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Em Cuiabá, Governador vai a Europa conhecer o sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT), modo de transporte coletivo de Portugal e da Inglaterra

terça-feira, 26 de abril de 2011

O governador Silval Barbosa (PMDB), o novo presidente da Agecopa, Eder Moraes, e os deputados estaduais José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR) viajam nesta quinta-feira para a Europa. Eles irão conhecer o sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT), modo de transporte coletivo de Portugal e da Inglaterra.

A intenção é, a partir dessa experiência, escolher qual será o modelo adotado em Cuiabá e Várzea Grande para receber a Copa do Mundo de 2014. A comitiva fará uma viagem rápida: partem na quinta e voltam na segunda-feira. Nesse período, como se trata de uma viagem internacional, o vice-governador Chico Daltro (PP) assume o comando do governo pela segunda vez este ano.

Embora afirme que a questão da modalidade de transporte coletivo a ser adotada não esteja decidida, Eder Moraes assume que prefere o VLT em detrimento do BRT (Bus Rapid Transport), espécie de corredor para ônibus.

A Agecopa já tem o estudo de viabilidade e projeto do BRT e o então diretor-presidente, Yênes Magalhães, vinha defendendo o projeto. No entanto, ele afirmou que a Agecopa apenas seguiu determinação do governo, já que o modelo havia sido escolhido. No começo deste ano o presidente da Assembleia, deputado José Riva, deu início à discussão defendendo o VLT. Todos os deputados fizeram pressão pela troca do modelo a ser adotado.

Ontem, durante a posse de Eder Moraes, Riva lamentou que o estudo do VLT não tenha sido feito antes e disse defender o modelo desde 2007. O presidente da Assembleia ainda agradeceu ao governador Silval Barbosa pela abertura da discussão do tema.

Um dos argumentos é de que o VLT demandaria menos área para a construção, o que diminuiria o número de desapropriações, principalmente na Prainha, a serem feitas. Além disso, a sobrevida do VLT é de 30 anos, enquanto o do BRT é de sete.

Com a tendência do VLT ser o escolhido como novo modelo de transporte a ser adotado em Cuiabá e Várzea Grandes, Eder Moraes afirmou que dentro de 20 a 30 dias a questão estará definida. (ARF)


Fonte: Diário de Cuiabá

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Em Blumenau, Primeiro dia útil do corredor de ônibus da Martin Luther, em Blumenau foi tranquilo

O primeiro dia útil de funcionamento do corredor de ônibus da Avenida Martin Luther, Bairro Victor Konder, em Blumenau, começou tranquilo. O teste inicial foi domingo. O tráfego, normalmente intenso no início da manhã, não sofreu alterações por causa do espaço exclusivo do transporte coletivo. Agentes da Guarda de Trânsito estarão no início da via e nas transversais para orientar os motoristas sobre a novidade.

Semana passada, a Secretaria de Serviços Urbanos terminou de implantar as sinalizações vertical e horizontal. Por se tratar de um processo novo, os motoristas terão até 24 de maio para se adaptar sem a preocupação com multas. Após esta data, começa a fiscalização. O desrespeito é uma infração leve, que custa R$ 53,20 e três pontos na carteira de habilitação.

A implantação dos corredores faz parte do eixo dois do Projeto Blumenau 2050 e está sendo feito de modo gradativo. O primeiro a entrar em funcionamento foi o da Rua 7 de Setembro, dia 16 de janeiro.

O segundo será o da Avenida Martin Luther. As ruas Engenheiro Paul Werner, São Paulo, 2 de Setembro e a Avenida Beira-Rio também ganharão faixas exclusivas para ônibus. O custo é de R$ 4,6 milhões, recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

FIQUE ATENTO - O trecho do corredor tem faixas de orientação com tachões de separação, placas verticais e pintura na pista
- Até 24 de maio, quem invadir o corredor não será multado. Depois desta data, a multa é de R$ 53,20, mais três pontos na carteira de habilitação do motorista
- Para acessar ruas à direita, fique na pista ao lado do corredor e faça a conversão na área destinada para isso (linha pontilhada). Caso haja ônibus no corredor, pare na pista com a seta ligada e aguarde o veículo passar para convergir
- Nas áreas quadriculadas é proibido parar

Fonte: Jornal de Santa Catarina


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Metrô de Teresina está parado para novos testes nas linhas

