No Recife, BRT improvisado vai piorar ainda mais a Avenida Conde da Boa Vista

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O improviso predominará na operação dos BRTs (Bus Rapid Transit) na Avenida Conde da Boa Vista, Centro da capital, por onde passam 22% das linhas do sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife. As seis estações de BRT que estão sendo implantadas às pressas na via (quatro delas já em obras) vão descaracterizar ainda mais o modelo em Pernambuco. 

Alguns dos princípios básicos do BRT estão sendo ignorados pelo governo do Estado exatamente por causa da urgência em iniciar a operação antes da Copa do Mundo. As estações não terão embarque em nível, nem ar-condicionado. Ficarão com as portas abertas enquanto estiverem em operação e os ônibus terão portas do lado direito para se adequarem às estações, além de dividirem espaço na circulação com mais de 500 coletivos comuns. Isso sem falar que as estações não serão padrão e para piorar, elas serão totalmente pequenas e desconfortáveis.

A necessidade em encontrar uma solução a curtíssimo prazo – a operação do Corredor Leste-Oeste está prevista para começar em abril, ainda como teste – deixou a Secretaria das Cidades sem opções. A saída foi partir para o improviso, o que não deverá agradar aos passageiros que utilizam a Conde da Boa Vista e costumam reclamar das condições de operação e manutenção do corredor existente na via. O Estado apressa-se em garantir que o ar de improviso será, de fato, provisório, mas também não consegue dar uma previsão de quando e se a Conde da Boa Vista um dia será adequada para receber apenas o sistema de BRT.

“Não posso dar prazos. Posso dizer que a construção de seis estações provisórias foi a solução que encontramos para atender a boa parte dos 68 mil passageiros que todos os dias passam pela via. Não podíamos simplesmente tirar todos os ônibus convencionais, que operam 78 linhas vindas das mais variadas áreas da cidade. Se pensou em fazer uma transferência no Derby, mas seria algo difícil de operacionalizar, principalmente com as restrições de preservação que envolvem a praça. O jeito foi pensar em paradas diferentes para os ônibus comuns e os BRTs”, explica o diretor de Operações do Grande Recife Consórcio, André Melibeu.
Cada estação provisória de BRT a ser instalada na Conde da Boa Vista custará R$ 316 mil, totalizando um investimento de R$ 1,9 milhão – dinheiro que, provavelmente, será perdido quando as estações definitivas de BRT forem erguidas. A principal perda para o passageiro – que afetará o ganho de tempo na viagem do BRT – será a ausência do embarque em nível. Nesse caso, o passageiro terá que descer degraus que serão instalados nos veículos de BRT que estão sendo adquiridos pelos operadores para chegar à estação. O fato de as paradas também não terem ar-condicionado incomodará porque, segundo o Grande Recife, as portas das estações permanecerão abertas o tempo em que o sistema estiver funcionando.

Dessa forma, os riscos de evasão de receita serão grandes – quando passageiros entram sem pagar. “Teremos que ter fiscalização permanente. Por outro lado, a passagem será paga na estação, e não mais no ônibus, o que agilizará a operação. E os BRTs terão ar-condicionado, o que representa conforto para o usuário. Não é o ideal, sabemos, mas foi a solução encontrada até que, junto com a Prefeitura do Recife, seja decidido uma solução para a Conde da Boa Vista”, defende Melibeu.

Postado por Roberta Soares
Enriquecimento das informações do Blog Meu Transporte

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Multa por invadir faixa de ônibus em São Paulo cresce 74% em janeiro

Apesar de o debate em torno das faixas exclusivas de ônibus ter ganhado destaque em 2013, ainda é grande o número de motoristas que as invadem nas vias paulistanas. Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as multas aumentaram 74%, em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registradas 70.442 infrações - uma média de 129 multas por km de faixa ou corredor em São Paulo - ante 40.555 em janeiro de 2013.

Proporcionalmente, no entanto, as autuações por km diminuíram: em janeiro do último ano, quando a cidade tinha 122,1 km de faixas (contra 433,5 km no primeiro mês deste ano), houve 173 infrações anotadas a cada km de faixa ou corredor.

