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No Rio, Governo garante metrô para a Barra em 2016, mas Estação Gávea pode não sair

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O trecho de metrô entre a Praça General Osório, em Ipanema, e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, só deverá receber passageiros em maio de 2016, faltando apenas três meses para os Jogos Olímpicos e sem que todas as estações estejam concluídas. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, admitiu na quarta-feira que a complexidade do projeto torna o cronograma apertado demais para concluir a Estação Gávea em menos de cinco anos. O governo do estado também bateu o martelo sobre o traçado. As estações vão operar como se fossem uma extensão da linha atual, com tarifa normal (R$ 3,10). O percurso da Pavuna até a Barra levará cerca de uma hora e, da Central à Barra, 33 minutos.
A hipótese de o novo trecho (que é uma extensão da Linha 1 com parte da Linha 4) não ficar completo para 2016 foi antecipada por Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO . Também está decidido que, se um dia for construída, a Estação Gávea ficaria entre o terminal de ônibus e o estacionamento da PUC, e não na Praça Santos Dumont ou em parte do terreno do 23º BPM, como vinha sendo cogitado.
- O prazo é um fator crítico para esta obra. O que podemos garantir é que a infraestrutura chegará até a Gávea em 2016. Todas as escavações necessárias serão feitas, assim como os serviços de engenharia. O que pode acontecer é que o esqueleto da estação fique pronto e as obras sejam complementadas no futuro - explicou Lopes. - A Linha 4 deve ser aberta ao público em maio de 2016, mas a obra ficará pronta no dia 15 de dezembro de 2015, para testes de operação.
O secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, visita o canteiro de obras da Linha 4 do Metrô, em São Conrado (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)
Caso a Estação Gávea não fique pronta, a linha entrará em operação com cinco novas estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Praça Antero de Quental, Jardim de Alah e Praça Nossa Senhora da Paz, que devem começar a ser construídas em 2012. Na terça-feira, a Secretaria da Casa Civil abriu licitação para a escolha do escritório de engenharia que detalhará os projetos para as obras entre Ipanema e Gávea.
O custo das intervenções está estimado em R$ 5 bilhões, como previsto no dossiê de candidatura. O acordo do governo do estado com o Consórcio Rio-Barra e o Metrô Rio (que opera as Linhas 1 e 2) é que o estado entre com cerca de R$ 4 bilhões. O plano prevê que o Metrô Rio investiria R$ 1 bilhão na compra dos trens. Segundo Lopes, o acordo está mantido, mesmo com a decisão do governo de pedir à Agetransp uma punição contra a empresa por não ter cumprido os prazos para a entrada em operação de 114 novos trens. O acordo com o estado e a concessionária previa que eles entrassem em circulação em agosto de 2010, mas eles só começam a ser entregues no fim deste ano.


Fonte: O Globo

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Transporte coletivo de Florianópolis pode ter nova paralisação

Uma nova paralisação do transporte coletivo de Florianópolis pode acontecer nas próximas semanas. A ameaça de interrupção dos serviços se deve a falta de um acordo entre trabalhadores e empregadores na reunião desta terça-feira, no Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Santa Catarina (Setpesc), em Florianópolis.

A proposta dos empregadores de oferecer 8% de aumento no salário e no vale alimentação, foi recusada pelos representantes dos empregados e considerada insuficiente diante das necessidades da classe.

— Queremos discutir uma pauta de reivindicações e não pedir aumento de salário. Enquanto isso não acontecer não haverá acordo — afirma o secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), Antônio Martins.

A pauta de reivindicações contêm 79 itens e nenhum deles, segundo o secretário, pode ser deixado de fora das negociações.

— Vamos levar o conteúdo da reunião para o restante da categoria e uma nova paralisação, como a que aconteceu em março deste ano, não está descartada — destacou.

Uma nova reunião entre representantes de trabalhadores e empresários está marcada para o próximo dia 15 de abril.



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Entrega de trens chineses atrasa no Rio

Em ofício, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou em dezembro à Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp) que a concessionária Metrô Rio não cumpriu a obrigação de comprar 114 trens e colocá-los em circulação até agosto de 2010. O investimento estava previsto no contrato de renovação da concessão. Segundo o governo, a empresa "não prestou contas do seu atraso, que se afigura injustificável".


