Tarifa de ônibus no Recife sobe para R$ 2,45‏

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A partir desta segunda-feira (12) a tarifa de ônibus referente ao anel A na Região Metropolitana do Recife (RMR) custará R$ 2,45. O valor definido na manhã desta sexta-feira (9) em reunião do Conselho Superior do Transporte Metropolitano, no Centro de Convenções, em Olinda, foi de R$ 2,428 e deverá ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O valor do anel G também foi reajustado e passa de R$ 1,40 para R$ 1,60.
O reajuste de 12,93%, equivale à variação do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), acumulado de janeiro de 2013 a dezembro do ano passado.

Os valores das tarifas B e D não sofreram alteração e devem continuar custando R$ 3,35 e R$ 2,65, respectivamente.

O Passe Livre para estudantes da rede pública estudal também foi pauta na reunião e foi determinada a criação de um grupo de trabalho que vai definir critérios para concessão do Passe Livre, que deve começer a funcionar no início do segundo semestre letivo. Estima-se que 310 mil estudantes sejam beneficiados.

Em protesto contra o aumento, cerca de 50 manifestantes de diferentes movimentos sociais saíram em passeata do Grande Recife Consórcio, no bairro de São José, até a Secretaria das Cidades, no bairro da Boa Vista. O grupo, articulado pela Frente de Luta pelo Transporte Público conta com a participação da sociedade civil organizada, representada pela Central Sindical e Popular (Conlutas), Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Movimento Sem Terra (MST), rodoviários e metroviários.

Um dos integrantes da Frente Popular pelo Transporte Público, Tulio de Luna, critica a falta de diálogo do governo com o movimento. "Nosso movimento é contra qualquer tipo de aumento. Lutamos pela tarifa zero. Pela abertura das contas do valor da tarifa. O passe livre deve ser para todos porque sabemos que se o passe livre for apenas para os estudantes, é o trabalhador quem vai pagar essa conta."

O protesto interrompeu o trânsito no Cais de Santa Rita, no sentido centro da cidade e complicou o tráfego. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) esteve no local orientando os motoristas. Ao passar pelas avenidas Guararapes e Dantas Barreto, o movimento foi aplaudido e recebeu apoio de quem esperava o ônibus nas paradas. 

Informações: Diário de Pernambuco

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Tarifa zero para Metrô em São Paulo terá limite de 50 viagens por mês

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que a tarifa zero para estudantes de baixa renda terá limite de 50 viagens por mês no Metrô, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). A informação foi confirmada pelo recém-empossado secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. Segundo ele, terão direito ao benefício os alunos da rede pública de ensino e os estudantes de universidades públicas, cuja renda per capita seja de até um salário mínimo e meio (1.182 reais).

O projeto de lei ainda precisa ser votado pelos deputados estaduais, que só voltam do recesso no dia 2 de fevereiro, quando começa o ano letivo. Uma medida semelhante, que prevê a gratuidade nos ônibus municipais proposta pelo prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), está em um estágio mais avançado: foi aprovada pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado, mas ainda precisa ser regulamentada pela prefeitura. A administração, no entanto, limitou a cota para 48 viagens, o que contraria a declaração de Haddad de que o estudante poderia usar o passe livre "para tudo", além da ida e volta para escola.

O anúncio da tarifa zero ocorreu no momento em que o preço da passagem de metrô e ônibus subiu de 3 reais para 3,50 reais.

Informações: Estadão

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SMTT multa mais de 150 ônibus por tráfego fora da Faixa Azul em Maceió

Durante nove meses de implantação da Faixa Azul em Maceió, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) aplicou 156 multas a ônibus coletivo que trafegaram fora da via exclusiva para transportes públicos. Já em relação aos condutores de veículos particulares que utilizaram a via indevidamente, o número de multas foi de 4.400. Os números se referem ao período de março a dezembro de 2014.

A Faixa Azul entrou em vigor em fevereiro, mas em caráter experimental, nas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima. Só em março é que as multas começaram a ser aplicadas. Segundo a SMTT, 40% da frota do ônibus usam a faixa exclusiva. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa pelo uso indevido da via, que é de natureza leve, é de R$ 53. 

O diretor de Operações da SMTT, Carlos Calheiros, informou que as empresas de ônibus são notificadas sobre as infrações. “A multa vai para a empresa, que fica responsável pelo pagamento. A identificação do motorista do coletivo que cometeu a infração também fica sob a responsabilidade da empresa”, afirmou.

Calheiros disse que dentre as infrações mais comuns observadas pelos agentes está a ultrapassagem fora da faixa. “O motorista de ônibus já sabe que não pode fazer ultrapassagem em pontos onde não existem duas vias dentro da Faixa Azul. Nos locais onde há pontos de ônibus isso acontece, e eles podem fazer a ultrapassagem sem cometer infração”, explicou.