Após descarrilamento de uma locomotiva com quatro vagões da Companhia Metropolitana de Transporte Público na manhã desta segunda-feira (25), em cima da ponte no bairro Ilhotas, zona Sul da cidade, o serviço de Metrô de Teresina foi suspenso durante todo o dia e hoje para a realização de testes nas linhas.
Já estão a caminho do local locomotivas de resgate e alguns dormentes, como são chamadas as madeiras que compõem as linhas. As quarenta pessoas que estavam no transporte foram retiradas de forma segura e tranqüila. De acordo com informações da própria companhia, os passageiros saíram pelo primeiro vagão, que não chegou a descarrilar.
De acordo com o diretor administrativo da Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP), Antônio Sobral, a principal suspeita é que a causa do acidente tenha sido o excesso de chuva na capital, que encharcaram a base dos dormentes. O acidente ocorreu bem próximo ao local do último descarrilamento há 10 dias.


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Greve: 70% dos ônibus de Uberlândia não estão circulando

Cerca de 70% da frota de ônibus da empresa São Miguel não está circulando na manhã desta terça-feira (26) em Uberlândia. A porcentagem corresponde a 91 ônibus da companhia, cujos motoristas aderiram à greve do transporte coletivo.
Em um dos bairros atendidos pela empresa de transporte coletivo, o Morumbi, a reportagem do CORREIO de Uberlândia encontrou pontos cheios e vans realizando o transporte de passageiros nesta manhã.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberlândia e Região (Sindttrans), Célio Moreira, uma reunião será convocada junto ao Ministério Público para definir os rumos da paralisação. No entanto, o horário ainda não foi definido.
Os funcionários do transporte coletivo pedem a renovação da convenção coletiva, reajuste de 15% no salário mais o INPC, garantia de plano de saúde e odontológico, reajuste do ticket alimentação, de R$ 159 para R$ 264, melhorias na cesta básica e jornada de trabalho de 6h.
No dia 12 deste mês, uma outra paralisação foi realizada pelos funcionários do transporte coletivo.



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Em São Paulo, Ainda falta criar muitos corredores de ônibus na Região do ABC

Apesar do aumento nos problemas do trânsito na região, as prefeituras pouco fazem para priorizar o transporte coletivo, solução apontada por especialistas como a ideal para melhorar a mobilidade urbana. Com exceção do trólebus, que é de responsabilidade da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), as cidades do Grande ABC têm apenas 4,8 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus.

Santo André tem o maior corredor. Com 4,1 quilômetros, a faixa liga o Terminal Vila Luzita à Avenida Santos Dumont. Já Diadema possui três pequenas faixas exclusivas nas avenidas Alda e São José e Rua Graciosa. Juntas, as pistas somam pouco mais de 800 metros. São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires não têm corredores. Mauá e Rio Grande da Serra não se manifestaram. O número total de faixas exclusivas é baixo se comparado à quantidade diária de
passageiros que utilizam os coletivos - cerca de 600 mil.


Para o professor de Engenharia Civil da FEI (Fundação Educacional Inaciana) e especialista em transportes Creso Peixoto, o poder público deve priorizar o deslocamento em massa. "Mesmo em avenidas com só duas pistas, não é errado colocar faixa exclusiva de ônibus. Precisa tirar o espaço do automóvel e aumentar o do transporte coletivo. Mesmo que isso desagrade os motoristas, no futuro será assim", avaliou.


O diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC, Marcos Antônio Aleixo, concorda com a necessidade da criação dos espaços exclusivos. "Isso incentivaria o uso do transporte público e tiraria carros das ruas. Sempre reivindicamos isso em nossas campanhas."

PROJETOS

Apenas São Bernardo e São Caetano manifestaram intenção de criar corredores. Em São Bernardo, a Prefeitura disse ter projeto para construção de 11 faixas exclusivas. Já São Caetano informou que está elaborando o Plano Diretor de Mobilidade Urbana e que o assunto faz parte da discussão.

São Paulo aumenta número de pistas para coletivos

Para dar mais fluidez ao trânsito da Zona Sul, a prefeitura de São Paulo abriu ontem faixa exclusiva para ônibus na Rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. Os carros de passeio ficarão proibidos de circular na faixa de rolamento de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h. Passam pelo local 13 linhas de ônibus municipais.