Na ocasião, Cabral requereu a aplicação de multa mensal à concessionária, mas até agora, quase quatro meses depois, a agência reguladora ainda não se manifestou. A mesma Agetransp acaba de aprovar um aumento de 11,5% da tarifa do Metrô. O novo preço da passagem (R$ 3,10) começou a vigorar no sábado.
Ontem, por meio de nota, a agência informou que foi aberto um processo após o recebimento do ofício, que "será apreciado na próxima sessão regulatória, no dia 12".

A Metrô Rio informou que começará a receber os trens - comprados da China - no fim deste ano, mas não divulgou o motivo do atraso. A concessionária informa que eram transportados em média 272 mil passageiros por dia útil nos 12 meses anteriores à privatização do sistema, em 1998. "Nos últimos 12 meses, foram transportados em média 610 mil passageiros por dia útil."

A empresa, que se comprometeu a investir R$ 1,15 bilhão, alega já ter investido R$ 805 milhões.
Em 2007, início da gestão Cabral, o contrato do metrô foi prorrogado por mais 20 anos. A concessão da Metrô Rio deve terminar em 2038.

Investimento
66%
será o aumento da frota do Metrô do Rio quando os trens chineses forem colocados em operação.


Fonte: Estadão

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Manaus terá paradas de ônibus com identificação em braile

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, na quarta-feira (6), o Projeto de Lei (PL) 077/2010, que obriga a instalação de placas informativas em braile nos pontos de ônibus, contendo os números das linhas. O autor da proposta é o vereador Jaildo dos Rodoviários (PRB). O projeto é um dos 16 que foram vetados pelo prefeito Amazonino Mendes (PTB) na semana passada, mas que foram promulgados durante sessão extraordinária realizada na CMM.
O vereador disse acreditar que a medida vai minimizar, em parte, o problema de acessibilidade enfrentado por deficientes visuais na cidade. “Muitas pessoas me procuraram, reclamando da dificuldade em obter informações sobre as linhas de ônibus nas paradas. Por isso resolvi propor o projeto”, justificou Jaildo. Segundo ele, a nova Lei deve ser publicada até a sexta-feira (8).
De acordo com o vereador, após a publicação da Lei, o município terá 180 dias para realizar a instalação das placas. Segundo o artigo 2º do PL, caberá ao órgão municipal de transporte “definir a forma e o tamanho padrão das placas metálicas por meio de portaria”. O projeto promulgado também estabelece que as placas de identificação das linhas de ônibus devem ser instaladas em locais acessíveis ao toque do passageiro com deficiência visual.
Questionado sobre o efeito prático da Lei, diante do número reduzido de abrigos em pontos de ônibus de Manaus, Jaildo admitiu que a situação, de fato, será um problema para a aplicabilidade da nova regra. “Realmente, vai ficar limitado o efeito porque a maioria dos pontos não tem abrigo. Isso é totalmente contra o ser humano. Já fiz um projeto para onde tiver parada a prefeitura instalar abrigo. Foi vetado, mas vou apresentar uma nova proposta sobre o assunto”, prometeu.


Fonte: A Critica

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Preço do transporte coletivo em Boa Vista sofrerá reajuste

O aumento no preço dos combustíveis provocou reações nos últimos dias em Boa Vista. Hoje, o litro da gasolina comum na capital custa R$ 3,08, é um dos mais caros do país. Agora, um reajuste no valor das passagens do transporte público municipal também é esperado.

O principal motivo para o aumento nas passagens, é o novo valor dos combustíveis. A população protesta contra os aumentos, enquanto os taxistas lotação defendem o reajuste no preço do transporte.
“É um efeito cascata, aumenta um e causa o aumento no outro. É difícil para quem ganha apenas um salário mínimo administrar tantos reajustes”, protestou a agricultora Vera Lúcia Gomes.

“Esse aumento nos combustíveis é ruim para nós taxistas. Consumimos 40 litros de gasolina por dia, esse reajuste nos afeta seriamente. O único jeito de recuperamos os gastos seria o aumento na passagem do lotação”, afirmou o motorista de táxi lotação Linderval Dourado.