O diretor disse que as multas são aplicadas durante fiscalizações de rotina dos agentes. Segundo ele, a proposta é de que seja implantado um sistema chamado fotossensor que funciona de forma eletrônica, com equipamentos instalados nas avenidas.

Por Carolina Sanches
Informações: G1 AL

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Bilhete Único inova a mobilidade em Jundiaí

Com uma única tarifa o usuário pode acessar qualquer linha, dentro do período determinado, sem a necessidade de se deslocar até os terminais para fazer essa mudança. Desde 2013, inclusive, a passagem de ônibus foi mantida a R$ 3 por determinação da Prefeitura.

Além disso, a Prefeitura de Jundiaí vai iniciar em 2015 a construção do primeiro trecho do BRT (trânsito rápido por ônibus). Serão investidos R$ 125,1 milhões, sendo R$ 106,6 milhões de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Federal, e R$ 18,5 milhões de contrapartida do município.

O primeiro trecho do BRT, de 4,15 quilômetros, ligará o Terminal Colônia (na região Leste da cidade) ao Centro, em terminal específico para o sistema que será construído na região da avenida União dos Ferroviários.

No trecho estão previstas cinco paradas de ônibus (estações de embarque/desembarque) e outras duas de transferência. “Essa vai ser a segunda grande mudança do conceito de mobilidade na cidade”, afirma o prefeito.

Para o secretário de Transportes, Wilson Folgozi, as iniciativas democratizam o uso do transporte público na cidade. Sobre o Bilhete Único, ele ressaltou: “A integração com uma só tarifa, proporciona mais segurança e rapidez ao usuário.”

“Quem já tem o cartão do sistema SIM não precisa se preocupar, pois ele vai funcionar com as vantagens do Bilhete Único. O que muda nesse processo é apenas a informação que está no validador dentro dos ônibus”, explica Folgozi.

O sistema
O cadastramento para ter o Bilhete Único não tem custo e prazo para encerrar, podendo ser feito através do site.

Ao acessar, a pessoa precisa preencher dados como nome completo, data de nascimento, nomes do pai e da mãe, CPF, RG, endereço residencial com CEP e e-mail. O sistema solicitará a criação de uma senha, que será utilizada todas as vezes que a pessoa acessar seu cadastro para controlar seus créditos no cartão, além de outros serviços.

“Os usuários esporádicos que comprarem o bilhete no terminal, sem o cartão com sistema SIM, receberão um ‘cartão terminal’, não podendo fazer a integração com apenas uma passagem. Portanto, é importante destacar que, mesmo para o usuário que não usa frequentemente o ônibus é interessante se cadastrar no Bilhete Único, gratuitamente”, completa o secretário.

O usuário pode recarregar o cartão via internet, também pelo site do Bilhete Único e fazer o pagamento por meio de boleto. A recarga será efetuada dentro de qualquer ônibus do SITU. Outros recursos de instrução e orientação ao uso do novo sistema estarão disponíveis nos próximos dias.
“Uma cartilha com perguntas e respostas mais frequentes estará no site do Bilhete Único. Além disso, um aplicativo chamado ‘B.U Fácil’ será lançado para que o usuário (acesse do celular ou do próprio site) visualize os 115 pontos de embarque e desembarque e, também, quais linhas passam pelo destino desejado”, completa o secretário.

Atualmente 50 mil pessoas utilizam, frequentemente, ônibus para se locomover. Cerca de 1,8 mil novos usuários já se cadastraram, além de 200 pessoas com deficiência.

Por Luiza Ronchi | Fotos: Paulo Grégio
Informações: Prefeitura de Jundiaí

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São Paulo: Reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais revolta passageiros

O aumento de 12% nas tarifas dos ônibus intermunicipais, ontem, deixou os usuários do transporte coletivo, na Região, revoltados. Nos pontos de ônibus e nas redes sociais o descontentamento com o reajuste de 12% era unânime. As novas passagens variam de R$2,65 a R$10,60.
Foto: Luiz Torres/DL
“Esse aumento é um absurdo. Não se vê qualidade no transporte. Só se vê aumento. Fui pega de surpresa”, disse Fabiana dos Santos. A atendente mora em Praia Grande, trabalha no Centro de Santos e terá de pagar R$4,30 pelo trajeto. “Hoje não estava com o cartão- transporte. Tive que pedir para ficar devendo os centavos que faltavam para um amigo. Ninguém avisou que iria aumentar”.

O mecânico de manutenção André Luiz Torres também é morador de Praia Grande. Ele trabalha na Avenida Afonso Pena, em Santos, e precisa utilizar duas conduções para chegar até o serviço. “Aumenta e o povo continua sofrendo. Pego dois ônibus. Saio do serviço e venho andando até o Centro para pegar a condução vazia, mas não adianta”, afirma.
Assim como Fabiana, Torres disse que ficou surpreso com o reajuste. “Tinha ouvido falar, mas não era nada certo. Meu chefe vai gastar mais com condução do que com pagamento”, ressalta. O mecânico, que paga duas das quatro passagens que utiliza do próprio bolso, terá que desembolsar mais de R$ 15,00 por dia.