O especialista em transportes Creso Peixoto, professor do curso de Engenharia Civil da FEI (Fundação Educacional Inaciana), avaliou que a criação do corredor se deve à saturação do Metrô. "O Metrô passa por baixo da Domingos de Morais. O fato de o ônibus correr em paralelo ao traçado do Metrô indica sinais de saturação", analisou. O local é atendido pela linha 1-Azul, que liga as estações Jabaquara, na Zona Sul, e Santana, na Norte.

Outras vias da Capital também possuem corredores exclusivos, como as avenidas Nove de Julho, Santo Amaro e Rebouças. Nesses locais, é permitida a passagem de veículos oficiais, ambulâncias, viaturas policiais e de bombeiros e táxis com passageiros a bordo.





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Prefeitura de Florianópolis planeja implantar sistema de bicicletas públicas em 2012

A mobilidade urbana poderá ter um motivo a mais para comemorar o próximo aniversário da Capital, em 23 de março de 2012. A Prefeitura de Florianópolis planeja inaugurar na data o sistema de transporte por bicicletas públicas, uma espécie de aluguel de bicicletas a uma baixa tarifa para percorrer determinados percursos. O convite para o estudo do modelo foi feito pela empresa Icnita Emovity, de Barcelona, em visita recente à Capital.
De acordo com a diretora de Planejamento do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Vera Lúcia Gonçalves da Silva, membro da Pró-Bici (Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta), a empresa espanhola estudou modelos de bicicletas públicas no mundo todo e apresentou uma proposta ao município. “Os testes seriam feitos em dois eixos principais, a avenida Beira-mar Norte ligando à UFSC, e a avenida Hercílio Luz, no Centro”, explica, lembrando que a ideia ainda será discutida e aprimorada pelos membros da Pró-Bici.

Normalmente, nos sistemas de bicicletas públicas o usuário paga um valor e retira a bicicleta de uma estação. Após percorrer o trecho desejado, devolve a bicicleta em outra estação, com a opção de concluir o trajeto a pé ou de ônibus. Neste último caso, preferencialmente com integração da tarifa já paga pelo uso da bicicleta. Outra proposta é criar bicicletários que funcionariam como estacionamentos. Quem tem bicicleta e deseja ir ao trabalho ou à escola, poderia guardá-la nestes espaços mediante pagamento de taxas.
Para o diretor-executivo da 8-80 Cities, entidade canadense que promove o uso de transportes alternativos, Guillermo Peñalosa, é preciso promover um projeto completo. “Não adianta bicicleta pública sem uma rede de ciclovias interligadas pela cidade. Várias tentativas no mundo que não pensaram na interligação foram um fracasso”, ressalta.





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No Rio, Metrô terá trens com TV e passagens entre vagões

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e - mais importante - suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.

Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 - cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro "dragão" desembarcar no Rio.

Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil - dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.
Circulação entre vagões

Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.

A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.
Escolha pela internet

Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.
Gigante ferroviário
Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.

- Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 - gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. - Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.

- Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro - revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.

O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.
Estado canibalizou 88 vagões
Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.

Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.

Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.

- Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída - diz.

Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.



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Em Fortaleza, Nova linha de ônibus liga terminais Siqueira e Papicu na modalidade expresso

A partir desta segunda-feira (25), passa a circular a linha de ônibus (087) Expresso/Siqueira/Papicu.
A linha terá parte de seu percurso na modalidade expresso, ou seja, sem paradas até a Av. Desembargador Moreira.

Em seguida, cumprirá o itinerário com paradas para embarque e desembarque até o Terminal do Papicu.
Já no sentido inverso, Papicu/Siqueira, fará paradas normalmente para embarque e desembarque até a Av. Desembargador Moreira, de onde passará a fazer o trajeto expresso até o Terminal do Siqueira.

Itinerário prolongado
Também nesta segunda-feira (25), o itinerário da linha (060) Parquelândia/Parangaba será prolongado para atender a demanda da Rua Olavo Bilac e do shopping localizado na Av. Bezerra de Menezes.

O novo percurso compreende a Av. Jovita Feitosa, Av. Humberto Monte, Rua Armando Nogueira, Rua Braz de Francesco, Rua Três, Av. Parsifal Barroso, Rua Olavo Bilac e Av. Bezerra de Menezes, de onde os coletivos seguem o trajeto original.