Segundo Sandro Salgado, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Roraima, além da razão do aumento do combustível, o reajuste nas passagens se faz necessário para que os salários dos servidores também sejam reavaliados. “Temos que pagar o salário dos servidores, ano passado demos aumento e um novo já está sendo pleiteado, esse reajuste será útil para realizarmos esse tipo de demanda”, disse.

O presidente do Sindicato dos Taxistas e Transportadores de Cargas e Passageiros, Jurandir Lucena, disse que o novo valor só vai entrar em vigor, quando o preço das passagens de ônibus for reajustado. “Mandaremos um documento a EMHUR e vamos esperar a decisão, já tem um tempo que trabalhos com esse valor de R$ 2,50 e vamos esperar eles decidirem quando o preço da passagem deve subir”, informou.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, EMHUR, esclareceu que a solicitação vai ser encaminhada para aprovação do Conselho Municipal de Transportes. Uma reunião deve acontecer para discutir este assunto e melhorias para o transporte coletivo.

Ainda não há previsão pra o reajuste entrar em vigor, mas os novos valores já estão sendo estudados. A expectativa é que a tarifa de ônibus, cotada em R$ 2, suba para R$ 2,25 e a de lotação de R$ 2,50 para R$ 3. 


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Bilhete Único ganha Prêmio Internacional


Através de nota oficial, a Secretaria do Estado de Transportes, informou que o Bilhete Único Intermunicipal acaba de ser escolhido pela Associação Internacional dos Transportes Públicos – UITP – como o Melhor Programa de Transporte da América Latina, na categoria Introdução a novas políticas de transportes.
O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, segue nesta quinta-feira para Dubai, onde vai receber o prêmio durante o 59º Congresso de Mobilidade e Exibição dos Transportes nas Cidades. Em operação desde fevereiro de 2010, já foram 286 milhões de viagens realizadas, mais de dois milhões de pessoas habilitadas ao serviço, além de uma economia de R$ 273 milhões ao bolso do trabalhador.
Os transportes do Rio também concorrem em outra categoria. A Fetranspor está no páreo para receber o Prêmio Internacional de Redução de Poluentes, pelo programa Selo Verde.




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Linha Amarela do metrô de São Paulo teve um aumento de 68% de passageiros

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O volume diário de passageiros da Linha 4-Amarela do Metrô aumentou 68% desde a inauguração da estação Butantã, no último dia 28, de acordo com a concessionária ViaQuatro, responsável pela linha.

Um balanço feito pela empresa mostra que 139 mil pessoas passaram a usar a Linha Amarela depois que a nova estação começou a funcionar.

Antes, a Linha 4 era usada por cerca de 19 mil pessoas diariamente. Agora, é frequentada por 28 mil passageiros. A expectativa da ViaQuatro é que esse número chegue a 35 mil.

Uma das explicações para o aumento na demanda é o início simultâneo das operações do terminal de ônibus junto à nova estação Butantã.


Fonte: eBand

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Em BH, Usuários reclamam das longas esperas e dos coletivos lotados

O reforço na quantidade de ônibus e o aumento do número de viagens implantados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) desde o último dia 28, não minimizaram os transtornos de grande parte dos usuários.

Apesar do acréscimo de 50 coletivos e aumento no número de viagens em 126 linhas, as esperas nos pontos de ônibus continuam longas e os coletivos, lotados. A reportagem do Super Notícia acompanhou, nos últimos dois dias, os usuários em sete pontos de ônibus das regiões Oeste, Centro-Sul, Nordeste e Noroeste. Na região Oeste, a mais afetada pelas mudanças, os bairros Buritis, Estoril e Betânia tiveram reforço, segundo a BHTrans.

Reclamações
A maioria das pessoas reclama dos longos intervalos entre um ônibus e outro, que para alguns passageiros chegam a quase uma hora. A lotação dos coletivos também é alvo das queixas. "Os ônibus continuam horríveis. Não vi nenhuma mudança. Eles demoram a passar, vou em pé e quando eles passam, vêm três ou mais ônibus de uma vez", disse a diarista Cleonice das Graças, de 37, que ontem esperava o 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra), no bairro Estoril.


