Curitiba começa a instalar faixas exclusivas de ônibus

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Curitiba vai ganhar sua primeira faixa exclusiva para ônibus, num trecho de 2,5 quilômetros na Rua XV de Novembro, entre a Avenida Nossa Senhora da Luz e Rua João Negrão. As obras de pavimentação e preparo da pista começaram ontem, com o trabalho de recapagem entre as ruas Camões e Padre Germano Meyer em todas as faixas de rolamento, começando com o lado esquerdo, onde fica o estacionamento. A expectativa é de que até o início de junho ônibus de 11 linhas comecem a trafegar pela via exclusiva. A Urbs, que gerencia o sistema de transporte coletivo, estima que a faixa dê um ganho de velocidade operacional de pelo menos 5%.

Com as mudanças, a faixa da direita da Rua XV de Novembro será exclusiva para ônibus e tachões farão a divisão com as demais pistas. Esse primeiro trecho foi escolhido porque, em média, um ônibus por minuto passa pelo local. A via exclusiva, além de aumentar a velocidade dos veículos, contribui para a regularidade das linhas, que atendem a 45 mil passageiros, e são muito vulneráveis ao tráfego de automóveis e outros veículos. As obras devem seguir para o trecho entre as ruas José de Alencar e Ubaldino do Amaral. Nesse ponto, o trabalho fica restrito à faixa da direita. Já entre as ruas Ubaldino do Amaral e João Negrão, todas as faixas sofrerão intervenções.

A primeira etapa, de pavimentação, é coordenada pela secretaria de obras e deve ser finalizada até meados de maio. Na sequência, a Secretaria de Trânsito (Setran) deve colocar a sinalização específica nas faixas. Ao contrário das canaletas, que são isoladas por meio fio em avenidas estruturais, as faixas exclusivas serão implantadas em ruas e avenidas de trânsito compartilhado.

De acordo com a secretária de trânsito, Luiza Simonelli, nesse primeiro mês uma força-tarefa com agentes da Setran e de outros órgãos da prefeitura fará um trabalho de conscientização e educação com comerciantes, moradores da região e motoristas. “Faremos um amplo trabalho de divulgação do que é a faixa exclusiva, o objetivo e as penalidades para quem desrespeitar. Queremos que a população entenda o benefício da faixa exclusiva”, explica. Só depois é que começará a fiscalização com agentes e radares.

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Radares irão flagrar invasão a faixa de ônibus em Mauá

Até o meio do ano, a Prefeitura de Mauá deverá instalar radares para flagrar invasões à faixa exclusiva para ônibus na Avenida Barão de Mauá. A fiscalização, que é feita manualmente por agentes de trânsito, já resultou na autuação de cerca de 1.200 motoristas, o que equivale a quase 14 multas por dia. Pelo corredor, passam 30 mil passageiros diariamente. A quantidade corresponde a 30% da demanda total.

Apesar de o número de punições parecer alto, o desrespeito à restrição é muito mais frequente. A equipe do Diário esteve na avenida na tarde de ontem e, em dez minutos de observação, flagrou 23 automóveis, motocicletas e caminhões utilizando a faixa da direita da pista sentido bairro. No mesmo período, 16 ônibus percorreram o espaço, sendo que cinco eram de fretamento. Foi vista uma viatura do departamento de Trânsito do município.

Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Azor Albuquerque, a fiscalização é feita somente por duas viaturas, sendo que dois agentes ficam a bordo de cada uma. Eventualmente, motocicletas prestam apoio à operação.

Com a implantação dos radares, a previsão é de que o número aumente significativamente. Devem ser instalados entre oito e dez equipamentos em cada sentido. “Isso irá otimizar a operação do departamento de Trânsito em toda a cidade, pois os agentes não precisarão ficar parados na avenida e poderão atuar em outros pontos”, comenta Albuquerque. A expectativa é que os aparelhos possam ser colocados até junho, já que o contrato com a atual prestação de serviços na área de fiscalização eletrônica já prevê o aumento no número de unidades em funcionamento.