Nos últimos 12 meses, 316,4 km desse dispositivo foram instalados por toda a capital paulista, tornando-se uma das principais apostas do primeiro ano da gestão Fernando Haddad (PT) para a área de mobilidade. Avenidas importantes, como a Paulista, a Radial Leste e a Marginal do Tietê ganharam o mecanismo em horários mais movimentados da semana. A quantidade de corredores se manteve estável em 111,1 km de um ano para o outro.

Impacto

Nem todos os motoristas de carro apoiam as faixas, alegando piora nos congestionamentos - a lentidão média no pico da tarde na cidade subiu de 80 km em janeiro de 2013 para 102 km no mês passado.

É o caso do chefe de produção Tiago Rosalino, de 31 anos, morador do Parque do Carmo, na zona leste. "A gente pega umas avenidas com muito trânsito, fica parado e não passa nenhum ônibus na faixa", diz o motorista.

Já o programador Hélio Barbosa, de 32 anos, morador da Bela Vista, na região central, apoia as faixas, mas reclama da fiscalização. "Estava circulando na faixa de ônibus em um domingo e fui multado." Ele entrou com um recurso, que foi negado, e agora está esperando uma decisão em segundo grau. A multa para quem desrespeita a faixa é de R$ 53,20, além de três pontos na carteira de habilitação.

Mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo, Horácio Augusto Figueira rebate a crítica comum de que as faixas de ônibus aparentemente vazias são um sinal de que estão sendo mal aproveitadas. "Se cada ônibus na faixa tiver um intervalo de até dois minutos, podem passar 40 ônibus por hora, com 1,2 mil passageiros, o que já é mais do que uma faixa de automóvel, que por hora leva até mil pessoas."

Informações: Agência Estado

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PAC 2 conclui obras de mobilidade urbana em diferentes regiões

O 9º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento mostra que o governo federal tem atuado em todas as regiões brasileiras para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Nos três anos da segunda fase do programa, o PAC 2 concluiu seis obras de mobilidade urbana como a dos trens urbanos de São Leopoldo a Novo Hamburgo (RS) e o de Calçada a Paripe, em Salvador (BA), o aeromóvel em Porto Alegre (RS) e o Boulevard Arrudas, em Belo Horizonte (MG).

Na região Norte, a cidade de Belém (PA) conta com uma obra em execução e outra em fase de licitação para o Sistema BRT (Bus Rapid Transit), um modelo de transporte coletivo que trafega em canaletas específicas e utiliza estações adaptadas para o acesso ágil dos passageiros ao veículo, como sistema de pré-pagamento de tarifa e plataforma na mesma altura da porta do transporte. 
Macapá (AP) e Rio Branco (AC) estão com ações preparatórias para receberam corredores do ônibus. Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR), além das preparações para os corredores, também possuem projetos para a construção de terminais. Já Manaus (AM) tem em curso a estruturação de cinco corredores de ônibus, uma licitação em andamento para a implantação do BRT e ações preparatórias para o monotrilho.

Entre as cidades beneficiadas do Nordeste está Recife. A capital pernambucana recebeu 15 Trens Unidades Elétricas (TUEs) para o metrô local, além de ter também em execução as obras de duas linhas de metrô, três BRTs, dois corredores, um terminal de integração e corredor fluvial. O governo estuda ainda projetos para a construção de dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) para a cidade.

Em Fortaleza (CE), o governo concluiu a linha oeste do trem urbano da capital, que possui também obras em execução de VLT , dois metrôs, quatro BRTs e duas outras estações.

No Sul, Porto Alegre tem a primeira linha da tecnologia aeromóvel em operação comercial no Brasil. O projeto, que usa tecnologia 100% nacional, interligará a estação Aeroporto do metrô ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. São veículos suspensos, movidos a ar, que permitirão integração e acesso rápido e direto dos usuários ao terminal aeroportuário. Canoas (RS) também está com ações preparatórias para receber a novidade.

Entre outros investimentos do governo na região, estão as execuções de obras de dois BRTs, sistema de monitoramento e terminais em Curitiba, e ações preparatórias em Caxias do Sul, Joinville, Blumenau, Maringá e Foz do Iguaçu para que as regiões recebam corredores de ônibus. Florianópolis também conta com projetos de teleféricos.