No período em que a reportagem acompanhou a movimentação no ponto de ônibus em frente ao BH Shopping, no bairro Belvedere, os coletivos da linha 9250 demoraram 30 minutos para chegar. Quando apareceram, eram três ao mesmo tempo. Os dois primeiros estavam lotados. A linha, segundo a BHTrans, teve aumento de 23 viagens.

No bairro Betânia, também na região Oeste, os usuários reclamavam da demora, lotação e do longo itinerário das linhas que passam por lá. O auxiliar administrativo Kassius Harley, de 43 anos, utiliza o 1207-B (Conjunto Betânia/Santa Mônica) diariamente e disse que não sentiu qualquer mudança desde o aumento das viagens. "Geralmente pego o ônibus cheio e nem sempre consigo sentar", disse. A linha 1207-B recebeu um acréscimo de 20 viagens.

BHTrans coloca culpa no trânsito

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), que cuida do tráfego na capital, culpou exatamente o trânsito da cidade pelos atrasos nas chegadas dos coletivos nos pontos. De acordo com a gerente de coordenação da diretoria de desenvolvimento e implantação de projetos da empresa, Raquel Salum, os coletivos cumprem o quadro de horários, mas acabam chegando ao mesmo tempo nos pontos devido às interferências do trânsito. Os congestionamentos, disse ela, fazem com que um veículo alcance o outro ao longo do trajeto. O problema é mais frequente, segundo a gerente, entre veículos que fazem itinerários mais longos.
Raquel Salum não descartou a possibilidade de fazer alteração na programação dos ônibus. Ela afirmou, porém, que o aumento do número de viagens atende a uma demanda dos passageiros, devido às reclamações de superlotação e os longos intervalos entre os coletivos.
Segundo a gerente, as novas viagens foram colocadas nas linhas e horários em que mais houve reclamações dos usuários. "Com o tempo, as pessoas vão começar a sentir as mudanças e vão ver que elas são positivas".
Não Resolve
O chefe do departamento de engenharia de transportes e geotécnia da UFMG, Nilson Nunes, explica que aumentar o número de coletivos e de viagens não é solução para diminuir o tempo de espera dos passageiros. Segundo ele, o aumento de ônibus nas ruas só contribui para os congestionamento. "Os usuários, em vez de esperar por muito tempo nos pontos, passam a esperar nos coletivos". (NO)


Fonte: O Tempo


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No Dist. Federal, Passe Livre do Metrô será recarregado nas escolas

Os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal irão recarregar os cartões de passe livre do Metrô na própria escola. A medida irá facilitar o processo atual, porque os estudantes enfrentarão uma única fila no próprio colégio onde estudam. Atualmente eles precisam pegar duas: uma para certificarem a presença e outra para carregarem os cartões. O novo documento magnético terá a foto e dados pessoais do aluno.

A novidade foi divulgada na tarde de ontem (05/04), após reunião entre o secretário em exercício de Educação, Erasto Fortes, e o diretor financeiro e comercial do Metrô, Nilson Martorelli. "Dentro de duas ou três semanas, o sistema já deverá estar instalado nas escolas. O software está sendo desenvolvido por técnicos do Metrô", disse o professor Erasto.

Em pouco tempo, o novo modelo pode ser adotado também para os estudantes que usam passe livre nos ônibus e, futuramente, no sistema integrado do transporte coletivo.


Fonte: Agência Brasília

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Em Cuiabá, Sistema VLT e BRT continuam indefinidos

A despeito de o Poder Executivo dar a entender que o sistema de transporte coletivo que será implantado em Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014 é o BRT (Bus Rapid Transit), o estudo de viabilidade do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foi apresentado ontem ao governador em exercício, Chico Daltro, como alternativa para o projeto de mobilidade urbana da cidade.

O estudo foi apresentado pelo diretor-presidente da empresa, cujo nome não foi divulgado, Massimo Giavina Bianchi, que também é diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). De acordo com ele, o custo operacional, a renovação da frota, a infraestrutura e a manutenção do BRT são o dobro em relação ao VLT. Ainda conforme o diretor, o BRT não pode ser ampliado e também é menos seguro que o VLT.

Entre o BRT, VLT e DMU (VLT movido a diesel), Bianchi disse que esse último é mais barato e que a emissão de gases poluentes é praticamente nula, enquanto que o BRT polui muito. O DMU, ainda segundo o empresário, demoraria sete meses para ser implantado e, o VLT, 24 meses. O diretor-presidente afirmou ainda que o BRT poderia ser o alimentador do VLT, transportando os passageiros até a estação.