Apesar do alto número de flagrantes feitos pelo Diário, o secretário afirma que o desrespeito às faixas está diminuindo. “Em fevereiro, foram bastante autuações, mas em março já deu uma caída”, garante. Albuquerque informa que o tempo de viagem de ida e volta entre os terminais Itapeva e Centro caiu pela metade, passando de 50 para 25 minutos, aproximadamente.

A garçonete Adriana Torres, 42 anos, reconhece melhoria na fluidez, mas cobra o aumento na frota disponível. “Não adianta o ônibus andar mais rápido se temos de esperar meia hora no ponto”, protesta. Já a auxiliar administrativa Daniele Barbosa, 28, diz não ter visto mudanças positivas. “Piorou o trânsito na cidade como um todo. Não tem espaço para isso.”

Cidade terá outro corredor até junho

A Prefeitura deverá implantar até junho a segunda faixa exclusiva para ônibus em Mauá. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Azor Albuquerque, o projeto para expandir a medida para a Avenida Presidente Castelo Branco ainda está em fase de elaboração. “Estamos medindo o impacto nas vias paralelas”, explica. A via é a principal ligação entre o Centro e o Jardim Zaíra.

Como a Castelo Branco é estreita, parte do tráfego terá de ser desviada para vias do entorno, como a Avenida Luís Gonzaga do Amaral.

Albuquerque salienta que, após o início da operação, as duas faixas de ônibus irão atender à metade dos passageiros do sistema municipal de Transporte, o que equivale a aproximadamente 50 mil pessoas diariamente.

O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) define como infração leve a invasão às faixas exclusivas para ônibus. O motorista flagrado tem de pagar multa de R$ 53,20 e recebe três pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Em Santo André, funcionam desde o ano passado corredores na região central na Vila Luzita. 

Fábio Munhoz 
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Recife: Inauguração da Via Mangue é adiada para o final de maio

Uma obra de 1.150 dias. Esta é a Via Mangue, serviço viário tão prometido para desafogar o tráfego na Zona Sul do Recife desde outubro de 2013, visando a Copa do Mundo, que só ficará pronto 12 dias antes do início do mundial no país. Depois de passar por atrasos e receber aditivos nos preços e no prazo, a obra, prevista pela atual gestão municipal para ser entregue hoje, passa a ter nova data de inauguração: 31 de maio.

Isso porque aos 45’ do segundo tempo ficou claro para a Secretaria de Infraestrutura do Recife que o impacto da obra no tráfego acabaria trazendo mais danos que benefícios à Rua Antônio Falcão, onde já se verifica fluxo intenso de veículos, em Boa Viagem. Agora, o elevado passa a ser conectato à Rua Antônio Torres Galvão, 270 metros à frente, demandando um alongamento da via.

De acordo com o diretor de engenharia da secretaria, Vicente Perrusi, além de estendido o elevado, também serão feitas readequações em duas pontes, a Paulo Guerra, até o acesso ao Shopping RioMar, e a da Encanta Moça, até a Rua Gabo Coutinho. Ambas, cujo projeto previa apenas duas faixas de tráfego, passarão a ter três. “Estamos com 96,35% da obra concluídos e o que falta será feito no mês de maio. Tudo ficará pronto no prazo e se tiver alguma pendência será, no máximo de alguma pintura, ponto de iluminação… Alguns ajustes facilmente resolvidos”, diz.

Atualmente, cerca de 2,3 mil pessoas atuam diretamente na conclusão da Via Mangue em cinco frentes de trabalho. A obra, que teve início em 7 de abril de 2011, recebeu um nono aditivo, publicado no Diário Oficial do último sábado (26), que deixou o prazo de entrega mais elástico, até o fim de maio, e também reajustou o valor da intervenção urbana em R$ 47,6 milhões, elevando o custo total da via para R$ 431 milhões. O novo investimento representa a inclusão de serviços não inicialmente previstos, a exemplo da pintura do mastro principal da via. A fase de finalização, que inclui a instalação da rede elétrica e de iluminação pública, bem como a cobertura asfáltica, deve ser realizada nas próximas semanas.

