Projeto prova que nunca é tarde para começar a se equilibrar sobre duas rodas

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

“Não dá para descrever como é aprender algo, a fazer algo que você queria muito, mas achava que nunca conseguiria. É assim que a assistente administrativa Márcia Valéria Sica, de 43 anos, tenta explicar o sentimento de ter virado uma ciclista, um ano e meio atrás. Quando criança, ela era mais do tipo estudiosa e caseira e, por isso, acabou sem ter muitas oportunidades de andar de bicicleta com os amigos. Mas não perdeu a vontade de fazê-lo depois de adulta. “Num domingo, li no jornal um texto sobre o Bike Anjo e pensei ‘se esse pessoal consegue, também consigo’.”

O Bike Anjo foi criado em São Paulo, em 2010, quando um grupo de voluntários decidiu ensinar outras pessoas a andarem de bicicleta. A ideia conquistou instrutores e aprendizes em outras cidades, como Recife, Brasília e Belo Horizonte. Foi na capital mineira que Márcia encontrou o seu próprio anjo, Javert Denilson Bastos, de 47 anos. A estratégia do instrutor replica o modo como seu pai o ensinou, na infância. “O processo de aprendizado pode demorar mais ou menos, dependendo da pessoa, mas garanto que todos que persistem podem pedalar sem medo”, conta ele.

Em BH, os encontros da Escola Bike Anjo (EBA, como é conhecida) são realizados sempre no último domingo do mês, no cruzamento das avenidas Brasil e Carandaí – mais precisamente em frente ao Colégio Arnaldo. A programação de todas as capitais pode ser acompanhada na página oficial do projeto no Facebook.

Além de ensinar a pedalar, o Bike Anjo tem debatido questões ligadas ao ciclismo e à mobilidade urbana, por meio de oficinas de capacitação.   A próxima será nesta quinta, dia 30, com o tema “Como incidir em políticas públicas para promover o uso da bicicleta?”, , em São Paulo. Interessados em participar podem se inscrever pela internet. Quem não puder estar lá presencialmente pode assistir a atividade pela internet.

Para Márcia, ao aprender a pedalar, as pessoas desenvolvem um novo olhar para o local onde vive “Surge uma relação nova com a cidade e com outras pessoas. Conheci muita gente graças ao projeto”, explica a ciclista estreante, que agora pretende comprar seu primeiro modelo de bicicleta. Também para essa escolha, ela conta com o apoio dos bike anjos e afirma que o novo hábito veio pra ficar. “Agora que aprendi, quero praticar todos os dias”, conclui.

Informações: Catraca Livre

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