do levantamento topográfico, com avaliações do terreno por onde passarão os trilhos. Ele estima que serão gastos R$ 230 milhões em desapropriações.

Ao todo, a primeira fase do projeto, que ligará a Capital ao Paço de São Bernardo, deverá custar R$ 2,8 bilhões. Desse total, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deverá financiar R$ 1,2 bilhão e o governo de São Paulo deverá dar contrapartida de R$ 1,1 bi. O restante deverá vir do Programa de Aceleração do Crescimento 2.

Na sexta-feira, será feita reunião entre a secretaria e a comissão do Programa Estadual de Desestatização para avaliar proposta da criação de parceria público-privada. Caso aprovada, a comissão terá de definir o tipo de participação da iniciativa privada no projeto, seja na construção ou na operação da linha.

HISTÓRICO
A criação de Metrô Leve com destino à Capital é discutida desde 2008 na região. O assunto foi abordado na campanha do então candidato à Prefeitura de São Bernardo Luiz Marinho (PT). Em 2009, foi a vez do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), planejar a construção. Em maio de 2010, o mandatário andreense, Aidan Ravin (PTB), conseguiu desviar o traçado da linha. A mudança incluiu no projeto a futura Estação Fundação Santo André. O município também reivindica criação de linha até Guarulhos.


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

READ MORE - São Paulo: Monotrilho da região continua sem definição de prazos

Obras de Mobilidade urbana em Fortaleza só iniciam em 2012

Nos eventos que a Fifa realizará no Brasil, a cidade de Fortaleza surge como a grande surpresa: além de ter sido indicada para a Copa das Confederações em 2013, ainda poderá receber até dois jogos da seleção brasileira no Mundial de 2014. Tudo isso graças ao ritmo forte dos trabalhos no Castelão, cuja execução já ultrapassou os 50% e segue como a mais avançada obra da Copa.

No planejamento da mobilidade urbana, porém, não se vê o mesmo bom desempenho. Os seis projetos do governo do Ceará e da prefeitura de Fortaleza, que deveriam começar neste mês de dezembro, ainda estão sendo licitados, e a previsão mais otimista é que saiam mesmo do papel somente em 2012.

Ao todo, R$ 627,2 milhões serão investidos para melhorar vias e o transporte público de Fortaleza. Investimento que promete desafogar o trânsito da cidade, que nos últimos dez anos assistiu a um crescimento de 160% em sua frota de veículos.
Além da demora para iniciar as obras, a capital cearense é uma das poucas cidades-sede que reduziu seus projetos de mobilidade para o Mundial. Em 2009, quando as obras foram definidas, o objetivo era que três avenidas contassem com corredores exclusivos de ônibus, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit). Agora, das cinco vias que passarão por intervenções para o Mundial, duas terão os corredores, uma será alargada, enquanto nas demais serão construídos apenas túneis e viadutos para desbloquear cruzamentos (confira abaixo a lista completa).

VLT, a principal obra
O projeto de transporte de maior fôlego ficou a cargo do governo estadual. É um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que ligará o bairro de Parangaba ao porto de Mucuripe, melhorando o acesso do aeroporto ao centro da cidade, onde se concentram os principais hotéis.

Tipo de bonde moderno, o VLT de Fortaleza terá 13 km de extensão e capacidade para transportar 1,8 milhões de passageiros por ano. O projeto está orçado em R$ 330,7 milhões e, como foi incluído na Matriz de Responsabilidades, documento assinado entre a União e os estados e municípios que receberão a Copa, terá financiamento de R$ 170 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Só que as obras, que já estão atrasadas, esbarram ainda na questão das desapropriações para deslanchar. Ao menos três mil famílias de nove bairros terão de ser realocadas. 

O governo propôs indenizações que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil e pretende construir um conjunto habitacional no bairro José Walter para abrigar os atingidos. Enquanto os apartamentos não ficam prontos, está previsto o pagamento de um aluguel social de R$ 200 por família.

Mesmo com as promessas, há divergências nas comunidades no que diz respeito às desapropriações. Enquanto os moradores reclamam da falta de diálogo, o governador Cid Gomes promete negociar as remoções pessoalmente.

Os habitantes da comunidade do Trilho, uma das 22 afetadas pelas desapropriações, estão divididos. Parte deles pretende aceitar a proposta do governo, mas um número grande promete comprar briga para aumentar o valor das indenizações.

Avenidas receberão obrasPara a Copa, a prefeitura de Fortaleza planeja intervenções em cinco avenidas do centro da cidade: Alberto Craveiro, Paulino Rocha, Dedé Brasil, Raul Barbosa e Almirante Henrique Saboya, conhecida como Via Expressa.

Os envelopes da licitação foram abertos em 9 de novembro passado. As construtoras Delta e Queiroz Galvão apresentaram propostas e foram habilitadas.
A previsão é que a vencedora seja conhecida no começo de dezembro e contratada ainda em 2011. A previsão é que as obras tenham início em janeiro de 2012 e estejam prontas em agosto de 2013. 