No Centro-Oeste, a capital do País, Brasília, está com obras na reta final de BRT e mais corredores exclusivos para ônibus. Cuiabá (MT), por sua vez, também irá receber o VLT e os corredores de ônibus. Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Campo Grande (MS) estão com ações preparatórias para começarem as obras dos corredores.

Por fim, na região Sudeste, Belo Horizonte (MG) inaugurou em 2013 a Via Boulevard Arrudas, que consiste na readequação da avenida dos Andradas, canalizando o ribeirão que batiza a via em seu trecho central. 

Nesses três últimos anos, cerca de 30 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais receberam projetos e alguns já estão em ação preparatória para a construção de corredores exclusivos para ônibus. Santos, São Vicente (SP) e Rio de Janeiro (RJ) estão com obras já em execução de VLT.  A capital paulista também está em processo preparatório para receber as obras de ampliação da rede metroviária, a criação de seis corredores, além da aquisição de dois novos trens urbanos e a modernização de 20 estações.

Pacto da Mobilidade

Lançado em 2013, o Pacto da Mobilidade disponibiliza R$ 50 bilhões para ações de mobilidade em grandes centros urbanos e em parceria com estados e municípios.

Até 14 de fevereiro de 2014, os recursos anunciados somam R$ 31,9 bilhões para Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Paulo, Guarulhos, Osasco, do Grande ABC Paulista, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte e Manaus.

Esses empreendimentos somam-se aos demais investimentos feitos pelo governo federal destinados à construção de metrôs, monotrilhos, aeromóveis, trens urbanos, VLTs, BRTs, corredores de ônibus e teleféricos nas principais capitais, grandes e médias cidades brasileiras.

São mais de 3,5 mil quilômetros em obras de transporte coletivo sendo viabilizadas em todo o País e que vão contribuir para tornar o transporte coletivo mais confortável, rápido, seguro e com preço justo.

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Em Fortaleza, Ônibus articulados só circularão após entrega dos BRTs

Um ônibus articulado começou a operar ontem na linha 041 – Parangaba/Oliveira Paiva/Papicu. Com capacidade para 150 passageiros (35 sentados e 115 em pé), o veículo de 18,5 metros se destaca nas ruas da Capital. Após o período de teste, estimado em duas semanas pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), a circulação de dez veículos já adquiridos só ocorre após a entrega de corredores exclusivos para o transporte público.

A reportagem acompanhou a viagem do ônibus articulado partindo do terminal da Parangaba, na manhã de ontem, passando pelas avenidas Silas Munguba (antiga Dedé Brasil), Paulino Rocha, Oliveira Paiva, Washington Soares e Engenheiro Santana Júnior. O ônibus possui seis portas: três em cada lateral. O modelo permite a entrada pelo lado esquerdo em estações instaladas nos canteiros centrais. Sem degraus, o piso é rebaixado e se aproxima ao nível das calçadas.

Para fazer as curvas, o veículo precisa tomar duas faixas das vias e exige habilidade do motorista em ruas estreitas. Durante a viagem de uma hora e 20 minutos, em dois momentos foi necessário parar na conversão. “A circulação destes ônibus requer total priorização nas vias. Dentro de um corredor priorizado, ele tem regularidade no percurso e pode trafegar com menores tempos de viagem”, explica Antônio Ferreira, diretor técnico da Etufor. Segundo ele, a previsão inicial é que os dez ônibus já comprados para a frota operem na mesma linha.

Pelos prazos de entrega do Bus Rapid Transit (BRT), os ônibus terão de esperar meses para circular. Segundo a Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), os corredores da Paulino Rocha e Alberto Craveiro funcionarão parcialmente em junho. Não terão funcionamento total porque dependem de obras na Via Expressa e na Silas Munguba (previstas para o fim de 2015).

A previsão de entrega do BRT Antônio Bezerra/Centro é agosto. Já o corredor Antônio Bezerra/Papicu tem obras com execução em curso este ano, com entrega prevista para o segundo semestre de 2015. A partir de agosto, estão previstas reformas e ampliação de terminais que integram os BRT: Parangaba, Messejana e Siqueira.

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