Prefeitura de SP quer mais corredores de ônibus no Orçamento Geral da União

terça-feira, 15 de abril de 2014

A prefeitura de São Paulo pleiteia mais recursos federais para tirar do papel seu plano de corredores de ônibus. O prefeito Fernando Haddad em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, solicitou para que as novas obras sejam incluídas no OGU – Orçamento Geral da União. Na prática, os recursos não se limitassem apenas em financiamentos ou programas cuja liberação de verbas é mais complicada.

No entanto, a administração municipal encara novo problema com o projeto. Decisão da justiça paulista impediu a expedição pela prefeitura de novos licenciamentos ambientais, o que vai atrasar a construção dos corredores. Mas, o prefeito se mostrou confiante e diz que não vai recuar nas propostas de mobilidade para a cidade.

Caso os corredores novos fossem incluídos no Orçamento da União, a cidade não ficaria refém do ritmo do Congresso Nacional e as obras não atrasariam, defendeu Haddad. Caso a lei sobre a renegociação fosse aprovada, o retorno dos investimentos federais nas obras em São Paulo seria definido já dentro da capacidade de endividamento da cidade.

“Dos nossos 150 km de corredores, uma parte era do Orçamento-Geral da União (OGU) e a outra parte, programa de ajuste fiscal. Nós pedimos para incluir mais obras no OGU, mesmo que seja para o ano que vem. Para nós é mais importante garantir OGU para os próximos anos do que tentar viabilizar o programa de ajuste fiscal agora, que exige uma série de providências para as quais nós não estaríamos preparados, até porque teria que ter votado já a lei da dívida (renegociação da dívida de Estados e municípios) e isso não foi feito” – disse Haddad à imprensa.

O projeto enfrenta resistência por parte de alguns comerciantes que não querem perder as vagas de estacionamento, por exemplo. Porem, a medida é necessária para ajudar na mobilidade de milhões de pessoas. Os corredores são uma solução mais rápida que os ramais de Metrô, estes que por sua vez são mais caros e de longo período de implementação. Em outras palavras, para a cidade ter uma estação de Metrô em cada bairro demandaria muito tempo. Enquanto este cenário inimaginável não chega, os BRT’s podem aliviar e muito o problema do deslocamento.

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