Fonte: Verdes Mares


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Em Natal, obras de mobilidade para Copa estão um ano atrasadas

Previstas no PAC da Mobilidade Urbana e definidas na Matriz de Responsabilidades (firmada em 2010 entre governos federal e estadual, prefeitura de Natal e a Fifa), estas obras compreendem reformas estruturantes em vias da cidade, como a ligação do novo aeroporto à Arena das Dunas e ao setor hoteleiro, e o prolongamento de uma importante via da capital potiguar, a av. Prudente de Morais.

De acordo com a matriz, as obras deveriam ser concluídas até novembro de 2012. Com o atraso, porém, o prazo foi estendido para o final de 2013. Os técnicos da prefeitura de Natal responsabilizam a “burocracia” pelos adiamentos.

De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura do município, Dâmocles Trinta, o projeto executivo do primeiro eixo de intervenções está em fase de conclusão.

Essas obras compreendem o complexo da Urbana (um dos acessos mais movimentados no sentido norte-sul) e a reestruturação da av. Capitão Mor-Gouveia (no sentido leste-oeste). A empresa EIT foi a vencedora da licitação.

O segundo eixo de obras compreende intervenções diversas nas proximidades da Arena das Dunas. A previsão é que comecem apenas em outubro.

Recursos
Do total de 16 obras aprovadas pelo governo federal, 11 são de responsabilidade da prefeitura, que receberá R$ 300 milhões da Caixa Econômica Federal e completará os R$ 38 milhões restantes com verba municipal.

Outras cinco obras estruturantes serão feitas pelo governo estadual: três na estrada de Ponta Negra (construção de viadutos e túneis), uma na via de ligação do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante ao estádio das Dunas, e o prolongamento da av. Prudente de Morais até a BR-101, que permitirá ligar o aeroporto Augusto Severo (Parnamirim) à Arena das Dunas.

Segundo o secretário estadual da Copa, Demétrio Torres, as obras na av. Prudente de Morais já começaram. "Ainda é necessário fazer duas passagens de nível na BR-101". O edital para a complementação deve ser lançado nos próximos dias.

Serão feitas duas intervenções nas BRs 304 e 406, vias de acesso entre o novo aeroporto e a Arena das Dunas. Segundo Torres, as obras na estrada de Ponta Negra estão em fase final de estudos.

Trilhos
Segundo o especialista em engenharia de trânsito Enilson Santos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal tem hoje um carro para cada quatro habitantes –mais de 312 mil veículos.

Para ele, que coordena o departamento de Engenharia de Transportes da UFRN, para resolver o trânsito caótico de Natal será preciso adotar um conjunto de soluções.

No curto prazo, mapear a malha viária e intervir em pontos estratégicos. No médio, garantir as obras de infraestrutura do PAC. Para o futuro, a solução seria investir em transporte público, principalmente sobre trilhos, com metrô de superfície ou VLTs.

“Pelo menos o grande corredor norte-sul precisa de uma intervenção baseada em transporte sobre trilhos”, diz.

Para Santos, os projetos da Copa são importantes, mas não resolvem o problema do trânsito em Natal. “Trânsito não se resolve”, diz Enilson. O especialista afirma que Natal precisaria multiplicar por dez o número de corredores de ônibus atuais.

Além das intervenções pontuais na organização do trânsito, o professor lembra o projeto “Via Livre”, implantado há dois anos pela prefeitura para organizar o estacionamento dos carros nas principais vias públicas. “Mas falta de gestão de projetos.”

Fonte: Portal 2014

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Metrô de SP é o mais lotado do mundo com 3,7 mi de usuários

O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de extensão da malha metroviária. Em 2008, quando foi considerado pela CoMet --um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo-- o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.

"Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter dez quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros", disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem.

Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a atingir 11 usuários por metro quadrado.

"O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005, decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]", disse José Geraldo Baião, presidente da Aeamesp (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô).

EFICIÊNCIA ATRAI MAIS USUÁRIOS
Para Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), outro motivo que ajuda a explicar o aumento da demanda por esse meio de transporte é a qualidade do sistema.
"O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo."

Outro problema atual no metrô paulista é que, pela pouca quantidade de integrações entre as linhas, os passageiros do sistema acabam ficando sem opção de chegar ao seu destino se houver problema em uma delas. Isso ocorre, segundo o professor Porto, porque a malha ainda não está fechada, como ocorre em outros países do mundo onde há mais de uma linha para se chegar ao mesmo destino. "Nessas novas linhas que vão ser construídas teremos novas linhas radiais, que passam pelo centro e descarregam as atuais. Teremos algumas linhas que interligam as radiais e que vão permitir que se desafoguem pontos críticos", afirmou ele.