O governo municipal também terá que fazer desapropriações no entorno das avenidas. Na Raul Barbosa, por exemplo, uma oficina mecânica recusou a proposta da prefeitura, que acionou a Justiça para resolver o caso.
VLT Porangaba-Mucuripe terá 13 km de extensão e 10 estações

VLT Parangaba-Mucuripe
Status: atrasada
O que é: linha terá 13 km de extensão e 10 estações. Prevê 6 obras de arte (4 passagens subterrâneas rodoviárias, 1 elevado ferroviário e 1 viaduto rodoviário)
Estágio: desapropriações em negociação
Valor: R$ 330,7 milhões
Eixo Via Expressa / Avenida Raul Barbosa
Status: atrasada
O que é: construção de túneis nos cruzamentos da Via Expressa com as avenidas Santos Dumont, Padre Antônio Tomaz e Alberto Sá. Construção de viaduto no cruzamento da Raul Barbosa com a rua Murilo Borges. Melhorias na drenagem, na malha viária e na iluminação pública nas duas avenidas
Estágio: licitação lançada em 9/11
Valor: R$ 151,6 milhões
Avenida Alberto Craveiro
Status: atrasada
O que é: alargamento da avenida para 45 m, ampliando o número de faixas para 4 faixas por sentido. Implantação de BRT e construção de túnel no cruzamento com as avenidas Dedé Brasil e Paulino Rocha. Melhorias na drenagem, malha viária e iluminação pública
Estágio: licitação lançada em 9/11
Valor: R$ 33,7 milhões


Avenida Dedé Brasil
Status: atrasada
O que é: implantação do complexo viário da Parangaba, com a construção de viadutos nos cruzamentos com as avenidas Osório de Paiva e Germano Frank, e de túnel no cruzamento com o metrô da linha sul. Implantação de BRT. Melhorias na drenagem, malha viária e iluminação pública.
Estágio: licitação lançada em 9/11
Valor: R$ 41,6 milhões
Avenida Paulino Rocha
Status: atrasada
O que é: restauração com melhorias em drenagem, malha viária e iluminação pública
Estágio: licitação lançada em 9/11
Valor: R$ 34,6 milhões


Informações: Portal 2014

READ MORE - Obras de Mobilidade urbana em Fortaleza só iniciam em 2012

Prefeitura de São Paulo empresta bicicletas para estudantes irem à escola

Locomover-se de bicicleta nas grandes cidades está cada vez mais comum. Trânsito caótico, transporte público ineficiente e poluição causada pelos combustíveis dos automóveis são alguns dos motivos que têm levado muitas pessoas a optarem pelas bicicletas. Agora, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação, irá emprestar bicicletas para os alunos da rede pública de ensino irem à escola pedalando.

Serão entregues um total de 4600 bicicletas para 45 CEUs (Centros Educacionais Unificados). Alunos entre 10 e 14 anos, do sexto ao nono ano do ensino fundamental, serão beneficiados pelo projeto.

A ideia é incentivar a prática de exercícios físicos e conscientizar os adolescentes sobre atitudes sustentáveis. Nenhum aluno será obrigado a utilizar a bicicleta se não quiser, e os pais deverão concordar com o novo meio transporte de seus filhos.

Várias medidas de segurança serão tomadas para que os alunos não sofram nenhum acidente de percurso. Eles receberão aulas de segurança e educação no trânsito, além de serem acompanhados por monitores em sistema de comboio.

Inovação e criatividade

Esse projeto da Prefeitura de São Paulo é criativo e inovador, porque atende às necessidades dos estudantes e das cidades. No Brasil, essa ação que parte dos órgãos públicos é recente, mas deve crescer nos próximos anos com a demanda crescente nos grandes centros urbanos. Em muitos países da Europa e nos Estados Unidos isso já acontece em muitas escolas.

Em agosto deste ano, estudantes do Distrito Federal começaram a receber as primeiras bicicletas do Programa Caminho da Escola do governo federal. O objetivo é facilitar a vida dos alunos que residem a até sete quilômetros da escola. O Distrito Federal foi a primeira cidade do país a aderir o programa. Até o final do ano serão distribuídas três mil bicicletas em todo o Distrito Federal.


Fonte: Terra

READ MORE - Prefeitura de São Paulo empresta bicicletas para estudantes irem à escola

Jacareí: Rodoviária nova é motivo de reclamações entre os usuários

Inaugurada há uma semana, a rodoviária nova de Jacareí já é motivo de reclamações. A cidade planejou a mudança, mas esqueceu que com ela viriam os problemas. Resultado: o aumento na espera pelo transporte público e mais gastos com passagens.