Saiba mais

Cronograma das obras

Abril de 2011 - início das obras

Setembro de 2013 era a previsão de conclusão

Abril de 2014 - prazo prometido pela administração

Maio de 2014 - novo prazo
4,75 km é a extensão da via
270 metros será o alongamento até a Rua Antônio Torres Galvão
60 km/h é a velocidade média prevista para a via
R$ 431 milhões é o atual custo da obra
992 famílias que moravam em palafitas foram removidas
3 conjuntos habitacionais foram entregues em novembro de 2011


Equipamentos

4 elevados 
vão compor o sistema viário

8 pontes 
estão incluídas no traçado

2 alças 
farão a ligação com a Ponte Paulo Guerra e o Temudo

3 faixas 
terão as Pontes Paulo Guerra e Encanta Moça

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BRT/Move tem falhas de acessibilidade

A falta de acessibilidade em ônibus e estações do BRT/Move, o sistema de transporte rápido de Belo Horizonte, ainda é um desafio para os deficientes. O tema foi discutido na tarde desta segunda-feira na Câmara de Vereadores em audiência pública. Nos próximos dias, um relatório com as principais reclamações, como a disponibilidade de apenas um cadeirantes por veículo e a falta de plataformas nas estações Paraná e Santos Dumont, será entregue a BHTrans. 

A audiência, proposta pelo vereador Leonardo Mattos, começou às 13h30. Diversos deficientes físicos compareceram ao Plenário Helvécio Arantes e expuseram os problemas vividos por eles durante as viagens do BRT. “As principais reclamações foram a falta de mais um lugar para cadeiras de rodas nos ônibus, o piso tátil para cegos são muitos rasos e eles não estão conseguindo tatear, as estações Paraná e Santos Dumont ainda não possuem uma rampa e por isso os deficientes tem que dar uma voltar para entrar nos terminais. Além disso, a situação na Estação São Gabriel mal foi inaugurada e já está com elevadores estragados”, explica o parlamentar. 

Um representante da BHTrans compareceu na reunião e explicou algumas situações. “A empresa afirmou que vai fazer um laboratório na Estação Paraná onde todos os conceitos de acessibilidade serão implementados nos próximos meses”, afirma Mattos. 

As reclamações dos usuários serão reunidas em um relatória que vai ser entregue, nos próximos dias, para a empresa que administra o trânsito na capital mineira. “Também propusemos que a BHTrans crie um conselho com pessoas deficientes, cidadãos usuários do transporte coletivo e da própria empresa para levar os problemas e negociar as soluções deles”, diz o vereador.

Por João Henrique do Vale
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TCE pede subsídios técnicos sobre escolha de monotrilho

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) solicitou a especialistas no setor de engenharia subsídios técnicos sobre a escolha do modal monotrilho para atender à futura Linha 18-Bronze do Metrô (Tamanduateí/Djalma Dutra).

A licitação para as obras está suspensa desde o dia 15, depois que o terminal acolheu representações de uma empresa  sediada em Barueri e do advogado Virgílio Alcides de Farias. Entre as contestações apresentadas estava o fato de que a escolha da tecnologia monotrilho diminui a concorrência devido ao baixo número de fabricantes no mundo. O modal será utilizado na Linha 15-Prata, que deverá ter as primeiras estações inauguradas em breve.

O despacho do TCE, assinado no dia 24, pede que as informações solicitadas sejam fornecidas pela USP (Universidade de São Paulo), por meio das faculdades de Arquitetura e Urbanismo e Politécnica. Também foram acionados o Instituto de Engenharia e o Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). O documento não cita prazos para que os órgãos acionados entreguem os materiais.

A Linha 18-Bronze, que ligará a Capital ao Centro de São Bernardo, terá 15,7 quilômetros de extensão e também passará por São Caetano e Santo André. O projeto prevê a existência de 13 estações ao longo do trajeto. O investimento previsto é de R$ 4,2 bilhões.

Fábio Munhoz 
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