Para suportar essa demanda crescente, Baião afirma que o governo precisa continuar investindo no sistema, com planejamento a longo prazo. Como metrô e trens são sistemas de alta capacidade, conseguindo transportar entre 50 mil e 60 mil pessoas por hora, o ideal seria continuar investindo no sistema e criando conexões entre os diferentes formas de transporte, tais como ônibus, monotrilhos e VLTs (veículos leves sobre trilhos).

"Essa integração dos modais precisa ocorrer tanto fisicamente quanto por meio tarifário, com o bilhete único. Esse conjunto de medidas é que permite dar a solução para a questão do transporte nas grandes cidades", disse Baião.

A base dos investimentos feitos no metrô de São Paulo são estaduais. Segundo o professor Porto, há uma previsão de que sejam investidos cerca de R$ 20 bilhões no metrô de São Paulo até 2020. Prazo em que ele considera possível atender à demanda da população, com as obras previstas.

INVESTIMENTO FEDERAL
A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o metrô de São Paulo, na década de 1970, mas hoje com uma extensão de linhas bem superior.

"Mas acontece que a Cidade do México é a capital do país e, nas cidades em que são capitais, é o governo federal que investe pesadamente no sistema. O que não ocorre aqui no Brasil. O governo federal só colocou dinheiro na Linha 1, na década de 70. E depois nunca mais. O governo do estado é quem sempre teve que bancar", explicou Baião.

Para o presidente da Aeamesp, o ideal seria que o transporte de São Paulo recebesse mais recursos do governo federal e que não fosse apenas por meio de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). "Falta mais apoio do governo federal nessa questão de transporte."

Para ele, também é necessário que as políticas de uso e de ocupação do solo e de transporte sejam feitas em parceria, para beneficiar a população que mora nas periferias da cidade. "As políticas devem ser integradas para que as soluções não fiquem isoladas, sem eficácia", defendeu.

Fonte: Folha Online


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Em Brasília, Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, deve ser concluído até 2014

Apesar do atraso nas obras, interrompidas pela Justiça há mais de um ano, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tem condições de, se liberado dentro de três meses, entrar em operação antes da Copa do Mundo de 2014. De acordo com especialistas consultados pela reportagem, o primeiro trecho, que ligará o Aeroporto Internacional de Brasília à W3 Norte, pode ser concluído ao longo de 24 meses após a liberação das obras. Seriam necessários ainda mais três meses de testes para o início da operação comercial. Dentro desse cronograma de dois anos e meio, o VLT começaria a circular no fim de 2013, a tempo de atender os turistas que virão a Brasília para o Mundial de futebol.

Além disso, o custo da obra, orçada em R$ 1,55 bilhão, não precisaria ser revisto. Os cálculos são feitos com base no contrato já assinado com o Consórcio Brastram. Isso porque não seria necessário que os canteiros de obra funcionassem durante a noite, quando a hora extra aumenta o custo em 50%. Como o VLT é uma obra “linear”, como classificam os engenheiros, vários trechos podem ser construídos ao mesmo tempo, o que reduz o tempo de conclusão do empreendimento, mesmo com o trabalho sendo executado apenas durante o dia. Do R$ 1,55 bilhão previsto, R$ 1 bilhão serão usados para custear o trecho entre o aeroporto e o início da W3 Norte. O restante seria investido nos trilhos até o fim da Asa Norte.

Além de ser uma das obras para a Copa do Mundo, o VLT atenderia ao Plano Diretor da Infraero para o aeroporto de Brasília. De acordo com o documento, que estima o crescimento do terminal, até 2018 cerca de 40 mil pessoas deverão estar morando na região. Aliado ao fluxo de passageiros crescente, a estimativa é de que o tráfego viário entre o aeroporto e o Plano Piloto chegue a 300 mil pessoas por dia, o que inviabilizaria o trânsito na saída Sul da cidade.

A obra do VLT foi iniciada em dezembro de 2009, mas até agora apenas 2% do cronograma foram executados. A construção está suspensa por decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF. O GDF aguarda a liberação judicial para retomar o VLT a tempo de concluí-lo até o início de 2014.

Fonte: Correio Braziliense


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