Rodoviários entram em greve no DF e deixam 500 mil pessoas sem ônibus

sexta-feira, 6 de março de 2015

Rodoviários de duas empresas decidiram cruzar os braços e deixaram pelo menos 13 regiões administrativas do Distrito Federal sem ônibus na manhã desta sexta-feira (6). De acordo com o sindicato da categoria, a Marechal e a Pioneira deixaram de repassar os salários e o tíquete-alimentação, deixando 500 mil pessoas sem o serviço. O diretor do DFTrans, Clóvis Barbará, declarou que todas as organizações receberam em dia.

Por telefone, a Marechal, responsável por 464 veículos, disse que informou ao sindicato que faria o pagamento às 10h desta sexta. A empresa disse que o repasse do governo foi feito no final da tarde, atrapalhando o pagamento. Barbará afirma que houve problemas com o sistema bancário.

Já a Pioneira, dona de 625 ônibus, disse que recebeu o repasse, mas não em quantia suficiente para quitar os salários dos funcionários. "Vale lembrar que ainda não são cobradas passagens dos usuários do BRT desde o início da operação, o que causa um déficit ainda maior. A empresa enviou ao banco a folha de pagamento e aguarda o repasse do governo para efetuar o pagamento dos rodoviários", disse em nota. O DFTrans declarou que o valor é suficiente e que as dívidas são de contratos irregulares feitos no último ano.

Com a greve, 2 mil rodoviários foram prejudicados e deixaram de circular em Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá, Itapoã, Varjão e Park Way. Motoristas têm salário-base de R$ 1.928 e cobradores, de R$ 1.008. O valor do tíquete-alimentação é o mesmo: R$ 417.

Os funcionários se reuniram na garagem do P Sul para protestar. Diretor de imprensa do sindicato, João Jesus de Oliveira disse passou a quinta-feira tentando negociar com as empresas. “Já está virando uma moda isso de o pagamento não entrar no quinto dia útil do mês”, afirma. “As empresas dizem que dependem do repasse do DFTrans para quitar a folha e que aguarda os recursos.”

Já está virando uma moda isso de o pagamento não entrar no quinto dia útil do mês. As empresas dizem que dependem do repasse do DFTrans para quitar a folha e que aguarda os recursos. ''João Jesus de Oliveira''

Informações: G1 DF

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