“Eu moro no Jardim Emília, para eu vir até a rodoviária e pegar o ônibus para São Paulo ou para São José, eu tenho que pegar dois ônibus. Fica muito difícil para nós, fora o risco que hoje as pessoas estão correndo. Isso aqui fica deserto à noite. O risco de assalto, o risco de crimes maiores é muito maior”. "Antes era só pegar o ônibus em algum ponto no centro, agora tem que ir até a rodoviária. “Insatisfeita toda a população, com certeza. Devido o tempo de espera, complicou para o cidadão”, reclamam alguns usuários.

Nem todas as lojas estão funcionando e outros serviços importantes também não estão funcionando. Não tem telefone público e se precisar de ajuda ou pede para alguém ou pega o folheto. Na manhã desta terça-feira (6), o guichê de informações estava sem nenhum funcionário. E quem esperava nos bancos não estava nada contente. Tem até abaixo assinado para corrigir os problemas. “Tem que ter mais informações e mais recursos, está perdido isso aqui”.

Para quem anda de ônibus em Jacareí o gasto de tempo e dinheiro aumentou. Quem precisa acordar de madrugada para ir trabalhar ou voltar do serviço muito tarde acaba dando de cara com a falta de sincronismo das linhas.

Os primeiros e os últimos ônibus que fazem o trajeto até a rodoviária chegam muito antes ou muito depois dos que fazem viagens para outras cidades. “Vinte e oito linhas de Jacareí não são integradas com a linha que serve o terminal rodoviário. Então, a pessoa necessariamente tem que vir ao terminal, não pode pegar o ônibus que vai para São Paulo no centro da cidade. Isso significa um dispêndio a mais de R$5,60 por dia, fora o tempo de espera”. “Cheguei aqui por volta das 8h, já vai dar 9h e eu estou aqui ainda esperando”.

E depois de ouvir os moradores e conhecer os problemas, a reportagem do Vanguarda TV foi até a prefeitura de Jacareí em busca de respostas para tanta insatisfação com o transporte público.

Resposta do prefeito de Jacareí, Hamilton Mota:
“Não haverá tantas alterações, apenas adaptações entre as linhas urbanas e os ônibus rodoviários, que continuarão partindo da rodoviária. Os primeiros ajustes que precisavam ser feitos, foram feitos logo no primeiro dia de operação, assim que nós percebemos os problemas. Os outros nós estamos avaliando, quarta-feira (07) eu faço uma nova conversa, contratamos equipes para monitorar isso e vamos fazer todos os ajustes necessários para dar uma melhor qualidade para o usuário em Jacareí.

Todas as cidades em que as rodoviárias saíram do centro da cidade e foram para perto da rodovia criam um desconforto inicial, mas é um processo de crescimento da nossa cidade.

Já fizemos o pedido para a Telefônica para que a gente faça [a instalação dos telefones públicos] o mais rápido possível. Muitas sugestões da população vêm chegando aqui para a Secretaria de Comunicação, Secretaria de Governo e estamos levando em conta tudo isso para que a gente possa fazer o melhor em razão dessas mudanças, que na verdade melhoraram muito o trânsito da cidade”.


O telefone para sugestões é o 0800-163010. Ainda segundo prefeito, era para ter um funcionário na rodoviária orientando a população. Por isso, a prefeitura vai procurar saber, porque ele não estava no balcão de informações quando a equipe do Vanguarda TV esteve no local. Sobre a instalação de telefone público, a Telefônica informou que está avaliando as condições técnicas do local.


Fonte: VNews

READ MORE - Jacareí: Rodoviária nova é motivo de reclamações entre os usuários

Seja Mais Um a Curtir o Blog Meu Transporte

BRT Aricanduva

Ligeirão NORTE-SUL / Curitiba

Seguidores

Postagens mais visitadas

 
 
 

Ônibus articulados elétricos em Goiânia


Em SP, Apenas 3 em cada 10 domicílios ficam perto de estações de metrô e trem

BUS ELÉTRICO EM BELÉM


Brasil precisa sair da inércia em relação aos ônibus elétricos

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

LIGAÇÃO VIÁRIA PIRITUBA-LAPA


Seja nosso parceiro... Nosso e mail: meutransporte@hotmail.com

‘Abrigo Amigo’ registra 3,5 chamadas por dia em Campinas

Ônibus elétricos e requalificação dos BRTs tornam transporte eficiente e sustentável em Curitiba

Informativos SPTrans

Nova mobilidade urbana revela o futuro dos deslocamentos

Notícias Ferroviárias

Em SP, Passageiros elogiam Tarifa Zero aos domingos

Recife: Motoristas mulheres são mais confiáveis no transporte coletivo junto aos usuários

Com metrô, Salvador deixou de emitir mais de 45 mil toneladas de CO2 em oito anos

Barcelona dá transporte gratuito para quem deixar de usar carro

Os ônibus elétricos do Recife começaram a circular em junho de 1960