Segundo o estudo de viabilidade, considerando a frota, número de passageiros, manutenção e operação em um ano, o VLT gastaria U$ 676 milhões; o BRT, U$ 636 milhões, e o DMU, U$ 513 milhões.

Durante a sessão de ontem da Assembleia Legislativa, o deputado e presidente da Casa, José Riva, voltou a dizer que o sistema de transporte VLT terá menos desapropriações. “Serão necessárias quase 1,3 mil intervenções para implantar o BRT. No VLT, será número mínimo ou quase nada para desapropriar”.

Riva criticou a Agecopa ao dizer que a autarquia não deve ser a responsável pela escolha do sistema de transporte. “Não tem nenhum engenheiro de tráfego na Agecopa. Isso [a escolha do modelo de transporte] tem que ser decisão política de governo”, afirmou.

A capacidade de passageiros também foi citada pelo deputado no plenário. Enquanto o VLT transportaria até 575 passageiros, no BRT seriam menos de 200. “Precisaria de três veículos e meio para transportar a mesma quantidade de pessoas (...). O pior sistema é o BRT”, declarou.

O diretor-presidente da Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo de 2014), Yênes Magalhães, disse que o estudo será avaliado hoje. Mas garantiu que ainda não há sistema eleito para a cidade. “Nós temos hoje um plano de mobilidade em que consta que a tarifa do VLT vai custar o dobro da do BRT”, afirmou. “Mas vamos analisar os dados. Se o VLT for mais barato, há a possibilidade de ele ser escolhido para Cuiabá”, declarou.




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Técnicos da Prefeitura de Teresina conhecem transporte público de Curitiba

Técnicos da Prefeitura de Teresina estiveram na cidade de Curitiba, Paraná, para conhecer os projetos paisagísticos e o funcionamento do transporte público integrado do município. A equipe realizou visitas a parques, bosques e a empresa Urbanização de Curitiba S/A (URBS). O objetivo do prefeito Elmano Férrer é buscar pelo Brasil as melhores experiências neste setor para serem adaptadas e implantadas em Teresina.

O transporte urbano em Curitiba tem características inovadoras, sendo considerado um dos pioneiros em modernização e reestruturação do sistema de transporte urbano no Brasil. Denominada "Rede Integrada de Transportes" (RIT), a operação é realizada por 28 empresas privadas e gerenciada pela URBS, e caracteriza-se por ser uma operação através de ônibus, num sistema "Tronco-Alimentador", contando com 465 linhas urbanas e metropolitanas, perfazendo um total de aproximadamente 24 mil viagens ao dia.

De acordo com a superintendente da Strans, Alzenir Porto, a visita à Curitiba foi muito importante para conhecer o funcionamento do sistema de transporte público integrado: "Visitamos a URBS e verificamos como funciona a estruturação dos transportes urbanos. Conhecemos também o sistema integrado de transporte coletivo, que facilita muito o deslocamento das pessoas. A partir disso, pretendemos trazer para Teresina esse modelo, que irá beneficiar toda a população, oferecendo um transporte público de mais qualidade".

Para a arquiteta da Semplan, Danielly Bezerra, outro ponto que merece destaque são os inúmeros parques e bosques de Curitiba: "Percebemos uma presença intensa do verde, da água, da fauna, enfim, da natureza dentro da cidade, convivendo de forma harmônica com as edificações e proporcionando qualidade de vida aos usuários, pois estes espaços reúnem lazer contemplativo, esporte, cultura e, principalmente, educação ambiental", complementou.

Para Danielly estes "acertos" no processo de urbanização de Curitiba foram determinantes para a cidade receber o título de "cidade modelo", e conseqüentemente, inspirar outras cidades, devido a disciplina e consciência ambiental da população, do uso saudável dos espaços e da conservação e manutenção dos equipamentos: "Visitando Curitiba e conhecendo seus pontos positivos e negativos refletimos sobre Teresina, e vemos como é grande o seu potencial de também ser uma cidade modelo, utilizando e adequando exemplos como o de Curitiba à nossa realidade", finaliza


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