A repercussão do reajuste nas redes sociais também chamou a atenção. Mariana Moraes, estudante de Arquitetura e Urbanismo e moradora do bairro Tancredo Neves, em São Vicente, compartilhou no Facebook a preocupação com o retorno às aulas. “R$ 8,70 por dia para ir para a faculdade? Isso só de transporte. Quem faz esses reajustes não deve ter noção que R$0,55 faz muita diferença no bolso do assalariado no final do mês. Preciso providenciar uma bike urgente e pedir proteção aos santos, para a minha segurança“. Uma amiga da estudante comentou a publicação: “Se no mínimo fosse um transporte de qualidade, seria justo o valor, mas além de tudo ainda é obrigado a ir amassado, passando sufoco no calor. Isso quando o ônibus para”.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), órgão ligado ao Governo do Estado, afirma que “o reajuste das tarifas das linhas metropolitanas foi anunciado pelo Governo do Estado no dia 29/12, tendo sido amplamente divulgado pelos veículos de comunicação de todo o Estado desde então. O reajuste leva em conta a variação dos custos de insumos como combustível e mão-de-obra no período, além da distância percorrida pelas linhas”.

O Diário do Litoral não registrou o recebimento de release, no último dia 29 — ou nos dias seguintes (véspera de Ano-Novo) — com informações referentes ao reajuste das tarifas intermunicipais. A nota divulgada na edição do último domingo foi baseada em informações publicadas no Diário Oficial do Estado, no dia 31 de dezembro.

Protesto

O Movimento Passe Livre (MPL) organiza protestos em todo o País contra o reajuste das tarifas do transporte público. Em Praia Grande, o ato está marcado para o próximo domingo, às 16 horas, com saída em frente ao Terminal Tude Bastos.

No evento criado no Facebook, os organizadores ressaltam o aumento da tarifa dos coletivos de Praia Grande — de R$2,90 para R$3,30 — e também dos ônibus intermunicipais. Até o fechamento desta edição, das 4,1 mil pessoas convidadas para a atividade 243 confirmaram presença.

Em junho de 2013, uma série de protestos tomou conta de diversas cidades brasileiras. Os atos tiveram início com o Movimento Passe Livre, em São Paulo, devido ao aumento de R$0,20 nas tarifas no transporte paulistano. As manifestações ganharam força e outras pautas como melhorias nas áreas de Saúde e Educação foram incluídas na lista de reivindicações. 

Relato de uma repórter que usa o transporte público

O ponto de ônibus da Avenida Ulisses Guimarães, no Jardim Rio Branco, em São Vicente, estava movimentado. Uma maioria de trabalhadores aguardava o coletivo que os levaria para seus respectivos trabalhos, em Santos. O papo da terça-feira ensolarada poderia discorrer sobre o intenso calor ou a alta na conta de luz, por exemplo. Mas não. A conversa tinha pauta exclusiva: o aumento das passagens. 

Perguntei à primeira pessoa que vi se o 932 — linha que faz o trajeto Parque das Bandeiras/Centro de Santos via Cubatão — já havia passado. Outras pessoas também aguardavam o mesmo coletivo. Ouço como reposta: “Acabou de passar”. O rapaz de mochila, ao meu lado, estava indignado com a nova tarifa: “É um roubo! Não acredito que tiveram coragem de aumentar de R$ 3,85 para R$ 4,30”.  Apesar de saber — repentinamente e por acaso — que as passagens seriam reajustadas nesta semana, não imaginei que a alta fosse de R$ 0,40. Os demais usuários também não.

Após meia hora de conversa fico sabendo que, mais cedo, trabalhadores, pegos de surpresa com o aumento, retornaram para casa, pois não tinham os R$ 0,40 necessários para completar a passagem. Alguns contaram com a solidariedade de um senhor que ‘passou’ seu cartão transporte cobrando o valor antigo da tarifa. 

Uma hora e meia depois, dois coletivos especiais e muitas reclamações, o 932 — cuja tarifa era de R$3,85 — chega repleto de passageiros que, como eu, também estão atrasados. Durante a viagem o papo continuou. Na cabeça calculo o que poderia comprar com os R$ 0,45 que terei de pagar a mais. Considerando duas viagens em cinco dias, penso que com esse dinheiro poderia comprar um sorvete com três bolas e cobertura de morango na Rua João Pessoa. 

Quarenta minutos depois, tempo médio do percurso, chegaria ao jornal com uma pauta e diversos lados, inclusive o meu.

Por Daniela Origuela
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